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domingo, 30 de agosto de 2020

Jeff Bezos, Covid-19 e a fortuna dos ricaços

Por Altamiro Borges

Enquanto a pandemia do coronavírus gera milhões de desempregados, famélicos e desesperados em todo o planeta, os ricaços ficam cada dia mais ricos no capitalismo. A revista Forbes divulgou na semana passada que Jeff Bezos, dono da Amazon, é o primeiro bilionário no mundo a alcançar uma fortuna de US$ 200 bilhões.

A riqueza recorde foi atingida na quarta-feira (26), em plena tragédia da Covid-19, após a valorização de 2% das ações da empresa lhe render um ganho extra de US$ 4,9 bilhões. Convertida em reais, Jeff Bezos já pode ser chamado de trilionário: a fortuna do ricaço ultrapassa o R$ 1,1 trilhão.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

A vacina russa e a competição geopolítica

Por Jeferson Miola, em seu blog:

O registro, pela Rússia, da 1ª vacina contra o coronavírus, é um passo extraordinário na corrida científica mundial para proteger a humanidade desta terrível peste. Se confirmar a eficácia, a eficiência e a segurança da vacina, estaremos diante de um marcante acontecimento da história contemporânea.

Mais que um extraordinário êxito médico-científico, este pioneirismo coloca a nação russa, em geral, e Vladimir Putin, em particular, na dianteira do jogo geopolítico que, tudo indica, deverá se desenrolar globalmente em novas bases políticas, econômicas e sociais depois da pandemia.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Ultradireita cerceia informações da Covid

Por Alexandre Padilha, no jornal Brasil de Fato:

A falta de transparência e o cerceamento de informações unem os governos de ultra-direita que estão sendo as maiores vergonhas no combate à pandemia da Covid-19 no mundo.

Aqui no Brasil o governo Bolsonaro se nega a prestar informações.

Primeiro tentou tirar o painel de transparência do ar, agora está omitindo as informações sobre o desabastecimento de medicamentos eficazes na condução das internações em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e cometeu um crime de responsabilidade, por mim já denunciado à PGR, ao não prestar informações a partir de um requerimento formal de informação que fiz enquanto parlamentar, que, passados 30 dias constitucionais de tempo de resposta, o Ministério da Saúde não se pronunciou.

domingo, 2 de agosto de 2020

Corrida pela vacina é corrida pelos bilhões

Por Fernando Brito, em seu blog:

Tão apavorante quanto a onda de mortes – que está atingindo a inacreditável marca de 700 mil -, o mundo vai assistir, logo, logo, outro espetáculo apavorante e desumano: a contaminação, pelo dinheiro, da (ou das) vacina(s), se vierem a ser bem-sucedidas as experiências que estão rendo realizadas por universidades e laboratórios de vários países.

domingo, 26 de julho de 2020

Ética em tempos de pandemia

Por Frei Betto

A pandemia causada pelo coronavírus veio nivelar a humanidade. E suscitar sérias questões éticas. Não faz distinção de classe, como a anemia e o raquitismo, que resultam da fome; de gênero, como as doenças da próstata; ou de orientação sexual, como a aids, que no início afetava predominantemente homossexuais.

Trata-se, agora, de enfrentar um inimigo invisível que exige urgente mobilização global para deter o seu avanço. E é em momentos de crise como este que as pessoas se revelam.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

A disputa pelo 5G no Brasil

Por Alexandre G. de B. Figueiredo, no site A terra é redonda:

Lembrando o famoso pensamento de Clausewitz, para quem a guerra é a continuação da política por outros meios, Raymond Aron escreveu que os diplomatas são soldados que defendem os interesses nacionais por meios pacíficos. Em sua obra clássica, Paz e Guerra entre as Nações, Aron apresentou uma visão de relações internacionais como mais propriamente o estudo das relações entre os Estados que, por sua vez, interagiriam de duas maneiras: paz ou guerra. Diplomata e soldado seriam os seus representantes para perseguir os objetivos almejados, quer fosse em um cenário, quer fosse no outro.

domingo, 12 de julho de 2020

Guerra, futuro e a “transição energética”

Por José Luís Fiori, no site Outras Palavras:

Com um consumo diário médio de mais de 300 mil barris,
o Departamento de Defesa aparece
como o maior consumidor anual de petróleo
dos Estados Unidos, o que tem provocado
crescente preocupação a respeito
da vulnerabilidade energética
de suas forças militares, acirrada
por uma postura diplomática e geopolítica
agressiva por parte da China
a respeito do acesso a recursos petrolíferos

Barreiros, D. Projeções sobre o Futuro da Guerra: tecnologias disruptivas e mudanças paradigmáticas (2020-2060).


