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sexta-feira, 10 de julho de 2026

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Pobre Europa, pobre Otan

Charge: Tjeerd Royaards 
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


A Europa é lenta. Tarda em entender os cenários cambiantes.

Demorou a entender o fenômeno Trump.

Só agora começa a entender que o “America First” é, na realidade, o “American Only”.

Trump não tem aliados verdadeiros. Vê as relações internacionais como um jogo de soma zero. Para que ele ganhe alguma coisa, alguém tem de perder.

Todos os países têm de perder alguma coisa para que os EUA ganhem. Isso se aplica tanto a antigos aliados quanto a adversários ou supostos adversários.

Trump também possui imenso desprezo por instituições plurilaterais e multilaterais de um modo geral. As enxerga como escolhos para uma atuação mais livre dos EUA no cenário planetário e também como sorvedouros inúteis de dinheiro e recursos de Washington.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Irã que derrotou Trump se despede de Khamenei

Foto: Maziar Motamedi/Al Jazeera
Por Laura Capriglione, no site da TVT News:


Milhões de pessoas estão em Teerã para o último adeus ao aiatolá Ali Khamenei, naquela que já é considerada a maior manifestação de massas do Irã. Comprova-se assim que foi um erro fenomenal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacar o Irã no dia 28 de fevereiro e assassinar o então líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. O propósito escancarado por Trump era gerar uma “mudança do regime”, colocando no lugar da Revolução Islâmica, no poder desde 1979, um fantoche qualquer, desde que submisso aos Estados Unidos e Israel. Deu tudo errado.

terça-feira, 30 de junho de 2026

A China não improvisa

Foto: Reuters
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

“Subjugar o inimigo sem lutar é o acme da habilidade.” Sun Tzu, em A Arte da Guerra

Tomo a visita de 10 dias que fiz a Shanghai como ponto de partida para este artigo. Acabei de chegar e ainda luto com o fuso horário (a viagem de volta foi de 39 horas porta a porta). Assim, o artigo será talvez ainda mais incoerente do que de costume. Mas, enfim, vamos lá.

A China está em pleno processo de redefinição das suas relações com o resto do mundo, com o Ocidente em particular. Nas primeiras três ou quatro décadas do período de reforma e abertura econômica iniciado por Deng Xiaoping em 1979, a China buscava uma “ascensão pacífica” no interior do quadro internacional estabelecido sob a égide dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial. E foi inicialmente muito bem-sucedida nesse propósito. Evitava sistematicamente confrontações com os Estados Unidos e outras nações, posicionando-se com prudência e paciência estratégicas. Deng adotava como lema uma máxima chinesa clássica – “esconda a força, espere a hora”.