domingo, 22 de setembro de 2019

Globo cresce com Bolsonaro; TV Brasil afunda

Por Altamiro Borges

O jornalista Ricardo Feltrin, que monitora a evolução da audiência na televisão brasileira, postou duas notas curiosas na semana passada. Na primeira, ele registra que “desde janeiro os bolsonaristas radicais atacam, xingam, sobem hashtags negativas, tripudiam dos erros, desprezam os acertos, perseguem os profissionais da Globo nas redes, mas o público nacional médio da emissora – aparentemente – não está nem aí. Desde que o governo Bolsonaro começou, o ibope da emissora só cresceu”.

Itamaraty incluirá traficantes de Guaidó?

Do site "Actualidad RT"
Por Altamiro Borges

Totalmente servil à política imperial dos EUA e admirador de inúmeros fascistas no planeta, o laranjal de Jair Bolsonaro pediu o credenciamento de representantes do venezuelano Juan Guaidó para compor a delegação brasileira na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Em mais um gesto de pura provocação, o Itamaraty solicitou que a missão do Brasil na ONU incluísse na comitiva oficial os nomes de Carlos Vecchio e Isadora Guevara, dois “embaixadores” fantoches da oposição ao presidente Nicolás Maduro.

Fim do amor entre bolsonarismo e lavajatismo

Por Guilherme Boulos, na revista CartaCapital:

Em 1992, um grupo do Poder Judiciário na Itália comandou a famosa Mãos Limpas. Procuradores e juízes foram transformados em celebridades. E a investigação teve um efeito colateral, a eleição de Silvio Berlusconi na esteira do sentimento da antipolítica. No Brasil, algumas décadas depois, uma operação judicial justificada pelo legítimo combate à corrupção transformou-se num grupo de poder. A Lava Jato desestruturou o cenário político, eleitoral e até econômico construído no último período. Perseguiu inimigos e interferiu diretamente nas eleições de 2018, levando à vitória de Jair Bolsonaro.

Rio passa por genocídio, diz mãe de Marielle

A trollagem bolsonarista

Bacurau: a verdadeira polarização

Bolsonaro na ONU é vexame anunciado

Quem ganha com a privatização das estatais

As vozes em defesa de Lula Livre

Brics sindical e unidade dos trabalhadores

Por João Guilherme Vargas Netto

Esta semana, em Brasília, reuniram-se as delegações sindicais dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para discutirem “questões relativas ao mundo do trabalho e à promoção da democracia e dos direitos e interesses dos trabalhadores e trabalhadoras”, segundo a declaração final aprovada.

A reunião, preparatória como outras que vêm ocorrendo, antecede a própria reunião dos dirigentes máximos dos países do Brics que ocorrerá, no Brasil, em novembro. Infelizmente não teve cobertura nenhuma da mídia grande e permaneceu tão clandestina quanto, por exemplo, o Plano Emergencial de Emprego e Renda (PEER) do PT que, anunciado, não teve divulgação nem acompanhamento.

Bolsonaro na ONU: grande fiasco anunciado

Por Tereza Cruvinel

A passagem de Bolsonaro por Nova York no início da semana que vem dará a medida da decadência do Brasil no chamado concerto das Nações.

Nas ruas, os protestos começarão já no domingo, mas diplomatas receiam que muitos governantes retirem-se do plenário, quando ele for discursar na abertura da Assembléia Geral da ONU, no dia 24, em número bem maior que o dos seis presidentes latino-americanos que bateram em retirada quando Michel Temer começou a falar, em 2016, por considerá-lo golpista e usurpador.

Na segunda-feira, a prova viva de que o Brasil perdeu o protagonismo e a relevância que conquistou nas últimas décadas na questão ambiental.

As sanções dos EUA contra a Venezuela

sábado, 21 de setembro de 2019

RJ não marcha por Ágatha, executada pela PM

Da série: Quantos Marielle ainda vai ter de receber?
Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo:

O Rio de Janeiro deveria estar na rua em protesto contra o assassinato da menina Ágatha Félix, 8 anos, pela polícia de Witzel.

No entanto, o Rio de Janeiro está em casa.

Ou melhor, nem todo ele: as pessoas do Complexo do Alemão, onde ela foi baleada, saíram com cartazes.

Tristes, poucas, cansadas, desanimadas, mais do que revoltadas.

O Rio de Janeiro, que elegeu um governador genocida e um prefeito bispo da Universal, não se importa com seus mortos diários.

A mídia e as relações obscenas da Lava-Jato

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Em 420 páginas e com artigos de 60 autores, o livro Relações obscenas: as revelações do The Intercept/BR (Ed. Tirant Lo Blanch) será lançado no dia 1º de outubro, na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo. Organizado por Wilson Ramos Filho, Maria Inês Nassif, Hugo Cavalcanti Melo Filho e Mirian Gonçalves, a obra conta ainda com ilustrações de Renato Aroeira e prefácio do escritor e jornalista Fernando Morais. Além do lançamento do livro, haverá debate com as participação de Wilson Ramos Filho ("Xixo"), Maria Inês Nassif e Gustavo Conde.

