terça-feira, 13 de abril de 2021

O Império meteu a mão no Judiciário

Por Vivaldo Barbosa, no site Brasil-247:


O jornal francês Le Monde, um dos mais respeitados do mundo, publicou magnífica reportagem neste final de semana que revela como os Estados Unidos atuaram no Brasil através do Judiciário.

A matéria merece ser lida e encontra-se no link indicado ao final.

Esta reportagem se junta a outras de jornalistas valorosos que têm trabalhado a questão. O seu valor é o foco na atuação dos Estados Unidos.

Mas antes de ler a matéria, é preciso relembrar que durante o governo FHC, Brasil e Estados Unidos firmaram acordo de cooperação em matéria de investigações na esfera do terrorismo, corrupção e crimes financeiros, inclusive de âmbito internacional.

Passou a representar o Brasil o Ministério da Justiça. Mais adiante, já no governo Lula, o Ministro da Justiça transferiu esta representação para o Procurador Geral da República.

Depois, o Procurador Rodrigo Janot transfere a representação para os procuradores da Lava Jato em Curitiba. Fechou-se o ciclo, estava feita a festa.

O ponto de partida da CPI da Covid no Senado

Por Marcos Verlaine, no site do Diap:

O Senado terá muito o que investigar. Mas não vai ter dificuldades para descobrir o que já está explícito. É o que revela “pesquisa das normas produzidas pelo governo de Jair Messias Bolsonaro relacionadas à pandemia de Covid-19” veiculada em alentada matéria assinada pela jornalista Eliane Brum, no portal El País, em 21 de janeiro.

“Num esforço conjunto, desde março de 2020, o Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário (Cepedisa) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) e a Conectas Direitos Humanos, uma das mais respeitadas organizações de justiça da América Latina, se dedicam a coletar e esmiuçar as normas federais e estaduais relativas ao novo coronavírus, produzindo um boletim chamado Direitos na Pandemia - Mapeamento e Análise das Normas Jurídicas de Resposta à Covid-19 no Brasil”, segue a matéria.

Morrer de fome ou de Covid-19?

Por Vinícius Castello, no jornal Brasil de Fato:

O acesso a saúde é um direito fundamental de toda cidadã e cidadão brasileiro. Este acesso, contudo, foi posto em cheque diante da pandemia, fazendo com que os agentes públicos passassem a criar estratégias e políticas públicas que tenham efetividade na vida da população brasileira. Foi, mais uma vez, a possibilidade de vermos a capacidade do Poder público em lidar com uma crise que precisaria de organização, planejamento e responsabilidade, uma vez que a informação só não era - e é - uma arma essencial nesse momento, mas também a promoção de políticas de distanciamento social e assistencial que pudesse manter o povo em suas casas e garantir que o direito mais importante pudesse ser preservado, que é a vida.

Bolsonaro subirá de tom contra STF

Por Fernando Brito, em seu blog:

Rosa Weber fez o que era sua obrigação fazer.

Suspendeu a aplicação do decreto de Jair Bolsonaro que permitia a formação de “pelotões” milicianos, sob a chefia de um “caçador, atirador desportivo ou colecionador” (CAC), que passaria a poder comprar até 60 armas e até 180 mil munições e 20 kg de pólvora para recarga de cartuchos.

Alguém pode acreditar que este arsenal é para repelir o gatuno que pula o muro de uma casa?

Segundo a ministra, “os CACs registrados no Comando do Exército já superam o número de 400 mil pessoas”.

CPI da Covid-19 e o temor de Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:


A reação do presidente da República, Jair Bolsonaro, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado é denunciadora. Ele sabe que o potencial de uma investigação como essa cai sobre ele como uma bomba de alto teor explosivo. Não são poucos os fatos que podem se somar para indicar um caminho sem volta para a sua continuidade no Palácio do Planalto. A escala de mortes, de destruição da economia nacional e de prejuízos projetados é gigantesca.

Despejos e ocupações na pandemia

Reforma Administrativa e as fake news

A perseguição jurídica contra Lula

Lava-Jato enriqueceu Sergio Moro?

A luta anti-imperialista e pela paz hoje

Bolsonaro infringe todo o código penal

A lista suja da escravidão

Vacina no braço, comida no prato!

CPI da Covid, o pavor de Bolsonaro

CPI da Covid pode derrubar Bolsonaro

A situação da Cinemateca brasileira

Só o lockdown salva na pandemia

As CPIs e as dúvidas sobre o pós-Bolsonaro

domingo, 11 de abril de 2021

Sertanejos, Bolsonaro e o lobista intubado

Por Altamiro Borges

Da trágica série “A vida é irônica e cruel”. A revista Época noticiou nesta quinta-feira (8) que “o empresário Uugton Batista da Silva, que organizou um almoço do presidente Jair Bolsonaro com músicos sertanejos no final de janeiro, está intubado com Covid-19. Silva está internado em uma UTI em Goiânia”.

