domingo, 15 de maio de 2022

Até a Jovem Pan vai abandonar Bolsonaro?

Charge: Galvão Bertazzi
Por Altamiro Borges


Será que até a Jovem Pan – também apelidada de Jovem Klan por suas posições ultradireitistas – vai abandonar o fascista Jair Bolsonaro? Na semana passada, o grupo midiático – que possui emissoras de rádio e TV e internet – divulgou um editorial intitulado "Compromisso com a democracia" com críticas incisivas às “falácias” e ameaças do presidente da República.

A corporação, que emprega raivosos bolsonaristas – como Augusto Nunes, Guilherme Fiúza e Rodrigo Constantino, entre outros capangas –, não menciona o nome do “capetão”, mas rechaça o seu golpismo. "Não há espaço para cortinas de fumaça que tiram o foco de debate sobre os temas de real interesse. Não há espaço para descredibilizar o processo eleitoral com falácias", afirma.

Adolfo Sachsida: superando o insuperável

Charge: Mário
Por Eric Nepomuceno, no site Brasil-247:

Uma das caraterísticas mais notáveis de Jair Messias é sua capacidade esplendorosa de escolher o que há de mais abjeto para compor o governo do pior presidente da história da República.

Pois agora ele conseguiu o que parecia impossível: nomeou, para o ministério de Minas e Energia, uma aberração ainda mais aberrante que Abraham Weintraub, aquele que foi ministro da Educação – sim, Educação! – e comete erros de concordância quando fala e de ortografia quando escreve.

Trata-se de um fulano chamado Adolfo Sachsida, até agora um ilustre desconhecido (a não ser pelos seguidores de suas “aulas” nas redes sociais, que aliás não foram muitos) que fazia parte, claro, da equipe de outra aberração chamada Paulo Guedes.

Inimigos do verde e da vida

Ilustração: Carvall
Por Cida Pedrosa, no jornal Brasil de Fato:
 
Dizer que o governo Bolsonaro é um desastre é chover no molhado. A maioria dos brasileiros e brasileiras concordam com essa assertiva sem pestanejar. No entanto, em alguns setores o problema não parece se resumir a uma simples incapacidade de gestão, mas a uma negligência quase criminosa.

Assim tem sido com o meio ambiente. Dias atrás, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que a Amazônia sofreu um desmatamento recorde em abril. A floresta perdeu mais de mil quilômetros quadrados em apenas um mês, um aumento de 54% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os números significam que uma área verde do tamanho da cidade do Rio de Janeiro simplesmente desapareceu do mapa. E o que é mais preocupante: até julho deste ano, a Amazônia pode perder 15 mil quilômetros quadrados de floresta num espaço de um ano (contando a partir de agosto de 2021), segundo projeção do Sistema de Alerta de Desmatamento, se nada for feito para conter a devastação.

O sindicalismo e o caminho de mudanças

Charge: Laerte
Por João Guilherme Vargas Netto

Os dirigentes e ativistas sindicais deveriam ler, com atenção, O Globo de segunda-feira, dia 9.

A manchete gritava que o salário mínimo perdeu valor pela primeira vez em 28 anos.

E a matéria de página inteira, de Cássia Almeida e Taís Codeco, dava conta de que “Bolsonaro será o primeiro presidente desde o Real a deixar o salário mínimo valendo menos”.

O presidente da República com seu negacionismo em relação às conquistas dos trabalhadores conseguiu anular a política de valorização do salário mínimo que havia sido a maior vitória sindical no século XXI. E fez mais, fez que o salário mínimo perdesse valor devido à inflação – o que nos remete ao artigo de Miguel de Almeida, também na edição de segunda-feira.

Discutindo, com os pés no chão, o golpe

Charge: Miguel Paiva
Por Bepe Damasco, em seu blog:


1) Bolsonaro sabe que são enormes as chances de perder a eleição. Por isso, elegeu o sistema eleitoral como inimigo número 1. Como o fascismo vive da mentira e da criação de realidades paralelas, ele ataca a urna eletrônica brasileira, cuja confiabilidade já foi testada e aprovada em diversas eleições e é elogiada no mundo inteiro. A cúpula das forças armadas se associou a Bolsonaro nessa empreitada antidemocrática.

Mas o TSE e o STF têm subindo o tom na defesa da lisura das eleições, rechaçando a intervenção descabida e ilegal dos militares no processo. Aliás, foi por obra e graça do ministro Barroso que a justiça eleitoral resolveu dormir com o inimigo ao convidar os militares para uma comissão com a finalidade inacreditavelmente ingênua de aumentar a transparência do processo.

TSE: Bolsonaro escolheu o adversário errado

Charge: Kayser
Por Fernando Brito, em seu blog:

As falas do atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin, e de Alexandre de Moraes, que ocupará o cargo a partir de setembro – e portanto, durante as eleições –, são de uma dureza inédita na história de Justiça Eleitoral.

