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| Montagem: Gladson Targa |
Após o “terrivelmente evangélico” André Mendonça incendiar o Supremo Tribunal Federal (STF), desviando o foco das denúncias sobre o “Dark Horse” (Azarão das Trevas) de Flávio Bolsonaro para o ministro Alexandre de Moraes, os bolsonaristas esperavam lotar a Avenida Paulista nessa segunda-feira, 7 de Setembro. O “ungido por Deus”, segunda a charlatã Michelle Bolsonaro, ajudaria a bombar o ato do Dia da Independência. Nas redes antissociais, alguns mais aloprados até previram que a manifestação eleitoral juntaria mais de uma milhão de pessoas. Mas deu chabu!
Segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a ONG More in Common, o ato reuniu 28,5 mil pessoas. Ele teve dois terços dos presentes na manifestação do 7 de Setembro de 2025, quando 42,2 mil fanáticos clamaram por liberdade para Jair Bolsonaro. Em 2024, foram 45,4 mil pessoas, e em 2022, foram 32,7 mil, sempre na mesma data e na mesma Avenida Paulista, de acordo com o Monitor do Debate Político. Em 2023 não houve ato dos fascistas em função da ressaca da tentativa do golpe do 8 de janeiro em Brasília.
“A mobilização bolsonarista do 7 de Setembro foi menor do que as de 2025, 2024 e 2022. Ela não aconteceu em 2023. Havia expectativa de que as revelações do envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o Master iriam ampliar a mobilização deste ano, mas, ao final, ela ficou abaixo da média histórica”, destaca Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão em Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP) e um dos coordenadores do levantamento.
Ato na Paulista "broxou" os bolsonaristas
É certo que o “ungido” André Mendonça conseguiu dar uma turbinada no ato dessa segunda-feira, após o fiasco completo do lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro em Copacabana, em 16 agosto, e também de outros eventos eleitorais que floparam na sequência – como em Maceió. Mas o clima, segundo a jornalista Laura Capriglione que percorreu a Avenida Paulista, foi “broxante”. “O caso Dark Horse parece que abalou os bolsonaristas”, afirma.
Durante o ato, Flávio Bolsonaro, vulgo Flávio Rachadinha, fugiu do tema espinhoso e berrou “Fora Moraes” e “Fora Lula”, mas não animou os presentes – confirmando que carece de qualquer carisma. Já outros endeusaram André Mendonça, como a deputada Kia Kicis (PL-DF). “Kicis tentou puxar um coro a favor de Mendonça, mas o público não se empolgou”, relatou o site UOL.
O fascistinha Nikolas Ferreira esbravejou: “Fora, Moraes. Escute, Alexandre de Moraes, vamos tirar seu sorriso debochado. Ano que vem não vai ser Lula que vai indicar quatro ministros do STF, vai ser Flávio Bolsonaro. Flávio é o único candidato capaz de tirar o PT”. Na Avenida Paulista, os “patriotários” carregavam um enorme boneco de Donald Trump, o presidente pedófilo do império em decadência, e bandeiras dos EUA. Patético!

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