A comilança numa churrascaria em Brasília reuniu 50 “celebridades”, como o cantor Amado Batista, Sorocaba (da dupla com Fernando), Rick (da dupla com Renner), Naiara Azevedo e a dupla Diego e Arnaldo. "O grupo não usava máscara. Na ocasião, Bolsonaro xingou repórteres, enquanto o chanceler Ernesto Araújo vibrava", relata a revista.

Jornalistas entram com ação contra Bolsonaro

Por Altamiro Borges

Na semana passada, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo ingressou com uma Ação Civil Pública contra Jair Bolsonaro por "danos morais coletivos causados à categoria". A entidade também solicitou uma indenização de R$ 100 mil para o Instituto Vladimir Herzog, alvo de perseguição recente do governo fascista.

A ação pleiteia junto à Justiça que o presidente da República se abstenha de realizar novas manifestações com "ofensa, deslegitimação e desqualificação à profissão de jornalista ou à pessoa física de profissionais de imprensa, bem como de vazar/divulgar quaisquer dados pessoais de jornalistas”.

As mentiras da Rede Globo sobre a Petrobras

Zerar as mortes por Covid no Brasil

Por Ubiratan Paula Santos, no blog Viomundo:

São três as prioridades e desafios para o Brasil em 2021

1. Acabar com as mortes por Covid-19

2. Acabar com as mortes por Covid-19

3. Acabar com as mortes por Covid-19

A meta de zerar as mortes por Covid-19 dos brasileiros é a medida que articula e engloba todas as ações que podem melhorar a vida do povo a curto prazo e redirecionar o rumo do País em direção à redução progressiva das desigualdades sociais, econômicas, culturais e políticas, latus sensus.

Zerar as mortes por Covid-19 é a mãe de todas as atividades políticas, pois considera que:

Vacina privada é pura picaretagem

Por Fernando Brito, em seu blog:

Desde janeiro, qualquer pessoa de bom-senso via que as promessas de compra de “milhões de doses” das vacinas contra a Covid pela iniciativa privada não era nada além da legitimação da mais grossa e desumana picaretagem com o desespero público por imunizar-se contra uma doença mortal.

Taí a capa do Estadão para mostrar que não é outra coisa. O texto descreve a ação de ladrões baratos junto a empresários, num circuito que vai da Bulgária a Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e as taxativas negações dos fabricantes de vacinas de que estejam vendendo a grupos privados ou representantes.

CPI contra o bolsonarismo e a favor da vida

Editorial do site Vermelho:


A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de mandar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia da Covid-19 tem grande relevância. Ela ocorre em um momento de queda da popularidade do presidente da República, Jair Bolsonaro, que se isola cada vez mais, e tem potencial para tocar no cerne da conjugação de crises que assolam o país.

A CPI pode ser o catalizador das forças de oposição e deflagrar uma nova fase da luta contra o bolsonarismo. As causas são óbvias. Falta um ponto aglutinador capaz de mobilizar um amplo leque de forças suficientes para pôr ponto final nessa escalada trágica. Toda argumentação contrária à CPI torna-se irrelevante quando comparada à tragédia causada pelo bolsonarismo.

Washington Cinel, o anfitrião de Bolsonaro

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Washington Cinel, dono da Gocid – terceirizadora de serviços que atua fundamentalmente na área pública – está me processando.

Seu advogado é o Secretário da Justiça do governo João Dória Jr. Nos últimos tempos, juízes ativistas tem me imposto condenações absurdas.

Ontem, Cinel voltou ao noticiário, com o jantar que ofereceu a Jair Bolsonaro.

Ele é personagem público, empresário influente, com amplas ligações políticas e toma atitudes com implicações políticas, como o jantar em homenagem a Bolsonaro.

A opinião pública tem o direito de ser informada sobre ele e suas motivações. Mas como faço?

Mantenho o compromisso de levar a informação ao leitor, ou esconderei as informações para me preservar juridicamente?

'Folha' volta às falsas comparações

Do blog A justiceira de esquerda
Por Dilma Rousseff, em seu site:

Mais uma vez a Folha inventa analogias históricas inexistentes e semelhanças insustentáveis entre a realidade atual e os fatos ocorridos quando do processo que levou ao Golpe de Estado que me destituiu ilegalmente em 2016. Manipula os fatos para reescrever a História. De maneira cínica, compara o meu governo ao de Jair Bolsonaro.

Como se, na minha gestão à frente da Presidência da República, tivesse eu maquiado o projeto de Orçamento da União, como fez agora o governo sob os auspícios de Bolsonaro e Paulo Guedes.

Geopolítica da vacina: Brasil se isola no mundo

Por Nara Lacerda, no jornal Brasil de Fato:

A mudança de comando nos ministérios da Saúde e de Relações Exteriores impulsionou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a tentar um apelo ao governo brasileiro.

No início da semana, a entidade pediu apoio à suspensão de patentes das vacinas contra o coronavírus.

Movimentações governamentais em torno do tema, no entanto, não dão indicativos de que a postura do Brasil irá mudar.

A gestão de Bolsonaro se recusa a engrossar o coro dos que tentam criar um mecanismo para combater a desigualdade na distribuição das doses.

