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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Pé no chão e bola na rede

Imagem gerada por Pippit
Por João Guilherme Vargas Netto


Por mais que a torcida afogueada grite, o jogador deve por a bola no chão e chutar a gol.

Isto se refere especificamente aos dirigentes sindicais que, embora absorvidos e preocupados como todos nós pelos embates no STF, devem sobretudo se preocupar, com urgência e pressa, com as eleições e trabalharem pela vitória dos candidatos favoráveis aos trabalhadores e às trabalhadoras e ao movimento sindical.

Agora já se pode, com toda certeza, escrever a “cola” completa para o dia das eleições: candidato a deputado federal (quatro algarismos), candidato a deputado estadual ou distrital (cinco algarismos), primeira candidatura ao Senado (três algarismos), segunda candidatura ao Senado (três algarismos), governador de Estado (dois algarismos) e presidente da República (dois algarismos).

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O voto para o Senado e o fim da escala 6x1

Ilustração gerada por IA via Pippit
Por João Guilherme Vargas Netto


Depois de aprovada em duas votações maciças na Câmara dos Deputados, a PEC 6 x 1 vem sofrendo um empoçamento no Senado.

Recebida, escolhidos o secretário e o relator, foi aprovada em votação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça, mas empacou devido à pressão contrária do lobby empresarial, à crise brasiliense no STF e aos recessos devidos às campanhas eleitorais.

O empoçamento nos dá um alerta e faz uma exigência.

O alerta é sobre a importância para o movimento sindical da votação nas duas candidaturas ao Senado.

sábado, 5 de setembro de 2026

Escala 6x1: crime de assédio do Véio da Havan

Desenho por Gemini
Por Altamiro Borges

A cloaca burguesa segue jogando sujo para impedir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1, com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Ela foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda não foi a plenário para as duas votações. Se ficar para depois das eleições de outubro, como já sinalizou o camaleônico presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-Amapá), a proposta pode ser derrotada pelos senadores patronais – tendo à frente a bancada bolsonarista.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Uma tarefa grande e quatro eixos

Foto: Ricardo Stuckert
Por João Guilherme Vargas Netto


Com a esperada vitória do campo democrático e progressista nas eleições de outubro o novo governo Lula, eleito, deverá intensificar suas ações em benefício dos trabalhadores e das trabalhadoras e do movimento sindical.

Com a vontade reafirmada de manter a política de valorização do salário-mínimo e sua vinculação às aposentadorias, outros quatro eixos de realizações podem e devem ser efetivados.

1- Ajudar os trabalhadores e as empresas na redução das jornadas de trabalho sem redução de salários e, apoiando-se em uma IA participativa, garantir aumento de produtividade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Fim da escala 6x1 avança contra bolsonaristas

Charge: CrisVector
Por Altamiro Borges


Em votação simbólica, em que os votos não são contados nominalmente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1. Com isso, a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, avança no parlamento, apesar da resistência desesperada da cloaca burguesa e dos seus capachos bolsonaristas.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e conhecido inimigo dos trabalhadores, ainda tentou tumultuar a votação, afirmando que a redução da jornada destruirá a economia brasileira e chamando seus pares de “pessoas de má-fé ou burros”. Seu discurso hidrófobo gerou reação imediata do senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta do fim da escala 6x1. Ele inclusive lembrou que até parlamentares do PL apoiaram a PEC:

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Três categorias decisivas no Brasil

Desenho feito por Chatgpt
Por João Guilherme Vargas Netto


Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores – comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo – grandes e presentes em todo o Brasil, com centenas de sindicatos e alta sindicalização com uma rede articulada pelas organizações filiadas a centrais sindicais.

