domingo, 31 de maio de 2026

Família Bolsonaro e Trump atacam o Brasil

Reprodução
Editorial do site Vermelho:


A classificação pelo governo dos Estados Unidos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), duas facções criminosas, como organizações terroristas tem múltiplas implicações. A decisão se deu logo após a visita do candidato a presidente da extrema direita, Flávio Bolsonaro, ao presidente estadunidense Donald Trump, que teria pedido a inclusão dessas facções na lista do Departamento de Estado daquele país. Com o candidato estavam seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e o blogueiro Paulo Figueiredo, ambos foragidos da Justiça brasileira. A grande mídia estadunidense afirma que a decisão resultou de um “lobby agressivo dos Bolsonaros.”

A manchete sonegada sobre Flávio Bolsonaro

Reprodução
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Esta é a chamada de capa da Folha, com um balanço do que teria sido até aqui a vida parlamentar medíocre do candidato do pai a presidente da República:

“Flávio Bolsonaro mirou segurança, mas não teve projetos próprios transformados em lei”.

Mas a informação que deveria estar na manchete está logo no começo do texto:

“Terceiro mais votado entre os senadores eleitos em 2018, com 4,38 milhões de votos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou ao seu último ano de mandato sem ter projetos próprios transformados em lei. O pré-candidato do PL à Presidência é autor ou coautor no Senado de 57 projetos de lei e 92 PECs (propostas de emenda à Constituição), a maioria tratando da segurança pública, sua principal bandeira no mandato e um dos temas prioritários de sua campanha. Mas, em pouco mais de sete anos na Casa, só duas propostas em que ele foi coautor entraram em vigor, sem elo com a segurança: uma emenda constitucional para isentar o IPVA de veículos com mais de 20 anos de fabricação e uma lei de fomento ao microcrédito”.

Televisão com religião é correto?

Como Lula vai reagir à intervenção dos EUA?

Lula enfrenta Trump e Bolsonaros

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Bolívia em convulsão exige solidariedade

Reprodução
Por José Reinaldo Carvalho, no site Brasil-247:


A Bolívia vive uma convulsão social de grandes proporções. Mais uma em sua conturbada história. Cinco semanas de greve, bloqueios e manifestações revelam que a crise política deixou de ser apenas uma disputa institucional e se transformou em rebelião popular contra o governo direitista de Rodrigo Paz, que impõe medidas de arrocho, ameaçar direitos e recorrer à repressão para conter a força das ruas.

A promulgação da Lei 1732, que revoga a Lei 1341 sobre Estados de Emergência, marca um ponto de inflexão perigoso. Ao retirar limites que restringiam a atuação das Forças Armadas em conflitos sociais, o governo abre caminho para legitimar a militarização da repressão contra trabalhadores, camponeses, mineiros, professores, sindicatos e organizações populares que exigem sua renúncia.

Trump e o Primeiro Comando da Corja

Charge: Aroeira/247
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


O que aconteceu é muito sério. Pela primeira vez na história, o Brasil é acusado, de forma mentirosa, de abrigar “organizações terroristas estrangeiras.”

Uma aparente vitória do Primeiro Comando da Corja, organização de “patriotas” dedicada, com afinco, a atacar os interesses e a imagem do Brasil. Um pessoal que detesta soberania e adora a coleira da submissão. Normalmente, seus integrantes andam em 4 patas e não têm raça discernível.

Um tiro que, porém, pode sair pela culatra, pois sabe-se que essa singular e ambivalente organização teria recebido muito dinheiro de Vorcaro, sujeito que, segundo a Polícia Federal, possuía notórias ligações com facções criminosas e organizações agora tachadas de terroristas pelos EUA.

É preciso entender que as leis antiterrorismo dos EUA têm caráter extraterritorial. Isto é, elas permitem que os EUA promovam ações nos territórios de outros países, sem que isso passe, necessariamente, por mecanismos de cooperação.

