sexta-feira, 29 de maio de 2020

Contra a barbárie do receituário neoliberal

Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual:

A parada econômica que resultou da correta opção de combater a onda de coronavírus pelo isolamento social derrubou a arrecadação fiscal. Na mesma medida em que o conjunto das despesas se manteve, ou até se elevou, por decorrência da calamidade pública, o déficit nas contas públicas cresceu.

Neste sentido, o argumento dos neoliberais em defesa do programa de ajuste fiscal permanente, até certo ponto suavizado pela excepcionalidade da pandemia, volta-se para o seu aprofundamento tão logo superado o quadro de isolamento social.

Ou seja, o retorno mais acentuado da situação de fracasso econômico e social vigente no Brasil antes da pandemia.

Boa notícia cheia de simbolismo

Por João Guilherme Vargas Netto

Passados dois, três ou quatro meses de pandemia (quem não perdeu ainda o senso estrito dos números e do tempo?) os mortos já se contam por dezenas de milhares, os adoecidos por centenas de milhares e os desempregados por milhões.

É o rastro mortal deixado pela doença, pela imprevidência, pela desorientação, pelo egoísmo e que assombra o caminho de um presidente da República genocida e de seus acólitos criminosos.

Os trabalhadores e o movimento sindical, agredidos como todos, procuram se defender como podem e sabem, da doença, do desemprego, do desalento e da falta de renda.

Instigar ódio não é liberdade de expressão

Por Eugênio Aragão, no site Congresso em Foco:

Era só o que faltava! Fico a imaginar Julius Streicher, o raivoso editor do tabloide nazista antissemita “Der Stürmer”, se levantar no Tribunal de Nuremberg e protestar: “O que nós queremos é falar a verdade. Às vezes tem um fato e várias versões, eu sempre coloco a minha versão sobre aquele fato.” E aí conclui: “A mídia é importante neste país para levar boas notícias, notícias verdadeiras. Todas as coisas que eu faço, eu coloco [nos meus tabloides], ou seja, eu fabrico notícia e coloco elas [nos meus jornais] para que todo mundo tenha a minha posição sobre qualquer assunto. Isso se chama liberdade de expressão. Este país é um país democrático. Nós temos que temos que ter a liberdade de expressão, a liberdade de pensamento".

Juristas e parlamentares criticam Aras

Inquérito das fake news irrita Bolsonaro

A onda de agressões a jornalistas

PF de Bolsonaro caça Witzel

Torcidas antifascistas estão na luta!

quinta-feira, 28 de maio de 2020

O cerco se fecha contra o clã Bolsonaro

Venezuela enfrenta a pandemia e os EUA

Estamos entre loucos, nazistas e genocidas

Por Roberto Tardelli, na revista CartaCapital:

A reunião presidencial, tantos já disseram, tantos já falaram, me deu a impressão de ser um filme ou uma peça de teatro, de roteiro horrível, de atores canastrões e de um protagonista que estaria a fazer para sempre na carreira de ator o mesmo papel: um déspota, bronco, paranóico e de baixíssima amplitude vernacular.

A seu lado, dois generais, dois.

Na falta de um, havia três, porque ao fundo sentava-se um terceiro general.

Dos celerados reunidos, cada qual puxou para si um fato típico penal para chamar de seu.

Sinistro, o cara da Educação deixa clara sua missão de vida: destruir Brasília.

A insuportável leveza da liberdade

Por Flávio Aguiar, no site Carta Maior:

O mais espantoso mistério da reunião ministerial de 22 de abril no Planalto não é a reunião em si.

Afinal, o que esperar daquele bando de depravados, que não fosse depravação?

A reunião em si, os palavrões, a desfaçatez, a sem-vergonhice, a falta de pudor, o oportunismo, a falta de vergonha na cara, a estupidez de todas as propostas na mesa, o descaso e o desprezo para com as aflições do povo e do país, nada disto surpreende ou choca. O que surpreende e choca, o mistério dos mistérios, o espanto dos espantos, é o fato dela ter sido gravada.

O fato dela ter sido imortalizada, preservada para a posteridade.

Chile taxa fortunas no combate ao Covid-19

Por Leonardo Wexell Severo

A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta terça-feira (26) um projeto de taxação das grandes fortunas - que atinge em cheio banqueiros, especuladores e a casta empresarial - para financiar uma nova renda mínima de emergência durante a pandemia da Covid-19. A proposta é cobrar de uma única vez 2,5% da nata dos recursos de 1% que concentra 22,6% da riqueza nacional.

“Por uma grande maioria, foi aprovado na Câmara de Deputados e Deputadas um projeto de acordo que solicita ao presidente Sebastián Piñera um Imposto aos Super Ricos de 2,5% para uma Renda Familiar de Emergência. A proposta é viável, agora o presidente deve responder”, tuitou Karol Cariola, do Partido Comunista do Chile, autora da iniciativa. Enquanto isso, a enfermidade já causou oficialmente mais de 800 mortes e 80 mil contagiados, números considerados expressivos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma população de 17,9 milhões de habitantes.

O capitão e seus generais

Por Gilson Reis

A frágil democracia brasileira caminha a passos largos para o precipício do imponderável e do inimaginável regresso ao estreito leito do país das botas e fuzis. Os últimos acontecimentos, envolvendo altas patentes das Forças Armadas, da reserva e da ativa, contra o Estado democrático de direito, indicam que a tropa armada de balas e ideologias conservadoras/liberais está de volta. Os mesmos que ao longo da história amam brincar de governos e “foder” o país. Isso desde a proclamação da República até meados dos anos 1980, um século de ditaduras civis/militares.

