terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A incompetência do ministro-pastor no Enem

Por Altamiro Borges

A incompetência é a marca do laranjal. Parece ser uma exigência curricular para compor o ministério de Jair Bolsonaro. Eduardo Pazuello, o general da Saúde, é a prova mais grotesca desse desastre. Mas ele não está só. Até o ministro da Educação, Milton Ribeiro, já ingressou no time dos incapazes. No segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (24), a prova teve 55,3% de abstenção – um recorde histórico. Contra todos os alertas sobre a pandemia, o "pastor" insistiu na ação criminosa!

Covid ceifou 11 milhões de empregos no Brasil

Por Altamiro Borges

Estudo divulgado nesta segunda-feira (25) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que a pandemia da Covid-19 no Brasil teve impacto negativo sobre o emprego quase duas vezes superior à média mundial. De acordo com o levantamento, as perdas no país equivalem a 11,1 milhões de postos de trabalho, o quarto número mais elevado do mundo em termos absolutos.

Como explica Jamil Chade em artigo publicado na Folha, “esse número inclui as pessoas que foram demitidas, as pessoas que abandonaram o mercado de trabalho e aquelas que tiveram suas horas de trabalho reduzidas. Os dados brasileiros revelam um tombo bem maior que a média global”. Em termos de horas trabalhadas, a perda foi de 15%.

Falta de oxigênio pode afetar outros estados

Bolsonaro no embalo do "bum bum tam tam"

A pandemia e o genocida. Impeachment já!

FSM-2021: Luta democrática e comunicação

A importância do Fórum Social Mundial​-2021

Impeachment: Bolsonaro pode cair?

Milhões vão passar fome. “E daí?”

Por Fernando Brito, em seu blog:

Pesquisa Datafolha, com resultados divulgados hoje, mostra que 40% dos brasileiros (86 milhões de pessoas) receberam uma ou mais parcelas do auxílio emergencial e, deles, 69% não têm mais nenhuma renda com que contar.

Isto é, perto de 60 milhões de pessoas estão chegando ao fim de janeiro sem qualquer renda, alguns ainda tendo como saída o que puderam guardar das “vacas gordas” que lhes foram os R$ 600 e depois a metade disso, do ano que passou ou que ainda têm alguma parcela atrasada para “rapar o tacho”.

Um pouco menos, perto de 43 milhões, se considerarmos o que já relatavam perda de renda na pesquisa. Ou, ao contrário, um pouco mais, pois a pesquisa é feita pelo celular e isso provoca distorções.

Bolsonaro entra no seu inferno astral

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Os cenários econômicos brasileiros, e a formação de expectativas, são definidas da seguinte maneira:

1. O mercado dá o tema, impreterivelmente em cima de expectativas de curtíssimo prazo, uma frase de Bolsonaro, uma reafirmação da Lei do Teto, uma promessa de reforma, um avanço no negócio da privatização, um conjunto de irrelevâncias, que nada diz sobre o cenário real da economia.

2. A imprensa repercute, sem nenhuma visão de conjunto, em uma mediocrização pouco vista em 50 anos de história do jornalismo econômico brasileiro. Tratam cada episódio como se fosse decisivo, quanto muito, influenciam apenas o próximo vencimento de opções.

3. Em cima desse efeito manada, os verdadeiros estrategistas deitam e rolam. Eles analisam os temas centrais e, a partir deles, traçam uma linha de médio prazo, sobre o que pode acontecer com a economia. Traçada a linha, vão comendo pelas bordas, comprando quando os indicadores estão abaixo da linha, vendendo quando acima.

Quais os pontos relevantes a se considerar (há muito tempo, saliente-se)?

Inimigos da humanidade merecem a Haia

Por Marcelo Zero

Bolsonaro não é apenas um grave problema para o Brasil e os brasileiros.

Ele é grave ameaça ao planeta e à humanidade.

No início, ele era visto como uma ameaça global “apenas” por causa de seu ativo antiambientalismo.

Ele e Ricardo Salles se dedicaram a “abrir a porteira” para o “deixa queimar”. Viam e veem as questões ambientais, que afetam todo o planeta, como uma espécie de “frescura” de país desenvolvido, que atrapalha a ocupação predatória da Amazônia e outras regiões do país.

Mais recentemente, no entanto, ele e seu governo passaram a ser vistos também como grave ameaça sanitária global, em razão do total descontrole da epidemia no Brasil.

Esse descontrole tem levado ao surgimento de variantes mais agressivas do coronavírus, o que preocupa muito outros governos do planeta.

Faustão vai deixar a Globo. O que houve?


Por Altamiro Borges


Após 32 anos no comando do programa “Domingão do Faustão”, o apresentador Fausto Silva confirmou nesta segunda-feira (25) que deixará a TV Globo até o final de 2021. A notícia agitou as redes sociais. De imediato, o império midiático afirmou em nota que a saída foi uma “decisão do apresentador” e que “só cabe respeitar e aplaudir a história que ele construiu” na emissora.

Mas há controvérsias sobre a razão da saída. Como aponta Mauricio Stycer no UOL, “a informação oficial difere parcialmente da justificativa, apresentada pelos colunistas Flavio Ricco e Daniel Castro, de que Faustão não teria aceitado a proposta de fazer um programa semanal às quintas-feiras, em 2022, tendo preferido encerrar o contrato no final deste ano”.

Centrão já comemora a eleição de Arthur Lira

Por Altamiro Borges

A turma do Centrão já dá como certa a vitória de Arthur Lira (PP-AL), o candidato de Jair Bolsonaro e das milícias de ultradireita, na disputa pela presidência da Câmara Federal, em 1º de fevereiro. Em entrevista à revista Época, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, disse em tom arrogante que considera "a eleição resolvida".