A Lei Maria de Penha Digital

Nikolas Ferreira é detonado nas redes sociais

Papa alerta sobre o domínio dos algoritmos

Os impactos na região da eleição na Colômbia

 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Banco Master, roubalheira e ódio de classe

Charge: Spacca
Por Jair de Souza

As recentes sondagens exibem dados que apontam no sentido de uma vitória do atual presidente Lula no próximo pleito eleitoral, previsto para outubro do corrente ano. No entanto, elas também indicam que é menor a probabilidade de que o resultado venha a ser definido já no primeiro turno.

Contudo, o que mais nos chama a atenção nas citadas sondagens é o detalhe aterrador de que, caso a decisão se adie para o segundo turno, o candidato do clã bolsonarista alcançaria 41% dos votos, contra os 47% dados a Lula.

Realmente, não é fácil entender como, mesmo após terem sido divulgados indícios irrefutáveis do completo envolvimento do bolsonarismo com a estrutura criminosa do Banco Master e a mais tenebrosa estrutura de banditismo financeiro de que se tem notícia no Brasil, ainda assim haja tal percentual de eleitores dispostos a sufragar nas urnas o nome de um dos membros do citado clã.

"Fechar" a chapa completa para as eleições

Por João Guilherme Vargas Netto


A quatro meses da eleição o dia 4 de outubro parece se aproximar velozmente de nós porque a disputa eleitoral se acelera atropelando o cronograma oficial.

É mais do que hora para os dirigentes e ativistas sindicais, os associados aos sindicatos e todos os trabalhadores e trabalhadoras passarem a se preocupar com sua participação no rito eleitoral da democracia (mesmo tendo uma Copa do Mundo pela frente).

O primeiro exercício de “aquecimento” seria o de procurar se lembrar em quem cada um votou nas últimas eleições gerais (de 2022).

Eleição na Colômbia e os impactos na região

Agressão dos EUA ao Irã trava diálogo de paz

A conquista histórica do fim da escala 6x1

Globo sabota duas vitórias do povo brasileiro

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Advogado deixa Vorcaro após PF rejeitar delação

Charge: Clayton
Por Altamiro Borges


A situação do mafioso Daniel Vorcaro, “irmãozão” do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), está cada dia mais enrolada. Na semana passada, o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa do dono do Banco Master em meio ao agravamento da crise enfrentada pelo presidiário. A desistência foi revelada pelo site g1, do Grupo Globo, e confirmada pela equipe jurídica do banqueiro, que alegou “decisão em comum acordo”. A saída ocorre logo depois da Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada apresentada pelo criminoso.

Brasil aguarda novo escândalo de Rachadinha

Pressão popular conquista fim da jornada 6x1

Derrotas de Trump e riscos na América Latina

domingo, 24 de maio de 2026

Alcolumbre sabota criação da CPI do Master

Bolsonarista não muda de voto após escândalo

A caravana do direito à comunicação em Recife

Direita entra em desespero por um plano B

A saída do marqueteiro de Flávio Bolsonaro

Vorcaro mandou censura matéria de Leo Dias

Moro posa de capanga de Flávio Bolsonaro

Bolívia se levanta contra o neoliberalismo

A conexão Brazão-Bolsonaro no caso Marielle

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Alcolumbre sabota criação da CPI do Master

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Por Altamiro Borges


Em sessão conjunta do Congresso Nacional nesta quinta-feira (21), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enterrou o quinto pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar a roubalheira do Banco Master e as ligações criminosas do seu dono, o mafioso Daniel Vorcaro. Na maior caradura, o líder do Centrão simplesmente alegou que tinha as prerrogativas para rejeitar a solicitação e negou as questões de ordem apresentadas no plenário. Perguntado pela imprensa sobre os motivos da sabotagem, ainda provocou: “Não posso responder”.

Deolane Bezerra e os bandidos da Faria Lima

Charge: Latuff/Brasil de Fato
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Prenderam de novo a advogada e influencer Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro. Deolane foi presa pela segunda vez e, se for solta, será presa de novo. Mas nunca se ouviu falar de nenhum banqueiro de fintech preso por lavagem de dinheiro do PCC.

Ninguém mais vê manchetes sobre a Faria Lima nos jornalões, porque a grife que cobrava bom senso do governo e arrocho fiscal está baleada. O PCC tirou do mundo liberal o direito de usar Faria Lima como grito de guerra.