Quando será o golpe?

Por Jeferson Miola, em seu blog:                                                         

Em fevereiro de 1962, no premonitório ensaio Quem dará o golpe no Brasil?, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos antecipou com pouco mais de 2 anos o desfecho da conspiração que culminaria no golpe civil-militar de 31 de março de 1964.

No Brasil de hoje não cabe repetir a pergunta formulada por Wanderley Guilherme há 58 anos, porque os autores do golpe desfilam a olhos vistos. Com retóricas, armas e ataques violentos, deixam muito claros seus propósitos antidemocráticos e inconstitucionais.

A pergunta que se coloca hoje, portanto, é outra. A essas alturas, é de se perguntar quando será o golpe? Aliás, Eduardo Bolsonaro afirmou que nas reuniões da sua facção criminosa não se discute “se” terá ruptura da ordem, “mas, sim, quando vai ocorrer” a ruptura.

Apurar e punir a propagação de fake news

Editorial do site Vermelho:

O combate às falsas notícias, popularizadas como fake news, faz parte da defesa da democracia. Nesse sentido, merecem apoio duas iniciativas que estão em andamento: o inquérito sob a responsabilidade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) em curso no Congresso Nacional.

Essa prática deletéria ganhou escala no Brasil desde a campanha eleitoral de 2018, quando as redes bolsonaristas atuaram no submundo da internet distribuindo mentiras e acatando reputações. Um esquema vil que produz, propagandeia e dissemina uma onda de ódio, intolerância, racismo e preconceitos, de ataques à honra de pessoas e de investidas contra o regime democrático e as instituições que o sustentam. Com o seu crescimento, as instituições do estado de direito também passaram a ser alvos, em especial o Congresso Nacional e o STF.

Ação do STF de combate à rede de fake news

O embate entre Bolsonaro e o Supremo

As redes de solidariedade na periferia

Inquérito contra fake news abala Carluxo

Por Altamiro Borges

Batizado de pitbull pelo “paizão” presidente, Carlos Bolsonaro – ou Carluxo para os mais íntimos – deve estar miando. Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal realizou na quarta-feira (27) várias operações no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os crimes das fake news.

Ao todo, foram 29 mandados de busca e apreensão que podem revelar como funciona e quem financia a fábrica de mentiras e o chamado "gabinete do ódio", que é liderado pelo vereador Carluxo Bolsonaro.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Bolsonaro será julgado no Tribunal de Haia?

Conjuntura e os desafios da comunicação

Manifesto contra a censura e as fake news


Um dos temas que têm mobilizado setores importantes da sociedade brasileira é como enfrentar a pandemia de mentiras e desinformação que tomou conta do debate público, principalmente em razão da escala e velocidade que as novas formas de circulação da informação conferiram à este fenômeno. O problema colocado é bastante delicado: como enfrentar as "fake news" sem gerar censura e violar a liberdade de expressão. Além disso, caberá a quem, a qual instituição definir o que é verdade ou não? A partir de quais critérios? Está claro que é preciso envolver a sociedade nessa discussão, para evitar que soluções aparentemente fáceis e rápidas produzam um estrago ainda maior.

Censura no SBT viola direito à comunicação

Do site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):

A informação de que o principal telejornal do SBT, o SBT Brasil, teve sua exibição vetada na edição deste sábado (23), é extremamente grave. De acordo com informações do jornalista Maurício Stycer, colunista do portal UOL, também confirmada por outras fontes, a ordem para cancelar a exibição noticiário teria partido do dono do SBT, o empresário Silvio Santos, após reclamações do governo federal sobre a cobertura que o jornalismo da emissora vinha fazendo da repercussão do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, reunião esta que evidenciou a tentativa do presidente Jair Bolsonaro de intervir nos órgãos de segurança, em especial na Polícia Federal (PF), para atender seus interesses privados.

Bolsonaro incita a formação de milícias

Um movimento contra as fake news

O que ainda sustenta Bolsonaro no poder?

Dois vírus mortais devastam o Brasil

O militar surtou!

Por Manuel Domingos Neto

Não dá para falar em desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil omitindo o militar. O militar ensinou engenharia, topografia e desenho. Construiu estradas, obras de arte, edifícios públicos monumentais e igrejas antes de o Brasil ter faculdades especializadas. Deu emprego a matemáticos quando não havia função remunerada para tal tipo de cientista. Desenhou mapas com traçados exatos de rios, montanhas e correntes marítimas quando ninguém sabia nada de geografia, cartografia, oceanografia e correntes aéreas.

STF contra-ataca: Hang e Jefferson são alvos

Por Fernando Brito, em seu blog:

Vamos ver se a turma da direita, que adora usar o “quem não deve não teme” para justificar ações policiais, vai dizer o mesmo sobre os 29 mandados de busca e apreensão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito sobre as fake news bolsonarista.

Um dos alvos é o tal Allan dos Santos, um agitador que, ainda esta madrugada, puxava uma corrente no Twitter repetindo a frase de Abraham Weintraub sugerindo “botar na cadeia” os ministros do STF.

Câmara aprova lei 'Aldir Blanc' para cultura

Jandira Feghali
Da Rede Brasil Atual:

O plenário da Câmara aprovou na tarde desta terça-feira (26) o Projeto de Lei 1.075, que destina recursos emergenciais para o setor de cultura. Também conhecido como lei de emergência cultural, o PL, de Benedita da Silva (PT-RJ) e vários outros autores, que apensou (anexou) outros projetos, teve como relatora a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que sugeriu o nome do compositor Aldir Blanc para a lei.

