sábado, 18 de setembro de 2021

Bolsonaro vira piada em jantar e nas redes

Bolsonaro será o único não vacinado na ONU

Jair Bolsonaro eleva alíquotas do IOF

Como o racismo se manifesta no cotidiano?

O caso Prevent Senior e o Kit-Covid

Aposta imprudente na sobrevida de Bolsonaro

Agrotóxico proibido nos EUA está no Brasil

A Selic, a inflação e os mais pobres

Daniel Silveira e Bob Jefferson serão soltos?

Por Altamiro Borges


Após a “carta de arrego” do fascista Jair Bolsonaro, seguida do seu dócil telefonema, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parece que ficou mais generoso. Na quarta-feira (14), ele autorizou o deputado troglodita Daniel Silveira (PSL-RJ) a sair temporariamente da prisão para fazer uma ressonância magnética devido a uma lesão no joelho.

Segundo relato do site Metrópoles, “pela decisão do ministro, Daniel Silveira deverá ser escoltado pela Polícia Federal e deve voltar ao cárcere assim que terminar o exame. A determinação atende a pedido da defesa do deputado, após a unidade prisional afirmar que Silveira apresenta sinais clínicos de lesão em um osso e em um ligamento".

RedeTV! se mantém em estado de greve

Trabalhadores em greve na portaria da RedeTV!
Foto: Mauricio Gonçalves
Por Altamiro Borges

Iniciada em 31 de agosto, a greve dos funcionários da RedeTV! chegou ao fim nesta quinta-feira (15) com a aprovação de um “acordo temporário”. Em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, os profissionais concordaram em retornar ao trabalho e a emissora assumiu o compromisso de preservar todos os empregos. Não houve avanços nas negociações da pauta de reivindicação e, por isso, os trabalhadores aprovaram manter-se em “estado de greve”.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Redes de TV se unem contra ministro Queiroga

Por Altamiro Borges

O ministro Marcelo Queiroga, também já apelidado de "Marcelo Quedroga", conseguiu unir todas as emissoras de TV na crítica à sua decisão de suspender a vacinação de adolescentes contra a Covid-19. Até as tevês mais bolsonaristas, como o SBT e a Record, rechaçaram a medida do capacho do presidente genocida.

O "Jornal da Record", por exemplo, deu ampla cobertura ao caso. O telejornal mostrou a decepção de pais com a nova orientação, observou que ela rasga uma nota técnica do próprio Ministério da Saúde, relativizou as alegadas reações adversas (0,04% dos vacinados) e deu voz a técnicos e políticos contrários à medida.

Por que a 'fakeada' incomoda a Folha

Por Moisés Mendes, no site Brasil-247:


Os ataques da Folha ao documentário de Joaquim de Carvalho sobre a fakeada de Bolsonaro podem parecer apenas uma manifestação de inveja com o trabalho do Brasil 247.

A Folha olha para o que sua redação tem feito e enfrenta o constrangimento do imobilismo de um jornal que nem perguntas faz mais.

Mas a reação ao documentário é mais do que inveja.

A Folha comeu nos últimos anos pela mão de Sergio Moro e de Deltan Dallagnol.

Liderou o consórcio da grande imprensa lavajatista que fingia produzir jornalismo investigativo publicando vazamentos seletivos contra Lula.

Os jornalões ficaram viciados na vida boa dos vazamentos liberados sem muito esforço.

Três notícias, três exemplos

Por João Guilherme Vargas Netto


Evitemos o parquinho com roda gigante, montanha russa e túnel dos horrores e caminhemos pela pedregosa estrada do dia a dia.

E aí nos deparamos com exemplos de luta persistente e de resistência efetiva do movimento sindical ainda que não aureolados por emoções fortes.

Refiro-me aos resultados obtidos pelos bancários de São Paulo nas 15 duras negociações do sindicato com os banqueiros, com aumento real, reajuste dos benefícios e manutenção das cláusulas sociais na convenção coletiva que abrange dois anos; durante o período, em muitas agências, a mobilização se fez efetiva confirmando uma verdadeira campanha salarial exitosa da categoria.

Bolsonaro, a chacota que destrói o Brasil

Por Vanessa Grazziotin, no jornal Brasil de Fato:


Nesse dia 15 de setembro o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a abertura de uma investigação sobre o financiamento dos atos antidemocráticos, patrocinados por Bolsonaro, pelo possível uso da máquina e de recursos públicos, assim como por caracterização de campanha antecipada.

O presidente, assim como vários ministros, empresários e apoiadores passaram mais de um mês preparando, investindo e mobilizando para os referidos atos.

Bolsonaro apostou todas as suas fichas naquelas mobilizações, imaginando que acumularia forças, talvez não para dar um golpe, mas para acuar a oposição e se fortalecer diante da sociedade e principalmente diante do Supremo Tribunal e do Congresso Nacional.

A quem interessava a suposta facada?

Por Bepe Damasco, em seu blog:


Base elementar de qualquer investigação policial, essa pergunta foi e continua sendo solenemente ignorada pela imprensa.