O pior, porém, é que é absolutamente necessário que sejam neste tom, porque não se dirigem a um candidato ao pleito de outubro, mas a alguém que tem o propósito manifesto de violá-lo e, para isso, abandona qualquer pudor no uso da posição de presidente da República e, ainda mais grave, de comandante das Forças Armadas nacionais para isso.

A luta contra vetos de Bolsonaro na cultura

A ONG dos EUA que fabrica golpes no mundo

Inflação segue fora de controle no Brasil

Religião, milícias e as eleições de 2022

sábado, 14 de maio de 2022

Time, o imperialismo e a eleição de Lula

Ciro Gomes e as eleições de 2022

Privatizar a Petrobras é factoide bolsonarista

Como os EUA mentem para provocar guerras

Emissão monetária, afinal, causa inflação?

Como reverter a captura da Petrobras

Eleição é assunto para as forças desarmadas

Os caminhos da chapa Lula com Chuchu

O país quer resolver as eleições logo

Um monstro se levantando contra democracia

Quem foi Roberto Marinho

Marxismo e o materialismo cultural

Integração, desenvolvimento e soberania

Bolsonaro e os militares ensaiam o golpe

Papel do jornalismo na era da desinformação

Rubens Valente e a liberdade de expressão

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Pesquisa Quaest: duas eleições

Charge: Nando Motta
Por Rodrigo Vianna, no site Brasil-247:

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11/05) mostra forte estabilidade na corrida presidencial, especialmente nos índices obtidos pelo ex-presidente Lula.

O petista tem 46% dos votos, contra 31% de Bolsonaro e 13% dos outros (Ciro/Doria etc).

São índices praticamente idênticos aos de abril, e que deixam em aberto a possibilidade de uma vitória de Lula no primeiro turno.

Mas, quando olhamos para os detalhes, trata-se de uma estabilidade com ventos levemente favoráveis ao capetão.

Em novembro de 2021, Bolsonaro tinha 21%. Subiu 10 pontos em seis meses, o que se explica principalmente pela retirada da candidatura Moro.

Convém botarmos as barbas de molho

Charge: Zepa
Por Roberto Amaral, em seu blog:


Às vésperas de um pleito que é, sem dúvida, o mais importante de quantos tivemos desde o fim da ditadura instaurada em 1º de abril de 1964 (regime de terror que nos atanazaria por 21 longos e doloridos anos), o país volta a ser inquietado pelo temor de um golpe de Estado. Essa ameaça, aliás, não é nova, pois é a marca do atual governo, desde seus primeiros dias perseguindo a construção de um regime autoritário. Por mais de uma vez, como no 7 de setembro do ano passado, o capitão esteve próximo de romper com a ordem institucional. Sempre com apoio de seus seguidores, permanentemente mobilizados, como nos regimes fascistas nos quais busca inspiração. No quadro presente, frustradas as maquinações anteriores, o ponto nevrálgico é o processo eleitoral. A extrema-direita teme perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva, que, líder nas pesquisas de intenção de voto em 2018, foi impedido de participar do processo eleitoral pela aliança do judiciário e do oligopólio da comunicação com o bolsonarismo emergente. Desta feita, candidato e eventualmente eleito, o “peixe barbudo”, na linguagem de Leonel Brizola, pode ter sua posse contestada mediante o questionamento da lisura das eleições.

MASP desrespeita a história do MST

Mulheres em luta: Ocupação MST, Barra Bonita/SP, 2012
Foto: João Zinclar
Do site do MST:


Viemos, através desta declaração, manifestar nossa indignação com a atitude da direção do MASP que levou a impossibilidade de realização do Núcleo “Retomadas”, como parte da mostra Histórias Brasileiras.

Como informa e-mail recebido das curadoras no dia 03/05/2022, sob alegações de cunho burocrático e legalista que não se sustentam na efetiva realização do projeto, o MASP inviabilizou a inserção de imagens do Acervo do MST, do Acervo João Zinclar e de outros acervos que documentam a trajetória do MST e da luta pela Reforma Agrária no Brasil.

Somos testemunhas da forma ética e profissional com que as curadoras e os acervos parceiros se empenharam na produção do projeto, em todas etapas e em acordo com as demandas da instituição.

Desmatamento na Amazônia bate novo recorde

Lula arrasta multidões e gadaiada pira!

Capitalismo e o controle da informação

Covardia de Bolsonaro na demissão de ministro

Sete serras ameaçadas pela mineração em MG

O trabalho, segundo Marx e Engels

Eleições na Colômbia e os impactos no Brasil

Bolsonaro trabalha pouco e mente muito

quarta-feira, 11 de maio de 2022

O deslocamento de eleitores de Ciro para Lula

Desafios para democratização da comunicação

O recado de Lula para Bolsonaro

A face política da maternidade

O desmonte neoliberal: impactos na educação

A estratégia para deslegitimar a eleição

A democracia deve ser sustentada

Xadrez do golpe nas eleições de 2022

Desmatamento na Amazônia bate novo recorde

Garimpo no meio da floresta amazônica no Alto Tapajós, Pará
Foto: Gustavo Basso/National Geographic
Por Altamiro Borges

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados na semana passada apontam que os alertas de desmatamento na Amazônia Legal em abril atingiram 1.012,5 km² de floresta. É a primeira vez que o quadrimestre apresenta um desmate superior a 1.000 quilômetros quadrados. O cenário é gravíssimo, aterrorizador!