Nas contas da velha raposa política, "Arthur já está com mais de 300 votos. Agora temos o apoio do PSL. E tem ainda o DEM que não formalizou apoio ao bloco dele [Baleia Rossi, do MDB). Resta saber se o Baleia vai desistir". Pode ser jogo de cena do chefão do PP, mas é bom ficar esperto e não subestimar o inimigo – que é ardiloso e conta com inúmeros recursos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Zara e 3M também fecham unidades e demitem

Por Altamiro Borges

Depois da Ford, que fechou três fábricas, encerrou suas atividades no Brasil e demitiu 6 mil operários, outras empresas seguem o mesmo trágico caminho – o que enterra as bravatas do ministro Paulo Guedes sobre a “retomada em V” da economia. Agora, 3M e Zara anunciam o fechamento de unidades de trabalho.

Segundo notinha da Folha, publicada na sexta-feira (22), "a multinacional 3M anunciou que irá fechar sua fábrica em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, até o meio do ano. Com isso, 120 funcionários serão demitidos. A produção local, voltada ao segmento odontológico, será transferida para Sumaré, também no interior paulista".

A tragédia no Amazonas e a crise política

As condições jurídicas para o impeachment

Seis mil ficam sem emprego com saída da Ford

A estética bizarra do bolsonarismo

Por que a saúde de Manaus entrou em colapso?

A lógica absurda de Miriam Leitão

Por Dilma Rousseff, em seu site:

Miriam Leitão comete sincericidio tardio em sua coluna no Globo de hoje (24 de janeiro) ao admitir que o impeachment que me derrubou foi ilegal e, portanto, injusto, porque, segundo ela, motivado pela situação da economia brasileira e pela queda da minha popularidade. Sabidamente, crises econômicas e maus resultados em pesquisas de opinião não estão previstos na Constituição como justificativas legais para impeachment. Miriam Leitão sabe disso, mas finge ignorar. Sabia disso, na época, mas atuou como uma das principais porta vozes da defesa de um impeachment que, sem comprovação de crime de responsabilidade, foi um golpe de estado.

Os nossos dramas atuais

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Volto a falar da nossa conturbada conjuntura política e econômica. O político prevalece sobre o econômico, como de costume. Mais do que de costume. A razão é que o Brasil tem um governo excepcionalmente inepto, que funciona como entrave para a economia em todas ou quase todas as áreas relevantes. O Brasil é o último dos países do G20 (o grupo que reúne as 19 principais economias do mundo e a União Europeia) ainda governado por um trumpista. No mundo inteiro, inclusive e notadamente nos Estados Unidos, a onda de extrema-direita dos últimos anos começou a refluir.

Falando sério sobre a terra de Simón Bolívar

Por Bepe Damasco, em seu blog:

As imagens de caminhões venezuelanos cruzando a fronteira brasileira, para levar oxigênio e impedir que mais pessoas morram asfixiadas, e o acordo inédito e histórico que o governo do presidente Nicolás Maduro fez com a CUT, CTB e centrais sindicais visando a ampliação do fornecimento desse insumo essencial à vida, levantam pontos importantes de reflexão sobre o país vizinho.

Vale destacar que o exercício genuíno da solidariedade entre os povos latino-americanos prevaleceu sobre os ataques sistemáticos do governo neofascista brasileiro à soberania da Venezuela.

Até de força-tarefa golpista na fronteira entre os dois países o governo Bolsonaro participou, bem como da “visita” acintosa e provocativa do então secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a Roraima. Sem falar no apoio decidido do Itamaraty bolsonarista ao farsante Juan Guaidó.

Em Manaus, general Pazuello está desenganado

Por Fernando Brito, em seu blog:

Eduardo Pazuello foi para Manaus e, segundo sua própria assessoria, o ministro da “não tem voo de volta a Brasília”.

Oficialmente, claro, o presidente da República mandou-o comandar a ação do governo federal na crise sanitária amazonense até que ela esteja equacionada.

Na prática, manda o ministro para fora do alcance da grande mídia, impede-o de dar suas desastrosas entrevistas temperadas a coices e tenta evitar a iminente explosão de nervos que ele vem sinalizando.

O exílio manauara serve também para tentar tira-lo do furacão representado pelo pedido de abertura de inquérito feito pelo Ministério Público que deve ser aceito pelo STF e converter-se numa investigação policial.

A notícia-crime contra Pazuello e Bolsonaro

Por Altamiro Borges


O cerco vai se fechando contra os genocidas do Palácio do Planalto. A revista Época registrou que "o ministro Ricardo Lewandowski enviou nesta sexta-feira (22) à Procuradoria-Geral da República (PGR) notícia-crime que pede a investigação de Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello por supostos crimes de prevaricação e exposição da vida de outras pessoas em risco".

Segundo a notinha, "o pedido foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela bancada do PCdoB na Câmara Federal. O partido solicitou investigação contra Bolsonaro e Pazuello pela falta de oxigênio em hospitais no Amazonas. Os parlamentares afirmaram que o presidente e o ministro fizeram pouco caso da crise".

domingo, 24 de janeiro de 2021

Bolsonaro leva maior tombo nas redes sociais


Por Altamiro Borges


O negacionismo do governo, que causa milhares de mortes por Covid-19, agora está fragilizando o bolsonarismo num terreno em que antes ele imperava: o das redes sociais. Levantamentos feitos pela revista Veja na edição desta semana mostram o tamanho do tombo do "capetão" e de suas milícias digitais com sua pulsão pela morte.

A matéria confirma que "a aposta de Jair Bolsonaro num discurso negacionista e que descredencia a eficácia das vacinas já provocou arranhões na imagem do presidente... O tombo foi tão grande que aliados do presidente não conseguiram emplacar nenhuma narrativa coesa em defesa do governo".

Bolsonaro já enfrenta “tempestade perfeita”

Os cenários para a crise que se aprofunda

Charge: Marcio Baraldi
Por Rodrigo Vianna, no site Brasil-247:


Os sinais já vinham desde a virada do ano.