Mas ninguém sabe de ninguém da Faria Lima, entre as mais de 40 fintechs investigadas na Operação Carbono Oculto, que tenha sido preso. Poucos devem saber os nomes de algumas dessas dezenas de fintechs.

AtlasIntel confirmou vilania da Folha

Charge: Mário Adolfo/Dito & Feito
Por Jeferson Miola, em seu blog:

A pesquisa AtlasIntel mostrou [i] que a descoberta da parceria corrupta entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro caiu como uma bomba atômica sobre a candidatura da extrema-direita, e confirmou [ii] que o Grupo Folha agiu com vilania para omitir essa verdade.

O resultado confirma a erosão dos índices eleitorais do filho do Jair e a propagação de danos eleitorais sobre todo o bloco anti-Lula, o que recoloca a possibilidade de reeleição do presidente Lula no primeiro turno.

A AtlasIntel detectou a realidade que intuitivamente era possível se prever já na 4ª feira, dia 13/5, quando veio a público a conversa fraterna e com juras de solidariedade eterna entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mafioso.

O papelão do Datafolha

Foto: Ricardo Stuckert
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Nos tempos da Lava Jato, o instituto Datafolha não hesitava em colocar seus pesquisadores na rua logo em seguida a uma ação espetacular da República de Curitiba, reverberada pela Globo. O timing era o seguinte: tem delação premiada ou prisão de petista, ah, então tem pesquisa.

No entanto, os dois pesos e duas medidas do Datafolha ficaram evidentes na semana passada. O áudio em que Bolsonarinho pede dinheiro para o banqueiro Vorcaro veio à tona na tarde da quarta-feira (13). Só que o pessoal de campo do Datafolha já estava nas ruas desde terça-feira (12) para entrevistar até quarta 2004 eleitores.

Mas, ora, diante de um fato político de tamanha relevância, como o pedido de grana que o candidato da extrema direita fez ao banqueiro trambiqueiro, custava ampliar o trabalho de campo, para captar o efeito do episódio sobre o eleitorado? Estrutura e dinheiro não faltam ao braço de pesquisas do jornal Folha de S.Paulo.

O maior entrave para Michelle é Bolsonaro

Charge: Clayton
Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo (DCM):

O Datafolha volta às ruas nesta semana para medir as intenções de voto na corrida presidencial de 2026. A pesquisa, que será realizada entre quarta-feira (20) e sexta-feira (22), entrevistará 2.004 pessoas, com margem de erro máxima de 2 pontos percentuais.

Será o primeiro levantamento a testar o nome de Michelle Bolsonaro entre os candidatos, além de avaliar a aprovação do governo Lula e os impactos das revelações sobre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no cenário eleitoral.

O maior entrave para os planos de Michelle é o marido. Ela sabe disso e conhece o personagem com que se casou. Todos se odeiam.

A pressão pela saída de Rodrigo Paz na Bolívia

A convulsão social na Bolívia

A Copa de Trump e o custo da submissão

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Trump e a volta da política de prostíbulo

Reprodução
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


Pouco antes da revolução cubana, Arthur M. Schlesinger Jr., historiador, ganhador do Prêmio Pulitzer, foi encarregado pelo presidente Kennedy de fazer uma análise da situação na ilha de Cuba.

Disse ele sobre Havana:

“Me horrorizou a maneira como essa adorável cidade tinha se transformado desgraçadamente em um grande cassino e prostíbulo para os homens de negócios norte-americanos.

Meus compatriotas caminhavam pelas ruas, se deitavam com garotas cubanas de 14 anos e jogavam fora moedas só pelo prazer de ver os homens chafurdando na sarjeta para recolhê-las”.


A conclusão da análise dizia simplesmente o seguinte:

“A corrupção do governo, a brutalidade da polícia, a indiferença em relação às demandas da população por educação, saúde, habitação e por justiça social e econômica constituem-se num convite aberto à revolução”.

Fim da escala 6x1: Alerta de confirmação

Charge: Nando Motta/247
Por João Guilherme Vargas Netto


Às vezes, repetir algo não é mera redundância, é um alerta de confirmação.