Witzel e o massacre como política

Por Jandira Feghali, no site Vermelho:

O Rio de Janeiro assiste, entre estupefato e impotente, ao verdadeiro caos que tomou o lugar de uma política de segurança que há muito é esperada pela sociedade fluminense. O aumento da atuação de milícias, o despreparo da polícia e um governo que tem na bala a solução para o combate ao crime fazem de nosso estado uma bomba relógio prestes a explodir.

A isso se soma um perigoso discurso de que todos os que moram em favelas, comunidades e em habitações inseguras o fazem conscientes dos riscos e, por isso, suas vidas não importam. Ora, deste discurso equivocado – sustentado pelo racismo estrutural – para as ações em curso no Rio de Janeiro é um pulo.

Bolsonaro, a destruição ambiental e o caos

Charge: Rodrigo de Matos/Cartoon Movement
Por Nilto Tatto, na revista Teoria e Debate:

Estou próximo de completar 40 anos ininterruptos acompanhando de perto, seja como assessor político de entidades, atuando em organizações não governamentais e agora no segundo mandato de deputado federal pelo estado de São Paulo, o arcabouço ambiental no país, os avanços nas políticas públicas de defesa do meio ambiente, limites e debates acalorados apontando contradições entre projetos de desenvolvimento nacional e a necessária preservação ambiental e social, tanto da natureza quanto das comunidades que vivem no entorno de empreendimentos de qualquer tipo. Nesse período, nunca presenciei nada parecido com a sanha destrutiva do governo Bolsonaro em relação ao meio ambiente, o pouco caso com as leis e o salvo-conduto estatal a criminosos ambientais, personificado na figura de seu ministro Ricardo Salles, filiado ao Partido Novo, que de novidade trouxe apenas a aceleração da destruição da Amazônia em índices alarmantes.

Globo será engolida por grupos internacionais

O autoritarismo de quem fala mais alto

Por Jason de Lima e Silva, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

Já não há como ficar em cima do muro. O insuportável tem nome e sobrenome. Teve urna também. E a utopia da farda, autoritarismo, o reino de Salomão, nada disso salvou o país de coisa alguma, apenas deixou mais claro as suas contradições.

O que nos ensina muita coisa sobre essa terra tão bela e extensa, que já tem, como dizia Villa-Lobos em 1951, “a forma geográfica de um coração”.

Primeiro, há um esquecimento estratégico de sua história. Negar ter havido ditadura, por exemplo, é repetir a obrigação profissional do protagonista de 1984: incinerar os documentos e toda a verdade que pudesse desmoronar o poder estabelecido.


O dia em que entrevistei Lula na prisão

Foto: Ricardo Stuckert
Por Renato Rovai, em seu blog:

Hoje foi um dia bem diferente dos demais do ponto de vista profissional. Eu não passei a noite ansioso, não acordei nervoso, não deu dor de barriga na hora de preparar as perguntas. Nada disso. Mas eu estava meio embaralhado, meio angustiado e até mais triste do que feliz.

Eu acordei umas 6h da manhã para ir à entrevista do presidente Lula. Não é exatamente uma novidade para mim entrevistá-lo. Nunca contei as vezes que o fiz, mas certamente já devem estar perto de 10. Se for contar as pequenas entrevistas, talvez mais de 20 ou 30.

Bacurau: um manifesto revolucionário

Imagem do Facebook: Bacurau
Por Mariana Bicalho e Rafael Leal, no site Carta Maior:

Bacurau é uma distopia cinematográfica extremamente realista. Com pequenas exceções, o recado em Bacurau é direto, sem rodeios ou surrealismos exageradamente metafóricos. Por mais que Kleber Mendonça diga que não quer passar mensagem alguma com seu novo filme, em parceria com Juliano Dorneles, as imagens e o roteiro que saltam aos nossos olhos, com fotografia, edição, trilha sonora e atuações impecáveis, não deixam dúvidas: Bacurau é um manifesto de amor pelo Nordeste, pelo Brasil e, sobretudo, pela libertação nacional.

Bolsonaro vai a ONU contradizer o mundo

Por Fernando Brito, em seu blog:

Por todo o mundo, hoje, multidões se mobilizam contra as mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Até na CNN noticia-se que a questão ganhou tanto peso que "trabalhadores e investidores estão forçando as empresas a agir” sobre a questão, como se viu ontem quando fundos de investimento cobram providências do Brasil sobre as queimadas na Amazônia.

Na terça-feira, Jair Bolsonaro vai à ONU, entrar na contramão disso.

Vai aproveitar uma “belíssima” chance de tornar nosso país mais discriminado perante a comunidade internacional.

