sexta-feira, 8 de maio de 2026

Havan é denunciada por crueldade no trabalho

Charge: Jota Camelo
Por Altamiro Borges


O site Metrópoles informou nesta quarta-feira (6) que o ricaço bolsonarista Luciano Hang, vulgo “Véio da Havan”, poderá sofrer em breve mais uma derrota judicial. “Denúncias de funcionários de uma loja da Havan em Rondonópolis (MT) levaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) a acionar a Justiça. De acordo com os autos, trabalhadores eram orientados a permanecer em pé durante todo o expediente, sob pena de punições em caso de descumprimento da determinação”.

Segundo as apurações do MPT, os funcionários não podiam se sentar nem mesmo durante os momentos de inatividade. Além disso, não eram oferecidos a eles cadeiras para descanso. Diante dessa crueldade, a 1ª Vara do Trabalho de Rondonópolis determinou, em decisão liminar, que a Havan disponibilizasse assentos com encosto aos trabalhadores e adotasse medidas voltadas à melhoria das condições de saúde e ergonomia no ambiente de trabalho. “Em caso de descumprimento da decisão, fixou multa de R$ 50 mil”, relata a matéria.

Estranhos tempos mórbidos

Charge: Nando Motta
Por Roberto Amaral

“O Brasil tem um enorme passado pela frente.” – Millôr Fernandes

Com Antonio Gramsci aprendemos que “a crise [política] consiste precisamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer; neste interregno, verifica-se uma grande variedade de sintomas mórbidos”. Trazendo a formulação do autor de Cadernos do cárcere para os tempos de hoje, talvez seja permitida a ousadia de afirmar que, em nosso caso, o novo não pode nascer (ou é impedido de nascer) porque o velho permanece vivo, prometendo uma história regressiva. Este velho, hoje, é o neofascismo revisitado — novas palavras, novos meios — mas sempre regressivo, anistórico, autoritário.

São os estranhos tempos mórbidos, estes nossos.

Nos EUA, Lula fez barba, cabelo e bigode

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:

O êxito incontestável do encontro do presidente Lula com Donald Trump superou as expectativas do próprio governo brasileiro e suplantou até a crônica má vontade da mídia corporativa para com ele.

E antes de qualquer avaliação sobre ganhos políticos ou eleitorais, o que mais importa é o reconhecimento de que Lula foi à Casa Branca em defesa dos interesses do Brasil, disposto ao diálogo e à negociação, mas demarcando como limite a observância da soberania e da democracia brasileiras.

Trump, tão áspero, foi mais que amistoso, não há que negar: mandou estender o tapete vermelho, e sorridente recebeu o visitante na porta com caloroso aperto de mão. Aceitou, de pronto, o pedido para que não houvesse sessão com a imprensa no Salão Oval no início do encontro, temendo uma daquelas emboscadas que Trump já armou para outros. Depois da visita, nas redes, chamou Lula de “muito dinâmico” e, mais tarde, de “bom homem” e de “um cara inteligente”. Na sexta-feira passada, teria encerrado o telefonema que fez para Lula com um inusitado “I love you”. Ele, que ouviu isso de Bolsonaro, talvez tenha pensado que seja um costume político brasileiro entre aliados. Lá, não é. Nem aqui, mas foi um indicador da temperatura que haveria na Casa Branca.

Cuba resiste às agressões dos EUA

Cubadebate
Por José Reinaldo Carvalho, no site Vermelho:


A diplomacia entre Brasil e Cuba ganha novo impulso em um momento especialmente grave para a América Latina: enquanto o presidente Lula recebe as credenciais do novo embaixador cubano, Víctor Manuel Cairo Palomo, os Estados Unidos ampliam o bloqueio, reforçam sanções e transformam em rotina ameaças contra a soberania da ilha. O contraste é revelador. De um lado, a cooperação, o diálogo e o respeito entre Estados soberanos. De outro, a coerção econômica, a guerra psicológica e a intimidação militar.

Ao receber as credenciais do diplomata no Palácio do Planalto, Lula reafirma uma tradição brasileira que reconhece em Cuba um país irmão, com o qual o Brasil mantém laços históricos de cooperação em saúde, agricultura, cultura, ciência, educação e defesa do multilateralismo.

Ciro Nogueira foi despachante de Vorcaro

Charge: Aroeira/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

O senador bolsonarista Ciro Nogueira, presidente do PP, foi comprado com propina e outros favores para ser despachante legislativo do esquema mafioso de Daniel Vorcaro no Senado.