Índia e África do Sul tentam avançar com o tema desde outubro do ano passado na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A proposta tem apoio de mais de 100 países.

Como uma CPI muda o rumo da História?

Por Luís Costa Pinto, no Diário do Centro do Mundo:


“Essa CPI não vai dar em nada” - Jorge Bornhausen, ministro-chefe da Secretaria de Governo de Fernando Collor, 29 de maio de 1992.

Passava das 15h30 quando o deputado Benito Gama (PFL-BA) começou a ler a finalidade sob a qual fora enfim criada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a apurar denúncias formuladas por Pedro Collor de Mello contra o governo do irmão, Fernando, numa entrevista concedida à revista Veja.

Publicada pela Editora Abril, Veja era o maior e mais respeitado veículo da mídia impressa brasileira. Chegou a mandar para bancas e assinantes quase 1,2 milhão de exemplares impressos por semana.

A editora e a revista, como haviam sido um dia, plurais e independentes, morreram ao longo dos anos de 2004 a 2016 em razão da catastrófica direção editorial de um ex-jornalista chamado Eurípedes Alcântara. Depois de matar a revista, Alcântara passou a se dedicar ao ramo publicitário.

Decreto amplia acesso a armas de fogo

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

Na próxima terça-feira (13) entram em vigor, em território nacional, as novas normas decretadas pelo presidente Jair Bolsonaro que facilitam o acesso a armas de fogo no país.

Quatro decretos de 2019 foram alterados em fevereiro de 2021 para “desburocratizar procedimentos” relativos ao tema.

A regulamentação amplia a posse de quatro para seis armas por pessoa.

Mas juízes e policiais terão permissão de comprar duas armas a mais, de uso restrito.

Caçadores registrados poderão comprar até 30 armas e atiradores, até 60.

Os decretos permitem o aumento da quantidade de recargas de cartucho de calibre restrito por desportistas de mil para 2 mil por ano.

Biden e a Lava-Jato Global

Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


O governo Biden pretende converter a luta internacional contra a corrupção em um elemento central da nova política externa dos EUA.

Na reunião de “Cúpula da Democracia”, cujo anfitrião será Biden e que ocorrerá nos dias 11 e 12 de maio, em Copenhague (The Copenhagen Democracy Summit 2021), tal luta será anunciada como um diretriz relevante para a “defesa da democracia”, em nível global.

Ao mesmo tempo, a administração Biden emitirá diretriz executiva estabelecendo a luta global contra a corrupção como um dos elementos centrais da doutrina de segurança nacional dos EUA.

Diga-se de passagem, o poderoso National Security Council (Conselho de Segurança Nacional) dos EUA já criou o Democracy and Human Rights directorate, que tem como uma de suas missões principais a luta contra a corrupção.

Radiografia da trama de Fachin

Por Bepe Damasco, em seu blog:


Primeiro é importante relembrar que a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, tomada no dia 8 de março, que anulou as sentenças de Moro em Curitiba envolvendo Lula, atendeu exclusivamente ao seu objetivo de impedir a suspeição de Moro e salvar a Lava Jato do naufrágio e da desmoralização total.

Fachin inclusive já havia rejeitado em passado recente um recurso da defesa do ex-presidente Lula apontado o óbvio: Moro nunca foi o juiz natural dos processos de Lula, pois se as acusações referem-se à Petrobras, o juízo da capital do Paraná não podia arvorar para si a titularidade dos processos, o que só aconteceu devido à cegueira, que durou anos, da sociedade em relação aos desmandos e crimes da Lava Jato.

Mas a cartada de Fachin “deu ruim”.

sábado, 10 de abril de 2021

Privatização e o fura fila das vacinas

A inserção internacional do Brasil

A fome cresce no País. Que fazer?

Estamos vendo o colapso do bolsonarismo?

Quebra de patentes das vacinas da Covid-19

Acuado, Bolsonaro ataca Barroso

Os desdobramentos da CPI da Pandemia

Ato virtual: Liberdade para Rodrigo Pilha!

A pandemia e as desigualdades acentuadas

O processo de desindustrialização no Brasil

Exercício da liberdade de imprensa no Brasil

Auxílio emergencial não banca a cesta básica

Por Altamiro Borges

O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta quinta-feira (8) pesquisa mostrando que o novo auxílio emergencial não banca nem metade da cesta básica dos brasileiros. Ou seja: o genocida Jair Bolsonaro quer matar o povo de vírus (Covid) e de fome.

Segundo o estudo, nos últimos 12 meses, a inflação da cesta de alimentos teve aumento superior a 20% na maioria das capitais. Os preços só sofreram uma queda entre fevereiro e março devido à redução da renda das famílias. A suspensão criminosa do auxílio emergencial, que só voltou a ser pago em abril, conteve timidamente a alta da inflação.