Mas se agudizaram com o caos em Manaus e a incapacidade do governo federal de providenciar as vacinas... E os sinais vêm tanto do andar de baixo, quanto do andar de cima.

A Globo, via Merval Pereira, porta-voz da família Marinho, já apoiara o afastamento do presidente.

O Estadão, jornal que dialoga com parte da classe média paulistana e é gerido por um comitê de bancos, defendeu agora em editorial o afastamento imediato de Bolsonaro.

A Folha abriu espaço para uma (boa) reportagem mostrando com gráficos e tabelas todos os crimes e atos inconstitucionais de Bolsonaro, que ensejam o pedido de impeachment.

A elite econômica está atônita com a incapacidade do governo de estabelecer um horizonte razoável no combate à pandemia. Sem a vacina, comércio/serviços/turismo não voltam ao normal.

Impeachment: unir forças contra Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:

Desde que tomou posse como presidente da República, em janeiro de 2019, Jair Bolsonaro acumulou, até hoje, 61 pedidos de impeachment. São 2.4 pedidos por mês, apresentados à Câmara dos Deputados – número que se acelerou visivelmente desde o início da pandemia, em março de 2020 – de lá pra cá são 54 pedidos, ou quase 5 por mês.

Há pedidos para todos os gostos, da esquerda à direita – incluindo partidos como o PCdoB, PT, PDT, e o direitista Novo. Na avaliação popular, diz a última pesquisa Exame/Ideia, sua aprovação despencou de 37% a 26%. Já o Datafolha indica que a reprovação do saltou de 32% para 40%. Sendo a maior queda de aprovação de Bolsonaro desde que ele assumiu a presidência da República Os números indicam que uma grande quantidade de eleitores que, iludidos com o discurso de uma política nova, deram a ele a vitória em 2018 se sentem traídos e agora lhe dão as costas.

O genocídio documentado de Bolsonaro

Por Jeferson Miola, em seu blog:


O crime de genocídio cometido por Bolsonaro e seus militares está documentado no estudo Mapeamento e análise das normas jurídicas de resposta à COVID-19 no Brasil, elaborado pelo CEPEDISA [Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário] da Faculdade de Saúde Pública da USP com a ONG Conectas Direitos Humanos, e coordenado pela professora da Faculdade de Saúde Pública da USP Deisy Ventura.

Este abrangente trabalho, publicado no Boletim Direitos na Pandemia nº 10 do CEPEDISA, catalogou e analisou 3.049 normas concernentes à pandemia expedidas pelo governo federal entre março de 2020 e janeiro de 2021, assim como declarações de agentes públicos acerca do tema, sobretudo o presidente Bolsonaro.

Para os autores, esta “inflação normativa reflete o descalabro da resposta brasileira à pandemia”, e “corrobora a ideia de que onde há o excesso de normas há pouco direito”.

“O que nossa pesquisa revelou é a existência de uma estratégia institucional de propagação do vírus, promovida pelo governo brasileiro sob a liderança da Presidência da República”, concluem.

Governo Biden: De onde menos se espera...

Por Marcelo Zero

“De onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo”, dizia o sábio Barão de Itararé.

Para aqueles que esperavam que a política externa de Biden viesse a produzir avanços significativos em relação ao desastre de Trump, a audiência pública no Senado com Antony Blinken, próximo Secretário de Estado dos EUA, foi um balde de água fria, principalmente no que tange à América Latina.

Há a promessa, é claro, da mudança de métodos.

Blinken e Biden dizem querer colocar os “valores norte-americanos” da democracia e dos direitos humanos no centro da política externa norte-americana e liderar pela força do exemplo e não pelo emprego da força.

Prometem, assim, investir na diplomacia, na reconstrução de alianças e no multilateralismo.

Juram que usarão a força militar apenas como “último recurso”.

Crônica de um genocídio anunciado

Por Frei Betto, em seu site:


Tudo indica que o Brasil será o último país a ter a sua população imunizada contra a Covid-19 e, em breve, haverá de superar os EUA em número de mortos, devido ao descaso do governo Bolsonaro. Nesta terceira semana de janeiro, já temos mais de 112 mil vítimas fatais. A cada dia, mais de mil pessoas morrem contaminadas pelo coronavírus.

Bolsonaro sofre de tanatomania, tendência patológica de satisfação com a morte alheia. Agora a situação se agrava com a falta de oxigênio e leitos nos hospitais. Terrível paradoxo: falta oxigênio aos pacientes dos estados do Amazonas e do Pará, ambos na Amazônia, tida como pulmão do planeta. Muitos morrem por asfixia. E ironia do destino: Maduro, execrado pelo governo, reabastece o Amazonas de oxigênio.

Globo tenta desconstruir o monstro que pariu

Por Jair de Souza

Por quase 30 anos, Bolsonaro andou perambulando entre o baixo clero parlamentar, se envolvendo nas politiqueirias de baixo nível características desse segmento político, defendendo os interesses de grupos milicianos nas periferias do Rio de Janeiro, cuidando de garantir uma boquinha na política para cada um de seus filhos.

Sua presença e projeção em termos de política geral não ia além das declarações em favor da tortura e de torturadores que se esmerava em fazer toda vez que alguma câmara de televisão se aproximasse dele. Mas, em razão de sua absoluta insignificância, não eram muitas as que se dispunham a isso.

No entanto, tudo mudou a partir do momento em que a rede Globo e o conjunto das elites vinculadas aos interesses financeiros e imperialistas tomaram a decisão de eliminar o protagonismo do PT para que elas voltassem a assumir diretamente o controle do governo da nação, que haviam perdido em 2002.

As cinco tarefas estão sendo cumpridas

Por João Guilherme Vargas Netto


Quero fazer um balanço dos cinco pontos de concentração de tarefas determinadas unitariamente pelas direções das centrais sindicais em sua reunião do dia 5 de janeiro e que estão sendo cumpridas em toda a rede sindical.