Os comerciários – porta de entrada do primeiro emprego – têm hoje, em geral, uma conjuntura positiva, exceto em algumas grandes redes que, por concorrência e inadimplência, por disputas internas prejudiciais, por desleixo e juros altos atravessa uma situação de crise, com ameaça de demissões. A confederação nacional que representa os comerciários conseguiu na Justiça do Trabalho a suspensão das demissões pretendidas e a exigência de participação dos sindicatos quando se trata de demissão coletiva.

domingo, 23 de agosto de 2026

Os sindicatos brasileiros respiram

Por Clemente Ganz Lúcio, no site Outras Palavras:


O crescimento da taxa de sindicalização observado pelo IBGE em 2024 [1] marca um ponto de inflexão importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois de mais de uma década de retração, interrompe-se uma trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada pelos ataques às instituições sindicais, pela reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do financiamento compulsório e por uma conjuntura política marcada pela deslegitimação da ação coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100 milhões de pessoas, formais e informais), elevando o contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3 milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas, um crescimento de cerca de 812 mil filiados. Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado estatístico, trata-se de um sinal de mudança na dinâmica do mundo do trabalho brasileiro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Senado destrava votação do fim da escala 6x1

Charge: Mendonça
Por Altamiro Borges


Finalmente a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, começou a andar no Senado Federal. Nesta sexta-feira (21), o senador Omar Aziz (PSD-AM) foi indicado como relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A nomeação foi feita pelo presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), após o envio da PEC à comissão pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A indicação do relator abre nova etapa de tramitação no Senado, destravando o processo de votação. Caberá ao senador Omar Aziz elaborar o parecer sobre a proposta, etapa decisiva para definir se o texto tem condições de avançar na comissão. Como relator, ele pode recomendar aprovação, rejeição ou mudanças na PEC. A CCJ é responsável por analisar a constitucionalidade das propostas e avaliar o mérito político e jurídico das matérias submetidas ao colegiado.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Nota alta e nota baixa

Desenho do Chatgpt
Por João Guilherme Vargas Netto

Agora que as campanhas eleitorais saíram da clandestinidade e se legalizaram, faltam menos de 50 dias para o primeiro turno.

Já se pode “fechar” uma chapa, até com os números dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.

O movimento sindical dos trabalhadores está desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles candidatos que merecem o apoio dos trabalhadores porque defendem os interesses da classe em sua vida pública e em seus mandatos.

Há muitas formas de participação até o voto na urna eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas entidades sindicais, com inteligência e eficácia.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A escolha inteligente de candidatos

Por João Guilherme Vargas Netto


Pode ocorrer que o dirigente sindical, já tendo em mente sua chapa eleitoral completa, ao procurar influir no voto de seus colegas de diretoria, dos ativistas e das lideranças da categoria, tenha que mudar algumas de suas opções.

Isto dificilmente ocorre nas candidaturas para o Executivo, principalmente a candidatura a presidente (que determina a orientação da chapa), mas pode ocorrer em todas as outras dependendo do acerto coletivo das escolhas individuais que convenceram o dirigente à mudança.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Trabalhadores e os candidatos a deputados

Por João Guilherme Vargas Netto


O grande número de candidaturas a deputados federais (e estaduais) cria dificuldades para o dirigente sindical e para a categoria na seleção, na análise e na aprovação para a campanha e o voto.

Mas, em compensação, são as mais fáceis das candidaturas para uma interação com os trabalhadores e trabalhadoras a convite da entidade sindical.

O Diap aponta que 90% dos atuais parlamentares federais procurarão reeleição e, como têm as facilidades do nome já conhecido, do número bonito memorizável, dos fundos partidários eleitorais e das emendas que privilegiaram suas bases de prefeitos e vereadores, têm maiores possibilidades de vitória. O Diap prevê a mais baixa renovação da Câmara Federal como resultado das eleições de 2026.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mídia abafa criação de 1 milhão de empregos

Desenho feito pelo Gemini
Por Altamiro Borges


Na sexta-feira passada (31), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Ela mostra que o governo Lula voltou a registrar resultados positivos no segundo trimestre de 2026, com queda do desemprego e elevação da renda. A PNAD, porém, não foi destaque na mídia rentista, que prefere defender a política de juros nas alturas e o austericídio fiscal para beneficiar os abutres financeiros.