Segundo o relatório, serão destinados R$ 3 bilhões a estados e municípios. “Um esforço coletivo”, disse Benedita, afirmando que atualmente “muitos artistas sofrem de fome”.

Quem quer as hemorroidas do povo?

Por Marcelo Zero

Em sua característica linguagem castiça, o presidente Bolsonaro afirmou, na latrina de caserna em que se transformou o Palácio do Planalto, que “eles querem nossas hemorroidas”.

O, por assim dizer, pensamento do presidente é tortuoso e de difícil exegese.

Porém, no contexto das miasmas externadas na surreal reunião tornada pública, é razoável supor que por “eles” o supremo capitão estivesse se referindo aos “comunistas”, que, após mais de três décadas da queda do Muro de Berlin e mais de seis décadas depois do macartismo, ainda teimam em conspirar para implantar uma ditadura nestas paragens tropicais.

Afinal, no mundo delirante e submerso em fake news do fascismo bolsonarista tudo é possível.

Espetáculo de porta de xadrez

Por Roberto Amaral, em seu blog:

A melhor síntese do que nos foi dado conhecer da inqualificável reunião do capitão e seus comparsas me foi oferecida pelo meu amigo Álvaro Ribeiro da Costa, ex-advogado geral da União: um só flagrante delito. Boa peça para qualquer aula prática de direito penal, pois ali se amontoam crimes cometidos, delitos em planejamento, intenções criminosas reveladas por autores, co-autores e cúmplices. Espetáculo de porta de xadrez. Algo mais abjeto é impensável, pela forma e pelo conteúdo, pelo seu caráter fático, pelo seu caráter simbólico e pela sua dramaticidade política. O eviceramento moral de um governo torpe em pleno domínio da ilegalidade, eis o que foi oferecido pela revelação de uma, apenas uma (imaginemos as outras) reunião do presidente da república com seus ministros e principais assessores. Linguagem de bordel de ponta de cais. Tudo à espera de um procurador geral da república que não seja devedor do cargo nem disciplinado candidato ao STF. Do que se ressente a república, enferma.

Operação contra Witzel também visa Moro

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:

A corrupção deitou raízes profundas no Estado do Rio e precisa naturalmente ser combatida.

Mas a operação Placebo, que fulminou nesta terça-feira o governador do Estado, Wilson Witzel, levanta suspeitas por um conjunto de fatores: acontece sob a nova direção, federal e estadual, imposta por Bolsonaro, e foi precedida de vazamento para a deputada Carla Zambelli, que dela falou na véspera.

E veio também dois dias depois de Sérgio Moro ter declarado que o combate a corrupção nunca foi uma prioridade de Bolsonaro.

A aposta eleitoral macabra do bispo no RJ

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Bolsonaro alertou Marcelo Crivella, dublê de bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e prefeito do Rio, que se quiser ter seu apoio na eleição deste ano terá que decretar o fim do isolamento social no Rio de Janeiro.

Abre parênteses: a benção bolsonarista não se sabe se mais ajuda ou atrapalha, pois o Rio é a capital do país onde o capitão nazista apresenta as taxas mais altas de rejeição, dizem as pesquisas. Mas, desesperado pela repulsa que seu governo desperta na maioria esmagadora dos cariocas, Crivella vê a parceria como uma boia de salvação capaz de ao menos levá-lo ao segundo turno. Fecha parênteses.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Enfermagem na guerra ao coronavírus

Bolsonaro não pode continuar!

Lei de emergência cultural é aprovada

Amigo dos bancos e inimigo do Brasil

Editorial do site Vermelho:

O desprezo do governo Bolsonaro em relação à economia nacional é mais um aspecto da forma irresponsável e criminosa com que ele trata o país. O presidente da República repete sempre que nada entende do assunto e dá carta branca ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para fazer o que bem entende.

Guedes, ao contrário da alcunha de “Posto Ipiranga” que ganhou de Bolsonaro em alusão à propaganda da rede varejista de combustível que oferece produtos e serviços aos clientes numa profusão impressionante, tem revelado que da sua fonte não sai nada para o povo. Em sua fala na fatídica reunião ministerial de 22 de abril, registrada no vídeo que incrimina Bolsonaro, ele deixou isso absolutamente claro.

Cresce a busca por auxílio-desemprego

Witzel e o aparelhamento das instituições

Pestilencial quadrilha de insolentes

Charge: Milton César
Por João Guilherme Vargas Netto

Passados alguns dias da estarrecedora apresentação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril fica cada vez mais claro o desprezo de seus participantes para a situação catastrófica pela qual passava (e ainda passa) o povo brasileiro.

Durante duas horas o que seria uma apresentação e discussão do plano pró Brasil transformou-se em uma “pestilencial quadrilha de insolentes” (na frase de Cícero, garimpada por João Franzin) comandada pelo presidente da República com seus arroubos e maus modos e secundada por bajuladores raivosos; às favas o Brasil!

O declínio dos EUA e a ascensão chinesa

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

“Quando a China despertar o mundo inteiro tremerá”. Profecia atribuída a Napoleão Bonaparte.

Que consequências a crise do coronavírus terá para o quadro geopolítico, em especial para as posições dos Estados Unidos e da China? Eis aí uma questão obscura e repleta de incertezas, mas isso não é motivo para ignorá-la. Afinal, questões essenciais são mesmo obscuras e incertas. Os temas claros e previsíveis são os secundários ou aqueles já de alguma forma equacionados.

