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domingo, 30 de agosto de 2020

Pandemia: grande negócio para transnacionais

Bolsonaro faz farra com R$ 325 bi do Tesouro

Editorial do site Vermelho:

De quem é o Tesouro Nacional? Segundo a legislação, é seu dever, como instrumento do governo federal gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional, administrar os recursos financeiros que entram nos cofres públicos. É o caixa-forte do Brasil. Sua função precípua seria atender às necessidades do país, priorizar as necessidades da população, função bem definida na Constituição ao estabelecer deveres e direitos do Estado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

O fim de Guedes e o populismo de direita

Economia mundial afunda e Guedes bravateia

Por Altamiro Borges

Só mesmo o charlatão Paulo Guedes, o "fritado" de um ministério em "debandada", ainda bravateia que a economia vai deslanchar em breve. Divulgado nesta quarta-feira (26), relatório da OCDE aponta que os 36 países mais ricos do planeta tiveram queda recorde do PIB, de 9,8%, no segundo trimestre deste ano.

Segundo o estudo, a pandemia da Covid debilitou ainda mais uma economia que já estava doente. Antes da atual crise, o maior recuo nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi de 2,3% no primeiro trimestre de 2009, quando o capitalismo viveu o auge da crise financeira global.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Teto de Gastos não cobre os mais pobres

A sobrevivência de Paulo Guedes

Guedes está nu e com a mão no (seu) bolso

Por Fernando Brito, em seu blog:

Paulo Guedes não vale mais um tostão furado.

Saia – como é provável – do Ministério ou permaneça no cargo, completamente desmoralizado por um presidente que vai a público dizer que desautoriza a proposta de seu “superministro” e manda suspender o tal Renda Brasil que Guedes definia como o “Big Bang” da reconstrução nacional já importa bem pouco.

Se com a “garfada” de R$ 20 bilhões do abono – como venho insistindo aqui – Guedes estava às voltas com uma “Operação Cata-Cata” para fazer um milagre de arranjar dinheiro para fazer seu “Bolsa Bolso”, sem ela o programa é, numa palavra, impossível.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A subtributação dos super-ricos no Brasil

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Escolhi hoje um tema perigoso: a subtributação dos super-ricos. A turma da bufunfa é poderosa e tem verdadeiro horror de contribuir para o financiamento do Estado. Resiste ferozmente a qualquer tentativa de extrair dela alguma contribuição. E quem se dispõe a tratar do assunto corre o risco de ser caçado a pauladas, feito ratazana prenhe, como diria Nelson Rodrigues.

Assim, é natural que poucos se animem a entrar nessa seara. Recentemente, um grupo numeroso de economistas, muitos deles ligados ao mercado e a instituições financeiras, assinaram um longo artigo-manifesto, publicado pela Folha de S.Paulo, sobre a situação fiscal brasileira (“É preciso rebaixar o piso de gastos para que o teto não colapse”, 17 de agosto, p. A14). O artigo não é ruim, está até bem argumentado, mas é notável que não contenha uma linha sequer sobre a injustiça do sistema tributário e a subtributação dos ricos.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

O insaciável apetite dos bancos

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

As grandes instituições financeiras tupiniquins parecem atuar em um universo paralelo. O Brasil está sentindo os efeitos dramáticos da pandemia em praticamente todas as suas dimensões. Para além das quase 120 mil mortes, assistimos ao crescimento impressionante do desemprego e da precariedade no mercado de trabalho, com consequências terríveis para grande maioria de nossa população. Do ponto de vista das empresas, observa-se igualmente um quadro de enormes dificuldades, com aumento exponencial do encerramento de atividades, falências e diminuição do faturamento.

domingo, 23 de agosto de 2020

Bolsonaro estimula quebradeira de empresas

Editorial do site Vermelho:

O projeto de lei sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro que cria um programa de crédito com linhas para microempreendedores individuais (MEIs), micro, pequenas e médias empresas suscita algumas reflexões. Pode-se dizer que é uma medida tardia e insuficiente. O Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) foi criado por uma Medida Provisória em junho e aprovado pelo Congresso Nacional.

O fim do mundo e o Big Bang bolsonarista

Por Fernando Brito, em seu blog:

Creia ou não o respeitável público, teremos amanhã o festim do “”Encontro Brasil vencendo a Covid–19“, direto do Palácio do Planalto, quem sabe para comemorar, na base do “tem de manter isso” as mil vidas que são ceifadas todos os dias e as 115 mil que, naquele dia, já se foram.

