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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Doutrina Monroe e Maga: nada de novo no front

Charge: André Carrilho
Por Roberto Amaral

Os EUA completam 250 anos de independência. Nada mais significativo e próprio celebrarem a efeméride sob a regência de Donald J. Trump, o presidente que, em pleno século XXI, representa, fortalece e atualiza a essência arrogante, colonialista e imperialista de sua história, como povo, nação e país. Essa essência ilumina a pretensão ideológica do destino manifesto, definido por Henry Kissinger como “a obrigação dos EUA de disseminar seus valores por todo o mundo” (Sobre a China, 2011).

As bases objetivas do imperialismo estão expressas na Doutrina Monroe (1823), consolidada pelo que ficou conhecido como “Corolário Roosevelt”. Refere-se à era da política do big stick do presidente Theodore Roosevelt (1901-1909), resumível na frase: “Fale com suavidade e carregue um grande porrete”, revista por Trump com a omissão da primeira parte.

EUA recomeçam guerra contra o Irã

 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Pix: uma facada no coração do imperialismo

Charge: Zé Dassilva
Por Jair de Souza

Na audiência em curso nos Estados Unidos para tratar das questões relacionadas com o tarifaço estipulado pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, um dos temas em pauta tem a ver com o novo sistema de pagamentos adotado com grande êxito por nosso país, o pix.

Os motivos que fazem do pix um terror para os centros de poder dos Estados Unidos vão muito além da já conhecida perda de parte dos ganhos estratosféricos que os megaoligopólios estadunidenses do ramo financeiro vêm abocanhando há bastante tempo.

Se é verdade que as corporações controladoras de cartões de crédito, como Visa e Mastercard, têm sobradas razões para quererem pôr fim ao pix, é importante ressaltar que este não é o único e, nem muito menos, o principal fator de preocupação para os que comandam os destinos do imperialismo gringo.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Trump não evita eliminação dos EUA na Copa

 

Ofensiva digital de Trump na América Latina

Montagem: The Daily Star
Por Miguel Manso, no site da Fundação Maurício Grabois:

A declaração de Trump de que a eleição do Brasil é o seu próximo desafio na recente rodada de eleições na América Latina coloca enormes responsabilidades para todos os nossos povos e, em especial, para nós brasileiros.

Mais do que a influência política tradicional, o que se observa é a construção de uma intervenção imperialista da extrema direita americana, em que a desregulação, a vigilância por IA e a disputa de narrativas contra os candidatos e políticos que defendem a democracia e a soberania dos Estados nacionais foram elevadas a outro patamar.

Sob pretexto de combate à influência geopolítica da China, a intervenção direta das plataformas, data centers, think tanks e softwares de inteligência, chantagem financeira e diplomacia hostil, além de todos os demais e conhecidos meios de manipulação de pesquisas e controle das mídias, novos métodos são usados para remodelar e desarticular democracias frágeis e para criar uma extensão dos interesses dos conglomerados americanos na América Latina.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Copa antidesportiva, racista e xenófoba

Charge: Custódio/Cartoon Movement
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


Em geral, pode-se afirmar que os eventos esportivos deveriam ser poupados de boicotes geopolíticos.

Desde a Grécia antiga, os esportes têm a nobre função de amenizar as tensões entre os polos políticos e de sublimar as rivalidades numa saudável competição.

O primeiro grande boicote geral a um evento esportivo ocorreu em 1980, nas Olimpíadas de Moscou, por iniciativa dos EUA, claro.

Antes, houve a ameaça de boicote às Olimpíadas de Berlim, de 1936, a qual não se concretizou, apesar da ampla antipatia por Hitler. Em 1976, 22 países africanos boicotaram as Olimpíadas de Montreal pelo fato de o Comitê Olímpico Internacional ter permitido, um ano antes, que o time de rugby da Nova Zelândia realizasse uma excursão pela África do Sul.

Mas se há uma competição que mereceria um boicote, ao menos dos torcedores, é essa Copa que ocorrerá, em sua maior parte, nos EUA.

Copa do Mundo nos EUA é uma vergonha!

domingo, 7 de junho de 2026

A ingerência de Trump na eleição brasileira

Charge: Gerard Alsteens (GAL)/Iran Cartoon
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


Primeiro, o Departamento de Estado dos EUA resolve, sem nenhuma justificativa técnica, classificar o PCC e o Comando Vermelho como “organizações terroristas”, abrindo caminho para uma série de intervenções financeiras, comerciais, econômicas, políticas e até mesmo militares contra o Brasil.

Em rápida sequência, após praticamente 18 meses com o cargo de embaixador vago, os EUA resolvem nomear para representá-los no Brasil, Daniel Perez. Republicano e atual Presidente da Câmara dos Representantes da Flórida. Daniel, descendente de cubanos, é bastante afinado ideologicamente com Marco Rubio e com o grupo de anticastristas que domina os conservadores extremistas da Florida. Sua missão geopolítica, será, evidentemente, assegurar a aplicação da “Doutrina Donroe” no Brasil.