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quinta-feira, 12 de março de 2026

quarta-feira, 11 de março de 2026

Ampla mobilização pelo fim da escala 6x1

Ilustração: Vicente Mendonça
Editorial do site Vermelho:

O pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a favor da redução da jornada de trabalho na 2ª Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo entre os dias 3 e 5 de março, tem grande importância. Demonstra o empenho do governo pela aprovação de uma das mais significativas bandeiras históricas dos trabalhadores, que sempre esteve na agenda das lutas sindicais, desde as primeiras ações organizadas contra a exploração capitalista.

Do lado dos trabalhadores, a expectativa é de que o Congresso Nacional se empenhe na aprovação da proposta. Em nota, as centrais sindicais disseram que “a redução da jornada de trabalho é uma bandeira histórica do movimento sindical, responsável por expressivas conquistas ao longo do tempo”. Do lado do patronato, há resistências de grandes corporações empresariais, mas, de acordo com um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), dois terços dos micros e pequenos empreendedores consideram que a redução da jornada pode ser positiva para seus negócios. Uma delas é o aumento da renda da população, com mais trabalhadores empregados, e, consequentemente, do consumo.

sexta-feira, 6 de março de 2026

A greve na Brose no Paraná

Foto do site do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande
Curitiba (SMC)
Por João Guilherme Vargas Netto


Em um texto recente reportei a greve que os trabalhadores de uma metalúrgica multinacional paranaense estavam fazendo para obrigar a empresa a negociar melhores condições de trabalho, mas não citei o nome da empresa.

Marco-a agora com ferro em brasa: Brose é o nome da empresa.

Eu o faço porque seus diretores persistiram ao longo de todo o mês de fevereiro em um comportamento intransigente, repressivo e antissindical que tem obrigado os trabalhadores a se manterem em greve (com apoio de suas famílias) e o sindicato a tentar garantir a abertura de negociações.

domingo, 1 de março de 2026

Ainda sobre a redução da jornada de trabalho

Charge: Nando Motta/247
Por João Guilherme Vargas Netto


Enquanto as direções nacionais das centrais sindicais e das confederações de trabalhadores preocupam-se em organizar as intervenções no Congresso Nacional, em Brasília, o conjunto do movimento sindical, suas múltiplas entidades e os dirigentes de cada sindicato devem procurar pessoalmente os deputados e senadores de suas cidades, regiões ou estados para, olho no olho, argumentarem e defenderem com eles a redução da jornada e o fim da escala 6 x 1, bem como alertá-los a respeito das próximas eleições em que disputarão novos mandatos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A encruzilhada dos Correios

Charge: Clayton
Por Glauco Faria, no site Outras Palavras:

Fundados há 230 anos, décadas antes da Independência, os Correios públicos do Brasil são parte da história do país – e dos esforços para sua modernização. Em 1843, lançaram o “Olho do Boi”, segundo selo postal do mundo. Nove anos depois, quando ainda não havia censo demográfico e a população estimada de todo o território era semelhante à da atual região metropolitana de Belo Horizonte, incorporaram a comunicação por telégrafo – o sistema de comunicação mais rápido, à época. Em 1982, quando a ditadura pós-1964 agonizava, a entrega de cartas era feita, em qualquer parte, em menos de 48 horas – um prazo muito inferior ao de países como os Estados Unidos. Os Correios são, em 2026, o único meio de acesso a cartas e encomendas, nos pontos do país em que as entregas privadas não são lucrativas. Encarregam-se do transporte das urnas eletrônicos e de todo o material didático que chega onde não há livrarias comerciais.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Redução da jornada e reacionarismo da mídia

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto


Quando as direções sindicais e o governo se põem de acordo para aprovar no Congresso Nacional a redução constitucional da jornada de trabalho sem redução de salário e a abolição da escala 6 x 1, todos os grandes veículos de comunicação, principalmente os jornalões, desencadeiam uma onda de argumentos antepondo-se à ideia.

Menos pela argumentação e mais pelo egoísmo social revelado, os números e as planilhas abundam.

É bom que saibam que, como ocorreu na luta pelas férias remuneradas e pelo 13º salário, ficarão como ficaram os jornalões da época marcados pelo reacionarismo.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

México reduz jornada; Argentina corta direitos

Foto: Pátria Latina
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira passada (11), o Senado do México aprovou o projeto de lei da presidenta Cláudia Sheinbaum que reduz a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais. Esse importante avanço civilizatório será gradual – duas horas por ano até 2030 – e beneficiará cerca de 13,4 milhões de trabalhadores. Após intensa pressão e negociação, a proposta foi aprovada por unanimidade com 121 votos e agora segue para análise e votação na Câmara dos Deputados.

Conforme lembra reportagem da agência Reuters, “após anos de discussões entre o Congresso e o setor privado, a presidente Claudia Sheinbaum apresentou formalmente em dezembro passado um projeto de lei para implementar gradualmente a semana de trabalho de 40 horas... O México lidera o ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em horas de trabalho mais longas, com 2.226 horas por pessoa anualmente. O país também tem a menor produtividade laboral e os salários mais baixos entre os 38 Estados-membros”.