Dono da Havan é condenado por fake news

Witzel, Bolsonaro e a Polícia Federal

Lula pediu desculpa. E o Bolsonaro?

Paulo Guedes ridicularizou general Braga

Jornalismo da TV deturpa a história do país

Senado vai triturar Weintraub, o vagabundo?

Por Altamiro Borges

Nesta segunda-feira (25), o Senado aprovou a convocação do "vagabundo" Abraham Weintraub, ministro da Educação, para prestar esclarecimento sobre suas declarações fascistas na esbórnia ministerial de 22 de abril – que teve o vídeo divulgado por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Naquela reunião-pornô, em que sobraram palavrões e pouco se tratou da pandemia que mata milhares de brasileiros, Abraham Weintraub, puxa-saco asqueroso do "capetão", afirmou que gostaria de colocar "esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF". Agora, ele terá que explicar o seu furor fascista.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

O vídeo pornô e a popularidade de Bolsonaro

Bolsonaro será julgado pelo Tribunal de Haia?

Por Altamiro Borges

Perguntar não ofende-1: Em meados de abril, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) ingressou com uma denúncia contra Jair Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia. O “capetão” foi acusado de crimes contra a humanidade. O TPI já tomou alguma atitude?

A ABJD acusou Bolsonaro da "prática de crime contra a humanidade que vitima a população brasileira diante da pandemia do coronavírus". Foi a segunda representação contra o presidente brasileiro junto ao TPI. Em novembro de 2019, a Comissão Arns o denunciou por "incitação ao genocídio de povos indígenas".

Os militares e a destruição nacional

Por Jorge Eduardo Saavedra Durão, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

A combinação da tragédia humanitária da Covid-19 com a escalada autoritária do presidente Bolsonaro, no seu intento de alcançar o poder absoluto, coloca na ordem do dia o debate sobre o papel dos militares e aponta para a necessidade de a sociedade civil organizada enfrentar publicamente o debate acerca do papel constitucional das forças armadas, no atual contexto de pandemia, crise econômica e iminente crise institucional.

Evangélicos pedem que TSE julgue Bolsonaro

Pastor Ariovaldo Ramos
Por Marcelo Santos, na Rede Brasil Atual:

Apesar de ainda possuir uma base de apoio importante entre os evangélicos, o governo Bolsonaro vem perdendo cada vez mais sustentação neste segmento. Aos poucos, num movimento considerado ainda tímido e incipiente, algumas lideranças que apoiavam o governo com fervor até alguns meses atrás estão saindo desse barco que, como disse o próprio presidente, parece fazer água.

Um dos sinais é o surgimento de coletivos e organizações evangélicas na defesa da democracia e na denúncia contra o que se cunhou chamar de ‘cristofascismo’. Na última semana, um grupo de 37 destas organizações publicou um documento no qual condena a “forma antiética com que o presidente da República tem se comportado” diante da grave crise sanitária e política que o país atravessa.

Guedes citou ministro da Economia de Hitler

Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo:

Paulo Guedes foi um dos destaques na reunião coprológica de Bolsonaro.

“Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas”, disse, a alturas tantas.

“Tem que vender logo essa porra”, pontificou sobre o Banco do Brasil.

A ladainha liberal seguiu ao longo daquele sabá de bruxas boca de esgoto, até que Guedes resolveu mostrar sua cultura.

“Nós vamos continuar aprofundando as reformas, nós vamos seguir. Eu conheço todas as histórias de reconstrução por ser obrigado a estudar isso”, discursou.

Cada vez menos gente; cada vez mais monstros

Por Fernando Brito, em seu blog:

Mais um domingo, mais uma manifestação de fanáticos à frente do Palácio do Planalto.

Cada vez, é visível, são menos pessoas e, cada vez mais, o clima é de agressão total à ordem democrática.

O bolsonarismo está reduzido a seu estado puro, o desta parcela da população embriagada de ódio e de estupidez, inaugurados pela ação dos que apontavam o dedo contra tudo e contra todos e que tem no desvario atual seu o corolário fétido.

Ao lado do presidente psicopata, o nanogeneral Augusto Heleno usurpando o papel de representante das Forças Armadas, emprestando força bruta à brutalidade mental e verbal do chefe.

Patriotas: Defendei vossas hemorroidas!

Mutreta do secretário da Pesca de Bolsonaro

Bolsonaro é vaiado em Brasília

Pandemia e a falta de água nas periferias

Fascismo escancarado, cantemos a Bella Ciao!

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:

O que houve de mais horripilante naquela reunião ministerial tenebrosa do dia 22 foi a explicitação da marcha de Bolsonaro para a fascistização do país.

De resto, ela acabou com a esperança de que ele pudesse ser afastado pelo STF, com licença da Câmara, por crime comum.

Ninguém agora poderá dizer que desconhecia o plano fascista, apresentado sem meias palavras por Bolsonaro.

- É escancarar a questão do armamento aqui. Eu quero todo mundo armado! Que povo armado jamais será escravizado. E que cada um faça, exerça o teu papel. Se exponha.

E em outros dois trechos:

Contra a volta imediata das aulas!

Do site da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee):

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) se manifesta contrária à precipitação na volta às aulas, como pretendem o Governo Federal e vários proprietários de escolas particulares, e defende que o retorno das atividades escolas seja realizado com critérios científicos e garantindo condições seguras e saudáveis de aprendizado e trabalho.

