terça-feira, 16 de outubro de 2018

A máquina das mentiras

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

A vantagem de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad subiu para 18 pontos percentuais (em relação aos 16 apurados na semana passada por Datafolha).

Podia ser até maior, nas circunstâncias: Bolsonaro cresce surfando nova e forte onda antipetista, turbinada pelo mar de mentiras, calúnias e baixarias disseminadas contra o adversário pelo aplicativo whastsapp, através de milhares de grupos fechados, muitos criados a partir do exterior.

O que se diz neste tubo de esgoto só é conhecido por quem lê, não podendo ser desmentido ou combatido.

Democracia e liberdade contra a violência

Do site do FNDC:

Nesta Semana Nacional de Luta pela Democratização da Comunicação, que vai de 15 a 21 de outubro, o FNDC levanta as bandeiras da democracia e da liberdade contra a violência e o ódio.

Nossa liberdade está em perigo. A liberdade de expressão, de manifestação, de pensamento. A imprensa livre está em perigo. A democracia está em xeque. E quem ameaça nossos direitos fundamentais, hoje, é o candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro.

Ele representa a censura, a violência e o ódio. Ele e seus seguidores querem intimidar jornalistas, artistas e todos os que, segundo sua perspectiva, tenham ideologia de esquerda. Bolsonaro já afirmou que, combater a ideologia de esquerda é mais importante do que combater a corrupção.

Trump e Bolsonaro: sensível diferença

Por Arnóbio Rocha, no blog Diário do Centro do Mundo:

Muitas pessoas comparam as duas eleições como iguais: candidatos absolutamente irracionais conquistam uma manada violenta, furibundos e movidos pelo ódio extremo.

Muitos apostam no efeito Trump, pois lá foi a mesma histeria coletiva, os mesmos avisos desesperados de que ele destruiria os EUA.

Vamos aos fatos:

Não quero te dizer em quem votar

Por Antonio Lassance, no site Carta Maior:

Não quero te dizer em quem votar. Longe de mim. Apenas te peço que vote sabendo das graves consequências do seu voto para pessoas que você ama, gosta, conhece.

Vote para que um pai ou uma mãe, como eu, como você, possa continuar a ter o direito sagrado de abraçar e beijar seu filho ou sua filha, no meio da rua, em um shopping, na saída da faculdade, sem correr o risco de ser linchado por alguém que tenha um ataque violento de homofobia.

Vote para que as pessoas tenham o direito de serem diferentes, de serem o que bem entenderem. Vote para que elas possam andar por todos os cantos livremente, sendo o que são, sem serem hostilizadas, intimidadas, violentadas. Vote para que cada qual possa ter sua integridade garantida sem ter que fingir ser o que não é.

Os trabalhadores e o segundo turno

Por Nivaldo Santana, no Blog do Renato:

No próximo dia 28 de outubro será realizado o segundo turno das eleições para presidente da República e para governadores em treze estados e no Distrito Federal. Na eleição presidencial, 147,3 milhões de eleitores estão aptos para definir quem vai conduzir o país nos próximos quatro anos. A disputa se dará entre dois projetos distintos, um representado pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e outro pela coligação liderada pelo PT/PCdoB, Fernando Haddad e sua vice-presidenta, Manuela D’Ávila.

A economia política do fascismo

Por Luiz Filgueiras, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

Nos anos 1930, década da maior crise econômico-social já ocorrida no capitalismo, o mundo se viu às voltas com o surgimento e crescimento do nazismo na Alemanha e de ideias e movimentos fascistas, que acabaram por assumir o poder em diversos países – principalmente na Europa, mas não exclusivamente.

A sua consequência mais imediata foi a instalação nesses países de regimes ditatoriais (Estados policiais), que destruíram o Estado de direito típico das democracias liberais: fechamento ou controle dos parlamentos, subordinação do judiciário às necessidades do regime de exceção, extinção da liberdade de imprensa e de opinião, suspensão das garantias individuais do cidadão, proibição de reunião e associação sindical e partidária e, no limite, prisões arbitrárias, torturas e assassinatos.

Marum, 'brucutu' de Temer, apoia Bolsonaro

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:



Como já se disse aqui, faz tempo, Temer é Bolsonaro e Bolsonaro é Temer.

Leia o que diz a reportagem de O Dia, ouvindo o mais incondicional “brucutu” de Michel Temer, como antes de Eduardo Cunha, o tal Carlos Marum, ministro-chefe da Secretaria de Governo do atual Presidente:

Um programa contra o fascismo

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

As violências de rua que se abriram a partir de 2013, que já denunciávamos como uma emergência fascista – tivesse a coloração aparente que tivesse – em Porto Alegre se expressaram claramente em vários momentos: nos ataques ao Museu Julio de Castilhos, ao pequeno comércio ao longo da Borges de Medeiros e da Avenida João Pessoa; apareceram no apedrejamento de policiais que simplesmente estavam fazendo guarda em locais públicos; nas ações apoiadas por helicóptero locado, que sobrevoava os locais das manifestações incensadas pela maioria da mídia tradicional.