A prefeita negacionista e genocida de Bauru

Por Altamiro Borges

A prefeita de Bauru, no interior de São Paulo, está brincando com a morte. A Folha noticiou nesta sexta-feira (9) que "nos dias em que a taxa de ocupação de leitos de UTI na cidade estourou em muito o limite (117%), a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) e sua família abriram as portas da igreja que comandam para um culto presencial".

A bolsonarista ficou famosa ao organizar um ato contra as medidas de isolamento social baixadas pelo governo tucano de São Paulo. O protesto negacionista teve as presenças do empresário Luciano Hang – o "veio da Havan", que já perdeu sua mãe para a Covid-19 – e do falecido senador Major Olímpio (PSL). Mesmo assim, a prefeita segue com a sua insanidade.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

CPI da Covid apavora o “covardão” Bolsonaro

Por Altamiro Borges

A determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o Senado instale a CPI da Covid-19 fez tremer o "covardão" Jair Bolsonaro. Em entrevista à CNN-Brasil nesta sexta-feira (9), o genocida pediu "menos conflitos" e criticou a "interferência do Supremo nos poderes". Haja cinismo do belicista que vive agredindo os outros poderes!

"O Brasil está sofrendo demais e o que menos precisamos é de conflitos", choramingou o hipócrita. Mas o pedido de paz durou pouco e o vingativo logo partiu para a agressão. "Será que a decisão não tem que ser a mesma para o Senado colocar em pauta o pedido de impeachment de ministros do Supremo?", ameaçou o fascistoide.

Lula corta o papo furado

Foto: Ricardo Stuckert
Por Marcos Coimbra, no site Brasil-247:


A formalização da candidatura de Lula a presidente em 2022 fez um grande bem à política brasileira. Vários bens.

Um deles foi diminuir a conversa fiada, as ilusões, fanfarronices e hipocrisias que são despejadas diariamente sobre nós. A presença de Lula na eleição areja o ambiente e limita a mentirada.

Tome-se o Judiciário.

Até para não desesperar, muita gente quis encontrar méritos em alguns dos indicados pelo capitão, como o substituto de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República. Chegaram a elogiá-los.

Depois que Lula virou candidato, no entanto, viu-se que era ilusão.

A primeira coisa que Bolsonaro fez foi cobrar por suas nomeações e o comportamento recente de ambos mostra que não passam de delegados do bolsonarismo, prontos a dar piruetas para oferecer respaldo jurídico ao que o chefe quiser.

Quebra de patentes atiça debate no Congresso

Ilustração: Brian Stauffer
Por Cristiane Sampaio, no jornal Brasil de Fato:

O cenário de agravamento da pandemia no Brasil fez emergir com força o tema da quebra da patente de vacinas contra a Covid-19.

Cercada de argumentos, a pauta vem angariando apoio entre diferentes atores que acompanham o desenrolar da crise sanitária, incluindo parlamentares de distintas colorações políticas.

O tema foi destaque na última quinta-feira (8) no Congresso Nacional e deve ir à votação na próxima semana.

No Senado, tramita o Projeto de Lei (PL) 12/2021, cujo objetivo é suspender temporariamente os direitos de propriedade sobre imunizantes que agem contra o novo coronavírus. A Casa hoje é palco de uma grande discussão a respeito do tema, que sofre resistência do governo Bolsonaro.

Com muita pressão, a tropa aliada do Planalto conseguiu tirar a proposta de pauta na quarta (7), quando ela seria votada pelo plenário.

CPI da Covid traz genocídio para o Congresso

Por Fernando Brito, em seu blog:


Não foi o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, quem mais perdeu com a obrigação, imposta pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, para que se instale a CPI da Covid.

Foi Jair Bolsonaro que passa a precisar de uma blindagem pesada no parlamento para enfrentar um processo de investigação – e de agitação – de potencial muito mais explosivo do que qualquer investigação feita até agora no parlamento, muito mais ligada à vida real que a “CPI das Fake News” onde as injúrias e calúnias vinham de toda a parte.

Esta, ao contrário, leva direta e concretamente o genocídio para o debate parlamentar.

Bolsonaro e vacinas do oportunismo privado

Editorial do site Vermelho:

A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que permite à iniciativa privada comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus trabalhadores tem implicações legais e éticas. A tentativa de setores empresariais de enfraquecer a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), único órgão no Brasil com autoridade para aprovar o uso de medicamentos, é explícito, uma afronta a preceitos básicos da Constituição, como o princípio de isonomia e igualdade.

As falácias do vice de Bolsonaro

Por Roberto Amaral, em seu blog:


O general vice-presidente da república acaba de romper o “silencio respeitoso” imposto pelos amuos do capitão seu chefe e deita falação política, naquele tom imperativo com que os sargentos se dirigem nos quartéis aos recrutas de primeiro dia. Pois apenas isso somos nós, os civis, que eles julgam incompetentes para cuidarmos de nós mesmos. Daí a curatela a que nos submetem. Todo cadete sonha em ser um Floriano Peixoto; quando chegam ao generalato e tomam comando de tropas, os oficiais tornam-se perigosos. É quando resolvem fazer política, abolindo-a. Tratam de interditá-la e delas afastar os políticos, isto é, os civis, por definição (segundo eles) corruptos e incompetentes, responsáveis por todas as desgraças que se abatem sobre o país. Pensam assim desde os tempos remotos do “tenentismo” que instaurou as insurreições de 1922 e 1924.