Pressão criminosa


domingo, 24 de maio de 2020

Secom recua na fake news sobre cloroquina

Por Altamiro Borges

A Folha informa que a "Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Jair Bolsonaro apagou tuíte publicado na quinta-feira (21) em que dizia que a "cloroquina/hidroxicloroquina é o tratamento mais eficaz contra o coronavírus atualmente disponível". Fábio Wajngarten, o olavete que chefia a Secom e já está todo enrolado na Justiça, pelo jeito ficou com medo de ser processado também criminalmente.

Apesar dos riscos de efeitos colaterais, a mensagem agora apagada pela Secom afirmava: "O Brasil ganhou mais uma esperança no tratamento do coronavírus. O Ministério da Saúde adotou novo protocolo para receita da cloroquina/hidroxicloroquina. O medicamento é considerado o mais promissor no combate à Covid-19". Mais uma fake news irresponsável de Fábio Wajngarten.

Vídeo comprova crime de Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:

O vídeo da reunião entre o presidente da República Jair Bolsonaro e seus ministros, ocorrida no Palácio do Planalto em 22 de abril, liberado por determinação do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), revela as entranhas e a essência desse governo. É uma prova robusta do que dissera o ex-ministro Sergio Moro sobre a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF) por interesses pessoais, para proteger seus filhos, amigos e deputados aliados.

Bolsonaro e a indústria de fake news

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

O secretário de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten, está convocado pela CPI das das Fake News desde outubro. O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, é outro que alguns membros da comissão gostariam de chamar. Se faltavam motivos para marcar o depoimento de Wajngarten e convocar Carlos, não faltam mais.

O motivo é a chegada ao Brasil de uma tentativa de sufocar pelo bolso quem dissemina mentiras na web, um tiro nas milícias digitais bolsonaristas. A iniciativa surgiu nos Estados Unidos e é levada adiante através de uma conta no Twitter chamada Sleeping Giants, que acaba de ganhar uma versão brasileira.

Os responsáveis caçam anúncios de empresas em sites que propagam notícias falsas.

O incrível exército de Bolsonaro

O perigo de milicianização da sociedade

Jogaram o Brasil no buraco!

A bravata do general Heleno e o caos no Enem

Cloroquina: um remédio político

O poeta Bolsonaro na reunião ministerial

O que realmente importa no vídeo pornô?

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Deixei para escrever na manhã seguinte à divulgação do vídeo da reunião ministerial de Bolsonaro justamente para entrar no debate sobre sua repercussão, especialmente no campo democrático.

Um pouco surpreso, deparo com opiniões de pessoas respeitáveis segundo as quais a exibição da peça acabou favorecendo a Bolsonaro, seja porque ele aproveitou a oportunidade para, mais uma vez, insuflar seus apoiadores, ou devido à falta de novidade na polêmica com Moro, ou mesmo ainda por conta do uso de palavrões, o que o aproximaria do povão.

Vídeo mostra facção criminosa do Planalto

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Seria impróprio, além de ofensivo à memória dos construtores de Brasília, chamar de reunião ministerial o evento grotesco de 22 de abril protagonizado pela facção que ocupa o Palácio do Planalto. A pauta, a atmosfera mafiosa e a abundância de crimes planejados pelos presentes transformam aquele evento numa espécie de “assembléia” da “sociedade do crime”.

O vídeo da “assembléia” mostra como a facção do Planalto planeja e combina em privado os crimes que pratica com impressionante destemor em público, à plena luz do dia – aos olhos da imprensa e ao escrutínio da população e de todas instituições ameaçadas, como o Congresso e o STF que, aliás, reagem com notável tibieza e covardia:

Paulo Guedes defende turismo sexual?

Por Gilberto Maringoni

Quase ao final da fatídica esbórnia ministerial de 22 de abril, a palavra é dada a Paulo Guedes.

Em sua arrogância, o ministro da Economia desfralda um rosário de impropérios avassalador, como privatização do Banco do Brasil, declaração de guerra ao funcionalismo, anúncio de cifras fantasiosas e carteirada de livros que teria lido, entre outros.

Talvez por isso, um trecho tenha passado desapercebido.

A cloroquina não tem culpa; Bolsonaro, sim!

Por Jair de Souza

Os especialistas médicos do mundo inteiro (reitero, os especialistas, não os bolsonaros) dizem que a cloroquina é um medicamento que pode servir para alguns pacientes afetados pelo coronavírus. Além disso, a cloroquina também já se provou útil para o combate de outras enfermidades, como a malária, por exemplo.

Porém, os efeitos colaterais da cloroquina podem ser mortais e, por isso, só um especialista poderia determinar quando, e em quem, a droga deveria ser administrada. No caso de pessoas com problemas de hipertensão ou cardíacos, dizem os especialistas, o risco de que a cloroquina cause a morte é muito elevado. Este é apenas um dos casos em que os riscos são muito mais evidentes do que as perspectivas de cura. Há inúmeros outros.

"SMI": Serviço Miliciano de Informações

Por Fernando Brito, em seu blog:

Na entrevista que deu, no famoso “cercadinho” do Palácio do Alvorada, Jair Bolsonaro explicou o que é o seu “serviço de informações” particular: seria formado por policiais e militares “amigos”, da ativa e aposentados, que lhe repassariam notícias e suposições mais qualificadas que as que lhe vêm da Abin, dos serviços de informações das três Forças Armadas e da Polícia Federal.