No dia seguinte, no mesmo Pátio dos Milagres, comemorar-se-á o “Big Bang Day“, a recriação do mundo econômico do social por Paulo Guedes, que fará emprego e dinheiro jorrarem como um chafariz: a água é a mesma, não entra um litro sequer, mas os esguichos, certamente iluminados por feéricas luzes verdes e amarelas darão a impressão de que agora, cairá do céu o maná que a todos salvará da fome e do caos.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Plano de Flávio Dino e abismo de Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:

O Plano Emergencial de Empregos Celso Furtado lançado pelo governador do estado do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) representa um forte contraste com a política econômica do governo Bolsonaro. Ao todo, serão investidos R$ 558 milhões em obras e compras públicas, com investimentos que serão realizados entre os meses de agosto a dezembro deste ano. Uma das principais metas, segundo o governo maranhense, é a manutenção do número de empregos criados no mesmo período de 2019, que foi de 62.927 admissões.

Os liberais não quebraram seus santos

Por Fernando Brito, em seu blog:

O Valor traz hoje em sua capa a manchete que afirma que o ministro da Economia Paulo Guedes assume Pró-Brasil e amplia o programa para criar empregos.

E você já leu em inúmeros lugares e declarações que Jair Bolsonaro, com o “Renda Brasil”, vai dobrar o Bolsa Família, em valor e alcance.

Tudo muito bom, desde que você esqueça o que realmente pensa esta gente que cansou de apontar o Bolsa Família como um programa populista, que estava tornando os brasileiros vagabundos que não queriam trabalhar, mas viver do auxílio e de que era melhor emprego sem direito do que direitos sem emprego.

O que houve? Uma epifania? Uma conversão milagrosa destas mentes à ideia de que o progresso econômico se funda na elevação do poder de compra da população e dos seus níveis de bem-estar?

O teto de gastos asfixia a democracia

Por Juliane Furno, no jornal Brasil de Fato:

Antes de entrar propriamente dito no argumento central que proponho nessa reflexão, a saber: que o teto de gastos fere e asfixia democracia – quero tecer alguns comentários de ordem mais geral.

O primeiro deles é que a aprovação da Emenda Constitucional nº 95, em 2016, partiu de uma premissa equivocada.

Se é certo que desde 2014 o Brasil passou a incorrer em desequilíbrio fiscal – ou seja, a gente passou a gastar mais do que a gente arrecadava – é certo, também, que para solucionar esse desequilíbrio a gente teria, pelo menos, dois caminhos.

No entanto, depois de marteladas tantas vezes na nossa cabeça, a ideia de que o Estado não pode gastar mais do que arrecada, a gente achou – por óbvio – que o ajuste desse desequilíbrio teria que ser feito, necessariamente, cortando gastos.

Manifesto pelo fim do teto de gastos

Por César Locatelli

“Para fazer frente aos desafios do Século 21, é preciso repensar a atuação do Estado, o que necessariamente passa por uma revisão daquilo que sabemos que já não funciona.” E revisar o que não funciona passa, especialmente, pela extinção do teto de gastos que comprime as políticas sociais de saúde, educação e assistência e os investimentos da União.

Essa é a mensagem central do documento “Teto de gastos, a âncora da estagnação brasileira e da crise social”, organizado pela ABED – Associação Brasileira de Economistas pela Democracia e que recebeu a assinatura de 380 economistas. Além da extinção do teto de gastos, o documento exige um pacto social mais harmônico e uma reforma tributária progressiva.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Teto dos gastos públicos e farra financeira

Editorial do site Vermelho:

Com a aproximação do limite para o governo enviar a proposta de orçamento da União de 2021 ao Congresso Nacional, em 31 de agosto, intensifica-se o debate sobre a Emenda Constitucional 95, que impôs o chamado teto dos gastos públicos. A controvérsia começa pelo nome, uma vez que ela na verdade limita investimentos nas áreas sociais e de infraestrutura e mantém livre as despesas financeiras com a dívida pública.

Retomada, ao que parece, só da crise

Por Fernando Brito, em seu blog:

Hoje, outra vez, o dólar superou o patamar de R$ 5,50, voltando aos níveis de maio e anulando toda a pouca valorização que havia obtido mês passado, depois que o Banco Central voltou a informar saída líquida de dólares do país, acumulando uma perda de US$ 15,2 bilhões, mesmo com o bom desempenho da balança comercial que ajudou a reduzir o déficit de US$ 54 bilhões de perdas de capital.