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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ultimato de Trump ao Irã eleva risco de guerra

Charge: Andreo Carrilho/IranCartoon
Por José Reinaldo Carvalho, no site do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz):

A crise entre os Estados Unidos e o Irã entrou nesta quinta-feira (19) em um novo patamar de instabilidade, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitir em Washington um ultimato ao governo iraniano durante seu pronunciamento na primeira reunião do chamado “Conselho da Paz” de Gaza. Trump declarou que, caso Teerã não aceite as condições impostas por Washington no prazo de dez dias, o país persa sofrerá “coisas ruins”, numa ameaça direta que reforça o clima de escalada militar no Oriente Médio e coloca em risco qualquer possibilidade de solução diplomática. Um retrocesso em relação ao entendimento preliminar firmado na terça-feira (17), em Genebra.

Prisão de Andrew abala a monarquia britânica

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A sinuca de bico de Trump no Irã

Montagem do site Actualidad RT
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

Trump se colocou em uma ‘sinuca de bico”, ao exigir do Irã concessões que o regime jamais fará, pois o atendimento pleno a essas demandas poderia até mesmo levar à queda do atual governo.

Em apertada síntese Trump demanda:

1- a completa desnuclearização do Irã;

2- forte limitação dos seus programas de mísseis e drones;

3- a extinção total de quaisquer apoios do Irã a aliados regionais, como o Hezbollah, o Hamas e milícias xiitas no Iraque e no Iêmen, entre outros;

4- o reconhecimento, por parte do Irã, de Israel, seu arquirrival, como um país legítimo.

Em relação à total extinção do programa nuclear iraniano, tal exigência contraria frontalmente o Artigo IV do Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o qual tem a seguinte redação:

Artigo IV

As novas ameaças de Trump ao Irã

domingo, 25 de janeiro de 2026

Israel mata mais 3 jornalistas na Faixa de Gaza

Da esquerda para a direita, os jornalistas Mohammad Qeshta,
Abdul Ra'ouf Shaath e Anas Ghunaim. Divulgação
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira (21), mais três jornalistas palestinos foram mortos pelo exército terrorista de Israel. Com isso, o número total de profissionais da imprensa assassinados na Faixa de Gaza já chega a 260. Apesar dessa escalada de violência, a mídia brasileira, sob forte influência dos sionistas, silencia sobre os jornalistas mortos e sobre o genocídio que prossegue na região – e que já matou 71.551 palestinos e feriu outros 171.372.

Segundo matéria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, os três repórteres – Mohammed Salah Qashta, Abdul Raouf Shaath e Anas Abdullah Ghanim – “foram alvejados em um ataque contra o carro em que estavam, enquanto filmavam para uma iniciativa humanitária do governo egípcio na cidade de Zahraa, na região central da Faixa de Gaza. Imagens do local após o ataque mostram o veículo atingido claramente identificado com o logotipo do Comitê Egípcio”.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Irã: centro de uma disputa geopolítica global

Charge: Miguel Paiva/247
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


“Isto também passará” - Frase persa.

É muito difícil saber, com precisão, o que está acontecendo, de fato, no Irã. Como sempre, a mídia ocidental fala na “sangrenta ditadura” do Irã e que centenas de pessoas já teriam sido mortas pela repressão do regime iraniano. De outro lado, imagens difundidas no Ocidente mostram incêndios de carros e construções, e o regime acusa alguns grupos de manifestantes de terem atirado e matado policiais iranianos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, moderado e progressista, já fez vários apelos ao diálogo.

Nesse contexto nebuloso e contraditório, é preciso considerar que Israel e os EUA estão fortemente empenhados na derrubada do regime iraniano há muito tempo. Tanto o governo de Israel quanto o governo dos EUA têm capacidade de promover a chamada “guerra híbrida” e de articular e promover protestos via redes sociais e internet.

Irã e o golpe do petrodólar