Reproduzo a nota “Dias de Luta” do painel da Folha (18/05): “Na véspera da votação do fim da escala 6 x 1 na Câmara, as centrais sindicais prometem fazer mais barulho e pressão em defesa da redução da jornada. Nos dias 24 e 25, haverá mobilização nas ruas. No dia 27, provável data da votação em plenário, os sindicatos estarão nas portas dos locais de trabalho em todas as capitais do país. Eles também querem ocupar as galerias do plenário da Câmara.”

O papel da midia nas eleições de 2026

Constantino larga a mão de Flávio Bolsonaro

Dark Horse: a conta não fecha!

Flávio Bolsonaro será trocado?

domingo, 17 de maio de 2026

Lula 3 falhou na comunicação pública

 

As forças do atraso não improvisam

Reprodução: CTB
Por ​Roberto Amaral

“O trabalhador vai ter que escolher: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego” – capitão Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, em discurso na Câmara dos Deputados

É notável, tanto quanto desprezível, o esforço do pensamento conservador brasileiro militando contra a economia nacional e, principalmente, contra qualquer sorte de progresso social. Tudo o que, mesmo remotamente, possa sugerir melhoria das condições de vida das grandes massas é bloqueado por essa corrente retrógada. Ora se diz que a iniciativa é muito cara (por exemplo, a escola pública e o ensino em tempo integral, ou o saneamento básico), ora se diz que é inflacionária - falácia de que foram acusadas, na sua origem, a introdução das férias anuais, lá atrás, e o 13º salário, em 1962, por iniciativa congressual, em lei sancionada pelo presidente João Goulart.

Como pôr fim ao império do crime bolsonarista?

Charge: Miguel Paiva/247
Por Jair de Souza

As recentes revelações dos vínculos umbilicais entre a organização bandidesca de Daniel Vorcaro e seu Banco Master com os membros do clã bolsonarista e os mais destacados comandantes de seu movimento político nos evidenciam a criação de um verdadeiro império do crime, montado fundamentalmente com base nos recursos roubados do tão necessitado povo brasileiro.

Como já era de conhecimento das pessoas um pouco mais bem informadas, e agora o é até mesmo pelo mundo mineral, está evidente que as imorais transferências de vários bilhões de reais dos fundos de pensão dos trabalhadores de vários estados e municípios brasileiros, quase sempre dirigidos por políticos da direita filobolsonarista, para os cofres do Banco Master serviram para dar sustentação econômica a uma estrutura criminosa de gigantesca dimensão, com fortes ramificações no Brasil, nos Estados Unidos e outros países.

Vorcaro sustenta sistema da família Bolsonaro

Bets, Big Techs, Emendas e o jogo do poder

A relação antiga entre Vorcaro e Bolsonaro

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Trump, China e o perigo Taiwan

Donald Trump e Xi Jinping. Foto: Evan Vucci-Pool/Gettyimages.ru
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

Taiwan faz parte oficialmente da China desde a dinastia Qing. À exceção do período do domínio colonial japonês sobre essa ilha chinesa (1895-1945), sempre foi assim.

É preciso considerar que Taiwan, como nação independente e representante oficial da China, foi uma ficção, criada por Chiang Kai-shek e o Kuomintang, com o apoio dos EUA e aliados.

Derrotado pelas forças de Mao Zedong (Mao Tsé-Tung) em 1949, Kai-shek fugiu para Taiwan e de lá se autoproclamou o legítimo governante da China, embora dominasse efetivamente apenas uma ínfima fração da população e do território chinês.

Essa ficção geopolítica, essa espécie de país-Guaidó, durou até 1971, quando a ONU se curvou à realidade e finalmente reconheceu o regime de Beijing como o verdadeiro representante da China e comprometeu-se com o princípio de “uma única China”.

Milei virou um pesadelo para os argentinos

Charge: Mariano Ruszaj/Cartoon Movement
Por Moisés Mendes, em seu blog:


O governo de Javier Milei só continua existindo nos editoriais e artigos dos colunistas liberais dos jornais brasileiros e na cabeça dos bolsonaristas. Na imprensa argentina, e mesmo nos grandes jornais de direita, El Clarín e La Nación, o que noticiam é que Milei está morto politicamente e que a Argentina submerge em mais uma crise sem volta.