Lula não pode ser solto

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

“O mais encoberto
tornou-se o mais manifesto,
todos os velhos
paradoxos do devir reaparecerão
numa nova juventude –
transmutação.”
Deleuze


As formas e o discurso da opressão mudam em cada ciclo da História, mas tem na transmutação a sua permanência essencial. O Promotor que pediu a condenação de Antonio Gramsci disse ao Tribunal Fascista que o julgava, algo como: “façam este cérebro parar de pensar por 20 anos!” O acusador de Nelson Mandela, no Tribunal do “apartheid” pediu ao Juiz – branco e fascista – mais ou menos isso:
“matem esse homem!” Os Promotores da República de Curitiba e o Juiz Moro acertaram na surdina, talvez o seguinte: “vamos tirar Lula da corrida, para que seja Presidente qualquer um, menos ele.” Dizem que “Che” falou ao seu carrasco: “aponta bem, vais matar um Homem!” Cada vítima com seu algoz, cada algoz preparando sua infinita pequenez perante a História, ao deparar-se com indivíduos bem maiores do que ele.

Internet: liberdade é controle

Por Rafael Evangelista, no site Outras Palavras:

Duas palavras vêm permeando o debate sobre o futuro – em grande medida, o presente – da democracia frente ao domínio das grandes plataformas: desordem e desinformação. Grandes conglomerados como Google/Alphabet [1] e Facebook já extrapolaram, faz muito tempo, seu papel como simples empresas de tecnologia – ainda que isso nada tenha de simples. Tornaram-se gigantescos grupos de mídia, de informação e comunicação, responsáveis maiores pelo acesso filtrado do globo ao sistema de notícias e de conhecimento, ao contato que temos com a realidade do mundo para além de nossas experiências pessoais.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Wilson Witzel, facínora e plagiador

Juristas pedem afastamento de Dallagnol

O golpe está nu

A omissão diante da necropolítica de Witzel

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Somando-se a outras ações anteriores desta natureza macabra, nesta quarta-feira, 18 de setembro, a polícia aérea de Witzel atacou a tiros a favela do Complexo do Alemão. Na véspera, o alvo foram os moradores do Jacarezinho.

É isso mesmo, então?

O governador genocida do Rio manda sua política atirar na cabeça do povo pobre das favelas e permanece no cargo como se nada estivesse acontecendo?

Até quando pessoas ditas de bem seguirão naturalizando o extermínio dos mais humildes?

O que sobrará do meio ambiente?

Bolsonaro na ONU: fujam para o porão!

Entrevista exclusiva de Lula à revista Fórum

Bitcoin e os golpes financeiros

O atraso no debate macroeconômico

Por Paulo Nogueira Batista Jr., na revista CartaCapital:

Volto a invocar Aristóteles. A virtude está no meio, dizia ele – preceito que eu, quando mais jovem, considerava um tédio total. E ainda considero. Devo reconhecer, entretanto, que o preceito pode ter alguma utilidade prática.

Considere, leitor, o debate sobre política fiscal e contas públicas, que se tornou novamente muito agudo no Brasil. Os economistas de esquerda ou centro-esquerda, também chamados de “heterodoxos”, têm uma certa tendência a subestimar a importância da restrição fiscal.

Bolsonaro vai à ONU obrigado e com medo

Bolsonaro é um fantoche entreguista!

Um Brasil apequenado na ONU

Editorial do site Vermelho:

Um país muito maior do que o seu presidente. Essa é a constatação óbvia do que estará presente no discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 24 em Nova York. Por tradição, cabe ao Brasil ser o primeiro a se pronunciar no evento. No período recente, o país se destacou pela contundência e consistência das falas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

CPMI das fake news assombra clã Bolsonaro

O país precisa parar o genocídio de Witzel

'Véio da Havan' se cala sobre sua condenação

Do blog Viomundo:

"Luciano Hang foi condenado pelo TSE por coagir funcionários a votar no Bolsonaro. Foi assim que esse governo se elegeu: com fake news e coação de funcionários". Paulo Teixeira (PT-SP), deputado federal.

"Louro José é dono de um grande varejo do Brasil. Em 2018, ele coagiu milhares de funcionários a votar no maligno que ora governa o país. Foi condenado pelo TSE. A punição? Ridículos R$ 2 mil. Está legalizado que ricos cometam crimes eleitorais no Brasil". Margarida Salomão (PT-MG), deputada federal

"O empresário reacionário dono da Havan, Luciano Hang, foi condenado pelo TSE por campanha irregular em favor de Bolsonaro. Corre no mesmo tribunal denúncia de que a chapa vitoriosa abusou do poder econômico e usou de fake news. Duas verdades que podem derrubar o governo". Ivan Valente (Psol-RJ), deputado federal.

"Multa pequena pelo tamanho do estrago". Zeca Dirceu (PT-PR), deputado federal.