Menos recursos para o Farmácia Popular

Por Jorge Bermudez, no site do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz:

O anúncio de que o governo reduziu e pretende reduzir ainda mais os recursos para o Programa Farmácia Popular na pandemia não deve causar surpresa para aqueles que acompanhamos as ações que vêm sendo implementadas considerando uma abordagem ultraliberal, promovendo a supressão de benefícios sociais e apostando na necropolítica e no empobrecimento radical da nossa população. Assim, essa proposta não pode ser analisada como iniciativa isolada, mas como parte de uma política bem definida, coerente com uma crueldade sistemática, tomada como diretriz que afasta a população de seus direitos.

PGR e aliados x Lula: STF vendará os olhos?

Por Felipe Maruf Quintas e Marcus Ianoni, na revista Teoria e Debate:

Dentre as diversas concepções de política, destacamos duas, por sua acentuada diferença: a aristotélica, que a vê como o modo de organização coletiva destinado a realizar o bem comum e a boa vida, e a do jurista nazista Carl Schmitt, que a apreende como uma arena de antagonismo entre grupos, estruturada na dicotomia pública entre amigo e inimigo. Nesse sentido, o grau máximo de intensidade do antagonismo político é a eliminação do outro, sem restrições quanto à validação dos meios, pois a política é uma esfera de ação distinta da moral, da estética e da economia. Essa concepção schmittiana assenta-se em uma profunda crítica ao liberalismo, considerado como uma abordagem despolitizada da política.

Alfredo Bosi, um amigo

Por Frei Betto, em seu site:

A proximidade de Ecléa e Alfredo Bosi com os frades dominicanos levou o casal a descobrir o Cristianismo à luz da Teologia da Libertação e, ainda na década de 1960, a se inserir em Comunidades Eclesiais de Base na periferia de São Paulo. Com muita frequência nos encontrávamos em eventos e jantares anfitriados, na Granja Vianna, pelo casal Yolanda e Yoshio Kimura, seus vizinhos.

Alfredo teve a paciência de ler e criticar os originais de alguns de meus romances. Pouco antes da pandemia fui visitá-lo, em companhia de frei Márcio Couto, a convite de sua filha Viviana, quando ele já se encontrava abatido pela perda inconsolável de sua companheira inseparável, Ecléa, em 2017. Deu-me a impressão de que havia se demitido da vida.

Não ao "fura-fila" da vacina!

STF derrota as mortes em nome de Deus

PL 'fura fila' é aberração, eugenia política

A ditadura miliciana no Brasil

Brasil precisa lutar para punir Bolsonaro

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Por 9 votos a 2, STF rejeita cultos da morte

Por Altamiro Borges

Jair Bolsonaro detesta ser tachado de genocida e Kassio Nunes Marques, o "novato" do Supremo Tribunal Federal (STF), não gosta de ser rotulado de negacionista. Mas a sua sentença monocrática e absurda para liberar cultos, missas – e dízimos – foi tratada como negacionista e obscurantista pela absoluta maioria dos ministros do STF. Ela foi derrotada por nove votos a dois em julgamento nesta quinta-feira (9).

Votaram contra a realização de eventos religiosos presenciais os ministros Gilmar Mendes, relator do processo; Alexandre de Moraes; Edson Fachin; Luis Roberto Barroso; Rosa Weber; Cármen Lúcia; Ricardo Lewandowski; Marco Aurélio; e Luiz Fux. Apenas Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli foram a favor do pedido apresentado pela sinistra Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure).

Fascista Sara Winter negocia delação premiada

Por Altamiro Borges

Os financiadores estrangeiros e nativos e os milicianos bolsonaristas devem estar apavorados. A revista Veja informa que a terroristinha Sara Winter negocia uma delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). Ela promete dar o nome dos outros criminosos que atentam contra a frágil democracia brasileira.

Segundo a notinha, "investigada por participação nos chamados atos antidemocráticos, a ativista bateu à porta da PGR para oferecer um acordo de delação premiada. Embora incipiente, a negociação já está em curso. Na manhã desta quinta-feira (8), ela participou de audiência” em Brasília sobre o assunto.

Clã Bolsonaro cai em desgraça!

O genocida Bolsonaro estimula o caos social

O governo está nas cordas

Médico exausto: um ano no front da Covid-19

Inflação, fome e Orçamento de 2021

Justiça, ditadura e o legado autoritário

Por Marcelo Semer, no site Justificando:


Para discutir Judiciário, crise e democracia, objeto de análise em uma obra que homenageou o jurista Pedro Serrano [1], me debrucei sobre o legado autoritário e seus reflexos no Poder. É oportuno retomar o tema, sobretudo, quando ainda existem governantes que celebram o golpe militar e a própria “comemoração” chega a ser autorizada judicialmente.