Ao guiar seu trabalho por esse fio condutor, o jornalista Joaquim de Carvalho logrou levantar, no seu documentário “Bolsonaro e Adélio – uma fakeada no coração do Brasil”, levado ao ar pela TV 247, pontos importantes ignorados até então pela cobertura jornalística, seja por preguiça, falta de coragem ou até interesse político em comprar a versão oficial sobre o episódio.

Ninguém tem caráter no governo Bolsonaro

Por Fernando Brito, em seu blog:


Quando Marcelo Queiroga foi escolhido para ocupar o lugar de Eduardo Pazuello, este blog disse que este senhor teria o mesmo destino inglório do general-ministro.

Apenas vestiu com jaleco branco e escondeu sobre as caixas de vacina que, afinal, começaram a chegar, a incompetência arrogante com que o militar dirigia a Saúde.

Dobra-se, como naquele “um manda o outro obedece” em não assumir com vigor o combate ao charlatanismo, curva-se diante das absurdas sugestões de Bolsonaro em abolir as máscaras e, sobretudo, nunca conseguiu -nem mesmo tentou – assumir o comando de um processo de vacinação que seguisse regras claras e homogêneas para todo o país.

Bolsonaro derrete após atos golpistas

Do site Vermelho:


Uma nova pesquisa do instituto Datafolha revela que a avaliação positiva do presidente da República segue em curva descendente, com apenas 22% de aprovação entre os eleitores.

Os números do levantamento divulgados nesta quinta-feira (16) apontam que a reprovação a Jair Bolsonaro continua em ritmo de crescimento e chegou a 53%, o pior índice do mandato.

A oscilação foi de dois pontos percentuais em relação ao recorde verificado no levantamento anterior realizado em julho (51%). O presidente é avaliado como bom ou ótimo por 22%, abaixo dos 24% do levantamento anterior. O índice dos que o consideram regular (24%) é o mesmo de julho.

PIB em queda e o arrego de Bolsonaro

Por Altamiro Borges

Jair Bolsonaro anda quieto. "Arregou" ou quer esconder seu enorme fiasco no governo – como apontaram as manchetes dos jornalões nesta quarta-feira (15)? Folha: “Economistas preveem PIB abaixo de 1% em 2022”. Estadão: “BC levará Selic ‘aonde precisar’; mercado reduz projeção do PIB”. O Globo: “Previsão do PIB para 2022 já fica abaixo de 1%”. Valor: “Previsões para PIB em 2022 caem abaixo de 1%”.

TSE investigará grana dos atos bolsonaristas

Por Altamiro Borges


Após “carta do arrego”, o presidente Jair Bolsonaro anda quieto. Até quando vai durar essa calmaria? Nesta quarta-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu investigar quem financiou os atos fascistas do 7 de Setembro. O objetivo é apurar se houve abuso de poder econômico e político, uso indevido de mídias, corrupção e campanha eleitoral antecipada, entre outros crimes. Diante dessa inflamável investigação, o “capetão” pode surtar novamente.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

O evangélico terrível pode dançar no STF

Por Altamiro Borges

O "evangélico terrível", bancado pelo "capetão" Jair Bolsonaro, pode mesmo dançar e arder no inferno. Mônica Bergamo informa na Folha que "a expectativa entre os senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é a de que André Mendonça tome a iniciativa de desistir de sua candidatura à corte". Seu desgaste no Senado, que ainda não definiu a data para sabatiná-lo, é bem alto em função das provocações fascistas do presidente.

General Heleno e a moral da tropa fascista

TSE decide investigar atos bolsonaristas

Covid-19: Rede de apoio quer verdade

Oposição se unifica no "Fora Bolsonaro"

Impeachment pode mudar devido a Bolsonaro

Covid-19 e a desinformação nas redes sociais

A periferia contra o governo genocida

Os povos do campo existem e lutam

As entranhas da economia contemporânea

Pacto de elites não resolve crise do país

Partido militar, milícias… E o Estado?

Consequências da pandemia na juventude

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Lobista disse uma verdade na CPI da Covid

A economia brasileira no pior dos mundos

Por Umberto Martins, no site da CTB:


O Brasil, sob o desgoverno de Jair Bolsonaro, vive hoje o que se pode chamar de pior dos mundos. Além do genocídio traduzido em quase 590 mil mortes por Covid-19 até o momento, a economia caiu no pântano da estagflação por obra e graça da política neoliberal comandada por Paulo Guedes, associada às bravatas golpistas do presidente.

Os economistas denominam de estagflação a combinação patológica e inusual de inflação com recessão ou estagnação da produção. No mais das vezes a alta generalizada e assimétrica dos preços das mercadorias está associada a um aumento da demanda e, por extensão, do consumo, fator que pressiona o mercado estimulando a especulação e a elevação dos preços.

História de ataques aos Planos de Educação

Por Heleno Araújo, no jornal Brasil de Fato:

O pleno atendimento ao direito social e humano à educação em nosso país ainda continua pendente, mesmo após várias décadas de tentativas de planejar ações que atendam as demandas da população. Nos anos da década de 1930, no Manifesto dos/as Pioneiros/as da Educação, já se tratava da importância da educação para contribuir com os graves problemas nacionais, o que exigia planos de reconstrução nacional e, entre eles, um plano de educação. Sem a unidade de um plano, e sem as necessárias políticas de continuidade, todos os esforços realizados não tiveram e tampouco terão sucesso. Por isso indicavam que, para resolver os problemas escolares, era preciso transferir as políticas do terreno administrativo para os planos de políticas sociais.