A política de segurança de Witzel é genocida

Por Virginia Berriel, no blog Cafezinho:

O Governo do Estado do Rio de Janeiro tem uma política de segurança genocida. Não existe segurança, se enganam aqueles que pensam que as operações policiais nas favelas e periferias são apenas para combater crimes ou tráfico de drogas. Não são para prender bandidos ou traficantes somente. A maioria das operações são para demonstração de força e poder, servem para humilhar, matar e exterminar o povo negro, pobre e favelado.

É necessário parar Wilson Witzel. Não é possível que os cariocas continuem a assistir passivamente as atrocidades, a barbárie da polícia nas favelas do Rio.

O bolsonarismo e a desconstrução nacional

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Na raiz da articulação internacional da extrema-direita, de que o bolsonarismo é um subproduto, está a desconstrução das sociedades-nacionais, com suas instituições e projetos de desenvolvimento. Esta linha de ação foi formulada por Steve Bannon (ponto central do movimento que chama de nacional-populista, admirador de Matteo Salvini, Victor Orbán e do nosso paraquedista) e está captada pelo documentário “Privacidade hackeada” com as seguintes palavras: “Se você quiser mudar fundamentalmente a sociedade, primeiro tem que destruí-la”. A tese-lema foi repetida pelo capitão Bolsonaro, já presidente, no famoso banquete com o qual homenageou o astrólogo de Virgínia e guru seu e de sua grei: “O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer”.

Guedes persiste no mal: capitalização

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Os brasileiros e brasileiras que começam a fazer contas para tentar adaptar-se às novas regras da Previdência precisam tomar consciência de que a batalha não terminou e a mais grave das ameaças já voltou ao horizonte. 

Editorial do Estado de S. Paulo ( 19/09/2019) revela que o ministro da Economia Paulo Guedes opera nos bastidores de Brasília para eliminar a principal fonte de recursos para a preservação de nosso sistema público de aposentadorias -- a contribuição patronal, até agora mantida na reforma aprovada na Câmara, em fase final de votação no senado.

Austeridade e privatização se consolidam

Por Ana Luíza Matos de Oliveira, no site da Fundação Perseu Abramo:

Enquanto grupo de economistas tenta mostrar que o teto de gastos brasileiro proposto pela Emenda Constitucional 95 é prejudicial para a sociedade brasileira, o que raramente tem espaço no mainstream, a mídia tem apontado que há pressões para que o governo descumpra o novo regime fiscal propositalmente, o chamada Teto de Gastos previsto pela EC 95/2016. Este descumprimento acionaria uma série de medidas previstas no artigo 109 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, redação dada pela EC 95, e aceleraria a redução do papel do Estado na Economia. As medidas seriam, por exemplo, vedar concessão de aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores e empregados públicos e militares e a realização de concursos públicos.

Paulo Guedes pego na mentira

Por Paulo Kliass, no site Outras Palavras:

Os efeitos perversos provocados pela profunda crise econômica e social que nosso País atravessa não cessam de aumentar. Desde 2015 até o momento atual o PIB brasileiro passa pela maior estagnação de que se tem conhecimento por nossas terras. A atividade econômica começou a ser abalada logo depois da vitória de Dilma Rousseff nas eleições de 2014, quando ela conquistou o direito de exercer seu segundo mandato.

Os reflexos do golpe de 2016 na saúde

Por Rodrigo Gomes e Cláudia Motta, na Rede Brasil Atual:

O Brasil teve a oportunidade de experimentar por três décadas a construção de um sistema universal de saúde baseado na ideia de que esse é um direito de todos e um dever do Estado. Mas, após três anos do golpe que em 31 de agosto destituiu definitivamente Dilma Rousseff da Presidência da República, essa construção corre grave risco e pode levar o país a uma situação de barbárie social.

Época recua diante da milícia bolsonarista

Por Altamiro Borges

O Grupo Globo, que edita a ‘Época’, acovardou-se diante da gritaria da famiglia Bolsonaro e das suas milícias digitais. Num primeiro momento, a revista divulgou uma nota afirmando que a reportagem sobre a nora do “capetão”, casada com o filhote 03, não havia ferido qualquer princípio ético. Mas diante das ameaças – sabe-se lá de que teor –, o império global emitiu um segundo comunicado pedindo desculpas ao clã. Com o recuo, a diretora de redação Daniela Pinheiro, o redator-chefe Plínio Fraga e o editor Marcelo Coppola pediram demissão da revista. O clima no Grupo Globo é de revolta entre os jornalistas com um mínimo de dignidade.