Ingo Muller relatando a história d’Os Juristas do Horror, explica como os magistrados alemães tiveram muito mais dificuldade em conviver com a República de Weimar [2] do que propriamente com os nazistas, a quem saudaram logo de cara:

Empresários parecem felizes com o genocida

Por Tiago Pereira, na Rede Brasil Atual:

O presidente da República Jair Bolsonaro jantou na noite desta quarta-feira (7) com empresários em uma casa nos Jardins, bairro nobre da cidade de São Paulo. Os mais de 340 mil brasileiros mortos pela covid-19 não tiraram o apetite dos homens de negócios. Pelo contrário. No cardápio, além de champanhe e camarão, o negacionismo habitual do presidente. Ele reafirmou que não vai fazer um “lockdown nacional” e atacou as medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos. Também falou sobre o “tratamento imediato”, novo nome para o kit com remédios sem eficácia comprovada contra a covid-19. E defendeu a abertura de templos e igrejas.

A situação de comunicadores na pandemia

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Compreender a situação de trabalho dos comunicadores brasileiros após um ano de enfrentamento da Covid-19 no país é o objetivo dos pesquisadores do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).
O estudo, que tem apoio do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, ocorre exatamente um ano após a realização de investigação inicial, que diagnosticou o momento vivido pelos comunicadores ainda no começo da pandemia. O relatório desta pesquisa, feita no primeiro semestre de 2020 e transformado em e-book, pode ser consultado aqui.

Causas e consequências do aumento da fome

Editorial do site Vermelho:


O crescimento dos segmentos da população brasileira em situação de fome era absolutamente previsível. A crise econômica e os remédios amargos para salvar uns – os poderosos de sempre – às custas do empobrecimento de muitos estão à vista há muito tempo. A indiferença em relação a esse quadro de caos social, portanto, deve ser creditada a quem de direito, no caso os governos que adotaram a política macroeconômica que não têm entre seus objetivos reverter a profunda concentração de renda.

As interpretações do artigo do general Mourão

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:


Em artigo no Estadão de ontem, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, volta aos seus tempos de Clube Militar, e conclama para uma maior intervenção militar.

De início, encampa o bordão preferido do mercado e da mídia, o bálsamo das reformas genéricas “imprescindíveis”, como a tributária, a administrativa e a política.

Depois, ataca o desvirtuamento da administração pública, “atingida em cheio pela corrupção e pelo clientelismo político”.

Defende a opção por Bolsonaro, como uma “clara escolha pela condenação do maior caso de corrupção da História, pelas reformas que promovam a retomada do desenvolvimento e pelo combate à violência, compromissos deste governo com a sociedade brasileira”.

De um lado, procura reavivar o antipetismo da tropa. Mas, de outro, aponta a incapacidade do governo Bolsonaro de avançar com as tais reformas e a profissionalização do Estado.

O empresariado e o cercadinho da grana

Por Fernando Brito, em seu blog:

Diz a Folha que, como ocorre com o grupo de bocós que se reúne no “cercadinho” do Alvorada diariamente para louvar o “Mito”, Jair Bolsonaro foi “ovacionado” por um grupo de empresários montado para fazer crer que “o PIB está com o presidente”.

Grande parte está, mesmo, tanto quanto esteve em 2018 e estará em 2022, salvo se aparecer-lhes um candidato que entendam ser mais palatável ao país que o capitão e, assim, tenha capacidade de evitar a eleição de alguém que, de fato, dirija o Brasil.

Este é o paradoxo da elite do dinheiro no Brasil: ela não quer um presidente como pensamos nos, capaz de unir o país num rumo de desenvolvimento, progresso socialmente justo, equilíbrio e ocupando o espaço que o Brasil pode pretender no mundo e na economia global.

O amálgama dos melhores

Por João Guilherme Vargas Netto


Suponha que pudéssemos amalgamar os melhores exemplos em um quadro único. A persistência das centrais sindicais em reivindicarem unitariamente a VIA com os 600 reais do auxílio emergencial pagos a todos os necessitados enquanto durar a pandemia; o lockdown de Araraquara e a vacinação de Serrana; os auxílios emergenciais complementares de São Paulo, do Paraná, do Maranhão e de muitas cidades; o consórcio de imprensa que atualiza diariamente os trágicos números da pandemia; a solidariedade dos sindicatos chineses que doaram 300 mil dólares em artigos essenciais para o combate à doença; a abnegação heroica dos profissionais da saúde e da vacinação – resultariam em um enfrentamento efetivo do quadro catastrófico.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Passado, presente e futuro da imprensa

O jornalismo e o Troféu Audálio Dantas

Os negacionistas e os fura-filas das vacinas

Estado de demência de Bolsonaro se acentua

Quem está lucrando com a pandemia?

As consequências políticas da prisão de Lula

Bolsonaro dobra a aposta na cloroquina

Pandemia no Brasil: uma crise sem fim!

