quinta-feira, 10 de maio de 2018

Os dilemas do PT

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

O PT está enfrentando o seguinte dilema:

Apesar de todos os percalços, continua sendo o partido de esquerda mais estruturado, mais popular e com maior penetração no sindicalismo e nos movimentos sociais. E possui a maior liderança popular do país, Lula.

A prisão de Lula promoveu um pacto inédito entre os partidos de esquerda. Por outro lado, cada qual procura se viabilizar. E aí, se esbarra na grande incógnita: a candidatura de Lula a presidente.

General Mourão é o novo "Aerotrem"

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Lembram-se daquela figura meio sinistra do baixinho, barrigudinho, careca e de bigode chamado Levy Fidélix, que aparece como candidato em todas as eleições, defendendo um tal de “Aerotrem”, que ninguém sabe o que é?

Pois é, agora ele ameaça não ser candidato a presidente para lançar em seu lugar o general da reserva Antonio Hamilton Mourão pelo seu PRTB, que quer dizer Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, seja lá o que for isso.

Os golpes midiáticos nasceram na Venezuela

Por Nicholas Valdés, no site Carta Maior:

O conhecido jornalista espanhol Ignacio Ramonet afirmou nesta segunda-feira que foi na Venezuela que aconteceu o primeiro golpe de Estado midiático da história, e que o fato obriga a refletir sobre como utilizar os meios de comunicação no mundo de hoje.

No dia 11 de abril de 2002, há 14 anos portanto, houve uma tentativa de derrubar o então presidente Hugo Chávez, o que foi possível, durante algumas horas, especialmente graças ao papel dos meios de comunicação nos eventos que o propiciaram, declarou Ramonet, em entrevista para Prensa Latina, durante o encontro Venezuela en la Encrucijada (“Venezuela na Encruzilhada”), organizado pela Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade.

O fantasma neoliberal volta na Argentina

Temer, enfim, descobre sua insignificância

Por Carlos Fernandes, no blog Diário do Centro do Mundo:

Dizem que para ver a ilha é preciso sair da ilha.

Essa afirmativa é correta e profunda de inúmeras maneiras. Para quem enxerga determinadas situações de fora, as condições que as definem podem parecer óbvias. Mas para quem as vivenciam internamente, imersas e enclausuradas num universo próprio onde confundem-se as causas e efeitos de seus atos, a ilusão é sempre um conselheiro mais afetuoso, ainda que nada confiável.

A abolicionista e humanitária americana, Harriet Tubman, uma vez declarou que havia libertado mil escravos e que poderia ter libertado outros mil, isso se eles soubessem que eram escravos.

Ciro Gomes, tristeza e pé no chão

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

O Brasil está sofrendo, muito. Há uma imagem que tem ocupado minha imaginação recorrentemente. As elites brasileiras, sádicas, amarraram o corpo social numa maca e o estão operando, mutilando-o, torturando-o, retirando órgãos vitais, sem anestesia. O corpo assiste a tudo consciente, lúcido, de olhos abertos.

O que dói mais? O golpe, a prisão de Lula, a volta da fome, ou o fim das esperanças de testemunhar, ainda em nosso tempo de vida, a emergência de uma grande nação?

A Argentina, mais uma vez

Por Lecio Morais, no Blog do Renato:

Desde a semana passada, a América Latina, outra vez, segue em crise financeira pela fuga de dólares, com os capitais voltando aos EUA tentando serem os primeiros a comprar os treasuries, na suposição que o FED aumentará sua taxa de juro.

Vários países estão sofrendo perdas de reservas, em especial, a Argentina. Mesmo no Brasil, as saídas são fortes, mas as nossas reservas de 370 bilhões de dólares, construídas pelo governo Lula, nos dão garantia. Mas, mesmo assim, o real tem se desvalorizado.

Hoje, Macri anuncia que a Argentina pedirá socorro ao FMI. A fragilidade do país frente a uma saída de capitais especulativos mostra que as reformas financeiras adotadas por Macri são inadequadas às condições reais da Argentina.

Da Síria à República de Curitiba

Por Aristóteles Cardona Júnior, no jornal Brasil de Fato:

Não consigo olhar para o que acontece com o Brasil e com o mundo e não lembrar do escritor Eduardo Galeano. Não só pela clareza com a qual o escritor uruguaio apontava para várias das contradições de nossa humanidade, mas particularmente por conta de um livro. Refiro-me ao livro “De Pernas pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso”, lançado no Brasil em 1999. Digo isso porque realmente o mundo parece 'de pernas pro ar', com mentiras sustentando perseguições políticas e até guerras.