Temer se supera na sordidez

Por Fernando Brito, em seu blog:

O vídeo divulgado pelo ‘marqueteiro’ de Michel Temer – a troco de quê Michel Temer tem um marqueteiro, se está retirado da vida pública? – teve ter deixado Jair Bolsonaro furioso.

Imitado pelo filho de seu ex-auxiliar e agora assessor de Doria, o presidente – não sem reação, observe-se – é posto como um idiota pelo homem que o “salvou” e que se vangloria, às gargalhadas, por isso.

Numa mesa com empresários, patrocinada pelo financista Naji Nahas, de fama histórica, o ex-presidente solta as risadas fossem diante de uma simples brincadeira, não de uma situação dramática que ameaçava fazer desabarem 30 anos de institucionalidade do país.

Indigno até com Bolsonaro que, desesperado ou não, ofereceu-lhe sua intimidade e aceitou suas orientações, humilhando-se publicamente para isso.

O Copom ameaça com a Selic

Por Paulo Kliass, no site Vermelho:


Mais uma vez o comando da política monetária coloca em marcha sua estratégia da chantagem sobre a grande maioria da nossa sociedade. O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, tem afirmado em alto e bom tom que não medirá esforços para continuar na trilha de elevação da taxa referencial de juros, “caso seja necessário”. Estamos a uma semana da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada durante os dias 21 e 22 de setembro.

A comunicação do sindicalismo do campo

Táticas da luta ideológica

Depois do deboche, Temer liga para Bolsonaro

Dom Paulo Evaristo Arns, o Cardeal do Povo

Joe Biden é chamado de "comunista" nos EUA

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Golpe no Chile e a história de Salvador Allende

Facada ou 'fakeada' do Bolsonaro?

Software Livre: Um outro mundo possível

Por Everton Rodrigues


O livre pensar e criar é possível. O software livre é uma tecnologia social livre dos monopólios, oligopólios e dos controles de empresas e governos, por isso, é necessário escolhê-la para a construção de processos anti-manipulação e anti-modulação das subjetividades.

Software Livre, Socialmente Justo, Economicamente Viável e Tecnologicamente Sustentável, se adotado pelas instituições, movimentos e ativistas da esquerda, será aliado potente na libertação das subjetividades, na proteção dos nossos dados e da nossa privacidade nas plataformas digitais, hoje controladas e manuseadas apenas por grandes empresas do capitalismo de vigilância para manipular, modular e condicionar a todos e todas nós.

As greves e a defensiva dos trabalhadores

Por Pedro Carrano

Os dados sobre as greves em determinado período, suas motivações, pautas, números absolutos e números de horas paralisadas por segmentos, configuram-se como importantes informações para aferição da disposição da classe trabalhadora para as lutas – nos seguintes segmentos da classe: na iniciativa privada com contratação formal, no serviço público e nas empresas estatais.

É também um dado para aferir a capacidade de mobilização dos trabalhadores em determinada conjuntura, em sua relação entre suas demandas imediatas e as lutas econômicas, concluindo daí a compreensão se o momento é de possibilidades ofensivas ou defensivas dos trabalhadores.

Bacha revela baixo apreço pelos fatos

Edmar Bacha (reprodução Facebook)
Por César Locatelli, no site Carta Maior:


O renomado economista Edmar Bacha, que foi um dos formuladores do plano Real e que detém estreitas relações com o setor financeiro, tem todo o direito de fazer campanha contra ou a favor de quem bem entender. Seria saudável pontuar que está fazendo política e que suas considerações distam léguas de uma análise econômica fundada em fatos, mas nem isso é tão importante. Entretanto, quando, do alto de sua posição de celebridade nacional, mistura sua ideologia conservadora com dados econômicos falseados, temos um problema.

Vamos tomar apenas três das declarações do professor em recente entrevista a um jornal paulista.

Bolsonaro é um percevejo que corrói o Brasil

Por Jandira Feghali, no site Vermelho:


Nesses tempos de fake news e tentativas constantes de fragilizar a democracia por meio de ataques às instituições é preciso recuperar fatos e conceitos. O Brasil vive um momento sem paralelo onde se misturam quatro crises: a sanitária, a social, a econômica e a política.

Nas três primeiras, um governo responsável pelo agravamento na medida em que, pela omissão, negação da ciência, desprezo pelo povo e subserviência ao capital financeiro, foi inoperante e incapaz em seu combate. Na última, a política, opera um governo ativo, proclamador de ataques, incentivador de disseminação de mentiras e de manifestações antidemocráticas e contra artigos fundamentais da Constituição brasileira.

Lula, o invicto, vence o arbítrio fascista

Foto: Ricardo Stuckert
Por Jeferson Miola, em seu blog:


Lula está invicto na sua epopeia contra os fascistas que violaram o sistema de justiça do Brasil e promoveram o maior esquema de corrupção judicial do mundo [aqui].