Começo pela solidariedade social com o belo exemplo da iniciativa para ajudar na chegada urgente de oxigênio a Manaus. Depois da reunião do dirigente Sergio Nobre com Delcy Rodriguez, a vice-presidente da Venezuela, da reunião dos dirigentes com outras autoridades diplomáticas e industriais, o país irmão já nos mandou uma carga de cilindros e pretende fazer mais e nós estamos articulando a ajuda a eles com peças de reposição que estão em falta no país devido ao criminoso embargo norte-americano.

Estudo pode embasar pedido de impeachment

Bolsonaro e Pazuello sabotam as vacinas

A estratégia de propagação do coronavírus

Começou a vacinação. E agora?

Povo vai às ruas contra Bolsonaro

A desastrosa diplomacia de Bolsonaro

sábado, 23 de janeiro de 2021

Ataques à China afetam vacinação no Brasil

A pandemia e as trapalhadas de Bolsonaro

Fora Bolsonaro: impeachment já!

O combate ao trabalho escravo

Racismo e a elite do atraso no Brasil

Violência policial e juventude negra

Bolsonaro está cada vez mais isolado

Para entender o caos em Manaus

Não dá pra fugir do crime de responsabilidade

O futuro do Brasil com Biden na Casa Branca

O crime em Brumadinho faz dois anos

Pandemia, Bolsonaro e as Forças Armadas

O que Manaus está dizendo para o Brasil?

A cultura assassinada no Brasil

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Valor não acredita mais na “retomada em V”

Por Altamiro Borges

Adorador da agenda ultraneoliberal do rentista Paulo Guedes, o jornal Valor foi um dos que apostou suas fichas na "retomada em V" da economia brasileira - queda brusca seguida de crescimento acelerado. A torcida não durou muito tempo e agora até o veículo da cloaca burguesa já admite que o Brasil é "um país à deriva". O czar da economia é um desastre!

Em artigo publicado nesta sexta-feira (22), a colunista Claudia Safatle se mostra pessimista: "Há fortes indicações de que a recuperação em V foi curta, durou dois trimestres (terceiro e quarto trimestres de 2020) e perdeu fôlego. Um voo de galinha já bem conhecido dos brasileiros".

Pesquisa aponta queda brusca de Bolsonaro

Por Altamiro Borges


Jair Bolsonaro está derretendo. Isso talvez explique o desespero do "capetão" e dos generais pendurados no laranjal, que voltam a rosnar contra a democracia. Pesquisa realizada em parceria pela revista Exame e Instituto Ideia, divulgada nesta sexta-feira (22), mostra que a aprovação do presidente despencou de 37% para 26%.

"Com a crise da saúde em Manaus e os desencontros sobre o cronograma de vacinação, a aprovação à gestão de Bolsonaro caiu de 37% para 26%, a maior queda semanal desde o início do seu governo. Agora, ela está no mesmo nível de junho de 2020, um dos momentos mais críticos da pandemia", relata a revista dedicada à cloaca empresarial.

Dudu Bananinha indenizará repórter da Folha?

Por Altamiro Borges

Dudu Bananinha, o filhote 03 do presidente da República, ainda nem se recuperou da sofrida derrota do seu ídolo imperialista, Donald Trump, e já sofre mais um desgosto na vida. O site Jota, especializado em questões jurídicas, informa que "Eduardo Bolsonaro é condenado a indenizar a jornalista Patrícia Campos Mello".

O deputado federal do PSL-SP terá de pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 30 mil à articulista da Folha de S.Paulo. "A decisão de primeiro grau foi proferida na quarta-feira (20/1) pelo juiz Luiz Gustavo Esteves, da 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo". Ainda cabe recurso. Será que Dudu Bananinha vai pagar a dívida?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

"Centrão" já cogita impeachment de Bolsonaro


Por Altamiro Borges


A irritação de Jair Bolsonaro e dos generais pendurados no laranjal - que voltam a rosnar contra a democracia - está explicada. O movimento pelo impeachment do genocida está crescendo. Agora, segundo o site Congresso em Foco, até parlamentares do Centrão, que hoje garante a sobrevivência do presidente, já "cogitam" essa possibilidade.

A reportagem informa que "um deputado filiado a um partido do Centrão disse ao Congresso em Foco que a palavra impeachment ganhou força nos últimos dias nos grupos de troca de mensagem de parlamentares. 'Antes era uma abstração. Agora entrou no plano concreto das cogitações', afirmou".

"Segundo esse parlamentar, que pediu para não ter a identidade revelada, até mesmo deputados do Centrão, bloco informal de partidos que apoia o presidente Jair Bolsonaro, passaram a levantar essa hipótese na última semana", acrescenta o site que transita pelos bastidores do Congresso Nacional.

“Véio da Havan” pegou Covid. A vida é cruel!

Bolsonaro, Exército e PGR pregam ditadura

Por Jeferson Miola, em seu blog:


Está claro que pelo menos até março, na melhor das hipóteses, o Brasil terá somente 10,8 milhões das 300 milhões doses de vacinas necessárias para imunizar o contingente da população brasileira a ser vacinado. Ou seja, apenas 3,6% do total necessário!

Em alguns dias, o ufanismo eufórico do último domingo [17/1] com a autorização das vacinas dará lugar a um choque de decepção e a uma revolta com a falta de vacinas.

O contraste do Brasil-pária com o mundo é gritante: hoje, governos de quase 60 países avançam de modo incremental na imunização das respectivas populações nacionais.

Está claro, também, que a desproteção vacinal da população brasileira – fato absolutamente inédito desde o histórico pré-SUS de enfrentamento de epidemias – é consequência direta dos desatinos, incompetências e insanidades sanitárias e diplomáticas do governo militar de Jair Bolsonaro.

