Mostrando postagens com marcador Sindicalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sindicalismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de julho de 2026

Esquecimento e a importância do voto

Desenho feito pelo Gemini
Por João Guilherme Vargas Netto


Podem notar que o esquecimento em quem se votou na última eleição é inversamente proporcional à importância dada àquela candidatura. Quanto mais importância menor esquecimento e vice-versa.

Este achado pode ser útil no esforço que o dirigente sindical deve fazer para sensibilizar seus colegas de diretoria e os trabalhadores da categoria que o sindicato representa.

Em uma reunião de diretoria ou em uma ação sindical no local de trabalho a pergunta “lembram em quem votaram?” pode ser seguida pela lição de esquecimento e desimportância.

sábado, 18 de julho de 2026

Quaest confirma: 69% apoiam fim da escala 6x1

Charge: Nando Motta
Por Altamiro Borges


Pesquisa Quaest divulgada nesta semana confirma que a ampla maioria da sociedade brasileira – 69% dos entrevistados – deseja o fim da desumana escala 6x1 de trabalho semanal. Apesar desse amplo apoio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atendendo ao milionário lobby da cloaca burguesa, segue sabotando a votação do projeto que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, e com a adoção da escala 5x2.

Na sondagem anterior, de maio, o percentual de aprovação foi de 68%. A pesquisa revela ainda que a proposta já é conhecida pela maioria da população: 75% dos entrevistados disseram saber que a Câmara Federal aprovou o fim da escala 6x1 e que o texto agora está parado no Senado. A Quaest também perguntou o que os entrevistados pretendem fazer com seu tempo livre, caso a proposta seja aprovada. A respostas são emblemáticas sobre o sentido da redução da jornada:

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Acontecimento relevante no sindicalismo

Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo na Rua do Carmo/CMS
Por João Guilherme Vargas Netto


Vou interromper a série de textos que tenho dedicado ao bom sucesso do movimento sindical nas eleições gerais de outubro por conta de um acontecimento politicamente relevante.

No dia 2 de julho, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reconheceu oficialmente o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes como vítima da repressão e destacou o papel histórico da entidade na militância democrática.

“Em nome do Estado brasileiro, a Comissão pede desculpas a todos os sindicalistas, a todo movimento sindical brasileiro, por todas as atrocidades que lhes causou o estado ditatorial”, declarou a presidente da Comissão de Anistia, Ana Maria Lima de Oliveira.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Sindicato e partido

Por João Guilherme Vargas Netto


O sindicato de trabalhadores e o partido político são duas instituições importantes na prática da democracia. E, por ocasião das eleições gerais, estas duas instituições revelam suas potencialidades e seus limites.

A entidade sindical, no Brasil, representa o conjunto de trabalhadores de uma determinada categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o partido, além de sua influência, não deve utilizar-se do sindicato como “correia de transmissão”.

Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.

domingo, 5 de julho de 2026

Fim da escala 6x1 cobra urgência

Charge: CrisVector
Por Adilson Araújo, no site da CTB:

A última terça-feira (30) foi marcada por vigorosas manifestações em várias capitais e cidades brasileiras pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário. Milhares de cidadãos saíram às ruas e os protestos invadiram vias cruciais como a Avenida Paulista, em São Paulo, e o Terminal Gentileza no Rio de Janeiro, ecoando um sentimento generalizado de exaustão e urgência.

O recado das ruas ao Senado foi claro: tempo é vida e a classe trabalhadora está cansada de comprometer a maior parte do seu tempo de vida com uma jornada exaustiva imposta com o propósito de maximizar os lucros capitalistas e enriquecer uma minoria de ricaços ociosos, numa lógica perversa que aprofunda as desigualdades sociais.

Os impactos da PEC do trabalho flexível

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Os sindicalistas e os caminhos de confiança

Por João Guilherme Vargas Netto


Todo dirigente e ativista sindical preocupado em completar, desde já, sua “cola” eleitoral, sabe que a primeira indicação para voto é a confiança no candidato.

Esta confiança decorre do tempo transcorrido e das experiências mútuas.

O candidato deve pertencer a um partido que, seguramente, defenda os interesses dos trabalhadores; além do mais, ele próprio, deve merecer por sua atitude (buscando a reeleição ou a eleição) o endosso do dirigente.

A escolha da chapa ideal precede idealmente a “cola” ainda passível de numeração.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Dois projetos do sindicalismo

Imagem gerada por Gemini do Google
Por João Guilherme Vargas Netto


O movimento sindical brasileiro tem dois projetos (aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026 (entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das datas-bases das categorias respectivas): a luta pela redução constitucional da jornada e as eleições gerais de outubro.