Além de invicto, Lula está vencendo a vilania e o arbítrio por portentosa goleada. O placar, humilhante, está em 19 a zero a favor dele contra a gangue chefiada por Sérgio Moro – o juiz condenado como suspeito/tendencioso pela Suprema Corte do país.

No 10 de setembro passado foi arquivada a 19ª investigação farsesca instaurada no contexto da guerra político-jurídica-midiática – lawfare – perpetrada contra Lula.

A história da montanha que pariu um rato

Por Marcos Coimbra. no site Brasil-247:


Como era previsível, na última terça-feira, a velha história se confirmou: a montanha pariu um rato.

Não era bem uma montanha, apenas a figura patética do capitão tentando dar à luz algo maior que ele.

Também não foi exatamente um rato, talvez uma ratazana, daquelas despeladas e fedidas.

Qualquer tentativa de ganhar o debate politico mandando seus seguidores para a rua não funciona, há muito tempo, no Brasil.

Ao contrário do que éramos até os anos 1950, quando o povo na Cinelândia e na Avenida Rio Branco derrubava governos, nos tornamos um país populoso demais. Sempre fica a sensação de que, se algo aconteceu em algum lugar, foi apenas lá.

Desde o fim da ditadura militar, só deram certo manifestações com alto grau de espontaneidade, pautas amplas e convocação diversificada. Certas ou erradas em suas reivindicações, progressistas ou reacionárias, foi assim nos comícios das diretas, no impeachment de Collor e em 2013-2015.

Diálogos sobre a redistribuição de riquezas

Com Supremo, com tudo?

Defendo o impeachment de Bolsonaro. E você?

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Imagem do Brasil no mundo e os atos do MBL

Beato Araújo vai indenizar Katia Abreu?

Reforma e crise política no Brasil

Bolsonaro e a egocracia

Por Frei Betto, em seu site:


Muitos temiam que Bolsonaro desse um golpe em 7 de setembro, fechasse o Congresso e o STF. Não foi o meu caso. Estou convicto de que o golpe já ocorreu em 2016 perpetrado, por traição, pelo então vice-presidente Michel Temer. O impeachment da presidente Dilma, sem nenhuma acusação consistente como base, pretextou firulas administrativas e fez semear o joio antidemocrático.

A farsa se fez tragédia. Um político desqualificado, punido pelas Forças Armadas por planejar atentados terroristas, vinculado a milícias criminosas e contumaz patrocinador de rachadinhas familiares, chegou à presidência da República. Homem de visível desequilíbrio emocional, indiferente à dor alheia (genocídio, carestia, inflação, crise hídrica, desemprego, queda do PIB etc.), move-se pela obsessão em três pautas: liberação do comércio e porte de armas; retorno ao voto impresso; e repetidas ofensas àqueles que dificultam seus arroubos antidemocráticos, como os ministros Alexandre de Moraes e Luiz Roberto Barroso.

A Síndrome de Babel e a idiotia bolsonárica

Por Tarso Genro, no site Sul-21:


O livro de José Luís Fiori “A síndrome de Babel e a disputa do poder global” traz para a mesa da intelectualidade brasileira e para os círculos políticos do campo democrático – centristas progressistas, esquerda socialista e social democrata- uma contribuição que certamente estará entre as grandes obras que “a um só tempo (é de) teoria-história-conjuntura”. É um livro dramático, grandioso e realista, em que o espetáculo da história heroica da formação da cidadania moderna no capitalismo do Estado de Direito é narrada – ao mesmo tempo – com a moderada expectativa da difícil regeneração da utopia democrática moderna, com a prevenção que o pior ainda pode acontecer: para isso, Bolsonaro está ai.

Bolsonaro busca ministro do STF por acordão

A luta por direitos dos povos indígenas

Errata: Bolsonaro é um gatinho assustado!

Bolsonaro ameaça saúde mental do brasileiro?

Depois da carta à nação, impeachment esfriou

Crise politica: pizza ou impeachment

General Heleno preocupado com moral da tropa

Por Altamiro Borges


O general-gagá Augusto Heleno está preocupado com a moral das tropas fascistas. Em vídeo postado na sexta-feira (10), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) afirmou que os fiéis seguidores corneados com a patética “declaração à nação” do presidente Jair Bolsonaro, uma típica carta de arrego, “não podem desistir do Brasil”.

O milico disse entender que “alguns fatos deixaram muitos de nós desanimados”, mas insistiu: “Isso não pode acontecer”. Ele voltou a assustar o gado bolsonarista com o eterno fantasma do comunismo. “A esquerda, apesar de sua passagem desastrosa, segue unida e querendo voltar”, gaguejou o recalcado.

domingo, 12 de setembro de 2021

Bolsonaro desperdiça R$ 240 mi em remédios

Por Altamiro Borges


Na semana passada, a Folha de S.Paulo revelou que o governo federal deixou expirar o prazo de validade de um estoque de remédios avaliado em R$ 240 milhões. Marcelo Queiroga, já batizado de "Quedroga", o quarto ministro da Saúde do "capetão" Bolsonaro, será responsabilizado por mais este crime contra a vida dos brasileiros e contra os cofres públicos?

