quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Trump lança os EUA numa 'diarreia explosiva'

PGR pede diligência contra vice de Flávio


O candidato que Michelle e partidos rejeitam

Por Moisés Mendes, em seu blog:

Michelle foge da foto com Flávio Bolsonaro. O centrão dobra a esquina se o filho ungido aparecer ao longe e ameaçar se aproximar. Mas nada disso provoca grandes alterações no lastro eleitoral do candidato, segundo as pesquisas.

Michelle fugiu da convenção nacional do PL porque estava cuidando do marido e depois se ausentou até da convenção que a lançou candidata ao Senado pelo Distrito Federal. E ainda não tirou a foto da trégua com Flávio.

Mas esse distanciamento não muda quase nada. O efeito existiria se Michelle fizesse a foto ao lado do enteado, porque acrescentaria um apoio importante a uma candidatura alquebrada.

Não dá para enfrentar míssil com estilingue

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Dias atrás recebi a seguinte mensagem de um amigo: “Não sei bem qual é a nossa tática nesta guerra, mas os caras estão vindo com jatos, mísseis e bomba atômica e nós estamos armados com estilingues. Acho que não teremos muitas chances assim.”

Essa preocupação merece uma reflexão.

Abre parênteses: a campanha de Lula não deve descer ao nível de esgoto da extrema direita, transformando a disputa eleitoral em um festival de insultos e baixarias de todo tipo, em vez de um momento privilegiado para a confrontação de projetos e politização da sociedade. Fecha parênteses.

Mas tudo tem limite.

André Mendonça pisoteia a Constituição

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

Há algo de profundamente errado no modelo institucional brasileiro.

Tem-se um Ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, atropelando todos os princípios de justiça, influenciando de forma escancarada as eleições, interferindo na autonomia de outros poderes. E o máximo que se consegue de reação é a informação sobre o “desconforto” de seus colegas.

A jornalista Daniela Lima, da UOL, trouxe um levantamento preocupante sobre a atuação de Mendonça, uma volta escancarada às piores arbitrariedades da Lava Jato.

A coluna da Daniela Lima descreve Mendonça assumindo controle direto e informal sobre a PF nos casos Master e INSS - reuniões presenciais com delegados, determinações fora da pauta corporativa, despacho travando remanejamento na direção-geral.

A guerra de Trump avança para a diplomacia

Por Paulo Cannabrava, no site Diálogos do Sul Global: 

A guerra desencadeada por Donald Trump contra o Brasil deixou de ser apenas econômica. Os tarifaços, utilizados como instrumento de pressão política e comercial, agora são acompanhados por uma ofensiva diplomática que eleva a tensão entre Brasília e Washington a um patamar inédito nas últimas décadas.

O centro do novo conflito é a troca de embaixadores. O governo brasileiro ainda não concedeu o agrément ao diplomata Daniel Perez, indicado por Washington, procedimento indispensável para que um embaixador possa assumir oficialmente suas funções.

Em resposta, a Casa Branca decidiu retaliar atingindo diretamente a representação diplomática brasileira, transformando uma questão de protocolo em instrumento de pressão política.

Trabalhadores e os candidatos a deputados

Por João Guilherme Vargas Netto

O grande número de candidaturas a deputados federais (e estaduais) cria dificuldades para o dirigente sindical e para a categoria na seleção, na análise e na aprovação para a campanha e o voto.

Mas, em compensação, são as mais fáceis das candidaturas para uma interação com os trabalhadores e trabalhadoras a convite da entidade sindical.

O Diap aponta que 90% dos atuais parlamentares federais procurarão reeleição e, como têm as facilidades do nome já conhecido, do número bonito memorizável, dos fundos partidários eleitorais e das emendas que privilegiaram suas bases de prefeitos e vereadores, têm maiores possibilidades de vitória. O Diap prevê a mais baixa renovação da Câmara Federal como resultado das eleições de 2026.