Bolsonaro: três vezes destruição

Por Leda Maria Paulani, no site A terra é redonda:


A eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, para ocupar o cargo mais alto da República nos quatro anos seguintes ainda será tema de debate, discussão e pesquisa por muito tempo. Teses e mais teses haverão de surgir, quiçá por décadas, na busca de encontrar a explicação mais consistente para a tragédia nacional. É inegável a complexidade do fenômeno.

São inúmeros e de variada ordem os elementos que devem ser considerados para compreendê-la: do golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016 à propagação indiscriminada de fake news; do desconforto dos estratos superiores com a circulação de pretos e pobres em espaços antes a eles interditados à armação jurídico-institucional impedindo Lula de concorrer às eleições; do generalizado sentimento antissistema que se difundiu a partir de 2013 à ininterrupta ascensão das igrejas neopentecostais, com seus valores fortemente conservadores; do ódio ao PT, cuidadosamente cultivado, a partir da operação Lava Jato, pela grande imprensa e redes sociais, à indiferença das massas frente ao impeachment, à prisão de Lula e mesmo à sistemática retirada dos direitos dos trabalhadores desde o golpe.

O que esperar de Biden?

Editorial do site Vermelho:


Qual o legado do “America First” (“América em primeiro lugar”) de Donald Trump, que deixou, pela porta dos fundos, a presidência dos Estados Unidos?

Serão os 400 mil mortos pela pandemia, reveladores da incúria e descaso que fizeram do país que a Covid-19 mais ceifou vidas? Serão os mais de 24 milhões de desempregados – o maior número desde 1947 -, que se traduzem numa miséria inaudita entre o povo do país que ainda se mantém como a maior economia do planeta? Será a intolerância que intensificou o racismo com mortes e agressões contra negros? Será a ideia de aumentar o muro da segregação na fronteira entre o México e os EUA? Serão as centenas de crianças separadas de suas famílias ao tentar atravessar aquela fronteira e que até agora não reencontraram seus parentes?

O Brasil não cabe no quintal de ninguém

Os trabalhadores na regressão neoliberal

Quem é o Trump nativo: Bolsonaro ou Doria

A pandemia no Brasil e a vacinação

Sai Trump, entra Biden. O que muda?

A mobilização por "vacina para todos"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O assediador Fernando Cury será punido?

Por Altamiro Borges

O Estadão informa que o “desembargador João Carlos Saletti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, autorizou a abertura de investigação criminal sobre o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), acusado de assédio pela também deputada estadual Isa Penna (PSOL)”. Será que agora o parlamentar escroto finalmente será punido?

Segundo a reportagem, João Carlos Saletti determinou que a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) “entregue à Justiça as filmagens que mostram Cury, no plenário, atrás de Isa Penna e tocando o corpo da deputada”. Além disso, o desembargador solicitou que inúmeros deputados prestem depoimento na condição de testemunhas.

Pazuello, o “craque em logística”, vai cair?


Por Altamiro Borges


Segue o processo de fritura do general Eduardo Pazuello, o servil e incompetente ministro da Saúde. Além dos generais da ativa, que estão preocupados com o aumento do desgaste da já arranhada imagem do Exército, o "craque em logística" agora incomoda outros picaretas do laranjal bolsonariano.

O jornal Valor desta quarta-feira (20) estampou no título: "Ministros avaliam trabalho de Pazuello como insatisfatório”. Segundo a matéria, os governistas temem pela queda de popularidade do presidente devido aos erros de planejamento no enfrentamento da pandemia da Covid-19 e na chamada "guerra das vacinas".

Cloroquina, o médico charlatão e o genocida

Bolsonaro, vacina e a "tempestade perfeita"

Militares, crimes e a tentação autoritária

Por Roberto Amaral, em seu blog:


O general comandante do exército não gostou do artigo “Na pandemia, exército volta a matar brasileiros”, de Luiz Fernando Viana, (Época. 17.1.2021) e mandou o general chefe do centro de comunicação social do exército responder à revista. O subordinado cumpre à risca o mandato do chefe, e, no melhor (embora canhestro) estilo do velho e expurgado florianismo, ou lembrando os tempos do grotesco marechal Hermes da Fonseca, mais que defender a corporação, supostamente injuriada, desanca o jornalista acusado de blasfêmia e tenta intimidar a revista, ou seja, investe contra a liberdade de imprensa: 

“(...) O Exército Brasileiro exige imediata e explícita retratação dessa publicação, de modo a que a Revista Época afaste qualquer desconfiança de cumplicidade com a conduta repugnante do autor e de haver-se transformado em mero panfleto tendencioso e inconsequente”. 

Chegou a hora da China. E agora?

Por Eric Nepomuceno, no site Brasil-247:


Desde que ocupou a poltrona presidencial Jair Messias vem lançando críticas azedas contra a China, principal parceiro comercial do Brasil.

Imitando seu ídolo Donald Trump, fez de tudo para criar um clima adverso entre os dois países.

Foi rigorosamente seguido pelo mais delirante de seus filhos, o deputado Eduardo, e pelo ministro de Aberrações Exteriores, Ernesto Araújo. Que, aliás, também criou atritos com a Índia.

Alguma hora a conta dessa ausência absoluta não só de responsabilidade, mas de um mínimo de sensibilidade, iria chegar.

Será agora?

O avanço da pandemia e os negacionistas

Brasil depende da China nas vacinas

Biden comandará "governo de reconstrução"?

Bolsonaro e a autonomia das forças policiais

Lançamento da campanha #AbraceAVacina

A exigência do Impeachment e os militares

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

'Véio da Havan' pegou Covid. A vida é cruel

Por Altamiro Borges


Parece que a cloroquina e o "tratamento precoce" não evitaram o pior para o patético "véio da Havan". Segundo o site da revista Veja, "o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan e apoiador de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, está internado em São Paulo por ter contraído Covid-19".

De acordo com as informações divulgadas em primeira mão pela coluna Radar Econômico da Veja, "ele está em uma unidade da rede Sancta Maggiore, do grupo Prevent Senior, no bairro do Morumbi, zona oeste de São Paulo. Sua mulher, Andrea, também está internada na mesma unidade".

