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domingo, 23 de março de 2025

A terceira greve geral contra o fascista Milei

Buenos Aires, janeiro de 2024. Foto: Martin Cossarini
Por Altamiro Borges


O clima está esquentando na Argentina de Javier Milei – o neofascista que tem como símbolo da sua gestão destrutiva a motosserra e que diz ser aconselhado por seu cão morto, o Conan. Nesta quinta-feira (20), a maior central sindical do país anunciou uma greve geral de 24 horas para 10 de abril. Será a terceira paralisação desde o início desse governo ultraneoliberal. As outras ocorreram em janeiro de 2024, apenas um mês e meio após a posse de Javier Milei, e em maio passado.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Um guia de referência para o sindicalismo

Divulgação
Por João Guilherme Vargas Netto

Se um viajante quer conhecer uma cidade ou um país adquire um guia de viagem que lhe informa os caminhos a percorrer e os locais interessantes.

Toninho do DIAP, como autor, atendeu àquela necessidade ao detalhar os meandros do poder em Brasília em seu volumoso livro (648 páginas) “Para entender o funcionamento do governo e da máquina pública”.

Antonio Augusto de Queiroz com, no mínimo, 40 anos de experiência e destacada atuação no Diap (desde o “Quem foi quem na Constituinte”) cumpre o que o título do livro promete, muito bem editado pela Diálogo Institucional, de Brasília.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Governo Lula precisa de mais ousadia

Do site da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo (Fetec):

O jornalista Altamiro Borges, coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”, foi o palestrante da segunda mesa do Planejamento 2025 da Fetec-CUT/SP desta quinta (13), realizado em Atibaia. Ele destacou os desafios enfrentados pelo governo Lula e o papel fundamental dos movimentos sociais e sindicatos nas eleições de 2026.

Cenário adverso

Segundo Altamiro, apesar da vitória da esquerda contra o fascismo em 2022, o governo Lula começou sob condições desfavoráveis.

quinta-feira, 6 de março de 2025

Três propostas para o 1º de Maio

Charge: Bira Dantas
Por João Guilherme Vargas Netto

Quaisquer que sejam as formas que venham a tomar as comemorações do 1º de Maio deste ano, insisto no caráter agregador da pauta unitária de reivindicações e propostas do movimento sindical.

Seja uma manifestação central com apelo à sorteio, sejam manifestações descentralizadas ancoradas em entidades representativas, todas devem ser vertebradas em uma pauta unitária que represente os anseios do povo trabalhador.

Do conjunto dessas propostas destaco três itens que considero essenciais:

domingo, 23 de fevereiro de 2025

O presidente Lula precisa fazer política

Foto: Ricardo Stuckert
Por João Guilherme Vargas Netto


Vou meter minha colher em panela que não é do meu cozido.

Tem causado grande comoção e provocado uma penca de opiniões a publicação pelo DataFolha de uma pesquisa em que, de maneira abrupta e alargada, a aprovação de Lula desaba e a desaprovação cresce, superando a primeira e abrindo entre os que acham “ruim/péssimo” e os que acham “ótimo/bom” um fosso de 17 pontos.

Mas, ao longo de pesquisas semelhantes e mesmo nesta, a linha dos que acham o governo “regular” mantém-se quase horizontal, praticamente paralela aos que “não sabem”, o que chamou minha atenção. As mudanças se deram nos extremos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Sobre o descenso das lutas de massas

Janeiro de 2015: Greve dos metalúrgicos do ABC reverte 
800 demissões na Volks. Foto: Adonis Guerra
Por Pedro Carrano

No primeiro semestre de 2024, os dados do Dieese sobre o número de greves no período reforçam um contexto defensivo para os trabalhadores no Brasil, seja no serviço público, seja no privado.

No sentido oposto, o período entre 2004 e 2016 foi marcado por ganhos econômicos dos trabalhadores, conquistados em meio a mobilizações grevistas econômicas. Em 2012, por exemplo, 96% das unidades de negociação sindical haviam tido aumento real. O auge do número de greves se deu em 2016 e logo verificou-se uma série de ataques estruturais promovidos pelos governos de Temer e Bolsonaro.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Ainda sobre comunicação do sindicalismo

Por João Guilherme Vargas Netto


Na vida das pessoas um acontecimento extraordinário merece registro, enquanto o desenrolar comum do dia a dia é apenas vivido.

O mesmo acontece nos meios de comunicação institucionais em que vigora a máxima (até onde o interesse se afirma) de que se um homem morde um cachorro, isto é notícia, enquanto o contrário não merece ser noticiado.