Neutralidade na eleição é erro político

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Um debate que tem surgido entre cidadãos que aguardam pelo 28 de outubro diz respeito aos votos nulos e brancos. Insatisfeitos com a chance de escolher entre duas opções - Haddad ou Bolsonaro - um número considerável de eleitores cogita assumir uma postura imaginária de neutralidade. Pensam em votar em branco, opção possível na urna eletrônica, ou mesmo anular seu voto, insistindo na digitação de um número inválido.

Mesmo pessoas que compreendem a necessidade de barrar a ascensão de Jair Bolsonaro costumam dizer que o voto nulo e o branco "pelo menos evitam um voto no candidato pior". É uma forma de conformismo, que ajuda a apaziguar a consciência. Mas só contribui para a vitória do concorrente mais indesejável.

O ódio como força motriz

Por Bruno De Conti, no site Brasil Debate:

A Máscara do Mal

Em minha parede há uma escultura
de madeira japonesa.
Máscara de um demônio mau,
coberta de esmalte dourado.
Compreensivo observo
As veias dilatadas da fronte, indicando
Como é cansativo ser mau.

Bertold Brecht


A indignação é uma poderosa força de transformação. É impossível, em sã consciência, olhar para esse mundo e conformar-se. Nem mesmo os calos da alma, forjados pela visão cotidiana de determinadas atrocidades, podem apagar a indignação. Afinal, ninguém que guarde um mínimo de humanidade pode olhar para moradores de rua sem sentir-se indignado; pensar em crianças com fome, sem sentir-se indignado; ver as imagens do assassinato de um rio, por parte de uma empresa pretensamente útil ao desenvolvimento nacional, sem sentir-se indignado; saber que a corrupção desvia valores imensos de dinheiro público em um país tão carente quanto o nosso, sem sentir-se indignado. A indignação em relação à nossa sociedade deve constituir-nos como seres políticos, como seres capazes de lutar por mudanças, como seres humanos insatisfeitos com tanta desumanidade.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Caetano Veloso e a lógica da destruição

Cambridge Analytica e Bolsonaro

Eleição e a guerra da Globo com a Record

Por Jeferson Miola, em seu blog:

No último debate do primeiro turno, em 4 de outubro, Bolsonaro reafirmou seu profundo desprezo pela democracia e pelas regras do jogo eleitoral.

Escudado num atestado médico, fugiu do debate na Globo com todos os candidatos mas, curiosamente, encontrou condições físicas e de saúde para participar de uma longa e amistosa entrevista na TV Record do “fundamentalista charlatão” Edir Macedo, como Haddad definiu o dono da Igreja Universal do Reino de Deus.

Bolsonaro quer jogar pobres contra pobres

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Espanta-me o fato de que sejam tão poucos os cidadãos capazes de entender a unicidade do Brasil no confronto com quaisquer países há muitos séculos saídos da Idade Média.

Aqui, casa-grande e senzala continuam de pé. Conservo a esperança de que Bolsonaro não confirme o assombroso resultado do primeiro turno, prova implacável da nossa medievalidade.

Consta que os fiéis do deus mercado estão em festa, o que não há de surpreender. Não nos força a espremer as meninges perceber que o capitão cabe no papel de capataz da casa-grande.

Bolsonaro contra os trabalhadores

Editorial do site Vermelho:

A proposta de uma carteira de trabalho verde e amarela é a concretização da falsidade do nacionalismo de araque do ex-capitão de extrema-direita Jair Bolsonaro, que concorre à Presidência da República. A ideia enganosa tem o único objetivo de atender à ganância patronal sobre os direitos trabalhistas. Essa proposta infame, se fosse efetivada, criaria duas categorias de trabalhadores. A daqueles que têm a carteira profissional normal, a azul, que lhes garante os direitos que ainda restam na CLT. E, abaixo deles, os trabalhadores de segunda, sem direitos nem reconhecimento que, portadores daquela carteira discriminatória, ficarão à margem da lei e sujeitos às arbitrariedades patronais.

Minha declaração de voto no segundo turno

Por Henrique Matthiesen

A democracia é um regime de conquistas onde a força da maioria se impõe de forma soberana e inconteste; e também um espaço onde reafirmamos nossos valores e nossas concepções de sociedade.

Somente em um sistema democrático é possível este exercício e, para os que o praticam a democracia, torna-se um valor inegociável, inarredável.

Nestas eleições de 2018 comunguei do Projeto Nacional de Desenvolvimento - apresentado por Ciro Gomes -, o qual apoiei por sua experiência como prefeito, governador e ministro, entre outros.

Eleição no Brasil e a lição de Lênin

Por Marcos Dantas, no Jornal GGN:

No início do século XX, os partidos social-democratas revolucionários europeus propunham-se a "nacionalizar a terra" quando chegassem ao poder. Coerentemente com o projeto de acabar com a propriedade privada dos meios de produção, tratava-se de tornar o solo agrícola um bem comum, a ser coletivamente aproveitado pelo conjunto dos trabalhadores rurais, ou camponeses.