O Brasil é refém dos banqueiros

A fome, a peste e o desemprego com Bolsonaro

terça-feira, 6 de abril de 2021

Irmão de deputado negacionista morre de Covid

Por Altamiro Borges

A vida é muito irônica e cruel. A Folha relata que "o deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ), uma das principais vozes contra medidas para controlar o avanço da pandemia no Brasil, perdeu um irmão para a Covid-19. Pedro Firmeza de Souza Lima, 63 anos, morreu na última quinta-feira (1)".

O "querido irmão", segundo o deputado, estava internado há três semanas. "Em postagem no Instagram, Luiz Lima, que é ex-atleta olímpico, não cita que a morte foi em decorrência da Covid, informação confirmada pelo gabinete dele à reportagem". O bolsonarista talvez esteja constrangido – ou arrependido.

Caos: 29 fábricas de veículos param no Brasil

Por Altamiro Borges


A dupla macabra Bolsonaro-Guedes, que criou o falso dilema entre saúde e economia, está matando os brasileiros e paralisando o país – tudo junto e combinado. A edição brasileira do site britânico da BBC estampa no título: "Brasil tem 29 fábricas de veículos paradas: Crise sem precedentes". O caos é total!

Segundo a matéria, "uma crise no fornecimento de componentes, aliada à queda da demanda no mercado interno com o agravamento da pandemia, levou à paralisação total ou parcial de 13 das 23 montadoras de automóveis do país, que somam 29 fábricas paradas, de um total de 58 instaladas no país".

Robôs são acionados para salvar Bolsonaro

Por Altamiro Borges

Levantamento feito pelo jornal Correio Braziliense, com base em dados da plataforma “Bot Sentinel”, demonstram que os robôs bolsonaristas estão em plena ação nas redes sociais. Eles têm sido acionados para salvar o “capetão”, que acumula desgaste com a pandemia, o caos econômico e social e as constantes brigas no laranjal – como na recente “crise militar”.

Segundo a pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (5), "o número de postagens com hashtags de apoio ao presidente Jair Bolsonaro deram um salto vertiginoso entre fevereiro e março, com crescimento de 273%". O maior uso dos robôs na internet coincide com a queda de popularidade do genocida, apontada em todas as pesquisas de opinião pública.

STF já remarcou depoimento de Bolsonaro?

Operação midiática para salvar os militares

Por Rodrigo Vianna, no site Brasil-247:


Os mesmos jornais que buscam, desesperados, construir uma “terceira via” entre Bolsonaro e Lula são hoje o centro de uma operação discursiva para salvar a elite fardada do desastre.

A operação ganhou força após a crise militar que levou à troca de comandantes nas três forças.

Pipocam colunas e entrevistas que vendem essa ilusão: os generais no fim “salvaram" o Brasil dos arroubos do capitão golpista, dizem analistas.

As Forças Armadas, chegou a afirmar um professor da Fundação Getúlio Vargas em entrevista ao jornal “Valor”, fazem agora parte do campo da centro direita (o tal centro democrático, que até ontem era bolsonarista até a medula) porque não aceitaram os “excessos” do capitão.

A tática parece evidente: puxar os militares pro lado da "direita liberal", derrubar Bolsonaro, colocando nele e apenas nele a responsabilidade pela tragédia, e levar Mourão ao poder com um governo de transição "técnico-mercadista” – viabilizando assim o passo seguinte do golpe.

Dia do Jornalista: Troféu Audálio Dantas

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Na data em que se comemoram o Dia do Jornalista e o Dia Mundial da Saúde, três grandes nomes do jornalismo brasileiro serão agraciados com o ‘Troféu Audálio Dantas – Indignação, Coragem, Esperança’. São eles Mara Régia di Perna, Luis Nassif e Jamil Chade. A cerimônia será às 7 da noite, em ambiente remoto, e poderá ser acompanhada pelo canal do YouTube da OBORÉ.

Bolsonaro e a questão militar

Por Jorge Gregory, no site Vermelho:


O mês de março encerrou com o Brasil assumindo definitivamente o papel de epicentro da pandemia. Com a disseminação do vírus absolutamente fora de controle, o país se transformou em celeiro de novas variantes e as restrições impostas aos brasileiros, em vários países, se tornam cada vez mais rígidas. Nações vizinhas começam a fechar fronteiras, colocando-nos em situação de total isolamento. O cientista Miguel Nicolelis avalia que estamos à beira de uma situação irreversível, onde a combinação de um colapso do sistema de saúde com um colapso funerário formará uma tempestade perfeita de cujos efeitos levaremos anos para nos recuperar.

Governo Bolsonaro está nas cordas

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Que mês, leitor, acabamos de vivenciar! Março de 2021 entrou para a história brasileira. Não me recordo de termos passado por um mês tão agitado em termos sociais, econômicos e políticos. O mais impressionante, claro, foi o agravamento alarmante, para não dizer aterrorizador, da crise de saúde pública associada à Covid-19. Não preciso descrever o quadro, que é de conhecimento geral.