De acordo com o jornal, "com a quantia desperdiçada seria possível comprar 4,5 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19. Perderam-se 820 mil canetas de insulina e 12 milhões de doses de vacina contra gripe, hepatite B e varicela, por exemplo. Os demais remédios aliviariam pacientes com hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide e problemas renais".

Ameaças autoritárias

Por Alexandre Aragão de Albuquerque, no site A terra é redonda:

No clássico As veias abertas da América Latina, o escritor uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015) faz uma análise crítica do processo de conquista e exploração do nosso continente perpassando cinco séculos de nossa história. Desde a chegada dos machos brancos cristãos em nossas terras, tudo se transformou em capital europeu e, mais tarde, estadunidense, permitindo às nações do hemisfério norte um acúmulo permanente de nossas riquezas em suas mãos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar têm sido determinados, sucessivamente, pelo poder exógeno, visando à nossa incorporação dependente à engrenagem do capitalismo global.

Instituições mereciam destino melhor

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:


De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. A reação dos presidentes da Câmara e do Senado, do Supremo Tribunal Federal e do Procurador Geral da União se resumiu a uma sequência de vexames. As chamadas instituições, por meio de seus representantes, depois de enxovalhadas grosseiramente por Bolsonaro, numa fila de crimes vomitados no 7 de setembro, não reagiram à altura. É preciso ser muito ingênuo para alimentar expectativas com Lira, Pacheco, Fux e Aras.

Bolsonaro foi humilhado por Moraes

Por Moisés Mendes, no site Brasil-247:


Depois de ouvir o pedido de trégua de Bolsonaro, Alexandre de Moraes não precisa perder tempo pensando no que deve fazer.

Não há encruzilhadas. Só há um rumo bem iluminado diante do ministro: seguir em frente.

Moraes não precisa mais provar a ninguém que não teme Bolsonaro e a estrutura militar e miliciana que o sustenta.

Mas não pode oferecer dúvidas aos que possam acreditar que andará para os lados ou que reduzirá o ímpeto do inquérito das fake news e dos atos pró-golpe.

Moraes não deve se preocupar em fortalecer a certeza de que continuará agindo para esclarecer o envolvimento dos filhos de Bolsonaro e dos cúmplices deles na produção de notícias falsas e de difamações e na organização de manifestações pró-ditadura.

O país onde a realidade não importa

Por Fernando Brito, em seu blog:


Fala-se, com razão, todo o tempo sobre a nota de Bolsonaro finge que não aconteceu o que todos viram que aconteceu no Sete de Setembro e que “o calor do momento” tem o condão de fazer evaporar as palavras ditas nos palanques.

Mas não é o presidente da República o único participante deste torneio nacional de cinismo e hipocrisia.

Longos parágrafos, nos discursos do presidente da Câmara, Arthur Lira, e do Supremo Tribunal Federal, Luís Fux, foram dedicados a destacar o caráter “pacífico e democrático” das manifestações.

Todo mundo viu que centenas, milhares de faixas e cartazes pediam o fechamento do Supremo, da Câmara e do Senado, a cassação de seus integrantes e a “intervenção militar com Bolsonaro no poder”.

Brasil velho de guerra, com STF e com tudo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:


Ontem foi um jorrar de informações jornalísticas, boatos, rumores de toda ordem.

Juntando todos os elementos em uma narrativa lógica, é possível entender o que está por trás das loucuras e do recuo de Jair Bolsonaro.

Peça 1 – Bolsonaro perde os caninos

A peça central dessa ópera bufa são as investigações das fake news, conduzidas pelo Ministro Alexandre de Moraes. Elas continuaram avançando, aparentemente chegaram ao destino final – os financiadores – e colocaram na alça de mira o filho Carlos Bolsonaro e o próprio Jair.

É esse fato que gerou todos os desequilíbrios de Bolsonaro e induziu-o aos desafios à democracia, nos eventos de 7 de Setembro, e à sua tentativa de antecipar o golpe de Estado marcado para 2022.

O dia depois da farsa

Por Roberto Amaral, em seu site:


O 7 de setembro de Jair Bolsonaro vai para a história como o 18 Brumário que não deu certo. A farsa grotesca, pré-anunciada pelo desfile das relíquias da marinha no último 30 de agosto, afastou o temido trago da tragédia prometida, mas não deve ser vista como ameaça de todo debelada: continuará conosco por um ainda largo tempo, pois durará enquanto não for alterada a presente correlação de forças e removido o atual polo hegemônico, em cujo diretório têm assento os fardados, os herdeiros da casa grande, os procuradores do grande capital e os delegados do império do norte: o 1% de brancos ricos e milionários que nos governa, sem alternância desde a remota origem colonial.

Lula é o pano de fundo da “operação Jucá”

Por Jeferson Miola, em seu blog:


1.

É razoável aventar-se a possibilidade de Lula ter sido o fator gerador da “operação Jucá” deflagrada pelas classes dominantes e seu bando armado para blindar Bolsonaro.

Lula funciona como uma assombração para os poderosos. Ele é a principal ameaça à continuidade do empreendimento de saqueio do Brasil inaugurado com o golpe contra Dilma.

O establishment, incapaz de vencer Lula dentro das regras da democracia, não abdica nem mesmo da pior das vilanias, que é a destruição da própria democracia, para impedir o retorno dele à presidência da República.