O dado representa um salto alarmante de 74% em relação aos alertas de desmatamento registrados em abril do ano passado, que foi de 580,5 km². Para o destruidor Jair Bolsonaro, porém, está tudo bem. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (9) – inclusive com legenda em inglês –, ele jurou que o meio ambiente é "extremamente preservado". A postagem deverá ser outro motivo de galhofa no mundo!

terça-feira, 10 de maio de 2022

Bolsonaro trabalha pouco e mente muito

Charge: Pxeira
Por Altamiro Borges


Pesquisa coordenada pelo cientista político Dalson Figueiredo, da Universidade Federal de Pernambuco, concluiu que o presidente Jair Bolsonaro é realmente um vagabundo – como afirmou uma corajosa ex-apoiadora em pleno chiqueiro diante do Palácio da Alvorada. Segundo o levantamento, o tempo diário de trabalho do neofascista neste ano caiu para 3,6 horas diárias.

De acordo com reportagem do site UOL, a pesquisa demonstra que “quando assumiu o Planalto, em 2019, Bolsonaro trabalhava em média 5,6 horas todos os dias. Em 2020, ano em que a pandemia da Covid-19 chegou ao Brasil, as horas úteis do presidente tiveram queda de 16%, passando a ser 4,7 por dia. No ano passado, a média tornou a cair e ficou em 4,3 horas trabalhadas”. Já nos primeiros quatro meses deste ano, ela despencou para 3,6 horas diárias.

Caoa fecha fábrica de veículos em Jacareí

Foto: Divulgação na Internet
Por Altamiro Borges


A política econômica imposta pelo abutre financeiro Paulo “Offshore” Guedes, o “Posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro, está destruindo a nação brasileira, gerando desinvestimento, falências e desemprego. Na semana passada, mais uma multinacional anunciou o fim das suas atividades no Brasil. A empresa chinesa Caoa Chery encerrará a produção de veículos na sua fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo. A decisão, que pegou de surpresa a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, deve resultar na demissão de 485 trabalhadores.

Chapa Lula-Alckmin repercute no mundo

Bolsonaro e Petrobras: mais dúvidas

Charge: Cacinho
Por Paulo Kliass, no site Vermelho:


Bolsonaro tem uma impressionante capacidade de sempre surpreender a quem quer que busque acompanhar a cena política e econômica de nosso País. Para alguns analistas, ele faz apenas um jogo de cena para manter unidos e raivosos seus seguidores mais fanáticos da extrema direita. Esse seria o sentido de manter sempre na pauta política suas tiradas a respeito de temas polêmicos e retrógrados, com os quais não consegue ampliar politicamente sua base e que podem prejudicá-lo em épocas pré-eleitorais, como essa dos meses que vivemos atualmente.

Golpe militar em câmera lenta

Charge: Mau
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Em fevereiro de 1962 o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos [1935-2019] escreveu o ensaio Quem dará o golpe no Brasil?.

Wanderley partia do pressuposto de que o fracasso da tentativa de golpe militar para impedir a posse de João Goulart, em 25 de agosto de 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, não encerrava o movimento golpista, e tampouco desencorajaria o ímpeto golpista.

O texto de Wanderley mostrou-se premonitório: dois anos depois, em 31 de março de 1964, Jango foi derrubado e se iniciou a ditadura sanguinária que durou 21 anos, até 1985.

Nas circunstâncias do Brasil de 2022, a pergunta já não é sobre “quem dará o golpe?”, mas “como será o golpe?”. Como disse Eduardo Bolsonaro [27/5/2020], “o problema não é mais se, mas quando haverá uma ruptura”.

Os militares e o distúrbio de personalidade

Charge do jornal El País
Por Manuel Domingos Neto

O mal vem de quando o Príncipe herdeiro contratou mercenários estrangeiros para defender a coroa para si.

O nobre disse que seu propósito era patriótico e compôs (reza a lenda) hino bonito pedindo ao povo que vertesse sangue por ele: “ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil”.

Sendo o regime escravocrata, as fileiras nasceram no dilema: defender o patrimônio territorial da Coroa ou preservar a ordem social tenebrosa que a sustentava. Toparam a dupla missão e, com o tempo, assumiram outras.

O significado da 9ª Cúpula das Américas

A estratégia de Lula ruma ao centro

Uma CLT digital para combater a precarização

A luta contra o fascismo ontem e hoje

Meios jurídicos para o resgate do petróleo

Micheque Bolsonaro comete crimes eleitorais

Charge:  Dassilva
Por Altamiro Borges


Apesar dos ataques crescentes do “capetão” e dos seus generais golpistas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue muito benevolente com os crimes praticados pelos ocupantes do poder. Neste domingo (9), na comemoração do Dia das Mães, a primeira-dama Michele Bolsonaro – a badalada “Micheque” – usou ilegalmente a rede nacional de rádio e televisão.