No início da Primeira Guerra Mundial, o cavalo ainda era um elemento central do planejamento militar das grandes potências, e o carvão é que movia as máquinas, os trens e os vapores do mundo. Mas quatro anos depois, no fim da guerra, havia acontecido uma “revolução energética” que mudou a face do capitalismo, e o petróleo redesenhou a geoeconomia e a geopolítica mundiais. Logo depois do conflito, o crescimento geométrico da indústria automobilística teve papel fundamental na difusão mundial do motor a combustão, e da gasolina.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

A universidade pós-pandêmica

Ilustração: Arte sobre imagem/123RF/Jornal da USP
Por Boaventura de Sousa Santos, no site Outras Palavras:

Para compreendermos o que pode vir a passar-se com a universidade é necessário lembrar os ataques principais de que era alvo a moderna universidade pública (UP) antes da pandemia. Foram dois os ataques globais. Provinham de duas forças que se podem sintetizar em dois conceitos: capitalismo universitário e ultradireita ideológica. O primeiro ataque intensificou-se nos últimos quarenta anos com a consolidação do neoliberalismo como lógica dominante do capitalismo global. A universidade passou a ser concebida como área de investimento potencialmente lucrativo.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

A notável aparição dos 'entregadores livres'

Por Shyam Krishna, no site Outras Palavras:

A pandemia escancarou a precariedade e as más condições enfrentadas pelos trabalhadores da Gig Economy [forma como é chamada a economia alternativa, que engloba trabalhos temporários, como autônomos e freelancers]. Quando a maré acalmar, esses trabalhadores que estavam na linha de frente da crise, conseguirão construir um futuro mais justo? Os trabalhadores que aparecem em Reclaiming Work [algo como “Trabalho Reivindicado”] acreditam que sim. Esse breve documentário, de Cassie Quarless e Usayd Younis, da produtora Black & Brown Film, apresenta cooperativas de entregadores (de bicicleta ou motoboys) que oferecem uma alternativa socialista às gigantes Deliveroo [aplicativo de entrega de comida, popular na Europa] e Uber. De fato, La Pájara, uma das cooperativas que aparecem no documentário, foi formada após alguns onda de protesto contra a Deliveroo em Madri. Cooperativas como essas são apoiadas por uma federação ainda mais ampla, a CoopCycle - uma “cooperativa de plataforma” que controla os principais modelos econômicos do capitalismo de plataforma. Esse movimento é fruto do esforço de trabalhadores que se encontraram na esperança de criar uma alternativa justa contra a exploração desenfreada de trabalhadores dentro da Gig Economy, ou “Economia dos Bicos”.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Poder e riqueza são inseparáveis

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Entrevistado na CNN dos Estados Unidos a respeito dos movimentos Black Lives Matter, Cornell West, professor de filosofia em Harvard, não deixou a bola cair.

Diante do constrangimento dos entrevistadores despachou “de prima”:

“Acho que a raiva dos manifestantes é impulsionada pelo indiciamento moral das elites.

Tem a ver com o poder de Wall Street e os crimes de Wall Street.

Os mercados financeiros praticam saques legalizados há muito tempo, com altos níveis de desigualdade de riqueza fluindo de lá”.

Mais adiante, o filósofo chutou o balde: “A história americana é um fracasso”.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Tradicionalismo: a extrema direita no poder

Por Venício A. de Lima, no site Carta Maior:

O Valor Econômico noticiou no início de junho que Gerald Brant, executivo do mercado financeiro e diretor de uma empresa de investimentos nos Estados Unidos, deverá ser nomeado para assessor especial no Ministério das Relações Exteriores, uma espécie de conselheiro, ligado diretamente ao gabinete do chanceler Ernesto Araújo. (Cf. Daniel Rittner, “Amigo de Bannon, Gerald Brant pode quebrar tabu e ter cargo no Itamaraty”, 5/6/2020). A notícia causou estranheza, dentre outras razões, porque o indicado não é da carreira diplomática. Uma das reações indignadas veio do ex-ministro Celso Amorim. Se confirmada esta nomeação, afirmou, representaria “um estupro” na diplomacia brasileira; “uma coisa inexplicável, uma violência sem tamanho. Um tiro final no Itamaraty” (Cf. “Amorim: nomear aliado de Bannon no Itamaraty é um estupro” in https://www.brasil247.com/mundo/amorim-nomear-aliado-de-bannon-no-itamaraty-e-um-estupro ).

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Bolsonarismo sem Bolsonaro?

Por Kjeld Jakobsen, no site da Fundação Perseu Abramo:

Na semana que passou, a política externa do governo Bolsonaro recebeu dois avisos internacionais importantes. O primeiro foi a aprovação de uma moção no parlamento holandês contra o acordo Mercosul – União Europeia (UE) devido ao péssimo desempenho ambiental do Brasil, particularmente, em relação à Amazônia. Embora, o acordo em si não esteja em discussão ainda no interior dos membros da UE, o resultado da votação da moção é um indicador importante sobre o que poderá acontecer.