Pejotização pode acabar com Previdência Social

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Ratinho Jr. queimou a largada no Paraná

Por João Guilherme Vargas Netto


É uma grave afronta à vigência democrática a repressão violenta, pela polícia, de uma manifestação de trabalhadores ou de uma greve.

Os 300 trabalhadores de uma empresa metalúrgica multinacional moderna e avançada tecnologicamente em São José dos Pinhais, no Paraná, em seu empenho de negociar um acordo coletivo de trabalho com reivindicações próprias, foram obrigados devido a intransigência patronal a entrarem em greve nos últimos dias de janeiro.

Greve que persistia até a quarta-feira da semana passada, quando uma delegação do sindicato dos metalúrgicos da Grande Curitiba presente para auxiliar os trabalhadores foi violentamente agredida pela PM que patrulhava o local; um dirigente chegou a ser derrubado, imobilizado e escarmentado.

STF analisa ampliar pejotização do trabalho

O trabalho escravo e precário no Brasil

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Duas leituras sobre a queda do desemprego

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto


Às vezes o excesso de ingredientes (e de ingredientes ruins) azeda o bolo.

Foi o que constataram os leitores da versão impressa de O Globo de domingo (01/02/26) cuja manchete na capa procurando explicar a taxa historicamente baixa de desemprego não a atribuindo somente ao crescimento do PIB, dizia que “do digital à lei, fatores estruturais redesenham o trabalho”.

Para demonstrar a tese a jornalista Mayra Castro, cumprindo a pauta em matéria de página inteira, descreveu a nova dinâmica de um mercado redesenhado com o desemprego estacionado no piso com cinco fatores explicativos.

Diligentemente a jornalista foi ouvir “especialistas” no assunto e de suas elucubrações resumiu os cinco fatores:

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Cuidar da safra sindical

Por João Guilherme Vargas Netto


Na ação sindical não há entressafra. Exceto nos períodos de férias coletivas ou de grandes feriados a atividade sindical é constante.

Mesmo entre uma campanha salarial e a seguinte, o que seria uma entressafra é cheia de ações necessárias – divulgação dos resultados obtidos e preparação, desde já, de uma nova campanha.

Há, portanto, o cotidiano da vida sindical (com sua burocracia) e acontecimentos que exigem empenho renovado; a vida do sindicato (e de todas as entidades sindicais) não para nunca.

O que as direções sindicais fazem (ou devem fazer) é associar o cumprimento sistemático das tarefas cotidianas à qualificação dos ativistas – qualificação sindical e qualificação política – com discussões, seminários e cursos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A hora certa para o sindicalismo

Por João Guilherme Vargas Netto


O movimento sindical brasileiro tem, em 2026, um encontro marcado com a política partidária durante as campanhas e eleições gerais de outubro. Nelas o Brasil vai decidir seu futuro imediato com as escolhas do presidente da República, dos governadores de Estados, dos deputados estaduais e federais e dos senadores. Ele participará a seu modo desse grande acontecimento.

É praxe constitucional que o sindicalismo não tenha a postura político-partidária. Mas, levando-se em conta a polarização já existente e as disputas reais, torna-se necessário que os dirigentes sindicais de todas as entidades tomem posição e orientem seus associados e representados sobre o que está em jogo e como devem votar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A escolha das tarefas sindicais

Por João Guilherme Vargas Netto


Exceto nos casos de emergência que exijam pronta atuação, os dirigentes sindicais têm a prerrogativa de escolherem as tarefas a serem enfrentadas e cumpridas.

No dia a dia da ação sindical isto se processa quase intuitivamente com as escolhas sendo feitas pela exigência de prioridades.

As reuniões da diretoria, os seminários para definição de pauta, os congressos e eleições estatutários têm, todos, entre suas atribuições a de escolher as tarefas a serem enfrentadas exercitando a planificação.

As campanhas salariais em torno das respectivas datas-bases são um bom exemplo de como se escolhem as tarefas: aprovação da pauta de reivindicações, mobilização da categoria, definição de procedimento, conquista de ganhos reais e avanços nas cláusulas sociais e sindicais e a divulgação da vitória.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Disposição de luta do sindicalismo

Divulgação
Por João Guilherme Vargas Netto


Os números da economia brasileira traduzem uma situação positiva para o emprego e a renda dos trabalhadores e das trabalhadoras, que formam a maioria da sociedade.

E, no entanto, persiste uma certa “suspensão de juízo” sobre a situação, acarretando um ambiente em que as boas notícias são neutralizadas, não pelas más notícias, mas pela incompreensão, pela “mala vita” preexistente e continuada e por uma oposição ranheta que insiste em não reconhecer os avanços.

No movimento sindical, as conquistas e os serviços prestados pelos dirigentes não têm tido sucesso, por si sós, para sensibilizar, organizar e mobilizar os trabalhadores e as trabalhadoras, a maioria.