Oportunisticamente, ela pegou carona em um pronunciamento oficial da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cristiane Rodrigues Brito. Na maior caradura, ela elogiou as políticas públicas para as mulheres do seu comparsa – baita demagogia para um governo culpado pelo genocídio na pandemia da Covid-19 que enlutou milhares de mães, filhas e netas.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Chapa Lula-Alckmin repercute no mundo

Foto: Reprodução do Facebook

Por Altamiro Borges


O ato de pré-lançamento da chapa Lula-Alckmin neste final de semana teve forte repercussão na imprensa internacional. O jornal britânico de negócios Financial Times publicou nesta segunda-feira (9): "Lula mira no centro do Brasil em disputa pelo poder”. A reportagem destaca que “ex-presidente de esquerda promete defender soberania nacional ao enfrentar Bolsonaro”.

Outro veículo britânico, The Guardian, deu ampla cobertura ao evento. "Esquerdista diz em comício que o público deve se unir contra a 'incompetência e o autoritarismo' do governante de extrema direita". Há também um artigo que enfatiza a declaração do ex-governador paulista Geraldo Alckmin: “Ele [Lula] é o único caminho”.

Pesquisas atiçam golpismo de Bolsonaro

A preparação do golpe está a pleno vapor

Charge: Brum
Por Luis Felipe Miguel, no Jornal GGN:


Não sei se o golpe já é o plano A de Bolsonaro – isto é, se ele já se desencantou da ideia de ganhar novamente as eleições.

Talvez não, não apenas porque a autoilusão é sempre forte em políticos em campanha (taí o Ciro que não me deixa mentir), mas também porque o arsenal de recursos subterrâneos de que Bolsonaro dispõe é grande.

Mas, seja plano A ou B, o fato é que a preparação do golpe está a pleno vapor.

O endosso, agora explícito e sem ressalvas, da cúpula do Exército à deslegitimação das eleições é o sinal mais preocupante.

Sempre me alinhei àqueles que pensavam que as Forças Armadas, por mais autoritárias e corruptas que sejam, dificilmente embarcariam num golpe de velho tipo. Por três motivos principais:

Os carrascos da democracia

Charge: Jota Camelo
Por Cristina Serra, em seu blog:


O governo Bolsonaro emprega em relação às eleições a mesma estratégia que usou desde o começo da pandemia. O negacionismo científico assume agora sua versão de negacionismo eleitoral. A cloroquina da campanha é o ataque incessante à urna eletrônica.

No auge da pandemia, Bolsonaro teve no general Eduardo Pazuello o executor do trabalho sujo que aumentou exponencialmente a mortandade dos brasileiros. Na fase atual da desconstrução nacional, o posto de capataz do assalto à democracia foi ocupado com desembaraço pelo ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

A aparição ilegal de Michelle Bolsonaro na TV

De quem é a culpa pela alta da inflação?

A tragédia indígena no Brasil

Lançamento da pré-candidatura Lula-Alckmin

Quartelada de Bolsonaro e Lula na Time

Microempreendedores e MEIs pedem socorro

domingo, 8 de maio de 2022

Pesquisas atiçam golpismo de Bolsonaro

Charge: Céllus
Por Altamiro Borges

A pesquisa Ipespe divulgada na sexta-feira (6) mostra consistente estabilidade na corrida presidencial – o que já havia sido apontada por outros institutos em sondagens recentes. Jair Bolsonaro está empacado, com elevado índice de rejeição, e Lula segue isolado na frente e pode até vencer no 1º turno. Isto talvez explique o repique agressivo do miliciano no poder, que volta a questionar a urna eletrônica, a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a ameaçar com golpe!

O lawfare na América Latina

UDR consolida o termo "ruralista" - e o ódio

Teria a Petrobras virado estrangeira?

Desordem capitalista e projeto neofascista


Ao desassombro histórico desse enfrentamento filia-se o novo site do Fórum 21 – Portal das Esquerdas, que a partir deste Primeiro de Maio de 2022 abre suas velas no mar revolto da política nacional.

Nossa filiação recheia de credibilidade nossos propósitos.

Inscrevemo-nos entre as forças políticas e sociais que visam a organização de uma Frente de Esquerda no Brasil, cultivam o socialismo no horizonte e coabitam o vertedouro de lutas e conquistas do Fórum Social Mundial, dos Fóruns Sociais Temáticos, dos Fóruns Sociais das Resistências, do recém realizado primeiro FSM Justiça e Democracia – e do combate ao golpe de 2016 e suas consequências.

Historicamente a palavra "desordem" tem sido apropriada pelos senhores da terra para inocular na sociedade a inversão causal que inocenta a opressão e atribui à revolta os males do mundo.

Guerra na Ucrânia: A Paz está órfã

Charge: Liu Rui/GT
Por Marcelo Zero

A guerra da Ucrânia não começou neste ano.