O líder revolucionário russo Vladimir Lênin percebeu, no entanto, que essa palavra de ordem não era entendida e aceita pelo campesinato de seu país. Embora, na sua imensa maioria, não fossem proprietários, os camponeses sonhavam, algum dia, possuírem um pedaço de terra. Além do mais, eram quase todos analfabetos, incultos (no sentido iluminista da palavra), fervorosos religiosos, submissos à palavra dos padres de aldeia e à imagem quase divina do Czar. Não lhes era difícil acreditar que os "bolcheviques", por baixo daquela palavra de ordem, queriam, na verdade, tomar ou roubar suas terras...

Slogan de Bolsonaro e o lema de Hitler

Por Raquel Wandelli, no site Jornalistas Livres:

Na manhã deste domingo (14/10) a Capela da Igreja Católica de São Pedro da Serra, em Friburgo (RJ), amanheceu pichada com símbolos da suástica, como provável resposta ao encontro mantido pelo candidato Fernando Haddad com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. O fato coroou de horror a onda de violência na semana em que bolsonaristas assassinaram o mestre baiano Moa do Katendê, agrediram e marcaram uma estudante gaúcha de 19 anos com a suástica na barriga porque vestia uma camiseta do Ele Não. 

Rede para combater fake news dos fascistas

Do blog Socialista Morena:

Uma iniciativa para romper o bloqueio da mídia e superar as estruturas de distribuição de conteúdo dos partidos, instituições e coletivos foi idealizada por engenheiros eletricistas, programadores, matemáticos e profissionais liberais do Rio de Janeiro para permitir que as fake news e mentiras dos apoiadores do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro sejam rebatidas rapidamente e de forma descentralizada, garantindo que os participantes de cada grupo não sejam expostos fora de seus grupos.

Bolsonaristas são sujos; mídia é cúmplice

Por Bepe Damasco, em seu blog:

É certo que nada se pode esperar de grupos de mídia tão calhordas como os nossos. No entanto, não deixa de ser estarrecedor o tratamento dado pelo monopólio midiático à violência protagonizada por seguidores do capitão nazista, que cresceu de forma alarmante na primeira semana do segundo turno.

Para o portal UOL, da Folha de São Paulo, a violência não tem digitais nem rosto. Matéria publicada com destaque pelo veículo enfatiza que a violência verificada nesta campanha é algo inédito desde a redemocratização. Mas deve estar sendo praticada por ectoplasmas, porque o UOL se limita a fazer uma pobre análise sociológica do problema.

Resignação ou resistência

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

O tempo está correndo e daqui a 14 dias será o segundo turno.

Bolsonaro manteve, segundo a primeira pesquisa Datafolha, a vantagem de 16 pontos percentuais sobre Fernando Haddad (58% a 42% dos votos válidos) obtidos no primeiro.

Os Pilatos da direita lavaram as mãos, alegando tratar-se de disputa entre dois extremos; Ciro Gomes e Marina Silva saíram de cena lambendo as mágoas com o PT.

Apontar Haddad como o outro extremo é desonesto e o dilema é falso.

A escolha a ser feita é entre a continuidade da experiência democrática, que já fez do Brasil um país bem melhor, e o início de uma nova aventura autoritária.

Velha mídia dança a beira do abismo

Campo de concentração Dachau/
Por Antonio Barbosa Filho

Quando você entra no campo de concentração de Dachau, próximo a Munique, na primeira sala encontra uma espécie de pequena mesa, quase uma cela de cavalo, onde cada preso era forçado a se inclinar para levar chibatadas, apenas para saber que dali para frente não seria mais tratado como ser humano. Um por um, uma por uma.

Na mesma sala, vitrines exibem documentos e fotos de vários presos, naquele que foi o campo pioneiro, modelo depois copiado em dezenas de prisões por toda a Europa ocupada pelos nazistas. Vê-se logo que, pelos documentos e fichas expostos, os prisioneiros não eram apenas judeus. Na verdade, começaram pelos ciganos, depois intelectuais, depois sindicalistas e operários, depois os judeus. 

domingo, 14 de outubro de 2018

Bolsonaro, o fujão, confessa a covardia

Por Altamiro Borges

O fascistoide Jair Bolsonaro, que adora posar de valentão, pode sair da campanha eleitoral com a fama de covarde, de fujão. Após o lamentável episódio da facada em Juiz de Fora (MG), ele foi orientado pela equipe médica a ficar em repouso. Mesmo assim, ele participou de várias reuniões, tirou centenas de fotos com fanáticos seguidores e até ganhou espaços privilegiados na TV Record e em outras emissoras mercenárias. Por outro lado, já há vários indícios de que o candidato do PSL está usando de forma acovardada a mesma prescrição médica para evitar se expor nos debates. Nesta semana, dois jornais questionaram a jogada pusilânime.

"Não é hora de ficar neutro"

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia:

“Eles vão fazer o que eles estão dizendo, se eleitos. E vai sobrar para todo mundo. Vai sobrar para o povo, vai sobrar para as classes médias e para as elites. Está na hora de escolher o lado. Não dá para ficar neutro entre o neofascista, a extrema direita, e a frente democrática.”