Bolsonaro quer congelar o salário mínimo

Charge: Gladson Targa
Por Altamiro Borges

E ainda teve trabalhador que acreditou na conversa fiada dos fascistas e votou em Jair Bolsonaro nas eleições de outubro de 2018. Passados quase nove meses de governo, muitos já estão rompendo o cordão umbilical com esse monstro. E motivos não faltam. O laranjal bolsonariano só tem maldades contra os assalariados. A última sacanagem é a intenção manifesta do governo de congelar o reajuste do salário mínimo. O aumento real já tinha sido extinto pela quadrilha que assaltou o poder após o golpe contra Dilma Rousseff. Agora, o "capetão", que é o fruto fascista daquele golpe, quer acabar com a reposição das perdas inflacionárias. É uma sacanagem que justifica explosões de revolta!

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Bolsonaro pode passar vexame na ONU

CPI das fake news apavora clã Bolsonaro

Por Altamiro Borges

Ninguém mais duvida de que o uso massivo de mensagens digitais mentirosas, as famosas fake news, teve papel decisivo na vitória do fascista Jair Bolsonaro nas eleições de outubro passado. Sem tempo de tevê no horário eleitoral, sem estrutura partidária e fugindo dos debates, principalmente após a facada em Juiz de Fora, o político tosco e fisiológico, conhecido deputado do baixo clero, usou e abusou das redes sociais na sua sombria campanha.

A volta das filas de desempregados

Guedes mentiu sobre 'reforma' da Previdência

Temer admite golpe pra limpar sua biografia

O pensamento ortodoxo só dá vexame

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

Em minhas peripatéticas incursões nos labirintos da mídia nativa, topei com instigantes manifestações da sabedoria econômica. Na segunda-feira, 9, entreguei-me à leitura do artigo assinado por três expoentes da turma “Arrocha que Vai”, uma defesa empolgada da chamada PEC do Teto. Assinam o texto Marcos Lisboa, Marcos Mendes e Marcelo Gazzano.

Entre as descobertas dos insignes cientistas da sociedade, encontrei uma pérola digna de incrustar a coroa do pensamento econômico, outrora dominante, hoje contestado em seu próprio campo. Dizem os sabichões: “O Brasil cresce pouco há quatro décadas. Até a década de 1970, a expansão da economia decorria, em boa medida, do aumento acelerado da população em idade de trabalhar. Esse ciclo se encerrou”.

Bolsonaro oficializa jaguncismo no campo

Editorial do site Vermelho:

É impossível não constatar uma insânia no gesto do presidente Jair Bolsonaro de sancionar o Projeto de Lei que permite a proprietários de imóveis rurais a posse de armas de fogo em toda extensão da propriedade. Pela nova Lei, prevalece o primado da força sobre o bom senso, a égide da lógica incivilizada do faroeste. Ela desconsidera o histórico brasileiro de violência no campo, produto de uma estrutura social profundamente injusta que tem no monopólio da terra um dos pilares principais.

O poder das milícias no Brasil

Um bate-papo com Fernando Morais

A reação aos médicos cubanos dá vergonha

As cabeçadas de Paulo Guedes e Sergio Moro

A Esfinge da organização sindical

Por João Guilherme Vargas Netto

Em 1950 o matemático Norbert Wiener lançou nos Estados Unidos seu livro: “Cibernética e sociedade: o uso humano de seres humanos” em que pessimistamente dizia que “a máquina automática representa o equivalente econômico perfeito do trabalho escravo. Qualquer trabalho que concorra com o trabalho escravo deve aceitar as condições econômicas do trabalho escravo.”

terça-feira, 17 de setembro de 2019

O complô dos EUA para derrubar o Papa

Por Eduardo Febbro, no site Carta Maior:

“Para mim, é uma honra que os norte-americanos me ataquem”, disse o Papa Francisco quando o jornalista francês Nicolas Senèze, correspondente do diário católico La Croix em Roma, mostrou a ele o livro-reportagem sobre o complô estadunidense contra o seu papado, durante a viagem de avião que os levou a Moçambique. O título da obra é “Como a América atua para substituir o Papa” (o título original é “Comment l’Amérique veut changer de Pape”).

Depois do senhor Guedes e de seu capitão

Por José Luís Fiori, no site Outras Palavras:

"Existe uma pergunta parada no ar: o que passará no país quando a população perceber que a economia brasileira colapsou e que o programa econômico deste governo não tem a menor possibilidade de recolocar o país na rota do crescimento?". J.L.F. “A danação da história e a disputa pelo futuro”, Jornal do Brasil, 6/6/19

No início dos anos 90, na véspera de sua dissolução, a União Soviética tinha 293 milhões de habitantes, e possuía um território de 22.400.000 km, cerca de um sexto das terras emersas de todo o planeta. Seu PIB já tinha ultrapassado os dois trilhões de dólares, e a URSS era o segundo país mais rico do mundo, em poder nominal de compra. Além disso, era a segunda maior potência militar do sistema internacional, e uma potência energética, o maior produtor de petróleo bruto do mundo. Possuía tecnologia e indústria militar e espacial de ponta, e tinha alguns dos cientistas mais bem treinados em diversas áreas, como a física de altas energias, medicina, matemática, química e astronomia. E, finalmente, a URSS era a potência que dividia o poder atômico global com os Estados Unidos. Mesmo assim, foi derrotada na Guerra Fria, sendo dissolvida no dia 26 de dezembro de 1991, e depois disto, durante uma década, foi literalmente destruída.