Começou em 2014, logo após o golpe de 2013, o qual inaugurou um regime pró-Ocidente e antirrusso, bastante influenciado por grupos neonazistas, que se consideram herdeiros de Stepan Bandera, líder político ucraniano aliado dos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

A população russófona da Ucrânia, espalhada por todo o território, porém mais concentrada na península da Crimeia e na região do Donbass, reagiu.

Na Crimeia, foi realizado, com a ajuda de Moscou, um plebiscito para se separar da Ucrânia e se integrar, de novo, à Federação Russa.

No Donbass, surgiu um movimento separatista com o mesmo objetivo.

Esse conflito armado no Donbass, que inclui bombardeios ucranianos contra cidades e vilarejos russófonos, se arrastra desde 2014 e, até o início deste ano, já havia causado a morte de cerca de 14 mil pessoas.

'Escândalo' da Veja tem cara de armadilha

Por Fernando Brito, em seu blog:

Não ponho um tostão furado na história que é capa da Veja, sobre a suposta chantagem do ex-caseiro da ex-mulher de Jair Bolsonaro.

Sim, ele pode ter fotos, papéis e histórias sobre a vida de Ana Cristina Valle, mas a história envolve chantagem e ameaças e isso é o bastante para causar repugnância.

Marcelo Nogueira dos Santos, o funcionário que, contratado na Assembleia Legislativa por Flávio Bolsonaro e que foi ser trabalhador doméstico para a ex do atual presidente, com as ameaças de morte, já virou, a esta altura, um procurado.

Mídia empresarial e a subserviência aos EUA

Charge: Sergei Anashkin
Por Ayrton Centeno, no jornal Brasil de Fato:

Uma antiga e amarga tirada diz que o universo pode ser finito mas a estupidez humana não. Talvez também se possa comparar o universo – igualmente de modo desfavorável para o cosmos – com o tamanho da disposição dos miquinhos amestrados da mídia empresarial de bailar ao som da melodia emanada de Washington. Qualquer dissonância merece o patíbulo. Lula é a vítima mais recente.

Seu crime foi proclamar o óbvio sobre a invasão da Ucrânia. Condenou Putin mas apontou a responsabilidade do Zelensky, marionete de Joe Biden, Anthony Blinken e da Otan, que o enfiaram numa tacanha e demencial guerra por procuração. Aquela em que os Estados Unidos lutarão “até o último ucraniano”...

Time revela tragédia da imprensa brasileira

Charge: Cau Gomez
Por Paulo Moreira Leite, no site Brasil-247:


Envolvida até a medula na operação que tentou excluir Lula da vida pública, a grande mídia brasileira até hoje se mostra incapaz de reconhecer seu renascimento político.

Modelo formal de boa parte das revistas semanais surgidas nos anos dourados da mídia impressa do século XX, em abril de 2022 a Time retrata o retorno de Lula ao centro da cena política brasileira com o distanciamento possível que marca o jornalismo profissional de um dos grandes grupos de comunicação do planeta.

Abriu espaço para uma entrevista detalhada e foi atrás de informações relevantes, numa reportagem que mantém o tom adequado do ponto de vista informativo e politico, cumprindo uma função importante - deixa claro que, nas atuais condições de temperatura e pressão da política brasileira, Lula é parte do jogo democrático.

Bolsonaro pode ser empurrado para fogueira

Charge: Geuvar
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Muita coisa não fecha no roteiro do golpe tramado por Bolsonaro e que estaria agora em ritmo mais acelerado com a amplificação das ameaças ao Supremo e ao TSE.

Há incoerências, mesmo que um golpe seja um bicho disforme muitas vezes sem pé nem cabeça. O plano parece frágil, até porque teria muito coturno e pouco sapato em cromo alemão.

Bolsonaro não conseguiu criar para a família um partido que qualquer um cria ou aluga. É rejeitado por mais de 60% dos eleitores que não votariam nele de jeito nenhum.

Não tem o respeito das elites civis que o tratam como uma gambiarra precária anti-Lula. Fraturou uma vez os comandos das três armas e pôs a correr seus chefes e o ministro da Defesa.

sábado, 7 de maio de 2022

Robôs bolsonaristas avançam na internet

Tradição militar de conspirar contra o Brasil

Lula na capa da Time e CIA de olho no Brasil

O aumento da inflação e do desemprego

Nova iniciativa de oposição a Bolsonaro

Declarações de Lula e pesquisas eleitorais

Como foi o evento de pré-candidatura de Lula

A cobertura da mídia sobre Lula na Time

Violência da direita na eleição da Colômbia

Guerra cultural e as eleições de outubro

Diretor da CIA alertou Bolsonaro

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Bolsonaro é tratado como pária pelo G7

STF se tornou uma presa fácil dos generais

Charge: Brum/Tribuna do Norte
Por Jeferson Miola, em seu blog:

No envolvimento com as cúpulas partidarizadas que converteram as Forças Armadas em milícias fardadas, os ministros do STF caíram numa tremenda cilada. Legitimaram, equivocadamente, os militares como atores aceitáveis da disputa política.