Ora, é inimaginável que velhinhos, entre uma partida de dominó e outra, ou agentes policiais, no intervalos entre os atendimentos de ocorrência se esmerem em produzir relatórios ultra-secretos para o presidente.

sábado, 23 de maio de 2020

Moro mostra mensagens de Bolsonaro

Pedido de impeachment ganha forte impulso

Bolsonaro confessa interferência na PF

A unidade contra o fascismo

Bolsonaro se ajoelha para o “Centrão”

Manobras ocultas da indústria farmacêutica

Os caminhos do impeachment de Bolsonaro

Brasil está sendo destruído. Impeachment já!

Reunião de Bolsonaro e a turma de mafiosos

A economia brasileira está na UTI

Pronunciamento do novo ministro da Saúde

A ameaça de golpe do general Heleno

A Cultura acabou no Brasil?

Congresso, momento e opções políticas

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Grupo terrorista segue acampado em Brasília

TV Pernambuco em tempos de pandemia

No vídeo, é o Bolsonaro-raiz

Por Fernando Brito, em seu blog:

Jair Bolsonaro, se falasse num botequim como fala na reunião do ministério, como se vê no vídeo divulgado por ordem de Celso de Mello, seria expulso sem piedade.

Mas esqueçamos o pequeno dicionário de grosserias e palavrões que ele despeja todo o tempo, o que já bastaria para excluí-lo de qualquer ambiente minimamente civilizado.

O conteúdo é desastroso, imensamente desastroso.

Jair Bolsonaro demonstra que já governa com uma clivagem ideológica e fala, apenas, para seus fanáticos, na linguagem de ódio e agressão igual à dos alucinados que o seguem e pedem o assassínio em massa da população pelo contágio do coronavírus.

Sua ânsia de distribuir armas a estes zumbis enlouquecidos beira a demência.

Estado Bolsonarista: um pesadelo à espreita?

Por André Oda, no site Outras Palavras:

Não é segredo pra ninguém que, desde o início do mandato, Bolsonaro busca promover um golpe dentro do golpe, um autogolpe “contra o sistema”: um “sistema” que, para seus seguidores, parece como se fosse algo estranho a Bolsonaro e sua claque. Em 15 de março de 2020, Bolsonaro estava em plena carga contra os outros Poderes (legislativo e judiciário, representado pelo STF) quando os alarmes contra a pandemia soaram no país e esvaziaram o campo de batalha.

O fascismo nas Américas

Por Paulo Butti de Lima, no site A terra é redonda:

“Se o fascismo se introduzisse nos EUA, seria chamado democracia”. Pronunciada há quase um século, essa frase continua tocando um nervo sensível da reflexão política. Há algo espantoso na constatação de que não é preciso um sinal claro de advertência, ou um breve momento de passagem, para que as degenerações políticas mais deletérias ocupem seu espaço na sociedade, em suas instituições e na mente dos indivíduos. Não se requer um certificado oficial, o aval das escolas de ciência política ou o juízo dos formadores de opinião.

O general Covid e o capitão

Por Marcos Coimbra, no site Brasil-247:

Só da cabeça de um completo idiota pode sair a ideia de que, enquanto a epidemia está em franca expansão, é hora de “reabrir a economia”, de retomar o nível normal de atividade. O número de doentes e mortes está em franca expansão.

Basta saber somar dois e dois: se há mais gente na rua, se o comércio, as escolas, os cinemas, voltam a funcionar “normalmente”, aumentam as chances de transmissão e contágio.

Mais pessoas são infectadas, desenvolvem quadros graves, têm que ser hospitalizadas e exigem cuidados intensivos.

Como a capacidade do sistema de saúde já foi alcançada, milhares não conseguem atendimento e morrem. São essas mortes evitáveis que crescem quando não se reduz o contato social ou se “volta ao normal” na hora errada.

Até onde a Globo tolera a barbárie?

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Um desatinado empresário, tipo pessoa “de bem”, patriota ao estilo o louro da Ana Maria Braga que bradava “lixo, lixo”, destruiu os equipamentos cinematográficos e agrediu violentamente um cinegrafista. “Lixo”, conforme se escuta, se referia à Rede Globo.

Tudo filmado por uma mulher, que noticiou-se ser a repórter, e que estava escandalizada com a insanidade que via [vídeo aqui].

Em vários veículos foi noticiado que o cinegrafista é funcionário de alguma emissora ou de alguma repetidora da Globo que fazia matéria sobre a epidemia do Covid-19.

O ato bárbaro e fascista teria acontecido em Uberlândia/MG; supostamente logo após às 13 horas desta 4ª feira, 20 de maio.

Bolsonaro: "vou interferir! E ponto final"

Desgovernado, Brasil é epicentro da pandemia

Coronavírus e as crises do governo

Impeachment e CPI para salvar o Brasil

Foto: J Gonçalves/Fotos Públicas 
Editorial do site Vermelho:

O pedido coletivo da oposição – mais de 400 entidades sociais, juristas e personalidades públicas, além de partidos como o PCdoB, PT, PSOL, PSTU, PCB, PCO e UP (PSB e PDT já haviam protocolado pedidos) – de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro, com base em parecer de uma ampla manifestação de juristas, personalidades e entidades que o acusam de crimes de responsabilidade, representa um passo adiante no sentido de livrar o país do seu governo criminoso e irresponsável. A iniciativa está em consonância com o sentimento e a convicção de grande parte da nação de que Bolsonaro não reúne condições para governar o país.

A relevância do movimento sindical

Por João Guilherme Vargas Netto 

O inimigo número um do povo brasileiro é o coronavírus que causa a pandemia e desorganiza a sociedade e as relações do trabalho.