A arapuca das páginas amarelas da Veja

Por Leandro Fortes

As páginas amarelas da revista Veja exercem, para a esquerda, um fascínio semelhante ao que aquelas armadilhas luminosas que, colocadas estrategicamente sobre a mesa, atraem e torram insetos distraídos.

Mesmo no auge de sua popularidade nefasta, quando era praticamente o braço armado das classes dominantes contra os governos do PT, as amarelas conseguiam seduzir quadros da esquerda para seu abismo editorial.

Deltan e a procuradora que assumiu complô

Por Jeferson Miola, em seu blog:   

Em mensagem a Deltan Dallagnol, a procuradora da República Thaméa Danelon assumiu sua participação ativa num complô para derrubar o ministro do STF Gilmar Mendes.

A nova revelação do Intercept não deixa dúvidas: Thaméa se associou criminosamente a um advogado [Modesto Carvalhosa] para tramar o pedido de impeachment de um ministro da Suprema Corte do país.

Modesto Carvalhosa é um defensor canino da Lava Jato e, por extensão, da Fundação que Deltan Dallagnol criara com R$ 2,5 bilhões da Petrobrás [e mais outros 6 bilhões da Odebrecht] para indenizar acionistas minoritários da estatal que, por coincidência, tinham seus interesses defendidos por ele mesmo, Carvalhosa.

PSL de Bolsonaro teme a CPI das fake news?

Do blog Socialista Morena:

Os parlamentares do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, obstruíram nesta terça-feira a sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das fake news que iria discutir seu plano de trabalho. Primeiro os bolsonaristas tentaram anular a sessão anterior e, em seguida, impediram a votação da ata da reunião. É de se perguntar: por que o partido de Bolsonaro teme tanto a investigação das fake news, se eles mesmos vivem acusando a imprensa comercial de produzi-las?

A trágica vocação para o erro dos militares

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Durante os governos Lula e Dilma foi concebida e entrou em vigor a Estratégia Nacional de Defesa, precedida por um debate que envolveu representantes do governo, das forças armadas, do Congresso Nacional e da sociedade.

Também foi na era petista que a alarmante falta de recursos e estrutura nos quartéis teve fim. Com uma dotação orçamentária maior, a tropa deixou de ser dispensada mais cedo e folgar em dias de semana devido à falta de dinheiro até mesmo para o “rancho”, a comida dos soldados. Essa realidade, quem diria, volta a assombrar os militares em 2019, justamente num governo chefiado por um capitão da reserva e repleto de generais.

Bolsonaro põe Moro em banho-maria

Por Fernando Brito, em seu blog:

O Valor noticia que, hoje de manhã, Jair Bolsonaro e Sergio Moro reuniram-se no Palácio da Alvorada e decidiram que “por enquanto, Maurício Valeixo permanece no comando da Polícia Federal".

É, como se disse ontem aqui, a realidade que emanava da imagem ficcional da visita do casal Moro ao chefe, domingo, no hospital, a qual chamei de Mão atada, pé amarrado.

Bolsonaro não demite – por enquanto – o diretor da PF, mas este perde poder e assume o compromisso (que Moro fiscalizará) de que as investigações sobre assuntos desconfortáveis para Bolsonaro. Moro se mantém dentro do governo, não diverge das loucuras jurídico-legislativas do ex-capitão e, sobretudo, nega seu nome como ponto de aglutinação dos descontentes do bolsonarismo.

Justiça rejeita nova denúncia contra Lula

Da Rede Brasil Atual:

Em derrota para a seção paulista da Operação Lava Jato, a Justiça Federal rejeitou, nesta segunda-feira (16), a denúncia de corrupção passiva apresentada na semana passada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um de seus irmãos, José Ferreira da Silva, o Frei Chico. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Na decisão, o juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, criticou o Ministério Público Federal: “A denúncia é inepta. Não seria preciso ter aguçado senso de justiça, bastando de um pouco de bom senso para perceber que a acusação está lastreada em interpretações e um amontoado de suposições”, afirmou.

Bacurau: Estava demorando…

Por Gilberto Maringoni

A direita e o conservadorismo decidiram que Bacurau é um filme ruim, raso, populista e de narrativa pobre. O roteiro é unidimensional, são desconsideradas as contradições em uma sociedade complexa e os personagens são arquétipos toscos de manuais de política esquerdista.

Penso serem essas as melhores recomendações para quem não liga para preconceitos pedantes ir correndo ver a fita.