Neste processo contraditório e de hiper-ativismo político do judiciário, os ministros do STF revelaram uma tendência suicida, para não dizer camicase; autodestrutiva.

Percorreram, de modo exímio, a trajetória descrita na Marcha da Insensatez, como a escritora norte-americana Barbara Tuchman define a tendência de vários governos, políticos, lideranças e autoridades produzirem políticas erráticas e contraproducentes e que, em última instância, acabam sendo contrárias aos seus próprios interesses.

Esperança de dias melhores

Por João Guilherme Vargas Netto


Se não me engano foi o poeta Capinan que criou a expressão “relativo naufrágio” usada por mim para o balanço sintético das manifestações sindicais do 1º de Maio. Tudo porque, a começar pelo maior dos atos, o da Praça Charles Miller, em São Paulo, predominou a intenção político-partidária e a pauta aprovada na Conclat foi menosprezada.

Vigorou a imagem bipolar de duas séries de manifestações, com as nossas e as dos aliados do presidente Bolsonaro disputando imagens e públicos escassos – em ambas, as preocupações imediatas do povo foram esquecidas.

E se as instituições estivessem funcionando?

Charge: Genin
Por Bepe Damasco, em seu blog:


1) Se as instituições estivessem funcionando, os chefes dos poderes da República reagiriam à altura às investidas contra a ordem democrática, em vez de aparecerem com frequência em público proferindo frases vazias e protocolares de efeito. Faço a ressalva de que é perda de tempo cobrar alguma estatura da trinca Fux, Lira e Pacheco.

2) Se as instituições estivessem funcionando, os políticos corruptos do Centrão não as utilizariam como biombo para, através de uma aberração como o orçamento secreto, irrigar com dinheiro público seus redutos eleitorais sem precisar prestar contas a nenhum órgão de fiscalização e controle.

3) Se as instituições estivessem funcionando, o presidente da República não colecionaria, impunemente, crimes de responsabilidade, como acontece hoje no Brasil.

Na antessala do golpe contra a eleição

Charge: Aroeira
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Muitos disseram, mais de uma vez: que Bolsonaro vai tentar melar a eleição para evitar a derrota, está claro.

O que não sabemos é se fará isso antes ou depois do pleito.

Mais recentemente eu disse algumas vezes: acredito que será antes, e não depois de ser derrotado. Trump deu-se mal porque tentou seu golpe depois de declarada a vitória de Biden. Nem seu vice o apoiou, militares, nem pensar.

O que vimos nas últimas horas foi o ensaio mais claro da articulação entre Bolsonaro e os militares para conturbar a eleição ao ponto de impedir a vitória e a posse de Lula.

Uma novidade é que o general Paulo Sérgio, depois que se tornou ministro da Defesa, aliou-se a Bolsonaro nessa empreitada. Ele não era o preferido para comandar o Exército, quando Bolsonaro derrubou toda a cúpula das Forças Armadas.

Um campo de tortura na Base Aérea de Natal

Charge: Joaquim Monteiro
Por Roberto Amaral, em seu blog:


O inventário dos crimes contra a vida e a dignidade humanas cometidos por oficiais das forças armadas brasileiras no curso das duas últimas ditaduras, o Estado Novo (1937-1945), e o mandarinato de 1964-1985, pode sugerir que as prisões arbitrárias, as torturas e os assassinatos são crimes militares restritos aos anos de terror. A ignomínia, porém, muito cedo sentou praça em nossas fileiras. As insurreições, levantes e insurgências populares que palmilham nossa história, da Colônia à República, foram reprimidas com extrema violência. 

Advertência dos EUA não foi em julho

Charge: Miguel Falcão/Jornal do Commercio
Por Fernando Brito, em seu blog:

Ninguém, é claro, vai confirmar em “on” a suposta advertência que o diretor-geral da Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Williams Burns, teria feito ao governo brasileiro, em julho do ano passado, contra interferências no processo eleitoral de nosso país, recomendando o respeito às urnas.

Não é improvável que tenha acontecido, em palavras brandas, ainda mais que havia apenas seis meses que, com o apoio de Bolsonaro, os próprios norte-americanos tenham tido uma eleição questionada (e desafiada, no Capitólio, pela mesmas razões e com os mesmos métodos que aqui se fazia – e ainda se faz – da mobilização de fanáticos).

Jornalismo e direito à informação sob ataque

Liberdade de expressão protege fake news?

Alta de juros: remédio contra a inflação?

Globonews faz terrorismo contra Lula

Quem é Silvio Santos

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Robôs bolsonaristas crescem na internet

Por Altamiro Borges


A eleição deste ano será uma guerra suja e violenta e a internet será um dos seus principais campos de batalha. As milícias digitais fascistas já estão em plena atividade. O site Congresso em Foco informa que "sete em cada dez novos seguidores bolsonaristas são robôs". O levantamento foi feito pela plataforma Bot Sentinel, que analisou as contas de barulhentos aliados do “capetão”.