Há um conjunto de forças que ao enfrentá-lo enfrenta também o caos social que é o desiderato do presidente da República que, cavalgando na doença, persiste em seus arroubos antidemocráticos.

Este bloco de forças (que não deve ser entendido como uma mera frente política, de esquerda, democrática ou de centro) agrupa hoje o Jornal Nacional (o principal “partido político” da atualidade), os meios de comunicação grandes, os governadores, a comunidade médica e o SUS, o movimento sindical, os movimentos sociais amplos, a Igreja Católica, os partidos de oposição e grande parte dos outros representados no Congresso Nacional, os meios judiciais, o STF e o TSE e até mesmo as Forças Armadas (já que elas enfrentam em seus soldados e familiares a pandemia e não querem, por definição, o caos social).

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Impeachment de Bolsonaro ganha impulso

Foto: Lula Marques/Fotos Públicas
Por Altamiro Borges

O pedido de impeachment do genocida Jair Bolsonaro ganhou forte impulso nesta quinta-feira (21). A sociedade civil organizada – representada por 400 entidades e movimentos sociais, além de juristas, intelectuais, artistas e os partidos de esquerda (PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PCB, PCO e UP) – ingressou na Câmara dos Deputados com um pedido coletivo de abertura imediata de processo de afastamento do “capetão”.

Pesquisa indica queda de Bolsonaro e Guedes

Por Altamiro Borges

O jornal Valor Econômico desta quinta-feira (21) destaca: "Em alta, taxa de reprovação a Bolsonaro chega a 50%". Matéria tem como base pesquisa Ipespe encomendada pela XP Investimentos, antro dos rentistas. "Ela mostra que a avaliação negativa do governo atingiu o marco recorde de metade da população".

Como registra o jornal dedicado à cloaca burguesa, para exatos 50% dos brasileiros, a gestão de Bolsonaro é ruim ou péssima. A taxa representa um acréscimo de 11 pontos em relação ao patamar de janeiro, que era de 39%. Nos primeiros dias de 2019, início do mandato, a taxa de ruim e péssimo era de 20%.

Ricardo Salles, Zema e os velhacos do Novo

Maranhão dá aula no combate ao coronavírus

Ajuda do governo às empresas é mentira

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Nesta terça-feira, 19 de maio, às vésperas de completar um mês da aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei, foi sancionada por Bolsonaro a linha de crédito para as microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano.

Ah, para não esquecer: coerente com sua perversidade habitual e o ódio devotado aos pequenos, o presidente vetou a carência de oito meses para o início do pagamento, bem como o dispositivo que impedia os bancos de negarem o crédito aos microempreendedores endividados.

Mas engana-se quem pensa que a partir de hoje os que precisam de um socorro financeiro urgente, para não falirem, podem se dirigir aos bancos para sacar o dinheiro.

Bolsonaro e o ''fascismo eterno''

Por Liszt Vieira, no site Carta Maior:

A liberdade e a libertação são tarefas sem fim - Umberto Eco

Na data de 19/11/2009, Carta Maior publicou o admirável ensaio de Umberto Eco sobre o fascismo intitulado O Fascismo Eterno, que se tornou posteriormente um livro publicado em 2018 pela Editora Record. O ensaio foi publicado originalmente em inglês sob o título de “Ur-Fascism” na edição de 22/6/1995 da revista “The New York Review of Books” a partir de uma conferência na Universidade de Columbia em 24/4/1995.

Bolsonaro e a destruição do Brasil

Por Bernardo Ricupero, no site A terra é redonda:

“Aliás, João Gilberto para mim é exatamente o momento em que isto aconteceu: a informação da modernidade musical utilizada na recriação, na renovação, no dar um passo à frente da música popular brasileira….” (Caetano Veloso).

No já tristemente famoso discurso em jantar na Embaixada do Brasil em Washington, em 17 de março de 2019, Bolsonaro afirmou: “o Brasil não é terreno aberto, onde nós pretendemos construir coisas para nosso povo”. E explicou: “nós temos que desconstruir muita coisa para depois recomeçarmos a fazer”. Não resta dúvidas que a ocasião era especial, já que o presidente, na sua primeira visita aos EUA, encontrava expoentes da extrema-direita, como o “estrategista” Steve Bannon, o “investidor” Gerald Brant e o “guru” Olavo de Carvalho.

O Brasil na crise mundial

Oposição pede cassação de Flávio Bolsonaro

Mortes e impunidade crescem no campo

Prossegue a política genocida de Witzel

Microbiologista destrói defesa da cloroquina

O esporte e o lazer em tempos de pandemia

quarta-feira, 20 de maio de 2020

1.179 mortes em 24 horas. E daí, Bolsonaro?

Por Altamiro Borges

As manchetes fúnebres dos jornalões nesta quarta-feira (20). Folha: "Pela 1ª vez, país supera mil mortes por Covid-19 em 24h". Estadão: "Mais de mil mortes por dia e 1 a cada 7 novos casos no mundo". O Globo: Sem ministro, país passa dos mil mortos diários. “E daí?”, deve se perguntar o genocida que ocupa a presidência.

Enquanto a pandemia avança, o "capetão" Jair Bolsonaro, adepto da necropolítica, passeia de jet sky, agenda um "churrasco fake", dispara seu piriri verborrágico constante e libera a abertura dos “essenciais” salões de beleza e academias de ginástica. E o Brasil segue sem ministro da Saúde, com um general chefiando o posto!

Haverá vacina para os mais pobres?