Nessa semana, as capas dos jornais têm duas informações devastadoras. A primeira notícia é sobre a quarta manifestação de rua de estudantes, professores e servidores, na terça-feira, em defesa da universidade pública, em Buenos Aires e nas grandes cidades. E a segunda sobre uma pesquisa com números inimagináveis até o início do ano.

Manifestações sindicais não costumeiras

Foto: Edmilson Barbosa/BA
Por João Guilherme Vargas Netto


Em meu texto da semana passada ao listar as manifestações não costumeiras dos sindicatos nas comemorações do 1º de Maio não mencionei as manifestações musicais.

E elas são, hoje, para inúmeros sindicatos a porta de entrada para os jovens que organizam bandas de rock, de funk ou rodas de samba e com isto aproximam-se da rotina sindical.

Das outras manifestações não costumeiras que citei quero destacar as esportivas. Elas têm longa história na vida sindical, com campeonatos de futebol em que times com trabalhadores de uma dada empresa enfrentavam os colegas de outra.

Por que a Palestina continua sendo a questão

Ilustração: Yara Youssef/Al Jazeera
Por Jair de Souza

Nesta hora trágica, em que a devastação e a morte estão sendo produzidas em larga escala na Palestina, no Irã e no Líbano, o mundo precisa relembrar os 78 anos do início de uma das mais horrendas atrocidades já praticadas por seres humanos contra outros seres humanos.

Com tal propósito, resolvi trazer de volta à cena o valioso trabalho realizado há mais de 25 anos pelo saudoso cineasta e humanista australiano-britânico John Pilger, A Palestina continua sendo a questão (Palestine is still the issue). Em menos de uma hora de projeção, podemos captar as bases do sofrimento do povo palestino sob a colonização imposta pelos sionistas europeus que criaram o Estado de Israel.

Fim da escala 6x1: vida além do trabalho

Xi, Trump e a diplomacia de grandes potências

Michelle Bolsonaro desistiu da candidatura?

Israel e o colapso do direito internacional

O que está por trás da capa da Veja?

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Lei da Dosimetria premia o golpismo

Charge: Bira Dantas/Sindmetal
Editorial do site Vermelho:


O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar, em breve, as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que propõem impugnar a Lei da Dosimetria promulgada pelo presidente do Congresso Nacional após a derrubada do veto do presidente Lula que anulava essa afronta à Constituição Federal.

O veredicto do STF terá consequências relevantes para o presente e o futuro da luta pela democracia e pelo Estado Democrático de Direito. Os benefícios aos condenados, além de violar a legalidade democrática, afrontam a soberania popular, que tem demonstrado amplamente opinião contrária às manobras favoráveis aos golpistas.

Cazarré passa vergonha em debate na GloboNews

Flávio Bolsonaro implorou grana de Vorcaro

A pedalada de Campos Neto em Abu Dhabi

Governo Lula-3 não é neoliberal

domingo, 10 de maio de 2026

Zé Trovão, Hattem e Pollon têm penas brandas

Por Altamiro Borges


Depois de nove meses de muita enrolação, o Conselho de Ética da Câmara Federal finalmente decidiu suspender os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) por apenas um e dois meses – uma punição branda para os três bolsonaristas arruaceiros que ocuparam a Mesa Diretora da Casa em agosto de 2025. A decisão, porém, precisa ser ratificada pela Comissão de Constituição e Justiça (CNJ) e pelo pleno do plenário da Câmara. Os três amotinados ainda podem ficar impunes por seus crimes contra a democracia.

Ciro Nogueira afunda bolsonarismo e Centrão

Globo fica inconformada com Lula nos EUA

Como Lula estabilizou a relação com Trump?

