Por João Guilherme Vargas Netto
Na ação sindical não há entressafra. Exceto nos períodos de férias coletivas ou de grandes feriados a atividade sindical é constante.
Mesmo entre uma campanha salarial e a seguinte, o que seria uma entressafra é cheia de ações necessárias – divulgação dos resultados obtidos e preparação, desde já, de uma nova campanha.
Há, portanto, o cotidiano da vida sindical (com sua burocracia) e acontecimentos que exigem empenho renovado; a vida do sindicato (e de todas as entidades sindicais) não para nunca.
O que as direções sindicais fazem (ou devem fazer) é associar o cumprimento sistemático das tarefas cotidianas à qualificação dos ativistas – qualificação sindical e qualificação política – com discussões, seminários e cursos.
Cada dirigente deve se tornar um grande influenciador na categoria (auxiliado, é claro, pelos profissionais de comunicação e experientes nas redes sociais) interagindo com os trabalhadores e as trabalhadoras e reforçando sua liderança.
O trabalho de sindicalização deve ser considerado em sua importância, reforçando as campanhas salariais e valorizando seus resultados.
E para descansar carregando pedras cada dirigente deve, em complementação às suas tarefas, realizar visitas presenciais nas empresas e locais de trabalho da categoria.
Não há entressafra para a ação sindical, mas cada safra deve ser cuidadosamente tratada.
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