Entre outros avanços, o estudo revelou que a taxa de desocupação caiu para 5,4% no período, redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior – o menor índice da série histórica da PNAD. Em números absolutos, o contingente de pessoas ocupadas aumentou em 1,1 milhão no trimestre, chegando a 103,1 milhões de trabalhadores.

domingo, 2 de agosto de 2026

Acidentes de trabalho e o fim da escala 6x1

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por Altamiro Borges

Divulgado na semana passada, estudo da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) mostra que o Brasil registrou 222.139 acidentes de trabalho somente nos cinco primeiros meses deste ano – uma média de 1.471 casos por dia. É o segundo maior índice desde 2023, quando os dados passaram a ser coletados. Desde aquele ano, o país já contabilizou 1,8 milhão de acidentes de trabalho, o que representa mais de 45 mil ocorrências por mês.

Ainda de acordo com a pesquisa, as regiões Sudeste e Sul concentram quase três em cada quatro notificações. Juntas, elas responderam por 1,3 milhão de casos. Cinco estados acumulam 67% de todas as notificações do país: São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. O estudo também mostra que os homens estão entre as principais vítimas. Mais assustador ainda é a idade: 75% dos acidentes de trabalho no país afetam pessoas de 20 a 49 anos.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

As eleições para o Senado

Reprodução
Por João Guilherme Vargas Netto


Nas eleições de outubro votaremos em duas candidaturas ao Senado em cada Estado.

A vida e as obras anteriores, bem como os partidos a que pertencem e suas atitudes são, como sempre, o mais importante elemento para determinação do voto. A sensibilidade às reivindicações sindicais e trabalhistas, comprovadas em conversas ou reuniões, é um elemento importante para o dirigente ou ativista sindical escolher o candidato(a) ao cargo.

Em geral, as candidaturas ao Senado fazem parte de uma “chapa” eleitoral que abrange o presidente da República e o governador do Estado (embora não necessariamente do mesmo partido).

terça-feira, 28 de julho de 2026

Esquecimento e a importância do voto

Desenho feito pelo Gemini
Por João Guilherme Vargas Netto


Podem notar que o esquecimento em quem se votou na última eleição é inversamente proporcional à importância dada àquela candidatura. Quanto mais importância menor esquecimento e vice-versa.

Este achado pode ser útil no esforço que o dirigente sindical deve fazer para sensibilizar seus colegas de diretoria e os trabalhadores da categoria que o sindicato representa.

Em uma reunião de diretoria ou em uma ação sindical no local de trabalho a pergunta “lembram em quem votaram?” pode ser seguida pela lição de esquecimento e desimportância.

sábado, 18 de julho de 2026

Quaest confirma: 69% apoiam fim da escala 6x1

Charge: Nando Motta
Por Altamiro Borges


Pesquisa Quaest divulgada nesta semana confirma que a ampla maioria da sociedade brasileira – 69% dos entrevistados – deseja o fim da desumana escala 6x1 de trabalho semanal. Apesar desse amplo apoio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atendendo ao milionário lobby da cloaca burguesa, segue sabotando a votação do projeto que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, e com a adoção da escala 5x2.

Na sondagem anterior, de maio, o percentual de aprovação foi de 68%. A pesquisa revela ainda que a proposta já é conhecida pela maioria da população: 75% dos entrevistados disseram saber que a Câmara Federal aprovou o fim da escala 6x1 e que o texto agora está parado no Senado. A Quaest também perguntou o que os entrevistados pretendem fazer com seu tempo livre, caso a proposta seja aprovada. A respostas são emblemáticas sobre o sentido da redução da jornada:

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Acontecimento relevante no sindicalismo

Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo na Rua do Carmo/CMS
Por João Guilherme Vargas Netto


Vou interromper a série de textos que tenho dedicado ao bom sucesso do movimento sindical nas eleições gerais de outubro por conta de um acontecimento politicamente relevante.

No dia 2 de julho, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reconheceu oficialmente o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes como vítima da repressão e destacou o papel histórico da entidade na militância democrática.

“Em nome do Estado brasileiro, a Comissão pede desculpas a todos os sindicalistas, a todo movimento sindical brasileiro, por todas as atrocidades que lhes causou o estado ditatorial”, declarou a presidente da Comissão de Anistia, Ana Maria Lima de Oliveira.