Como anda a indicação de Mendonça ao STF

Por Naian Lopes, no Diário do Centro do Mundo:


Depois que Bolsonaro ameaçou colocar fogo na república no 7 de setembro e voltou atrás ninguém falou nada.

Mas o fato é que ainda não se sabe o que vai acontecer com a indicação de André Mendonça para o STF. Por culpa do próprio presidente, o nome vem encontrando resistência em vários segmentos, inclusive no Supremo e no Senado.

O DCM conversou com atores políticos ontem (10) e questionou em que pé está a indicação de André Mendonça.

A resposta foi unânime: “do mesmo jeito, parada”.

Bolsonaro frustra sua base. ‘O mito murchou’

Charge: https://www.instagram.com/jorgeomau/
Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

A “Declaração à Nação” de Jair Bolsonaro, divulgada nesta quinta-feira (9), virtualmente pedindo desculpas – inclusive ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal – pelo seu comportamento no dia 7 de setembro é considerada por analistas e parlamentares uma capitulação.

“O mito murchou”, diz o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG). Para ele, o recuo inesperado contido na carta de Bolsonaro causa sensação de frustração e decepção nas hostes bolsonaristas. “Eles queriam um deus. Fizeram até uma estátua de madeira para ele, e o deus deles arregou.”

Na opinião de Delgado, Bolsonaro “ficou empolgado” com os gastos de dinheiro dos empresários amigos da soja e de igrejas. “Falou besteira, e o maior prejudicado de tudo o que aconteceu nos dias 7, 8 e 9 foi ele mesmo. Tanto que reconhece, ao murchar”, diz o deputado.

Os tutores da República vestem verde-oliva

Por Leneide Duarte-Plon, no site Carta Maior:


"O Exército vai deixar Lula voltar ao poder?" (Libération, 7 de setembro de 2021)

"Cúpula militar garante posse se PT ganhar" (Relatório Reservado, 30 de outubro a 5 de novembro de 1989)

"Leônidas com Collor, faz tudo contra Lula" (Relatório Reservado, 20 a 26 de novembro de 1989)

"Sarney temia forte reação militar à vitória de Lula" (Relatório Reservado, 1 a 7 de janeiro de 1990).

Entre o título do jornal de esquerda francês, "Libération", e os outros três do "Relatório Reservado" - uma newsletter brasileira de negócios, finanças e política – se passaram mais de 30 anos.

Mas a especulação sobre a possível interferência militar nas eleições presidenciais brasileiras permanecem. E revela um país tutelado desde o golpe de Estado militar que proclamou a República.

sábado, 11 de setembro de 2021

Ivermectina nos EUA: “você não é cavalo”

Bolsonaro, o exemplo de um tiro no pé!

A geopolítica mundial e a "lawfare"

Recuo ou estratégia para novo ataque?

O grande impasse nacional pós 7 de Setembro

Os falsos patriotas e o 7 de Setembro

Os bilionários da Forbes e os pobres

Após o recuo, o novo tempo do jogo político

Até quando Bolsonaro vai se comportar?

Banqueiros querem seus 288% de juros anuais

Bolsonaro arregou: "Declaração à nação"

Pensamento crítico e elitismo

Os bastidores da ação bolsonarista em Brasília

O momento mais patético do presidente

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Dilemas do Capitão do Mato e da Casa-Grande

Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:

Que o Brasil não é para amadores todo o mundo já sabia.

Mas, com Bolsonaro, a coisa está ficando difícil até para os mais experimentados profissionais.

O grau de volatilidade do cenário político é tanto que as análises de conjuntura têm prazo de validade de apenas algumas horas.

Num momento Bolsonaro, uma dissidência do Homo Sapiens, parece estar ensaiando um autogolpe e, no outro, Michel Temer, o profissional dos golpes, parece estar mandando de novo no país.

Os meandros tortuosos e contraintuitivos da física quântica são mais fáceis de serem entendidos.

Na política brasileira, o gato dentro da caixa não apenas pode estar vivo ou estar morto.

O curto caminho que me levou à esperança

Por Jair de Souza


Neste 7 de setembro, o dia tinha amanhecido cheio de incertezas. Nos últimos dias, tivemos de suportar uma enorme carga de pressões que visavam nos afastar dos atos populares de rua programados para a data.

Por um lado, Bolsonaro havia convocado atos de força para o mesmo dia e havia posto em funcionamento toda sua máquina política miliciano-fascista para ajudá-lo a levar vantagens em sua disputa contra o STF em sua pretensão de aferrar-se ao comando do governo nacional, sem precisar submeter-se à eventualidade quase segura de ser derrotado por Lula nas próximas eleições.

Esta ameaça de um golpe de força por parte de Bolsonaro não era algo carente de importância. Afinal, estavam ativamente engajados como apoiadores e articuladores dessa medida de força os principais representantes do agronegócio e do capital financeiro. Portanto, rios de dinheiro foram disponibilizados para a elaboração e concretização dos planos de ocupação das ruas de Brasília e de São Paulo pelas hostes do nazibolsonarismo.

Um dia depois do outro

Por João Guilherme Vargas Netto


Felizmente os terremotos previstos para acontecer no 7 de Setembro não derrubaram nada, embora façam tremer a superfície e invertam a sabedoria portuguesa: as piores consequências já aconteciam antes.