É a conclamação que faz o professor Paulo Sérgio Pinheiro, que foi secretário dos Direitos Humanos no governo de Fernando Henrique Cardoso e um dos coordenadores da Comissão Nacional da Verdade.

Evangélicos garantiram a vitória de Hitler

Por Hermes Fernandes, pastor, no blog Diário do Centro do Mundo:

Não é a primeira vez que líderes evangélicos apoiam o fascismo. Dentre os 17 mil pastores evangélicos que haviam na Alemanha, nem 1% se negaram a apoiar o regime nazista. Protestantes ouviram seus líderes insistindo que cooperassem com Hitler. A primeira maioria absoluta conseguida pelo Partido Nazista nas eleições estaduais aconteceu em 1932 em Oldemburgo, um distrito em que 75% da população eram protestantes. Nacionalismo, anti-comunismo e ressentimentos contra a comunidade internacional devido a tratados punitivos durante a Primeira Guerra Mundial também influenciaram as decisões dos protestantes e católicos.

Um furacão chamado Bolsonaro

Por Raúl Zibechi, no site Carta Maior:

A ascensão vertiginosa da ultradireita tem raízes históricas, sociais e culturais que é necessário analisar para não ficar apenas nos adjetivos. As elites dominantes abandonaram a democracia como instância de negociação de interesses opostos e parecem se encaminhar a um enfrentamento radical com os setores populares. No Brasil, isso significa uma guerra de classes, de cores de pele e de gêneros, onde as mulheres, os negros e os pobres são o objetivo a eliminar.

A 'Folha' e a serpente fascista

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A coluna da ombudsman da Folha de hoje, depois de meses de campanha eleitoral, discute se a candidatura de Jair Bolsonaro merece ser chamada de “extrema-direita” ou não.

Seria cômico, se não fosse trágico, como no velho adágio popular.

Dizem os dirigentes do jornal que só a chamariam de “extremista” se fosse uma das “facções que praticam ou pregam a violência como método político”.

Bolsonaro e o repúdio à reforma trabalhista

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Enquanto a campanha de Jair Bolsonaro tem feito o possível para mobilizar a fé religiosa como argumento fundamental para a escolha de candidato a presidente no segundo turno, é conveniente debater questões de natureza política e econômica que alimentam a vida cotidiana dos 215 milhões de brasileiros, sejam evangélicos, católicos, muçulmanos, judeus ou praticantes do candomblé.

Estamos falando de decisões que envolvem a criação de empregos e condições de trabalho, crescimento econômico e combate a pobreza, sempre essenciais num país que possui as desigualdades que todos conhecemos e agora enfrenta uma das piores crises de sua história. Um bom exemplo encontra-se na reforma trabalhista.

Haddad vai desmontar o "mito"?

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Semanas atrás, circulou na internet vídeo mostrando um batalhão de milicianos sem camisa e com calças camufladas, marchando na orla de Copacabana, aos gritos de “Mito!Mito!Mito!” como se fosse a coisa mais normal do mundo.

No começo dos anos 30 na Alemanha, de onde vieram meus pais, também não prestaram muita atenção em cenas assustadoras como essas, que não vi registradas na imprensa.

De onde, afinal, vem esse “Mito”, carregado nos ombros dos seus seguidores?

Reagan, Bolsonaro e a “missão divina”

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Um colega evangélico justificou o voto em Bolsonaro: “Ele tem uma missão”.

Quis entender melhor. “Os sinais do Apocalipse estão todos aí. Famílias desfeitas, crime, crise econômica”, argumentou.

Ele balançou quando falei sobre a reforma trabalhista, pela qual o colega foi prejudicado e Bolsonaro apoiou.

“Se sobreviveu ao atentado, é que tem uma missão. O que passou, passou”, respondeu.

A conversa me remeteu aos anos 80, quando eu era correspondente da TV Manchete em Nova York e cobri a tentativa bem sucedida de Ronald Reagan de eleger seu candidato à Casa Branca, George Bush pai.

Os debates e a estratégia de Bolsonaro

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

A recusa do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) em participar de debates é uma estratégia clara, pela qual ele silencia sobre questões delicadas de seu histórico político, desconhecido em grande parte pelo eleitor. Entre os inúmeros temas constrangedores que ele teria que explicar estão o fato de ser réu em duas ações penais no STF, acusado de incitação ao estupro; ter votado contra a PEC dos trabalhadores domésticos, contra os trabalhadores na reforma trabalhista e contra o cidadão, na PEC do teto de gastos; nunca ter aprovado pauta relevante em quase três décadas no Congresso Nacional; e o preconceito contra LGBTs, negros e por estimular a violência.

O que o povo espera dessas eleições?

Por Tita Carneiro, no jornal Brasil de Fato:

Desde 2013 vem-se criando um clima de instabilidade no país, o que podemos chamar de crise institucional. Em 2016, quando foi dado o golpe na democracia e nos nossos direitos, ficou muito evidente a existência de dois projetos em disputa na nossa sociedade.