Cloroquina, o médico charlatão e o genocida

Por Altamiro Borges


Se ainda houver Justiça, os negacionistas e charlatões do mundo inteiro, culpados pela morte de milhares de pessoas, um dia serão punidos. Na semana passada, o médico francês Didier Raoult, o "doutor cloroquina", finalmente admitiu que o medicamento não reduz as mortes pela Covid-19 e nem o agravamento da traumática doença.

O pesquisador e microbiologista, que ganhou fama internacional e virou referência para demagogos insanos como Donald Trump e Jair Bolsonaro, também assumiu publicamente que a cloroquina e seus derivados não diminuem a necessidade das UTIs ou do paciente precisar de oxigênio.

Provocações contra a China prejudicam vacina

Por Altamiro Borges


O trumpista Jair Bolsonaro e o olavete Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, seguem sabotando a vacinação no Brasil. Segundo a CNN-Brasil, "integrantes do alto escalão do governo admitem que a relação conturbada do país com a China tem travado a importação de insumos para produção de vacinas contra a Covid".

Segundo a matéria, "o assunto foi um dos temas da reunião do presidente com ministros no Palácio do Planalto na tarde desta segunda-feira (18)". O temor é que a tensão diplomática dificulte a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o princípio ativo da Coronavac, produzido pela indústria chinesa Sinovac.

Até a TV Record cutuca Bolsonaro. Fedeu!

Por Altamiro Borges

A desmoralização de Jair Bolsonaro no embate sobre as vacinas produziu um primeiro abalo no bloco televisivo de apoio e bajulação ao governo - formado por Record, SBT e RedeTV!. Como registra Mauricio Stycer no site UOL, "até a Record critica Bolsonaro por postura diante de vacina da China".

Em matéria nesta segunda-feira (18), o especialista em mídia ironizou: "Aliada incondicional do governo Bolsonaro, a Record não teve como defender a postura do presidente diante do início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil". As críticas da emissora, mesmo tímidas, surpreenderam os telespectadores e devem ter irritado o vingativo "capetão".

Outro perigo a vista com Bolsonaro

Por Eric Nepomuceno, no site Carta Maior:
 

Desde que seu ídolo e modelo Donald Trump foi derrotado por Joe Biden, o ultradireitista presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se sentiu encurralado frente às suas aspirações eleitorais para 2022.

Entrou de cabeça na absurda campanha de denúncia de fraude eleitoral levada a cabo por Trump, antecipando que uma eventual derrota sua na tentativa de se manter na cadeira presidencial será fruto do mesmo mecanismo, e que acontecerá no Brasil e poderá ser “muito pior” do que o que aconteceu em Washington, com a invasão do Congresso. Bolsonaro ameaçando as instituições e a democracia não é nenhuma novidade: foi isso que ele fez ao longo de seus 27 anos como deputado nacional insignificante, e voltou a fazer o mesmo agora como presidente.

A criatividade na luta pelo impeachment

Por Bepe Damasco, em seu blog:


A esquerda precisa aproveitar a onda favorável ao impeachment de Bolsonaro da forma mais criativa possível, enquanto perdurar a segunda e avassaladora onda de coronavírus e o processo de vacinação não tiver imunizado pelo menos 70% da população, patamar que, segundo os infectologistas, é capaz de frear a disseminação do vírus.

É visível a olho nu que o afastamento de Bolsonaro, como medida profilática para zelar pela saúde da nossa gente, salvar vidas e preservar o sistema democrático, avança na sociedade brasileira, envolvendo segmentos até então refratários ao impeachment.

Bolsonaro e comandante do Exército ameaçam

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Já no seu preâmbulo, a Constituição de 1988 registra que os parlamentares constituintes estiveram “reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional […]”.

No seu 1º artigo, a Constituição diz que “A República Federativa do Brasil […] constitui-se em Estado Democrático de Direito”.

Vitória da ciência, derrota de Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:


Neste domingo (17) a frente ampla em defesa da vida, derrotando a conduta genocida de Bolsonaro, conquistou duas importantes vitórias.

A Anvisa aprovou para uso emergencial duas vacinas: a Coronavac e a Astrazeneca-Oxford. A primeira foi desenvolvida pela parceria do Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac; e a segunda pela parceria da Fiocruz com o consórcio Astrazenaca-Oxford, do Reino Unido. A Anvisa justificou sua decisão sobretudo pela eficácia e a segurança das duas vacinas, mas também agregou uma outra razão: ” não há terapias alternativas” no enfrentamento da Covid. Este argumento científico repele o chamado tratamento precoce que a dupla Bolsonaro-Pazuello tenta impor aos pacientes, baseado no uso de cloroquina e vermífugos – puro curandeirismo.

A morte por asfixia de um país

O que é alienação?

Bolsonaro pode ficar sem WhatsApp?

Bolsonaro ataca a democracia novamente

Covid-19 e as previsões furadas de Bolsonaro

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Pazuello apodrece e leva o Exército com ele

Por Fernando Brito, em seu blog:

Furibundo, coube ao general Eduardo Pazuello anunciar, com entonação marcial, como “vitória” a acachapante derrota de Jair Bolsonaro na guerra da vacina.

Disse que poderia ter sido o primeiro a vacinar, sem explicar como faria isso sem uma dose sequer de vacina nas mãos e, pior, contando com a vacina obtida por São Paulo, cujo governador foi por ele chamado de aplicador de “golpes de marketing”.

Coisa que, é claro, Doria fez, mas com vacina, enquanto Pazuello limitava-se ao “Dia D e Hora H”, que só acontecerão na quarta-feira por conta da vacina paulista.

Maré virada contra Bolsonaro

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Em novembro, quando a Anvisa determinou que o Instituto Butantan suspendesses os testes com a vacina Coronavac por conta de uma ocorrência adversa (a morte de um voluntário, que em verdade cometera suicídio), Bolsonaro correu para as redes sociais: “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”.