É da autoria de Daniel Vorcaro o texto da proposta legislativa apresentada por Ciro Nogueira para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF de investidor – “medida que ‘sextuplicaria’ o negócio do Master e provocaria verdadeira ‘hecatombe’ no mercado”, segundo interlocutores do próprio Master.

Em mensagem trocada com um interlocutor, Vorcaro celebrou a obediência do seu capacho legislativo: “saiu exatamente como mandei”, disse.

Os fantásticos editoriais contra o Desenrola

Reprodução
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Há muitos elementos para criticar o Desenrola. Mas o nível dos argumentos invocados pelos editoriais de O Globo e a Folha só é superado pelo alerta de Carlos Alberto Sardenberg da CBN, de que não adiante bloquear o CPF de quem negociar a dívida, para bloquear nas Bets, porque as pessoas tirarão outro CPF. É fantástico! Cidadãos comuns driblando a complexidade dos CPFs só para jogar nas Bets.

Há dois temas macro explicando a inadimplência, e um tema menor.

Os dois temas macro atendem pelo nome de Bets e spreads bancários.

Mas, aí, há dois problemas.

Bets e bancos são grandes anunciantes. Como é que fica, então?

O clamor nacional pelo fim da escala 6x1

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto


Nos inúmeros eventos, inclusive os religiosos, os esportivos e os gastronômicos, por ocasião ou em comemoração do 1º de Maio, um tema destacou-se de todos os outros e apareceu como a síntese das reivindicações do povo trabalhador: o fim da escala 6 x 1 com a redução de jornada de trabalho sem redução de salário.

Pelo alcance e diversidade dos eventos pode-se dizer que o fim da escala 6 x 1 ultrapassou os limites do campo sindical e transbordou como reclame de toda a sociedade (com exceção de um minúsculo ato bolsonarista na avenida Paulista).

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Rádio Eldorado chega ao fim após 68 anos

Colômbia x Equador: sinal de alerta na região

Zé Trovão recebe mandado de prisão

Quais são as lutas atuais dos estudantes?

Trump volta a ameaçar "varrer o Irã"

Centrão só é forte no Congresso Nacional

Terras raras: posição do Brasil é frágil

Bets, vício e endividamento dos brasileiros

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mídia sabota Desenrola 2.0 do governo Lula

Lula vai aos EUA encarar Trump

O crime organizado avança no Brasil

Ex-noviço faz denúncia contra Frei Gilson

Brasil e Espanha pressionam Israel

É hora da campanha pelas terras raras

Thiago e Saif seguem presos por Israel

As afinidades entre fascismo e liberalismo

terça-feira, 5 de maio de 2026

Lula lança campanha pelo fim da escala 6x1

Desenrola é para o povo e incomoda a mídia

 

Mídia sabota o Desenrola 2.0 do governo Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Altamiro Borges


O governo Lula anunciou nesta segunda-feira (4) o Desenrola 2.0, a nova edição do programa de renegociação das dívidas dos endividados brasileiros. Entre outras medidas, ele determina que os bancos participantes retirem automaticamente dos cadastros de inadimplentes os consumidores com débitos de até R$ 100. Com isso, cerca de 1 milhão de pessoas terão seu nome limpo de forma imediata. Apesar do forte impacto social, a mídia rentista preferiu desqualificar a iniciativa.

O oligárquico Estadão, por exemplo, estampou na manchete: “A cinco meses da eleição, Lula relança Desenrola turbinado”. O jornal O Globo bateu na mesma tecla: “Governo mira em classe média e eleição ao lançar novo Desenrola”. Já a Folha preferiu destilar seu veneno no textinho da capa, afirmando que a nova versão do programa é uma “aposta do presidente Lula para melhorar a popularidade em ano eleitoral”. Na prática, o Partido da Imprensa Golpista (PIG), que já está em plena campanha, reforça a narrativa bolsonarista de que a medida é eleitoreira e demagógica.