O projeto da morte, que hoje se expressa na candidatura de Bolsonaro tendo como única munição as mentiras inventadas sobre os governos de Lula e Dilma, mentiras estas que associam estes governos à corrupção, sexualidade ou extremismo. Se mantém preso a estes temas para não ter que explicar qual seu projeto para as camadas mais pobres da população brasileira, pois seu principal objetivo é fazer com que os ricos sejam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Milícias e milicianos bolsonaristas

Por Jeferson Miola, em seu blog:             

As portas do fascismo foram abertas; por elas passaram as milícias e os milicianos bolsonaristas que ameaçam de morte a já bastante debilitada democracia brasileira.

O terrorismo bolsonarista cresceu espantosamente mal terminado o primeiro turno eleitoral. São alarmantes os relatos das vítimas de agressões, ameaças, espancamentos, ofensas e intimidações de bolsonaristas.

Em menos de 1 semana, quase 1 centena de casos de agressões foi registrado, o que é inédito na cultura política brasileira – incluindo assassinato por motivação política, espancamentos, remoção de placa indicativa de rua com o nome da Marielle e a gravação, com canivete, da suástica nazista no corpo de uma jovem!

Congresso Nacional, a renovação do atraso

Por Rodrigo Martins, na revista CartaCapital:

Ferrenho opositor da ditadura, líder das Diretas Já e presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães deixou um inegável legado de luta pela democracia, mas uma de suas máximas parece assombrar os brasileiros como uma maldição: “Se está ruim esta legislatura, espere a próxima”.

Nunca fez tanto sentido. A partir de 2019, o Brasil terá um Congresso ainda mais fisiológico, reacionário e intelectualmente indigente. Em meio à onda bolsonarista que se alastrou pelo Centro-Sul do País na reta final da campanha, o até então inexpressivo PSL tornou-se a segunda maior bancada da Câmara, com 52 deputados, atrás apenas do PT.

O "patriotismo" charlatão de Jair Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:

Charlatanismo. Eis o melhor nome para o visto temporário para o mundo do patriotismo que o candidato presidencial Jair Bolsonaro se autoconcedeu. Sem a menor cerimônia, ele adota um tom cínico na campanha ao fazer acenos eleitoreiros que confrontam descaradamente seu programa de governo. Enquanto o candidato da direita fala em preservar o "miolo da Petrobrás" e frear a privatização da Eletrobras, prometendo inclusive uma inacreditável intervenção na margem de lucro na venda de combustíveis, o "Projeto Fênix", como é chamado o seu programa de governo, diz que a política de preços para derivados de petróleo deve ser mantida e seguir o mercado internacional e que a empresa deve vender parcela substancial da sua capacidade de refino, varejo, transporte e outras atividades, além de criar um "mercado livre de gás natural".

As 5 razões pelas quais Haddad será eleito

Por Luís Fernando Vitagliano, no site Brasil Debate:

Não, senhoras e senhores, nem tudo está decidido e a virada pode ser histórica. O fato de nunca ter acontecido um revés tão grande como o que se desenhará não torna o fato improvável. A distância pequena de Bolsonaro em relação à vitória em primeiro turno não garante acúmulo preestabelecido para vencer em segundo turno. Mesmo aqueles que apostam na estratégia de Bolsonaro nas redes, que imita a vitoriosa campanha de Trump (e sua eleição nos EUA de uma figura desacreditada e rejeitada para o presidente eleito) estão enganados quando pensam que isso vai se repetir no Brasil – em primeiro lugar porque lá não tem segundo turno, em segundo lugar, porque mesmo nos EUA, Trump perdeu na votação popular (aqui teria perdido as eleições); só venceu no colégio eleitoral.

Bolsonaro, poder militar e o pacto nacional

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Têm-se uma certeza: o pacto político pós-Constituinte acabou. O bipartidarismo esfacelou-se com o fim virtual do PSDB. O PT mantém-se como o maior partido do país, mas ilhado por uma enorme corrente de antipetismo que ameaça a eleição de Fernando Haddad e, muito mais ainda, um eventual governo, em caso de vitória.

No plano racional, em um ponto qualquer do futuro, o PT ampliaria seu escopo, de representante de movimentos sociais e sindicatos, para um autêntico partido social-democrata, atraindo setores democráticos e progressistas órfãos do modelo atual – e até do PT atual. Na outra ponta, haveria um movimento em relação ao centro-direita, liderado por algum político mais capacitado que Bolsonaro.

sábado, 13 de outubro de 2018

Regina Duarte, a namoradinha dos fascistas

Por Altamiro Borges

Atriz da TV Globo desde 1969, Regina Duarte já protagonizou várias novelas e ganhou o apelido de “namoradinha do Brasil” em 1971, em plena ditadura do general Emílio Garrastazu Médici. Nesta sexta-feira (12), ela talvez tenha relembrado aquele triste e sanguinário período no seu encontro com Jair Bolsonaro, o candidato que faz apologia da tortura e do regime militar. Após a visita, o fascista publicou uma foto com a celebridade global em suas redes sociais. O apoio não causa surpresa. Faz tempo que Regina Duarte se transformou na “namoradinha” do que há de mais reacionário e atrasado no Brasil.