O golpe e o vexame internacional

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Há um ano, o governo brasileiro encaminhou à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) um pedido formal de adesão. Foi uma mudança na posição do País, que, nas administrações de Lula e Dilma Rousseff, não a buscara.

No início do mês passado, chegou a resposta: o governo americano fez saber que era contra nossa admissão e que, em seu lugar, aceitaria a solicitação da Argentina. Os vizinhos serão colegas de Chile e México, os únicos países latino-americanos com assento no “clube das nações ricas”, onde estão todas as economias capitalistas avançadas e algumas em desenvolvimento.

PF “suicidou” ex-reitor Cancellier

Por Jeferson Miola, em seu blog:

A PF concluiu o inquérito sobre suposta prática de corrupção na UFSC.

A conclusão do inquérito não poderia ser mais bizarra: a PF acusou o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier de sustentar e respaldar uma quadrilha criminosa na Universidade, mas nas 817 páginas do relatório final não aponta 1 única prova para fundamentar tal acusação [Folha de SP].

Definitivamente a moda Dallagnol pegou: para acusar, condenar, prender e assassinar pessoas e reputações, não é necessário provas, bastam convicções dos acusadores fascistas.

Folha e SBT querem ser carcereiros de Lula?

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Ao exigir a participação de Lula nas sabatinas presidenciais, o Partido dos Trabalhadores presta um serviço ao país e a democracia.

Explico. Em nenhuma parte do mundo é aceitável imaginar que aquele candidato que lidera todas as pesquisas de opinião, em todas as simulações, seja excluído das sabatinas que são oferecidas a maioria competitiva dos concorrentes e mesmo àqueles que só parecem ser ouvidos porque são amigos do dono da casa.

Marina Silva, a candidata sem rumo

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

A disputa pelo cargo máximo da República já está em pleno andamento, com os candidatos a candidatos já assumindo claramente suas posições e lados, visando as prévias de seus respectivos partidos. Mas Marina Silva – que todos sabem, vai concorrer mais uma vez – continua uma incógnita. Pouco fala e, quando o faz, passa a impressão de ter perdido a oportunidade para se manter em silêncio.

A última declaração pertinente da candidata sobre o conturbado momento político atual do país veio com quase dois anos de atraso, ao criticar o congelamento de investimentos públicos por 20 anos. “Se continuar nesse ritmo, em 2099 ela vai tuitar que foi golpe", disse a historiadora Anna Zappa, em comentário no Facebook.

Jair Bolsonaro e os sentimentos ocultos

Por Raphael Silva Fagundes, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

Bolsonaro só adquiriu um apoio expressivo da população porque é o primeiro candidato à presidência da República a defender claramente a ditadura militar. É algo novo na nossa democracia recente.

Muitos dizem apoiá-lo por não ser corrupto, no entanto, existem outros políticos que não estão envolvidos em casos de corrupção, como a deputada Manuela D’Avila e Guilherme Boulos, mas não receberam o mesmo tratamento do público. Por quê?

Não é por que estes últimos estão ligados a causas polêmicas, como o aborto, LGBTs etc.. Não é, também, porque Bolsonaro seja, supostamente, o deputado defensor do cidadão de bem e da família tradicional. Até porque, existiram vários candidatos que usaram, em suas plataformas políticas, esse tema, como Enéas, Levi Fidelix, Eymael e outros. Mas todos foram motivo de risos. A diferença, do deputado federal, representante máximo do que chamo de “direita vulgar”, para os outros, é que nenhum dos anteriores defendiam claramente o regime militar de 1964-1985.

EUA brincam com a guerra nuclear

Por Philippe Leymarie, no site Outras Palavras:

É preciso compreender esse infeliz presidente Trump. Uma lei adotada durante o governo de Barack Obama (mas sob pressão republicana) obriga o executivo norte-americano a confirmar, a cada três meses, a assinatura do acordo sobre a desnuclearização militar do Irã – o Plano de Ação Integral Conjunto (JCPoA – Joint Comprehensive Plan of Action, em inglês) –, “certificando” que está suficientemente bem implementado, para que Washington retome a rodada: uma abordagem que enfurece o presidente norte-americano. Sente-se ridicularizado, ele que não parou, desde sua nomeação em novembro de 2016, de qualificar esse acordo como “catastrófico”, “injusto”, “podre”, “perigoso” e outras cortesias. Trump deu até o próximo 12 de maio aos europeus, e portanto a Emmanuel Macron, para encontrar um novo texto que preencha o que ele chama de “as terríveis lacunas” do acordo atual.