Bolsonaro declara guerra aos governadores

Mengele e Lisenko. Sobre ciência e morte

Charge: Antonio Rodríguez/México
Por Tarso Genro, no site Sul-21:

“Bolsonaro não ignora a ciência, só tem uma visão diferente”, disse o General Walter Braga Netto, Ministro (militar) da Casa Civil, na entrevista do dia 15 (quinta-feira), ao defender seu Presidente, Capitão do Exército Nacional. Este, reformado com base em laudos psiquiátricos - aliás - foi considerado impedido de prosseguir na sua carreira militar por problemas sérios de conduta, o que liga diretamente o erro do General Walter ao personagem maníaco que ele defende. As experiências de submissão da ciência às necessidades políticas, na história da Humanidade, já trouxeram tragédias suficientes que deveriam ter sido absorvidas por todas as pessoas mentalmente sadias.

Governo coveiro de pessoas e da democracia

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Foram 1.179 mortes por coronavírus registradas somente nesta 3ª feira, 19 de maio. O número real, porém, que está subnotificado, é muito maior.

Além do Brasil, apenas França, Reino Unido e Estados Unidos tiveram mais de mil mortes por coronavírus num único dia.

Mas o Brasil é recordista neste ranking tétrico: enquanto aqui o milhar de mortes aconteceu depois de 62 dias da 1ª morte registrada [em 17/3], no Reino Unido, França e EUA esta marca foi atingida depois de 68, 69 e 70 dias, respectivamente.

Os ataques de Trump à China e à OMS

Editorial do site Vermelho:

A Assembleia Mundial da Saúde, reunião anual de tomada de decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) por seus 194 membros, foi um palco para o mundo conhecer ideias e propostas para o combate à Covid-19. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se a discursar, ao passo que o presidente da China, Xi Jinping, falou logo na abertura, anunciando que Pequim doará US$ 2 bilhões para combater o coronavírus e despachar médicos e suprimentos médicos para países pobres.

Centrão, 600 reais e caos social

Por João Guilherme Vargas Netto

O presidente Bolsonaro apoiado nas duas pilastras do bolsonarismo, as redes sociais robotizadas e as milícias bandidescas ou oficiosas, procura desenvolver suas três táticas provocadoras em prejuízo do povo e do combate à pandemia.

Ele conquista o apoio congressual do Centrão com prebendas individuais e coletivas, garantindo-se contra um eventual impeachment e modificando a correlação de forças em detrimento de Rodrigo Maia. Isto pode prejudicar o encaminhamento da votação da MP 936 com novas dificuldades para a aprovação do relatório do deputado Orlando Silva (PC do B-SP).

Em defesa da vida e da democracia!

Do site da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee):

O Brasil sofre com a evolução da Covid-19 e passa por grave crise sanitária, econômica e política. O número de mortos cresce diariamente, às centenas. O presidente Jair Bolsonaro insiste em negar a existência da crise na saúde e investe contra o isolamento social, única medida eficaz, até o momento, para conter a contaminação, e propagandeia o uso de um medicamento sem eficácia comprovada. Mais que isso, coloca o país na iminência de um golpe de Estado, incentivando e participando de manifestações antidemocráticas, ao arrepio da Constituição, que preconizam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Morte de João Pedro e a frente antifascista

Por Luiz Eduardo Soares

João Pedro Mattos Pinto, 13 anos, estupidamente assassinado por policiais dentro de casa, brincando em família.

Uma criança saiu da casa quando alguns tiros foram ouvidos, para avisar: "aqui só tem criança". Policiais, diante disso, tomaram a casa por alvo. Lançaram uma bomba de efeito moral ao interior e invadiram a residência atirando.

Onde no mundo se age assim? Qual gatilho mental dispara essa insanidade homicida? Que cálculo justificaria invadir uma casa, atirando?

Alguém com um mínimo de bom senso, um mínimo de equilíbrio, poderia admitir uma ação assim covarde, tão absolutamente perversa?

Bolsonaro carrega um cemitério nas costas

As vezes que Bolsonaro debochou da Covid-19

Taxar fortunas para salvar vidas

Pandemia, crise e pacto federativo

terça-feira, 19 de maio de 2020

Cloroquina vai salvar o doente Bolsonaro?

A eleição de Bolsonaro e o choro da Globo

Moro e Bolsonaro não ficarão impunes

Bolsonaro coloca PGR contra governadores

Violência doméstica aumenta na pandemia

Os crimes de Moro e Bolsonaro

O coronavírus na população negra

Polícia mata mais uma criança negra no RJ

A culpa dos patrões no avanço da pandemia

Bolsonaro, Polícia Federal e batom na cueca

Felipe Neto e o perigo do perdão

Bolsonaro tenta garantir a sua impunidade

Leveza em tempos de pandemia e Bolsonaro

O Brasil pode quebrar?

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Cloaca burguesa preocupada com Bolsonaro

Por Altamiro Borges

A cloaca burguesa parece temer pelo futuro do seu laranjal. A coluna Painel da Folha de sexta-feira passada (15) informou que "empresários criticam Bolsonaro após demissão de Teich. Segundo o vice-presidente da Fiesp [Federação das Indústrias de São Paulo], as pessoas estão inseguras sobre a situação do Brasil".

De acordo com a notinha, "a saída precoce de Nelson Teich do comando do Ministério da Saúde" provocou um "efeito contrário ao que pretende o presidente, que é a reabertura mais rápida da economia. A avaliação é de José Ricardo Roriz, vice-presidente da Fiesp". Eita empresário esperto e rápido no raciocínio!