Rádio Eldorado chega ao fim após 68 anos

Foto: Redes sociais Roberta Martinelli/Tudo Rádio
Por Altamiro Borges


Cerca de 400 pessoas se reuniram neste domingo (3) em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em protesto contra o fechamento da icônica Rádio Eldorado, que está no ar há 68 anos. Com cartazes e faixas, os saudosos ouvintes se alternaram no microfone para demonstrar o inconformismo com o encerramento das atividades da emissora – previsto para 15 de maio. A rádio pertence ao Grupo Estado e operava em frequência educativa com a Fundação Brasil 2000. O fim da parceria e mudanças no consumo de áudio inviabilizaram a operação, segundo nota oficial. Com o fechamento, cerca de 60 profissionais da rádio devem ser demitidos.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lula lança campanha pelo fim da escala 6x1

Foto: Letycia Bond/Agência Brasil
Por Altamiro Borges


O governo Lula finalmente lançou, neste domingo (3), uma massiva campanha na televisão pelo fim da desumana escala de trabalho 6 x 1. A luta pela redução da jornada, sem redução salarial, é antiga e já contava com vários projetos de lei no Congresso Nacional. No mês passado, o executivo federal enviou seu projeto com pedido de urgência na votação. A reação da cloaca burguesa – amplificada pela mídia patronal e apoiada pelos deputados e senadores da extrema-direita – foi violenta. Agora, para se contrapor a essa onda de mentiras, Lula adota uma postura mais corajosa e faz a defesa da bandeira na TV e outros meios – como rádio, jornais e mídia digital.

A vida boa do fascismo com o jornalismo

Charge: Mau
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Os ditadores da América Latina temiam o jornalismo das corporações. Temiam até alguns donos de organizações de mídia que começavam apoiando seus golpes, o que era a regra, e depois se dedicavam ao que viria a ser mais atraente: a defesa da democracia como arma para conter a intromissão dos militares em seus negócios e como oportunidade de mercado.

Ser democrata, mesmo que genericamente, era charmoso e lucrativo no final do século 20. Eram os tempos dos direitos humanos, do abaixo a ditadura e a tortura e de todas as ações antitotalitárias. Em algum momento, até os jornalões se consideravam transgressores como desafiadores dos poderosos.

A captura de Alexandre de Moraes

Foto: Gustavo Moreno/STF
Por João Feres Júnior, no site Brasil-247:


A derrota dupla do governo no Senado, esta semana, só se entende como um único arranjo, costurado em torno de um ministro do STF que o escândalo do Banco Master converteu em refém

1. Em vinte e quatro horas, o Senado infligiu ao governo Lula duas derrotas. Na quarta-feira (29), rejeitou por 42 votos a 34 a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal – a primeira recusa de um nome do Executivo à Corte em 132 anos, desde a sequência de bloqueios contra Floriano Peixoto, em 1894. Na quinta (30), com 49 senadores e 318 deputados, o Congresso derrubou o veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, que reduz penas dos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 – Jair Bolsonaro entre eles.

Os dois tempos da Lava-Jato e o jornalismo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

São curiosos os movimentos da imprensa brasileira diante das duas Lava Jatos.

Na primeira, muitos jornalistas experientes mergulharam de cabeça - contaminados pelo moralismo da campanha, mas sobretudo pela visibilidade que o tema proporcionava. Afinal, “limpar o Brasil” era uma bandeira sedutora, mesmo para profissionais que, pela idade e pela experiência, deveriam conhecer de cor a saga dos inúmeros Catões que periodicamente invadem a política brasileira. A unanimidade construída em torno da Lava Jato sufocou todas as vozes dissonantes. Sei, por experiência própria, o preço que se pagou por defender a democracia e o devido processo legal naquele ambiente.

IA eleva os riscos na campanha eleitoral

As mentiras contra o fim da escala 6x1

Fascismo para exportação

Escala 6x1: Disputa pelo tempo do trabalhador

 

domingo, 3 de maio de 2026

Gustavo Gayer vira réu por injúria contra Lula

 

O sindicalismo na disputa eleitoral de 2026

Ilustração: Gilberto Maringoni
Do site do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé:


Estão abertas as inscrições para o ciclo de oficinas “O movimento sindical na disputa eleitoral de 2026 – Como atuar em defesa da democracia e dos direitos sociais e na disputa de ideias e valores”, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. A atividade será realizada entre os dias 5 e 21 de maio, com duas aulas semanais em formato online.

A iniciativa propõe um espaço de formação voltado a dirigentes, comunicadores sindicais e militantes que atuam com instrumentos de comunicação, especialmente nas redes sociais. O objetivo é qualificar a intervenção no cenário eleitoral, marcado pela contraposição entre um projeto comprometido com a soberania nacional, o desenvolvimento e a ampliação de direitos e outro orientado pelo desmonte do Estado, pela fragilização das políticas públicas e pela retomada de um processo de regressão social e civilizatória.