Mídia abafa violência dos bolsonaristas

Brasil decide entre civilização e barbárie

Quem vai criar empregos?

Por Cesar Locatelli, no site Jornalistas Livres:

Se a questão do emprego não é a mais, certamente é uma das mais importantes para todos nós, trabalhadores. É essencial sabermos os planos que os candidatos têm, como pretendem agir e como entendem o papel do governo na criação de empregos e no combate ao desemprego. Esse foi o objetivo da análise a seguir, em que buscamos todas as menções às palavras “emprego” e “desemprego” nos planos de governo de Haddad e de Bolsonaro.

Jornalistas em luta contra o fascismo

Do site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj):

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), representante máxima da categoria no Brasil, novamente se dirige aos/às jornalistas e à sociedade para defender a democracia e opor-se ao fascismo emergente. Em breve, o povo brasileiro vai voltar às urnas para eleger o novo presidente do país e não restam dúvidas de que a disputa não se dá entre dois projetos democráticos, mas entre uma candidatura que respeita a institucionalidade e o jogo democrático e outra que representa uma regressão política e até mesmo civilizatória.

O reacionarismo e o time dos Pilatos

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

Ciro Gomes declarou apoio crítico, lavou as mãos e foi para a Europa.

Marina Silva declarou neutralidade, criticou Bolsonaro e também lavou as mãos, não pregando o voto em Haddad.

Os partidos de centro-direita fizeram fila no lavabo para lavar mãos.

O último a sair foi o MDB, que ontem declarou sua neutralidade.

Fernando Henrique renegou a promessa anterior de apoiar o PT contra a extrema-direita.

Vagabundagem do mercado aplaude nazista

Por Bepe Damasco, em seu blog:                                                                                                                             
É de dar engulhos estomacais o noticiário sobre a euforia que tomou do chamado mercado diante da votação obtida pelo capitão nazista no primeiro turno das eleições presidenciais.

Como boa parte da mídia monopolista reflete os interesses do tal mercado, um grande contingente de brasileiros e brasileiras não se dá conta do que ele realmente significa. Na certa, imagina que tem a ver com a economia real, com produção, com salário, com emprego.Ledo engano.

Na realidade, o mercado se limita a um conglomerado formado por um pequeno número de bancos - que se dedicam à agiotagem oficializada -, corretoras de valores, casas de câmbio, fundos de investimentos, etc.

STF e a “maldição autoritária” em andamento

Por Rodrigo Lentz, no site da Fundação Maurício Grabois:

A declaração pública do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de que “a intervenção militar” de 1964 não foi “nem golpe, nem revolução”, mas um “movimento”, é um espirro de gasolina na fogueira política que nos encontramos desde junho de 2013.

Visto de forma isolada, do ponto de vista acadêmico, nomear de “movimento de 1964” é uma distorção imprudente sobre a participação civil no golpe de 1964. Em verdade, boa parte de empresários, ruralistas, políticos, jornalistas, juízes, advogados, religiosos e organizações sociais conspiraram para impedir a posse de João Goulart e dar o chamado “golpe branco” do parlamentarismo em 1961. Depois seguiram com os militares para desestabilizar e derrubar o governo eleito pela soberania popular. Por isso, historiadores, como o evocado por Toffoli, Daniel Araão Filho, argumentam, com razão, que existiu um “movimento civil militar” no golpe 1964, evento esse reconhecido como autoritário por ampla historiografia, nacional e internacional. E militares, com razão, reclamam que assumiram sozinhos o ônus de quebrar as regras do jogo democrático e colocar em prática uma ditadura. A Globo, por exemplo, só foi admitir “seu erro” em 2013, quase cinquenta anos depois e, mesmo assim, sem assumir suas responsabilidades, especialmente por acobertar a tortura, o desaparecimento e a execução sumária de opositores [1].

Fake news impulsionaram fascismo na eleição

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

As mentiras nas redes sociais, as chamadas fake news, foram o fator mais importante na ascensão do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro e seus aliados nas eleições de domingo. Foram as notícias falsas, espalhadas sobretudo pelo whatsapp, que impulsionaram a “onda” bolsonarista às vésperas da eleição, e não o “antipetismo” da sociedade. E a maior evidência disso são as derrotas inesperadas de Dilma Rousseff e Eduardo Suplicy na disputa para o Senado em Minas e São Paulo.

Austeridade faz aumentar a miséria no Brasil

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site da Fundação Perseu Abramo:

A austeridade fiscal provocou um crescimento da pobreza extrema (miséria). É o que mostra um estudo da Consultoria Tendências: a partir de 2015, com a mudança da política econômica, que implementou a austeridade fiscal com cortes de gastos e investimentos, contribuindo para a crise econômica, ampliou o número de famílias na miséria. São consideradas pelo estudo em situação de extrema pobreza famílias com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 85 (valores de 2017).

“Democratas brasileiros, uni-vos!”