Ontem foram muitas as que Jair Bolsonaro perdeu, e ele calado ficou. Em algum país o governante calou-se no início da vacinação?

Bolsonaro perdeu a aposta contra a vacina e também contra o rival João Dória.

A Anvisa mostrou sua cara e confirmou sua independência, decidindo por critérios científicos aprovar as vacinas Oxford-Astrazenica (que ainda não temos), e a Coronavac. E ainda desmoralizou o charlatanismo de Bolsonaro e Pazuello ao proclamar: não existem remédios contra a Covid.

Seja predador. Seja banqueiro

Por Ladislau Dowbor, no site Outras Palavras:

O Valor Econômico: Grandes Grupos (1), publicado nesta virada de ano, apresenta a evolução dos duzentos maiores grupos econômicos do país. Baseado em dados de 2019, portanto antes do impacto da pandemia, o estudo constata que “dos quatro setores analisados, apenas o setor de Finanças registrou aumento no lucro líquido (27,1%). Comércio (-6,8%), Indústria (-7,8%) e Serviços (-34,8%) caminharam para trás”. Trata-se não do conjunto da economia, mas dos grandes grupos, onde as finanças predominam. O estudo ressalta “o bom desempenho da área financeira, sobretudo bancos, cuja fatia no lucro líquido consolidado dos 200 maiores aumentou de 37,7% para 48,9%” (p.12).

A crise de legitimidade de Bolsonaro

Por Juarez Guimarães, no site A terra é redonda:

Após as eleições presidenciais de 2018, realizadas já em um ambiente de colapso democrático na sequência do golpe de 2016, houve um debate sobre como qualificar politicamente o novo governo, como avaliar a sua força e estabilidade e sobre qual caminho estratégico para enfrentá-lo. As divergências aí surgidas estão na base da dificuldade de unidade e de protagonismo nacional das esquerdas, que se manifestou durante estes dois últimos anos e nitidamente nas eleições municipais de 2020. Por isso, longe de ser apenas um exercício retrospectivo, um balanço de dois anos do governo Bolsonaro deve ser capaz de criar um campo de previsão, condicionado e prudencial, sobre sua dinâmica neste ano de 2021 capaz de orientar uma diretriz e um campo unitários de ação das esquerdas brasileiras.

O direito positivo é contraditório

Por José Geraldo Santana Oliveira

O ministro aposentado Carlos Ayres Brito, ao tomar posse no cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal, aos 19 de abril de 2012, ressaltou que o cumprimento da Constituição, em primeiro lugar, e das leis, complementarmente, constituem-se em obrigação inarredável de todos quantos ocupem cargos nos três poderes da República; aquele que não o fizer não terá êxito em sua investidura.

Para mais bem elucidar a relevância dessa assertiva, que é sentida e esperada por todos, fez questão de registrar o seguinte episódio, por ele vivenciado, pouco antes daquela solenidade:

As PMs e o braço armado de Bolsonaro

Bolsonaro desvaloriza o salário mínimo

Crimes de Bolsonaro e o impeachment

Pazuello é contra indicado para a Saúde

Coronavac chinesa e oxigênio da Venezuela

As pressões pelo impeachment de Bolsonaro

domingo, 17 de janeiro de 2021

Caravana bolsonarista na eleição da Câmara

Por Altamiro Borges

A milícia bolsonarista está encarando a eleição para a presidência da Câmara Federal, que ocorre em 1° de fevereiro, como decisiva para o futuro do "capetão" e dos seus projetos fascistas. Segundo o jornal Estadão, "grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro organizam caravanas a Brasília em apoio à candidatura de Arthur Lira (PP-AL)".

“O dia mais importante para o Brasil”, “Vamos exigir Arthur Lira presidente da Câmara” e “Voto impresso já” são alguns dos dizeres dos cartazes usados para divulgar as excursões para o ato pró-Lira. O movimento "Deus, Pátria e Família" é um dos promotores do ato. Várias outras seitas de extrema-direita também já manifestaram apoio nas redes sociais.

Falta de oxigênio pode afetar outros estados

Por Altamiro Borges


As cenas chocantes do Amazonas - com as mortes por asfixia devido à falta de oxigênio nos hospitais - podem se repetir em outros estados brasileiros. Vários estudiosos da Covid-19, como o cientista Miguel Nicolelis, já alertaram para o risco iminente de colapso no sistema de saúde.

O jornal O Globo confirma os piores temores. "A falta de oxigênio nos hospitais em Manaus com a escalada de casos de coronavírus é um alerta para o restante do país, na avaliação de especialistas. Para eles, há risco de novas falhas no abastecimento, em especial na Região Norte".

Três mamatas no governo Bolsonaro

Volta às aulas e Enem em tempos de pandemia

Venezuela envia cilindros de oxigênio

Do jornal Brasil de Fato:

A pedido do presidente Nicolás Maduro, o governo venezuelano está enviando cilindros de oxigênio ao estado do Amazonas. A informação foi confirmada pelo deputado federal José Ricardo (PT-AM) nas redes sociais, por onde o governador do estado, Wilson Lima (PSC) agradeceu ao governo venezuelano. Enquanto isso, o Itamaraty solicitou ao governo estadunidense ajuda para transportar cilindros de oxigênio.

De acordo com o governador Wilson Lima, o consumo de oxigênio aumentou cerca de 130% de abril de 2020, o primeiro pico da doença, para o dia 13 de janeiro de 2021.

Brasil sufocado: Fora, Bolsonaro!

Editorial do site Vermelho:


As panelas do descontentamento voltaram a se manifestar na noite desta sexta-feira (15), exigindo o impeachment de Jair Bolsonaro.

