Por Altamiro Borges
O clima no Supremo Tribunal Federal é mesmo o de uma “carnificina institucional” após o incêndio provocado pelo “terrivelmente evangélico” nomeado ao STF por Jair Bolsonaro. Nesta terça-feira (15), o ministro Flávio Dino solicitou a abertura de investigação sobre as relações entre o Instituto Iter, fundado por André Mendonça, e mafioso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em contratos firmados com a prefeitura de São Paulo para administrar cemitérios privatizados no município.
O pedido de investigação tem como base uma ação aberta pelo Ministério Público sobre irregularidades na concessão dos serviços funerários e ao voto do “ungido por Deus” contra uma decisão do STF, de abril de 2025, que afetava os lucros dos donos de cemitérios. Segundo matéria do site g1, “ao analisar o caso, Flávio Dino chamou atenção para o fato de que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, trabalha na SP Regula, agência responsável pela regulação de serviços públicos de São Paulo, justamente na área funerária e cemiterial”.