A propagação descontrolada do vírus, com aumento exponencial do número de casos e mortes, acabou de enterrar as chances de uma recuperação significativa da economia brasileira. Uma economia que já não vinha bem sofreu mais um baque. É verdade que as projeções ainda estão indicando crescimento econômico em 2021. A pesquisa semanal feita pelo Banco Central junto a bancos, empresas não-financeiras e consultorias registra expectativa mediana de um aumento da ordem de 3% para o PIB. Esse dado é enganoso, porém. A taxa interanual (ano calendário sobre ano calendário) carrega um carry-over (herança estatística) de cerca de 3,5% em 2021. Isso significa que uma taxa de crescimento de 3% corresponderia a uma queda da atividade ao longo do ano. Ou seja, comparando-se o quarto trimestre deste ano sobre o mesmo período do ano passado haveria pequena redução do PIB.

A troca no comando do Itamaraty

Por Beatriz Bandeira de Mello e João Feres Jr., no site Manchetômetro:

Na última segunda-feira (29/3), Ernesto Araújo foi substituído por Carlos Alberto Franco França no comando do Ministério de Relações Exteriores. Araújo, uma figura próxima da família Bolsonaro e inexperiente na carreira diplomática, deixou o Itamaraty após trajetória vergonhosa à frente do Ministério. Ao longo de dois anos, o ex-ministro colecionou polêmicas, erros e declarações vexatórias que provocaram atritos com alguns dos principais parceiros comerciais e diplomáticos do Brasil, dentre eles a China, conforme já mostrou artigo do Manchetômetro. O aspecto de maior destaque da gestão Araújo, porém, foi a subordinação do Brasil aos Estados Unidos e, principalmente, à figura de Donald Trump, considerado pelo bolsonarismo como grande guia moral e modelo.

Quando a intenção é dizimar fiéis

Por Simão Zygband, no site Construir Resistência:


Uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para compor o Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou através de decisão liminar concedida no sábado, a realização de cultos e missas presenciais. A liminar contraria decisão anterior do STF, que por unanimidade conferiu a estados e municípios autonomia para adotar medidas restritivas.

A determinação do ministro Kassio Nunes, de liberar a abertura de templos, ocorre durante o período mais crítico da evolução da pandemia por coronavírus no país, onde mais de 331 mil pessoas já morreram, entre os mais de 13 milhões de infectados.

O vergonhoso Ministro Kassio Nunes

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Em uma casa que, nas últimas décadas, foi chacoalhada por manobras oportunistas de toda espécie, por assomos de vaidade, por fraquezas inconcebíveis a Ministros da Suprema Corte, nada se compara ao gesto do Ministro bolsonarista Kassio Nunes. É o fundo do poço.

Que ele queira representar o pensamento bolsonarista na Corte, entende-se.

Afinal, ele foi indicado por Bolsonaro. Mas a manobra realizada é desabonadora para sua biografia e o transforma na pior figura da Suprema Corte, pelo menos desde a redemocratização.

STF quer uma anticandidatura em 2022?

Por Antonio Barbosa Filho

Caso o Supremo Tribunal Federal insista em bloquear, artificial e ilegalmente, os direitos políticos do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, estará abrindo caminho a ações não-ortodoxas da oposição e das esquerdas em particular. A resposta a tal casualismo jurídico não poderá ficar nas "Notas Oficiais", lives indignadas e manifestos de intelectuais diante de mais um golpe consumado.

Uma das opções que entram no jogo poderia ser uma anticandidatura, mais ou menos nos moldes da que Ulysses Guimarães encabeçou em 1974, quando era impossível derrotar o general indicado pelos militares num Colégio Eleitoral manipulado. Era uma farsa, da qual a oposição estava destinada a participar para coonestar o jogo da ditadura, dando alguma legitimidade ao general "eleito".

O trauma na pandemia do coronavírus

Orçamento e as necessidades da maioria

Pandemia, racismo e a guerra às drogas

Os golpes contra a democracia brasileira

segunda-feira, 5 de abril de 2021

O “kit Satanás” de Roberto Jefferson

Por Altamiro Borges

O bolsonarista Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, está precisando urgentemente de uma camisa-de-força. Ele surtou de vez! No final de março, ele propôs a criação de milícias para "dar um pau" na guarda municipal de Juiz de Fora, o que revoltou os agentes da segurança pública da cidade mineira. Agora, o maluco defende um tal "kit anti-satanás".

Em vídeo postado na sexta-feira passada (2), o ex-deputado convidou os seus fanáticos a se armarem contra "quem quer fechar igrejas" – criticando os que defendem medidas de isolamento social contra a Covid-19. Empunhando uma arma, o fascistoide exibiu o que chamou de "Kit anti-satanás" e pregou abertamente o uso da violência:

Ministro do STF libera cultos, missas e dízimos

Por Altamiro Borges

Acatando pedido da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure), que deve estar muito preocupada com a queda dos dízimos, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou a realização de cultos religiosos com a presença do público no momento mais dramático e mortal da pandemia da Covid-19 no Brasil. A decisão foi publicada em pleno sábado (3) e derruba decretos municipais e estaduais que impunham restrições a cultos e missas.