Com efeito, os problemas do povo e particularmente dos trabalhadores continuaram como antes – doença, desemprego, carestia – e muito pouco se falou de seu enfrentamento (exceto algumas manifestações no campo oposicionista, com destaque para o pronunciamento do ex-presidente Lula na véspera do 7 de Setembro) e muito menos o presidente da República, obcecado por sua pregação golpista, minoritária e contestada.

A lira do delírio de um ingênuo Arthur

Por Hildegard Angel

Bolsonaro convocou o povo pra insurreição, pra quebrar tudo, escalpelar, matar, que ele garantia, porque ele é o comandante-em-chefe das Forças Armadas.

A Nação ficou em suspense por meses, desde que ele anunciou um 7 de Setembro "do babado". Jair iria barbarizar!

O país parou uma semana, respiração presa na expectativa do pior. Os ricos, animados, fizeram o "brunch do esquenta das manifestações" em suas coberturas.

Com o sol na cabeça, no asfalto, ficaram os zumbis do Exército de Bolsonaroleone.

O plano A de Bolsonaro é melar as eleições

Por Luis Felipe Miguel, no Diário do Centro do Mundo:


O entusiasmo do capital, do Centrão e de grande parte da mídia com a “solução” da crise só comprova que o que eles querem é que Bolsonaro lhes dê uma desculpa, por mais fajuta que seja, para continuarem juntos.

Não importa que já existam experiências de sobra para provar que os acenos de Bolsonaro à moderação não valem um tostão furado.

Não importa que um par de horas depois ele já estivesse com as ameaças, insinuações e grosserias de sempre, na famosa laive.

Muito menos importa que os fatos sejam graves demais para que um mero pedido de “escusas”, como diria Sérgio Moro, resolva a situação.

Perdeu, Mussolini de araque!

Por Manuel Domingos Neto

Cedinho, topei com meu velho amigo Zé Afonso na fila do pão. Arqueado e triste, disse que esse país não tinha jeito.

Afonso sempre achou que o problema nacional fosse a corrupção. Brasília seria um antro de meliantes. Parlamentares e juízes, nem se fale, todos ladrões. Daí apostar na necessidade de um corajoso que botasse todos na cadeia. Bolsonaro, era mal educado e até podia ser corno, mas, coragem o homem tinha, acreditara o inocente Afonso.

Na volta para casa, encontrei Toinho da Carlota estacionando sua moto possante. Toinho gosta de lustrá-la. Malha todo santo dia e veste camiseta apertada. Respondeu à contragosto meu cumprimento habitual. Havia retirado o adesivo verde-amarelo do “Brasil acima de tudo”. É protegido do Arquimedes, um médico que, dizem, ganha mais dinheiro vendendo reprodutores bovinos e equinos do que atendendo clientes. Duas coisas Arquimedes nunca perde: missa aos domingos e oportunidade de comprar imóveis a preço abaixo do mercado.

O trabalho e a luta dos jornalistas

O 11 de Setembro na América do Sul

Bolsonaro recua, caminhoneiros em transe

EUA: 11 de setembro completa 20 anos

Nem golpe, nem impeachment

As mulheres da independência do Brasil

O falso aceno de paz do presidente

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O caminho sem volta do golpismo bolsonarista

Bolsonaro: impeachment ou vira pato manco

Sobre as manifestações de 7 de setembro

Por Flávio Aguiar, no site A terra é redonda:


A única vez em que as esquerdas brasileiras interromperam a trajetória de um golpe de estado já em marcha foi defendendo a Legalidade, há 60 anos atrás

Desde logo vou dizendo que observei o 7 de setembro com meu óculo de alcance, a 12 horas de voo (pelo menos) do aeroporto de Guarulhos, que é onde normalmente aterrizo quando vou ao Brasil. É mais fácil, portanto, observar o tamanho da floresta do que os detalhes de cada árvore, arbusto e clareira.

Feita a ressalva, vamos lá.

Olhando a floresta toda, antes, durante e agora no day after do 7 de setembro, levando em conta as manifestações pró e contra Bolsonaro, os debates oficiais, oficiosos, as reações que pude observar em sites e grupos a que tenho acesso, fico com a sensação de que o jogo do 7 de setembro terminou num empate técnico.

7 de setembro acabou ou recém começou?

Por Jeferson Miola, em seu blog:


Na assembleia geral de bandidos de 17 de abril de 2016 presidida pelo bandido Eduardo Cunha, como um jornalista português se referiu à sessão do impeachment fraudulento da Dilma, Bolsonaro dedicou seu voto ao facínora e torturador Brilhante Ustra, “o terror de Dilma Rousseff”. Em outra circunstância, ele também definiu critérios para mulheres que “merecem” ser estupradas.

Bolsonaro também criticou a ditadura por não ter assassinado mais de 30 mil opositores e disse que o governo militar que hoje preside não veio para construir algo, “mas viemos para desconstruir muita coisa”.