Pois Bacurau rompe a ideia disseminada de apresentar os pobres como figurantes passivos da máquina de moer carne de uma sociedade para lá de injusta. Bacurau vale-se de uma linguagem de paródia à Tarantino – como muitos já apontaram – para injetar sangue nos olhos de quem assiste. Há um pique de gibi na tela.

Olavetes estão de olho no general Mourão

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Jornalista é alvo de milícias bolsonaristas

A guerra bolsonarista contra a imprensa

Deltan Dalllagnol está para cair

Cortes em bolsas colocam educação em risco

Lava-Jato foi decisiva para o golpe de 2016

Por Dilma Rousseff, na revista CartaCapital:

Março de 2016 entra para a história como o mês em que foram cometidas algumas das maiores trapaças de nossa história política. Os áudios vazados pela Lava Jato para a Rede Globo, naquele mês, reproduzidos dezenas de vezes num mesmo dia, ajudaram a incendiar os ânimos no Congresso, ampliar a bancada golpista aliciada e comandada por Eduardo Cunha e criar o ambiente propício ao impeachment sem crime de responsabilidade.

Reforma sindical: com o pé na mina!

Por Clemente Ganz Lúcio, no site Vermelho:

O governo federal criou o Grupo de Altos Estudos do Trabalho (Gaet), instalado em 30 de agosto e que será coordenado pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra, o mesmo que atuou na elaboração da reforma trabalhista contida na Lei 13.467/2017.

O objetivo do Gaet é propor novas mudanças na legislação trabalhista para avançar ainda mais na ampla reforma realizada em 2017. Composto por ministros e magistrados da Justiça Trabalhista, o Gaet terá 4 órgãos temáticos, que se reunirão quinzenalmente – o grupo completo se encontrará uma vez por mês. Segundo declaração da juíza do trabalho, do TRT-MG, Ana Fischer, no Twitter: “há muito o que ser feito” para simplificar contratações e revisar o modelo sindical brasileiro (Gazeta do Povo, 30/08/19). Deu para entender?

Bolsonaro pode passar vexame na ONU

Por José Reinaldo Carvalho, no blog Resistência: 

O Brasil pode estar às vésperas do maior vexame diplomático da história. Não é uma constatação alarmista da oposição, mas de setores do próprio governo federal, que, lidando com informações privilegiadas, consideram a hipótese de que líderes internacionais se levantem e deixem o recinto da Assembleia Geral da ONU quando Bolsonaro subir à tribuna do órgão internacional e pronunciar o discurso de abertura, caso ele compareça, no dia 24 de setembro.

Levanta a mão quem ainda apoia Bolsonaro!

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Fora motoristas de táxi, policiais, milicianos, fanáticos religiosos, desmatadores e picaretas em geral, está cada vez mais difícil encontrar alguém que ainda defenda o governo Bolsonaro.

Entre arrependidos, enrustidos e gente que nem toca mais no assunto, o fato é que, segundo todas as últimas pesquisas, a aprovação do ex-capitão caiu para a faixa de 30%, e 50% rejeitam o presidente eleito há menos de um ano.

Os outros 20% continuam em cima do muro como no dia da eleição.

E o que faz a familícia no poder?

Deputado do PSL e o Brasil miliciano

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Vestindo uma farda militar repleta de medalhas de condecorações, um deputado bolsonarista subiu ao púlpito para oferecer um freela para assassinos: R$ 10 mil em troca da morte de um suspeito de ter assassinado uma mulher naquela mesma manhã, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Estava ali um representante do povo, na casa do povo, requisitando os serviços de um matador de aluguel. Um homem com carreira militar, condicionado a cumprir e a fazer cumprir as leis, estava ali, na casa onde se fazem leis, procurando um parceiro para a co-autoria de um crime. Poderia ser uma cena de comédia surrealista, mas é só mais um episódio corriqueiro no Brasil bolsonarista, o Brasil miliciano do PSL.

Vale segue com apetite para matar

Por Aloisio Morais, no site Jornalistas Livres:

Todo ano acontece a mesma coisa: a Vale trata de colocar fogo na mata junto à Cachoeira da Jangada, entre Córrego do Feijão e Casa Branca, distritos de Brumadinho, segundo os atentos moradores vizinhos. O objetivo já se sabe: destruir a mata para que a empresa possa obter autorização dos órgãos ambientais para expandir a extração de minério de ferro, que ainda há muito por lá. Foi ali perto que estourou a barragem que matou 248 pessoas no fatídico dia 25 de janeiro. Ainda há 22 pessoas desaparecidas. Até quando?

'Fake news' e o ódio sob anonimato

Por Isaías Dalle, no site Carta Maior:

Exceto países da África e alguns do Oriente, o Brasil foi o último, naquele planeta dividido entre metrópoles imperiais, colônias e povos em luta pela autonomia, a permitir a existência de jornais, panfletos e outros impressos. A autorização para a existência de máquinas capazes de imprimir e propagar ideias chegou junto com a Corte de D. João VI, em 1808. Porém, o surgimento de uma imprensa regular e diversa em solo brasileiro só aconteceria mesmo a partir da segunda década dos anos 1800.