Após a vitória esmagadora na Câmara dos Deputados a PEC da redução deve ser votada no Senado. É preciso, portanto, que o movimento sindical tenha como primeiro e imediato projeto fazer avançar sua discussão e fazer aprovar a PEC no Senado.

Para tanto, é preciso, aumentar a pressão sobre os senadores (até mesmo porque os adversários buscam confundir e atrasar a votação) com visitas, conversas e manifestações.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Rogério Marinho e a provocação da PEC-12

Foto: Ricardo Weber/Sinergia CUT
Por João Guilherme Vargas Netto


Rogério Marinho, como deputado federal, foi um grande algoz do movimento sindical na deforma trabalhista de 2017.

Agora, como senador e principal coordenador da campanha eleitoral do candidato do PL à presidência da República, procura sabotar no Senado a aprovação da PEC já aprovada pela Câmara em duas votações, por esmagadora maioria, que determina o fim da escala 6 x 1 e garante jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial, com uma PEC de sua autoria, a PEC 12, que sujeita o trabalhador a salário por hora trabalhada com acordo individual e sem redução de jornada. Já é chamada de PEC 7 x 0.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Confiança nas tarefas sindicais

Reprodução
Por João Guilherme Vargas Netto


As grandes tarefas sindicais (campanhas salariais, eleições na categoria e na sociedade, finanças da entidade) que precisam ser enfrentadas e resolvidas pelas direções, exigem que estas se esforcem para resolver os inúmeros pequenos problemas do dia a dia sindical.

Chegar no sindicato, cumprimentar os funcionários, ligar os aparelhos e sentar na cadeira é o hábito que a todo momento pode ser perturbado pela vida, felizmente.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Uma vitória estrondosa dos trabalhadores

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto

Geralmente o grito “a luta continua!” é ouvido depois de uma derrota.

Mas na quarta-feira da semana passada (dia 27) o grito foi ouvido depois de uma estrondosa vitória obtida pelos trabalhadores na Câmara Federal: a aprovação da PEC com a extinção da escala 6 x 1, a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário e um período de transição.

E a luta continua mesmo, porque agora a PEC precisa ser aprovada no Senado, também em duas votações com maioria qualificada e com os adversários tentando criar muitas e ridículas dificuldades.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

"Fechar" a chapa completa para as eleições

Por João Guilherme Vargas Netto


A quatro meses da eleição o dia 4 de outubro parece se aproximar velozmente de nós porque a disputa eleitoral se acelera atropelando o cronograma oficial.

É mais do que hora para os dirigentes e ativistas sindicais, os associados aos sindicatos e todos os trabalhadores e trabalhadoras passarem a se preocupar com sua participação no rito eleitoral da democracia (mesmo tendo uma Copa do Mundo pela frente).

O primeiro exercício de “aquecimento” seria o de procurar se lembrar em quem cada um votou nas últimas eleições gerais (de 2022).

A conquista histórica do fim da escala 6x1

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Fim da escala 6x1: Alerta de confirmação

Charge: Nando Motta/247
Por João Guilherme Vargas Netto


Às vezes, repetir algo não é mera redundância, é um alerta de confirmação.

Reproduzo a nota “Dias de Luta” do painel da Folha (18/05): “Na véspera da votação do fim da escala 6 x 1 na Câmara, as centrais sindicais prometem fazer mais barulho e pressão em defesa da redução da jornada. Nos dias 24 e 25, haverá mobilização nas ruas. No dia 27, provável data da votação em plenário, os sindicatos estarão nas portas dos locais de trabalho em todas as capitais do país. Eles também querem ocupar as galerias do plenário da Câmara.”

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Manifestações sindicais não costumeiras

Foto: Edmilson Barbosa/BA
Por João Guilherme Vargas Netto


Em meu texto da semana passada ao listar as manifestações não costumeiras dos sindicatos nas comemorações do 1º de Maio não mencionei as manifestações musicais.

E elas são, hoje, para inúmeros sindicatos a porta de entrada para os jovens que organizam bandas de rock, de funk ou rodas de samba e com isto aproximam-se da rotina sindical.

Das outras manifestações não costumeiras que citei quero destacar as esportivas. Elas têm longa história na vida sindical, com campeonatos de futebol em que times com trabalhadores de uma dada empresa enfrentavam os colegas de outra.

Fim da escala 6x1: vida além do trabalho