A hora e a vez do impeachment de Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:


As declarações de Jair Bolsonaro nos atos golpistas realizados em Brasília e São Paulo, na terça-feira (7), não deixam mais dúvida: somente o impeachment do presidente pode impedir, a esta altura, que ele continue a cometer reiterados crimes contra o Estado Democrático de Direito e o povo brasileiro.

Antes de tudo, é preciso ressaltar que os novos ataques de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorrem em meio a uma das piores crises na história do Brasil. “Como pode um presidente ignorar os mortos pela pandemia, os desempregados, os famintos?”, questionou a presidenta do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB). “Mostra total desconexão com a vida real da população. O povo quer vacina, comida e emprego.”

Quem paga o Trovão?

Por Fernando Brito, em seu blog:


A descoberta de que o incitador de golpes que atende pelo apelido de “Zé Trovão” está há dias no México, na companhia de outro acusado de ações golpistas, Oswaldo Eustáquio, levanta algumas questões interessantes.

A primeira é a de que, evidentemente, há alguém “bancando” os promotores destas tentativas de lançar o país em aventuras.

Passagem de ida e volta (os México exige), hotel, passaporte, uma ajuda de custo para os frijoles e tacos, uma sobra para deixar bem garantida a família, tudo isso depende de ligações político empresariais, algo que também desperta curiosidade sobre quem paga pelos caminhões carregados, estacionados em Brasília ou bloqueando as estradas, uma vez que a categoria alega apenas sobreviver com fretes deficitários.

Estado de Sítio era fake news bolsonarista

Os ruralistas e os donos do Brasil

A frente ampla na luta ideológica

Há um golpe em andamento

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Atos do 7 de Setembro repercutem no mundo

Arthur Lira é cúmplice de Bolsonaro

Bolsonaro encarna o Pequeno Ditador

Atos bolsonaristas faz terceira via se mexer

Por Rodrigo Vianna, no site Brasil-247:

Considero um exagero dizer que as manifestações bolsonaristas "floparam", ou seja, que teriam sido um fracasso.

Bolsonaro havia falado em números irreais, prevendo levar mais de 2 milhões de pessoas às ruas. Não conseguiu, claro. Mas o comparecimento está longe de ter sido irrisório.

Avaliação realista feita por este jornalista (adotando critérios objetivos de medição de áreas, e supondo concentração de até três pessoas por metro quadrado nos setores de maior aglomeração) indica que o comparecimento foi o seguinte:

- 90 mil a 100 mil pessoas em Brasília;

- 120 mil a 150 mil pessoas em São Paulo.

Ah, mas Bolsonaro só conseguiu isso porque parcelas do agronegócio e lideranças evangélicas despejaram dinheiro, pagaram ônibus e hospedagem. Verdade. Ainda assim, isso demonstra que há setores orgânicos dispostos a bancar um governo que só entregou ao país morte, inflação, desemprego e destruição ambiental. Não é pouco.

O rato que ruge e as instituições que miam

Por Fernando Brito, em seu blog:

Quase 24 horas depois de o presidente da República ter mandado o presidente da Suprema Corte “enquadrar o seu” ministro e já 16 horas após, na Paulista, ter ameaçado virar a mesa do que a Câmara decidiu sobre a contagem manual dos votos, Justiça e Parlamento permanecem quietos.

Dizem, segundo o que fazem cochichar à mídia , que querem evitar o “clima de briga de bar”.

A única consequência real que tem-se, até agora, é a suspensão das sessões do Senado de hoje e amanhã. Vale dizer que os senadores ficam, institucionalmente, mudos até a semana que vem. Na prática, a reação ante quem quer fechar o Senado é este fechar-se espontaneamente.

Se a alegação de “razões de segurança” procedessem, muito mais razões haveria para não haver reunião do STF.

Bolsonaro prega insurreição fascista

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:


Foi difícil acompanhar o discurso de Bolsonaro na Paulista, em função da má qualidade da transmissão, cuja exclusividade foi entregue a um dos sites de estimação do presidente.

Quando as redes começaram a decifrar o que Bolsonaro dizia, não houve propriamente surpresa. Bolsonaro havia prometido que seu discurso da Paulista seria mais “robusto”.

Mesmo assim é de revolver o estômago ouvir o presidente da república atacar grosseiramente as duas mais importantes instituições judiciais do país, a corte suprema e o tribunal superior eleitoral.

Atacar é um eufemismo.

Ao afirmar que não respeitará mais decisões do ministro Alexandre de Moraes, e que não aceitará participar de uma “farsa” patrocinada pelo Tribunal Superior Eleitoral, o presidente da república pregou uma insurreição fascista contra o STF e o TSE.

Reflexões sobre o alarmismo na esquerda

Por Bepe Damasco, em seu blog:


Caso se confirmassem as previsões apocalípticas feitas, na melhor das intenções, por importantes vozes da esquerda e do campo progressista, o cenário desta quarta-feira, 8 de setembro, seria de golpe consumado e de terra arrasada.

As imagens das sedes do Congresso Nacional e do STF, depois de invadidas pelas hordas fascistas e incendiadas, percorreriam o mundo, enquanto os militantes do campo popular cuidariam de seus feridos e até pranteariam seus mortos.

A arruaça criminosa teria os efetivos da Polícia Militar rebelados na linha de frente, apoiados por setores das forças armadas e das polícias civil e federal.