Sem Lula Livre não temos democracia

domingo, 15 de setembro de 2019

Além de facínora, Wilson Witzel é plagiador

Por Altamiro Borges

O site BBC News Brasil postou na sexta-feira (13) mais uma grave denúncia contra Wilson Witzel, o oportunista que governa com factoides e brutal violência o Estado do Rio de Janeiro. Segundo a reportagem de Matheus Magenta, “a dissertação de mestrado defendida pelo então juiz federal, hoje governador pelo PSC, tem ao menos 63 parágrafos copiados de trabalhos publicados por outros seis autores, incluindo um artigo inteiro e a íntegra de um capítulo de outro texto”. Ou seja: além de facínora, o demagogo ainda é plagiador.

A nora de Bolsonaro e o ódio à imprensa

Por Altamiro Borges

A famiglia “acima de tudo” Bolsonaro, que só chegou ao poder graças à criminalização da política promovida pela mídia monopolista, está cada dia mais agressiva contra a liberdade de imprensa. O “capetão” ameaça jornalistas e não esconde sua intenção de asfixiar financeiramente veículos que são tratados como inimigos. Qualquer matéria minimamente crítica é motivo da histeria do clã e das suas milícias reais e digitais. Nessa semana, uma reportagem publicada na revista Época sobre a nora do presidente despertou a ódio fascista.

ONU rejeita as “arminhas” de Bolsonaro

Por Altamiro Borges

O “capetão” Jair Bolsonaro, que ainda se recupera de uma cirurgia, jurou que vai participar – “nem que tenha que ir de cadeira de rodas” – da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. O discurso de abertura tradicionalmente cabe ao presidente brasileiro e será feito em 24 de setembro. Apesar da convalescença, o fascistoide não terá sossego no evento. Especula-se, inclusive, que alguns países poderão até boicotar suas bravatas de abertura, retirando seus representantes da solenidade oficial nos EUA.

PF pressiona Moro. É a cobra que se criou

Por Fernando Brito, em seu blog:

Manchete da Folha, hoje: Indefinição leva a risco de paralisia na PF, que cobra Moro.

Dado o estado das instituições públicas brasileiras, não causa espanto algo que deveria ser escandaloso do ponto de vista institucional.

Polícia não é partido político, nem delegado é deputado que age assim ou assado nas suas funções para cobrar governos.

Como não deveriam ser juízes, procuradores, fiscais da Receita, porque seu poder de repressão, dado pelo Estado, exige total afastamento de interesses pessoais ou corporativos.

Quem não quer que Lula fique livre

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Sabemos que a luta política produz mais surpresas e dificuldades do que se costuma admitir.

Quando as revelações da Vaza Jato demonstram de forma definitiva a natureza grotesca da prisão de Lula, seria natural imaginar que o apoio ao movimento que tenta anular um processo claramente injusto e tendencioso, tivesse atingido a quase unanimidade dos setores democráticos da sociedade brasileira, certo?

Errado.

Nos últimos dias tem sido fácil notar que a campanha pela liberdade de Lula, movimento "Lula Livre", iniciado no mesmo dia em que ele foi conduzido a Curitiba, enfrenta um silêncio impensável do ponto de vista da reconstrução das garantias democráticas ameaçadas pela Lava Jato e pelo processo autoritário iniciado pelo golpe de 2016, reforçado pela eleição de Jair Bolsonaro.

Janaína Paschoal admite farsa do impeachment

Por Fabio M. Michel, na Rede Brasil Atual:

Três anos depois do golpe que derrubou Dilma Rousseff, levou Michel Temer ao poder e culminou com a eleição de Jair Bolsonaro presidente do Brasil, a agora deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma, confessou que as “pedaladas fiscais”, usadas como base para justificar o afastamento da presidenta, foram uma farsa. “Alguém acha que Dilma caiu por um problema contábil?”, escreveu a advogada em sua conta no Twitter na manhã deste sábado (14).

Os rebentos do capitão Bolsonaro

Por Leandro Fortes, na revista Fórum:

Caso alguém ainda tivesse alguma dúvida sobre o complexo freud(peni)iano que atormenta Eduardo Bolsonaro, a foto dele, armado, ao lado do pai recém-operado, num quarto de hospital, encerrou o assunto. Mas não é só isso.

O 03 tem, como os demais irmãos, deficiências mentais e psicológicas potencializadas, certamente, por uma criação disfuncional sob a batuta de um pai desesperadamente rude, para dizer o mínimo. Para cada um deles, Bozo criou uma expectativa brutal de realização pessoal sem margem de escolha, todos inseridos precocemente na política sob a mesma moral religiosa, ideológica e social. O resultado é esse espetáculo grotesco, inumano, essa agonia em praça pública de três homens atormentados.