Desde o final de abril, alerta o site, “os perfis de aliados e familiares de Jair Bolsonaro (PL) têm visto suas contas no Twitter inchar, subitamente, com dezenas de milhares de novos seguidores". O balanço, com base em cinco redes de comparsas do presidente, concluiu que 67,4% do total são de contas consideradas não autênticas, ou robôs.

Bolsonaro é tratado como pária pelo G7

Caricatura de Ernesto Priego
Por Altamiro Borges

Jair Bolsonaro se transformou em um pária internacional, motivo de galhofa e desprezo no mundo inteiro. Nesta semana, o governo alemão anunciou os quatro países em desenvolvimento convidados para a próxima reunião do G7 – grupo das sete nações mais ricas do planeta –, que ocorrerá em junho. Pela quarta vez consecutiva, o Brasil ficou de fora da lista!

Como ironizou o jornal português Público, o "Brasil só foi convidado enquanto teve Lula da Silva na liderança, mas o atual presidente acabou por afastar o país dos palcos internacionais”. O “capetão” é visto como um sujeito tosco e um fascista contagioso! Da política externa ativa e altiva dos governos Lula e Dilma, o Brasil hoje exibe a imagem de nação vira-lata!

Revista Time relança Lula como líder global

Regra fiscal, estabilização e desenvolvimento

Os comunistas na história do jornalismo

Ninguém vence uma guerra nuclear

A pandemia vista das periferias

Lula é corajoso ao criticar Zelensky na Time

Como acabar com a ditadura da mídia

Bolsonaristas hostilizam até equipe da Record

Michelle Bolsonaro zomba de Deus

Em defesa do agro!

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Capa da Time com Lula é emblemática

Lula tem que ampliar seu discurso

Foto: Ricardo Stuckert
Por Ricardo Flaitt


Lula precisa mudar sua estratégia de comunicação. Falar em eventos organizados por correligionários, para aqueles que nunca deixaram de ser lulistas, é como se estivesse falando com o espelho. Esse moimento não amplia o campo de sua atuação e, em realidade, acaba que por acirrar um efeito nocivo nos tempos atuais, que é a polarização, onde o resultado já foi visto nas últimas eleições.

Fato é que, neste momento, alguns eventos estão dentro do contexto da formação das alianças; no entanto, Lula precisa ampliar o discurso para os diversos segmentos da sociedade, tratar de temas palpáveis, do dia a dia da imensa maioria dos brasileiros e recolocar-se como um moderador social, capaz de apaziguar o país dividido e governar para todos os brasileiros.

As diferenças do 1º de Maio

Tirinhas do Armandinho/Alexandre Beck
Por Vanessa Grazziotin, no jornal Brasil de Fato:

Duas datas importantes nessa semana serviram para refletir sobre as mazelas a que o Brasil e os brasileiros estão submetidos nesses últimos anos: o 1º de Maio e o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3/5).

No Dia Internacional dos Trabalhadores, enquanto o movimento sindical fazia manifestações contra os retrocessos na legislação trabalhista, por empregos e democracia, o presidente participava de outras pedindo a volta da ditadura, afrontando o STF e criando confusão para desacreditar o processo eleitoral. Isso, porque ele sabe que vai perder e tenta preparar o terreno para suas manobras golpistas, exatamente como fez Donald Trump, nas últimas eleições americanas.

ComunicaSul e a integração latino-americana


Há 10 anos na ativa, a ComunicaSul acumula larga experiência na cobertura de processos eleitorais e eventos políticos relevantes no continente. Com viagem marcada para cobrir a eleição colombiana, neste mês de maio de 2022, o grupo tem o propósito de fazer trabalho de campo e produzir jornalismo contra-hegemônico, refletindo as perspectivas das maiorias e dos movimentos sociais, utilizando o colaborativismo e solidariedade como formas de financiamento e sustentabilidade.

Um perigo solto no ar

Charge: Duke
Por Eric Nepomuceno, no site Brasil-247:

Bem, na verdade não há um: são milhares e milhares de perigos que não flutuam no ar, se alastram na vida real do processo de destruição que se instalou em todo o país.

Mas há um em especial que vem me preocupando mais e mais a cada dia: que Jair Messias tente um golpe antes das eleições.

Que vai tentar um depois da sua esperada derrota pode ser considerado favas contadas. 

Mas do jeito que ele vai aumentando a tensão pelo menos duas vezes por dia, que vai manipulando impunemente as Forças Armadas, especialmente a mais poderosa delas – o Exército – que, aliás, se deixam mansamente manipular, que vai confrontando a Constituição na certeza de que Arthur Lira, presidente da Câmara, irá continuar guardando na gaveta um sem-fim de pedidos de impeachment, que vai destroçando as relações institucionais – enfim, continuar esse jeito de Jair Messias ser cada vez mais Jair Messias, não seria surpresa se ele tentar o tal golpe antes das eleições.

'Meio' bolsonarismo? Há 'meia ditadura'?

Charge: Miguel Paiva
Por Fernando Brito, em seu blog:


Carregando uma rejeição que oscila entre 50 e 60% dos brasileiros, que o acham ruim ou péssimo, uma conta de mais de 660 mil mortos da pandemia, uma inflação que só se equipara aos números de quase 30 anos atrás, Jair Bolsonaro não se acanha em atropelar as regras da democracia, agitar suas hordas pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal e a volta do AI-5.