A ruidosa manifestação, que ocorreu em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza e demais capitais e grandes cidades brasileiras, ocorreu em paralelo à divulgação da “Nota ao Povo Brasileiro”, dirigida à Câmara dos Deputados, em que os partidos de oposição reforçam o pedido de impeachment do presidente da República. A nota, assinada pelos presidentes do PCdoB, PT, PSB, PDT e Rede e por líderes oposicionistas no Congresso Nacional, reflete um sentimento que se espraia pelo país diante do agravamento da crise sanitária e da conduta irresponsável de Bolsonaro.

Genocídio arruína imagem do Exército

Por Jeferson Miola, em seu blog:


Manaus é o laboratório mais avançado do descalabro produzido de modo intencional e deliberado pelo governo Bolsonaro.

O morticínio humano em condições cruéis por asfixia não foi acidental, mas sim decorrência da ação errática, por desprezo dos protocolos sanitários pelas autoridades e, também, da omissão deliberada de Bolsonaro e seu general-ministro da morte, Eduardo Pazuello.

Pazuello tinha pleno e total conhecimento da situação. Ele recebeu relatórios detalhados, esteve pessoalmente em Manaus alguns dias antes, e foi alertado a respeito da iminência da tragédia, mas agiu como um autêntico carcereiro de Auschwitz.

Quanto ao essencial para salvar vidas – o oxigênio medicinal – Pazuello nada fez. Ao contrário, ele estimulou técnicas e práticas mortíferas, como o chamado “tratamento precoce” com drogas ineficazes, e a flexibilidade de aglomeração das pessoas.

Xadrez do fim dos grupos nacionais de mídia

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Preliminar 1 – o papel da mídia nas democracias

Durante o século 20, os grupos de mídia foram os mais relevantes atores no mercado de opinião, mais influentes que os partidos políticos, que as igrejas, que os sindicatos. Já eram influentes no começo do século, com o avanço do telégrafo.

Ampliaram o poder com o advento das rádios e, especialmente, das redes de rádios. E, finalmente, com a televisão, o veículo que dominou amplamente a opinião pública na segunda metade do século 20.

As formas de controle sobre a opinião pública eram de mão única, os melhores veículos através da seleção dos temas de cobertura e das análises de acordo com o alinhamento político ou comercial do grupo; os piores, através da exploração de notícias falsas e de assassinato de reputação.

O que está em colapso é a farsa oficial

Por Fernando Brito, em seu blog:

Mesmo neste Brasil dos absurdos, de morte e de dor, a tragédia que estamos assistindo em Manaus, deixa o país chocado.

É por ver que, depois de 10 meses de pandemia, ainda vemos governantes nem terem mais o cinismo de dizerem-se preocupados com a maré de morte e doença que avança sobre as pessoas.

Tudo é ridículo e de uma improvisação chocante, incompatível com quem se pretende coordenador do que a toda hora dizem ser “o maior plano de imunização do planeta”.

O avião que vai buscar os dois milhões de doses indianas da vacina, indispensáveis para que não se inicie a vacinação com a “vachina” teve de parar em Recife porque, simplesmente, a Índia resolveu dizer ao Brasil o que Pazuello disse ao Brasil: “para que essa pressa, para que esta angústia”.

Os impostos dos cilindros de oxigênio

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:

A partir de outubro do ano passado, a pandemia deu sinais de recrudescimento, com aumento de casos e mortes.

Inacreditavelmente, em outubro, e depois em dezembro, o governo Bolsonaro fez a Camex (Câmara de Comércio Exterior) suprimir a isenção para importação de vários insumos e equipamentos adotada no início da pandemia.

Entre os itens que voltaram a ser tributados estavam cilindros para oxigênio e agulhas e seringas. Incompetência demais ou tática genocida?

Em março, quando o coronavírus começou a matar no Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo iria facilitar ao máximo a importação de insumos e equipamentos.

A estrutura da morte

Por Lygia Jobim, no site Carta Maior:

"A gente está sem oxigênio para os pacientes, a previsão é que acabe em duas horas. Já tivemos baixas de pacientes, então quem tiver oxigênio em casa sobrando, por favor, traga aqui para o hospital", suplicou o médico intensivista do HUGV, Anfremon D'Amazonas Monteiro Neto nas redes sociais.

"Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia", diz o pesquisador Jesem Orellana.

"Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes."

As frases acima são do dia 14 de janeiro de 2021 e se referem à situação no Estado do Amazonas. Entrará para a história de nosso país como o Dia da Infâmia.

sábado, 16 de janeiro de 2021

A pressão pelo impeachment ganha força

"As elites estão sentadas numa bomba"

Hospitais ficam sem oxigênio em Manaus

Brasil sem emprego, sem Ford e com inflação

É hora de se falar a sério do impeachment

O escândalo do gás de cozinha

A situação dos povos indígenas

Existe algo de podre na justiça brasileira?

Para entender o caos em Manaus

"Somos hoje o Brasil de amanhã"

População de Manaus pede socorro

Governo Bolsonaro e o golpe anunciado

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Panelaço reforça pressão por impeachment

Minhocão, São Paulo. Foto: @projetemos/Mídia Ninja

Por Altamiro Borges


Vídeos de todos os cantos do país mostram que o panelaço desta sexta-feira (15) contra Jair Bolsonaro foi o maior desde a sua posse. Nas redes sociais, as postagens indicam que cresce o movimento pelo impeachment do "capetão". O crescente descontentamento talvez explique o nervosismo do genocida no programa “Brasil Urgente”, da Band. Ele se enrolou e mentiu descaradamente, sem ser incomodado pelo cordial âncora José Luiz Datena. Algo se move em plena quarentena!

Convocado às pressas pela internet por ativistas sociais, lideranças políticas e artistas, o protesto agitou vários bairros nas capitais e nas maiores cidades do país. Em São Paulo, por exemplo, além do panelaço foram projetadas imagens nos edifícios do centro da cidade contra o genocida que preside o país. “Sem oxigênio, sem vacina, sem governo”, protestava uma das projeções.