Por Boaventura de Sousa Santos, no site Outras Palavras:

A democracia brasileira está à beira do abismo. O golpe institucional que se iniciou com o impeachment da presidente Dilma e prosseguiu com a injusta prisão do ex-presidente Lula da Silva está quase consumado. A consumação do golpe significa hoje algo muito diferente do que foi inicialmente pensado por muitas das forças políticas e sociais que o protagonizaram ou dele não discordaram. Algumas dessas forças agiram ou reagiram no convencimento genuíno de que o golpe visava regenerar a democracia brasileira por via da luta contra a corrupção; outros entendiam que era o modo de neutralizar a ascensão das classes populares a um nível de vida que mais tarde ou mais cedo ameaçaria não apenas as elites mas também as classes médias (muitas delas produto das políticas redistributivas contra as quais agora se viravam). Obviamente, nenhum destes grupos falava de golpe e ambos acreditavam que a democracia era estável. Não se deram conta de que havia três bombas-relógio construídas em tempos muito diversos mas podendo explodir simultaneamente. Se tal ocorresse, a democracia revelaria toda a sua fragilidade e possivelmente não sobreviveria.

Não há ilusão, há cumplicidade

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

De uma coisa não se pode acusar Jair Bolsonaro, de esconder a sua natureza monstruosa.

Há 30 anos ele a expõe.

Não há enganados, há cúmplices e há tolos.

Os generais sabem que ele queria explodir bombas em quartéis.

Os que pensam respeitar a dignidade humana sabem que ele faz a apologia da tortura e da morte.

Bastidores do apoio da Record a Bolsonaro

Por Leandro Demori, no site The Intercept-Brasil:

Rede Record, Rede Bandeirantes, Portal R7 e Jovem Pan estão balançando o berço de Bolsonaro. É nelas que Jair vai se fiar a partir do ano que vem – seus donos esperam, claro, que ele seja o novo presidente. Pretendo voltar às TVs e também à decisão da Folha de não chamar Bolsonaro de “extrema-direita” em um post no site na semana que vem, se conseguir levantar mais detalhes. Hoje vou falar só do R7, o portal de notícias do Edir Macedo.

A eleição de 2018 e a ascensão do fascismo

WhatsApp e a mentira como estratégia


A infiltração do Whatsapp na vida da maior parte da população e a possibilidade de se saber, por meio do comportamento de usuários de redes sociais, os sentimentos que podem influenciar suas decisões trazem inúmeras possibilidades de manipulação da escolha política de milhões de pessoas no Brasil. Para o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Miguel Wisnik, trata-se de um método mais eficiente de influenciar as pessoas do que era feito até então pela mídia tradicional.

FMI anuncia uma nova crise mundial

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Regina Duarte, a matriarca dos bolsominions

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Regina Duarte é a matriarca do antipetismo e, como tal, não decepciona.

Seu apoio a Jair Bolsonaro apenas confirma uma cavalgada que teve como um dos pontos altos o dia em que ela trepou numa árvore num protesto coxa na Paulista.

A militância da atriz nas redes sociais é uma passeio pela indigência mental nacional.

Postou a requentada fake news da “bolsa presidiário” com a chamada: “Tem certeza que o PT sabe governar?”

Bolsonaro em cinco minutos. Assustador!

A ascensão nazifascista no Brasil

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O Brasil ainda irá agradecer a Lula e a Fernando Haddad por estarem enfrentando um dos perigos mais terríveis a esta Nação. Nos últimos dez dias, houve cerca de 70 ataques bolsonaristas a “suspeitos” de serem “petistas”. Em grande parte dos casos, prevaleceram símbolos nazistas como a suástica, o símbolo com o qual Hitler devastou o mundo.

O advogado e escritor Mike Godwin criou uma teoria que leva seu nome, chamada “Lei de Godwing”. Por essa teoria, comparação com Hitler (ou com os nazistas) é introduzida no momento (o chamado “ponto Godwin”) em que o contendor já esgotou todos os argumentos razoáveis, ou seja, quem se utiliza dela é aquele que, de fato, perdeu a discussão.

O grande pacto nacional contra Bolsonaro

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Peça 1 – tem jogo

A pesquisa Datafolha, com a contagem de 58 a 42 para Bolsonaro em relação a Fernando Haddad, mostra que tem jogo.

Motivo 1 – Em outras eleições, com menos volatilidade, houve viradas. A eleição atual é atípica, com mudanças radicais de posição, criação de ondas de tsunami. Por isso mesmo, não há estratificação de votos. Nem mesmo entre aqueles que, no primeiro turno, garantiam votos consolidados.

Os petistas e os judeus na Alemanha

Por Jeferson Miola, em seu blog:       

No livro A queda da França: o colapso da Terceira República, William Shirer sustenta que a acusação falsa a Dreyfus, judeu e oficial do exército francês injustamente acusado de traição e reconhecido inocente 20 anos depois, “convencera grande parte da população de que os judeus eram responsáveis não só pela chocante corrupção nos altos círculos políticos e financeiros, como também por traírem segredos militares em favor dos odiados alemães, solapando com isso a segurança da nação …”.