É pouco ou alguém quer mais para entender que uma improvável, mas possível, recondução do atual presidente não é a porta aberta, mas escancarada, para a implantação de um regime cujo níveis de autoritarismo faça o que temos hoje parecer uma Suécia?

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terça-feira, 3 de maio de 2022

Bolsocaro inviabiliza presente no Dia das Mães

Bolsonaro: tragédia e estagflação

Por Paulo Kliass, no site Vermelho:

A tragédia em que tem se transformado a realidade brasileira, desde a posse do governo Bolsonaro, se parece bastante com uma daquelas muitas séries que sempre deixam no ar a sensação de que está em produção mais uma temporada a ser oferecida em breve ao público. No nosso caso, porém, esperamos todos que essa terrível sucessão de desgraças seja interrompida a partir dos resultados das eleições marcadas para outubro próximo.

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Disputa em 2022 é entre civilização ou horror

Bolsocaro inviabiliza presente no Dia das Mães

Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas
Por Altamiro Borges


O “capetão” Jair Bolsonaro, já apelidado de “Bolsocaro”, está infernizando a vida de milhões de famílias, destruindo seus sonhos e perspectivas. Pesquisa feita pelo Instituto Reclame Aqui mostra que 75% dos brasileiros não comprarão presentes do Dia das Mães no próximo domingo (8). O principal motivo para essa frustração é a disparada dos preços, a carestia de vida.

A sondagem foi publicada pelo jornal Valor. Ela aponta que 42% dos 6 mil consumidores ouvidos culpam a inflação pela impossibilidade da compra de presentes para as mães. Outra parcela cita o desemprego e a queda de salários. Já entre os entrevistados que vão presentear, 62% afirmam que gastarão valor igual ou menor do que gastaram em 2021.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Bolsonaristas hostilizam até equipe da Record

Charge: Machado
Por Altamiro Borges

Nem as emissoras amigas do "capetão", como a fundada pelo "bispo" Edir Macedo, escapam da fúria e da insanidade dos bolsonaristas. O site Notícias da TV informa que "uma equipe de reportagem da TV Vitória, afiliada da Record no Espírito Santo, foi hostilizada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro neste domingo, 1º de Maio".

Os profissionais tiveram que deixar o protesto dos fascistas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e por intervenção militar, realizado em Vitória (ES). "Os jornalistas precisaram ser escoltados pela Guarda Municipal para não sofrer agressões físicas de quem estava no local", descreve o site. Os bolsonaristas são realmente doentes, violentos e perigosos!

O Brasil e seus vizinhos

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Volto a falar um pouco do futuro. Queria dizer hoje algumas palavras sobre a integração do Brasil com a América Latina e o Caribe. É importante retomá-la, desfazendo os estragos produzidos nos governos Temer e Bolsonaro e indo além do que conseguimos nesse tema em períodos anteriores.

A importância da integração do Brasil com a sua vizinhança cresceu com a chamada “desglobalização”, na esteira da pandemia da Covid 19 e das consequências da guerra na Ucrânia. Depois desses dois choques monumentais, os países que prezam a sua autonomia e segurança se deram conta de que não podem continuar na dependência de cadeias produtivas longas, de uma ponta a outra do planeta. Iniciou-se assim um movimento de nacionalização ou regionalização da produção de bens e insumos estratégicos. Reshoring ou nearshoring são as expressões em inglês. (Faço questão de incluir os termos em inglês porque isso sempre ajuda um pouco a vencer as resistências do vira-latismo nacional).

2013 e a vacina contra o golpe anunciado

Charge: Aroeira
Por Luiz Eduardo Soares

Vocês me desculpem voltar a 2013, pela enésima vez, mas essa minha obsessão cumprirá o papel de nos conduzir ao tema inescapável: o golpe que Bolsonaro está montando - e anunciando -, peça a peça, passo a passo.

Qual a versão predominante nas esquerdas sobre 2013 (embora, felizmente, haja outras)?

As ruas foram tomadas por fascistas e despolitizados, liderados por interesses internacionais, que visavam a derrocada do governo Dilma e a estigmatização do PT.

Vocês sabem o que me impressiona nessa leitura simplificadora?

A rapidez com que uma interpretação se consagra quando confirma convicções anteriores e reforça os próprios valores. É muito difícil reconhecer contradições e lidar com a complexidade.

Dizer que 2013 revelaria suas verdadeiras intenções no golpe parlamentar do impeachment é mais ou menos como afirmar que a Igreja Católica medieval teria desvelado as intenções verdadeiras do cristianismo primitivo, ou que o stalinismo teria desnudado a verdadeira essência do marxismo, ou que a mercantilização das calças rasgadas e dos demais itens associados ao mundo hippie teriam demonstrado o caráter intrinsecamente (pequeno) burguês e capitalista do movimento libertário dos anos 1960, etc.

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