As comunicações por internet, chamadas de redes sociais, são bem diferentes já que um fato anódino pode passar a ser relevante e ter muita divulgação dependendo do empenho de alguns, assistidos por mecanismos robóticos multiplicadores.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Quem cala, consente

Por João Guilherme Vargas Netto


Quando em uma dada situação somos levados a elogiar um procedimento que deve ser normal, isto é uma crítica aos que lhe deviam assemelhar.

É o que faço ao comparar as edições do dia 24 de janeiro dos quatros grandes jornalões impressos: O Globo, FSP, OESP e Valor em que apenas o primeiro (e que merece, portanto, o elogio) noticiou que a “maioria dos reajustes salariais ficou acima da inflação”, repercutindo os números divulgados pelo Dieese, em matéria de Carolina Nalin.

E foram números convincentes: durante todo o ano de 2024, 85% dos acordos e convenções coletivos negociados pelos sindicatos superaram a inflação do período, o melhor dos resultados desde 2018, quando começou a série histórica das avaliações do Dieese.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Intempestividade e confusão

Charge publicada no site do Sindicato dos Bancários da Bahia
Por João Guilherme Vargas Netto

Estou com o pressentimento de que está chegando a hora da onça beber água.

Com a intempestiva entrevista do ministro Luiz Marinho à jornalista Victoria Abel, do Globo (14/01), durante o recesso do Congresso Nacional, em que ele declara que “o projeto de nova contribuição sindical vai nascer no Congresso” ficou escancarada a situação que, durante todo o ano passado, vinha sendo tratada como negociações cautelosas entre representantes do “fórum” das centrais sindicais e assessores das confederações do patronato.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

A complexidade do mercado de trabalho no Brasil

Por Nivaldo Santana, no site Vermelho:

Encontra-se disponível para os interessados estudo do IBGE com informações sobre a realidade social do Brasil. A publicação, de 2024, recebeu o título de “Síntese de Indicadores Sociais – Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”.

O documento, em sua apresentação, informa que o estudo trata de estrutura econômica e mercado de trabalho, padrão de vida e distribuição de rendimentos, educação, condições de saúde e condições de vida segundo estratos geográficos.

Nos limites deste artigo, nosso foco será uma breve apreciação do capítulo que trata da estrutura econômica e mercado de trabalho. O estudo dos indicadores desse capítulo é ferramenta indispensável para, entre outras possibilidades, subsidiar a ação sindical.

A precarização do trabalho nas plataformas

domingo, 12 de janeiro de 2025

Os desafios da comunicação sindical

Por João Guilherme Vargas Netto


Em um país polarizado politicamente como o Brasil existem, entretanto, várias unanimidades. Uma delas é o desconhecimento quase total do papel ativo do movimento sindical dos trabalhadores e de suas direções na criação e manutenção da política de valorização do salário-mínimo e na conquista de ganhos reais de salários dos empregados nas inúmeras campanhas e negociações durante o ano de 2024.

Estes resultados têm sido essenciais para a positividade da conjuntura e são subestimados e mesmo desconhecidos no que se refere ao papel dos sindicatos.

Este é um fato que confirma a fraqueza da comunicação sindical entre os trabalhadores e as trabalhadoras, entre os formadores de opinião e os jovens, nas redes de internet, nas várias instâncias de governo e nos partidos políticos.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

A derrota de Ratinho Jr. no Paraná

Foto: APP-Sindicato
Por Pedro Carrano

Forças populares avaliam como uma vitória da educação pública a derrota parcial do projeto privatista da Educação de Ratinho Jr.

O resultado da “consulta” oficial, entre aspas, às comunidades escolares no Paraná, de acordo com a APP-Sindicato, de 177 escolas onde ocorreram as votações, em apenas 11 (6,2%) houve aceitação da proposta do governo.

Nas demais, houve o velho tratoraço do governo e da Secretaria de Estado da Educação (Seed) impondo em 93 escolas estaduais a privatização com a justificativa da falta de quórum – e ainda cabe disputa política e jurídica nesse certame.

domingo, 8 de dezembro de 2024

Participação nos lucros e resultados

Chargedo site: Contraf-Cut
Por João Guilherme Vargas Netto

Em uma reunião nacional da Força Sindical o companheiro Marcio, presidente do sindicato dos borracheiros de São Paulo, fez uma exposição detalhada e abrangente da evolução das lutas e conquistas no pagamento da participação nos lucros e resultados (PLRs) aos trabalhadores e propôs a realização de um balanço de tal evolução.

Destacou que a participação nos lucros das empresas era prevista desde a Constituição de 1946, passando pela Constituição da ditadura militar e pela Constituição de 1988, mas sua regulamentação apenas se deu na virada do século, precedida por sua obtenção em inúmeras categorias (em destaque os bancários) e intensificada a partir de 2004.