Bolsonaro não trará a paz, e sim a guerra

Por Javier Tolcachier, no site Carta Maior:

São dois os principais argumentos pelos quais muitas pessoas votaram na extrema direita no Brasil: o combate ao crime e à corrupção. A legítima indignação de muitos eleitores é simples: as pessoas querem viver em paz e com segurança, não querem mais enganações e abusos, desejam prosperidade para eles e suas famílias. Pois bem: Bolsonaro, os que movem os fios que o controlam e que o apoiam, representam exatamente o contrário.

Bolsonaro foge para esconder seu programa

Editorial do site Vermelho:

Um candidato sem coragem para defender suas ideias e suas propostas. Este é Jair Bolsonaro, que desde o início da campanha eleitoral tem evitado debater com outros candidatos suas plataformas programáticas e política, para conhecimento do eleitorado. Prefere a comodidade do monólogo nas redes sociais e a complacência das entrevistas na mídia. Assim ele fala o que quer, enrola meio mundo e vai levando a candidatura sem que o povo tenha pleno conhecimento do que de fato ela representa. Não sem motivo seus pronunciamentos são pautados pela incoerência, marcados pela negação hoje do que dissera ontem.

Sete dias em grupos pró-Bolsonaro no WhastApp

Por Carol Scorce, na revista CartaCapital:

A campanha de Jair Bolsonaro (PSL), favorito na corrido ao Palácio do Planalto, expressa nos grupos de WhatsApp sua maior potência.

Mesmo com as dificuldades impostas a sua campanha - até aqui Bolsonaro teve pouco tempo de televisão e deixou de fazer corpo-a-corpo na rua depois de ser agredido em Juiz de Fora - o candidato conseguiu consolidar o seu eleitorado com conteúdos fragmentados, capazes de nublar sua faceta homofóbica, machista, racista ao alimentar o antipetismo com argumentos que convém para a identidade de cada eleitor.

Um programa de campanha para Haddad

Por Samuel Pinheiro Guimarães

Temos 15 dias para conquistar os votos dos 70 milhões de eleitores que votaram em outros candidatos, se abstiveram, votaram em branco ou anularam o voto.

Para conquistar tais votos é necessário um programa simples e objetivo que atenda às aspirações e preocupações da enorme maioria do povo.

Os temas que interessam à enorme maioria do povo brasileiro, e que cada individuo entende perfeitamente, são:

As crônicas do antipetismo

Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil:

A pesquisa Datafolha de ontem trouxe Jair Bolsonaro com 16 pontos de vantagem sobre o petista: 58% dos votos válidos a 42%.

Para virar o jogo, Haddad teria que crescer quase um ponto por dia, conquistando diariamente cerca de um milhão de eleitores. Tamanho desafio exigirá do PT, para além de alianças, um esforço monumental para desconstruir Bolsonaro e desmentir as crônicas do antipetismo, discurso que articula os demais pretextos para votar no candidato da extrema direita. E isso devia começar hoje, no horário eleitoral, em que cada um terá cinco minutos diários duas vezes por dia.

A esperança vai vencer o ódio

Do site do Fórum-21:

A batalha do segundo turno já começou. Eles fizeram o impossível para evitá-la. Cercearam a campanha dos opositores, violando pela penúltima vez, a Constituição do Brasil, em sua promessa de garantia dos direitos fundamentais e da liberdade de imprensa. Mobilizaram uma máquina de calúnias e difamação de tamanho e sofisticação inéditas para disseminar junto aos mais crédulos e inseguros a imundice produzida pelo cérebro de seus aprendizes de feiticeiro. E tiveram algum resultado, canalizando votos de muitos dos que estão desesperados em busca de um rumo.

Os que fogem e os que lutam

Por Marcelo Zero

No famoso filme Scent of a Woman (Perfume de Mulher), há um magnífico discurso, feito pelo ator Al Pacino.

Seu personagem, um coronel aposentado, tece uma defesa apaixonada de um aluno, seu protegido, que se recusa a dedurar seus colegas, mesmo sabendo que deverá ser expulso, caso não se renda às pressões de um diretor ressentido, como outros fizeram.

Lá pelas tantas, ele diz: Well, gentlemen, when the shit hits the fan, some guys stay and some guys run (algo como “bem, senhores, quando a coisa pega, alguns ficam e lutam e outros correm” ou, mais literalmente, quando a “bos@ bate no ventilador, alguns ficam e resistem, mas outros fogem”).

Frente ampla e o exemplo Hillary Clinton

Por Gilberto Maringoni

Fernando Haddad e dirigentes de sua campanha estão buscando formar uma frente ampla contra o fascismo. É algo que já deveria ter sido feito desde o primeiro turno.

Tudo indica que o PT subestimou a ameaça fascista, vendo Bolsonaro como mais um adversário eleitoral e não como síntese de um sólido e profundo processo político que altera as relações entre as classes sociais e que foi potencializado pela hecatombe econômica, iniciada em 2015.

É preciso ter cuidado, para que uma boa ideia não se converta em seu contrário.