Fator Ciro Nogueira abala bolsonaristas

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Havan é denunciada por crueldade no trabalho

Charge: Jota Camelo
Por Altamiro Borges


O site Metrópoles informou nesta quarta-feira (6) que o ricaço bolsonarista Luciano Hang, vulgo “Véio da Havan”, poderá sofrer em breve mais uma derrota judicial. “Denúncias de funcionários de uma loja da Havan em Rondonópolis (MT) levaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) a acionar a Justiça. De acordo com os autos, trabalhadores eram orientados a permanecer em pé durante todo o expediente, sob pena de punições em caso de descumprimento da determinação”.

Segundo as apurações do MPT, os funcionários não podiam se sentar nem mesmo durante os momentos de inatividade. Além disso, não eram oferecidos a eles cadeiras para descanso. Diante dessa crueldade, a 1ª Vara do Trabalho de Rondonópolis determinou, em decisão liminar, que a Havan disponibilizasse assentos com encosto aos trabalhadores e adotasse medidas voltadas à melhoria das condições de saúde e ergonomia no ambiente de trabalho. “Em caso de descumprimento da decisão, fixou multa de R$ 50 mil”, relata a matéria.

Estranhos tempos mórbidos

Charge: Nando Motta
Por Roberto Amaral

“O Brasil tem um enorme passado pela frente.” – Millôr Fernandes

Com Antonio Gramsci aprendemos que “a crise [política] consiste precisamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer; neste interregno, verifica-se uma grande variedade de sintomas mórbidos”. Trazendo a formulação do autor de Cadernos do cárcere para os tempos de hoje, talvez seja permitida a ousadia de afirmar que, em nosso caso, o novo não pode nascer (ou é impedido de nascer) porque o velho permanece vivo, prometendo uma história regressiva. Este velho, hoje, é o neofascismo revisitado — novas palavras, novos meios — mas sempre regressivo, anistórico, autoritário.

São os estranhos tempos mórbidos, estes nossos.

Nos EUA, Lula fez barba, cabelo e bigode

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:

O êxito incontestável do encontro do presidente Lula com Donald Trump superou as expectativas do próprio governo brasileiro e suplantou até a crônica má vontade da mídia corporativa para com ele.

E antes de qualquer avaliação sobre ganhos políticos ou eleitorais, o que mais importa é o reconhecimento de que Lula foi à Casa Branca em defesa dos interesses do Brasil, disposto ao diálogo e à negociação, mas demarcando como limite a observância da soberania e da democracia brasileiras.

Trump, tão áspero, foi mais que amistoso, não há que negar: mandou estender o tapete vermelho, e sorridente recebeu o visitante na porta com caloroso aperto de mão. Aceitou, de pronto, o pedido para que não houvesse sessão com a imprensa no Salão Oval no início do encontro, temendo uma daquelas emboscadas que Trump já armou para outros. Depois da visita, nas redes, chamou Lula de “muito dinâmico” e, mais tarde, de “bom homem” e de “um cara inteligente”. Na sexta-feira passada, teria encerrado o telefonema que fez para Lula com um inusitado “I love you”. Ele, que ouviu isso de Bolsonaro, talvez tenha pensado que seja um costume político brasileiro entre aliados. Lá, não é. Nem aqui, mas foi um indicador da temperatura que haveria na Casa Branca.

Cuba resiste às agressões dos EUA

Cubadebate
Por José Reinaldo Carvalho, no site Vermelho:


A diplomacia entre Brasil e Cuba ganha novo impulso em um momento especialmente grave para a América Latina: enquanto o presidente Lula recebe as credenciais do novo embaixador cubano, Víctor Manuel Cairo Palomo, os Estados Unidos ampliam o bloqueio, reforçam sanções e transformam em rotina ameaças contra a soberania da ilha. O contraste é revelador. De um lado, a cooperação, o diálogo e o respeito entre Estados soberanos. De outro, a coerção econômica, a guerra psicológica e a intimidação militar.

Ao receber as credenciais do diplomata no Palácio do Planalto, Lula reafirma uma tradição brasileira que reconhece em Cuba um país irmão, com o qual o Brasil mantém laços históricos de cooperação em saúde, agricultura, cultura, ciência, educação e defesa do multilateralismo.

Ciro Nogueira foi despachante de Vorcaro

Charge: Aroeira/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

O senador bolsonarista Ciro Nogueira, presidente do PP, foi comprado com propina e outros favores para ser despachante legislativo do esquema mafioso de Daniel Vorcaro no Senado.

É da autoria de Daniel Vorcaro o texto da proposta legislativa apresentada por Ciro Nogueira para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF de investidor – “medida que ‘sextuplicaria’ o negócio do Master e provocaria verdadeira ‘hecatombe’ no mercado”, segundo interlocutores do próprio Master.

Em mensagem trocada com um interlocutor, Vorcaro celebrou a obediência do seu capacho legislativo: “saiu exatamente como mandei”, disse.

Os fantásticos editoriais contra o Desenrola

Reprodução
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Há muitos elementos para criticar o Desenrola. Mas o nível dos argumentos invocados pelos editoriais de O Globo e a Folha só é superado pelo alerta de Carlos Alberto Sardenberg da CBN, de que não adiante bloquear o CPF de quem negociar a dívida, para bloquear nas Bets, porque as pessoas tirarão outro CPF. É fantástico! Cidadãos comuns driblando a complexidade dos CPFs só para jogar nas Bets.

Há dois temas macro explicando a inadimplência, e um tema menor.

Os dois temas macro atendem pelo nome de Bets e spreads bancários.

Mas, aí, há dois problemas.

Bets e bancos são grandes anunciantes. Como é que fica, então?

O clamor nacional pelo fim da escala 6x1

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto


Nos inúmeros eventos, inclusive os religiosos, os esportivos e os gastronômicos, por ocasião ou em comemoração do 1º de Maio, um tema destacou-se de todos os outros e apareceu como a síntese das reivindicações do povo trabalhador: o fim da escala 6 x 1 com a redução de jornada de trabalho sem redução de salário.

Pelo alcance e diversidade dos eventos pode-se dizer que o fim da escala 6 x 1 ultrapassou os limites do campo sindical e transbordou como reclame de toda a sociedade (com exceção de um minúsculo ato bolsonarista na avenida Paulista).

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Rádio Eldorado chega ao fim após 68 anos

Colômbia x Equador: sinal de alerta na região

Zé Trovão recebe mandado de prisão

Quais são as lutas atuais dos estudantes?

Trump volta a ameaçar "varrer o Irã"

Centrão só é forte no Congresso Nacional

Terras raras: posição do Brasil é frágil

Bets, vício e endividamento dos brasileiros

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mídia sabota Desenrola 2.0 do governo Lula

Lula vai aos EUA encarar Trump

O crime organizado avança no Brasil

Ex-noviço faz denúncia contra Frei Gilson

Brasil e Espanha pressionam Israel

É hora da campanha pelas terras raras

Thiago e Saif seguem presos por Israel

As afinidades entre fascismo e liberalismo

terça-feira, 5 de maio de 2026

Lula lança campanha pelo fim da escala 6x1

Desenrola é para o povo e incomoda a mídia

 

Mídia sabota o Desenrola 2.0 do governo Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Altamiro Borges


O governo Lula anunciou nesta segunda-feira (4) o Desenrola 2.0, a nova edição do programa de renegociação das dívidas dos endividados brasileiros. Entre outras medidas, ele determina que os bancos participantes retirem automaticamente dos cadastros de inadimplentes os consumidores com débitos de até R$ 100. Com isso, cerca de 1 milhão de pessoas terão seu nome limpo de forma imediata. Apesar do forte impacto social, a mídia rentista preferiu desqualificar a iniciativa.

O oligárquico Estadão, por exemplo, estampou na manchete: “A cinco meses da eleição, Lula relança Desenrola turbinado”. O jornal O Globo bateu na mesma tecla: “Governo mira em classe média e eleição ao lançar novo Desenrola”. Já a Folha preferiu destilar seu veneno no textinho da capa, afirmando que a nova versão do programa é uma “aposta do presidente Lula para melhorar a popularidade em ano eleitoral”. Na prática, o Partido da Imprensa Golpista (PIG), que já está em plena campanha, reforça a narrativa bolsonarista de que a medida é eleitoreira e demagógica.