A política de juros do BC é um desastre

Charge: Cícero
Por Paulo Nogueira Batista Jr

Os juros altos se encarregam de manter intactas e até reforçar a bolsa-banqueiro e a bolsa-rentista, varrendo do mapa os efeitos distributivos da bolsa-família e de outros programas sociais.

“Gabriel Galípolo é um traidor”, disparou Bresser-Pereira há poucos dias.

Não iria tão longe, ainda tenho uma esperança (minguante) de que Galípolo possa reorientar a política monetária. Mas não há dúvida de que é imensa a frustração com o presidente e os diretores do Banco Central – tanto mais que todos eles foram nomeadas pelo presidente Lula.

Que diferença fez a nova diretoria do Banco Central até agora?

Pode ser que estejam preparando coisas importantíssimas nos bastidores, mas não se nota por enquanto nenhuma mudança expressiva em comparação com a gestão Roberto Campos Neto. Os juros continuam na lua, produzindo estragos consideráveis no país.

Antes de entrar no assunto, faço duas ressalvas rápidas.

Raimundo, o jornalista da contracorrente

Raimundo Pereira
Por André Cintra, no site Vermelho:

O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, um dos principais nomes da imprensa alternativa no Brasil, faleceu na manhã deste sábado (2/5), aos 85 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde quinta-feira (30/4) e não resistiu às complicações de uma pneumonia. O corpo será cremado ainda nesta tarde.

Com sua morte, encerra-se uma trajetória que atravessa seis décadas de jornalismo, sempre em tensão com o poder e invariavelmente fora dos trilhos da grande mídia. Não por acaso, sua biografia, escrita em 2013 por Júlia Rabahie e Rafael Faustino, recebeu o título Contracorrente – A História de Raimundo Rodrigues Pereira.

“Das figuras que conheci e com quem convivi, nenhuma reunia simultaneamente doses tão imensas de inteligência, espírito empreendedor e resiliência quanto Raimundo Pereira”, afirma Walter Sorrentino, presidente da Fundação Maurício Grabois, ligada ao PCdoB. “Raimundo pôs tudo isso a serviço do pensamento da esquerda progressista, nacional e democrática, de modo militante.”

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Alcolumbre e a ingovernabilidade radical

Charge: Aroeira/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Davi Alcolumbre, achacador e extorsionário-mor da República, militou pesadamente para o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF.

Ele pretendia impor uma derrota humilhante ao presidente Lula com um revés de enorme gravidade.

Eleito senador pelo Amapá com 196.087 votos, Alcolumbre concretizou seu plano sequestrando prerrogativas constitucionais da Presidência da República e interditando o exercício do poder pelo governante escolhido pela soberania popular com 60.345.999 votos.

O episódio enterra o exótico modelo de governabilidade institucional baseado na aliança do Executivo com o STF e a presidência do Senado. Modelo esse engendrado no início do governo Lula3 diante dos impasses criados por Arthur Lira, então presidente da Câmara dos Deputados.

Mídia quer que o povo se afunde em dívidas

Divulgação
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Uma enxurrada de notícias nas últimas semanas, que culminou com a divulgação de uma pesquisa do Datafolha, vem chamando a atenção para o problema do endividamento dos brasileiros.

Embora vários fatores combinados expliquem a dificuldade que muitas famílias encontram para pagar seus boletos, o papel deletério das bets raramente é destacado pela imprensa comercial.

Na certa, são poupados porque são grandes anunciantes dos veículos de comunicação. Mas especialistas já apontam o vício em apostas, a ludopatia, como uma questão de saúde pública.

O jogo compulsivo faz estragos em todas as faixas etárias e em diferentes estratos sociais.

Mas o truque é simples e conhecido: em ano eleitoral, é preciso fazer com que o distinto público acredite que o endividamento é uma mazela econômica causada pelo governo Lula. Como pode um governo ser culpado pelas dívidas contraídas pelas pessoas, quando se sabe que, entre suas realizações, estão o maior rendimento médio da história por parte dos trabalhadores, o maior número de pessoas ocupadas, o mais baixo índice de desemprego, a menor inflação em quatro anos?

Cadastro do 1º de Maio

Card: CUT/Brigadas digitais. Reprodução site FUP
Por João Guilherme Vargas Netto

As direções das centrais sindicais determinaram que as comemorações do 1º de Maio, este ano, fossem descentralizadas, aproximando-as dos trabalhadores e das trabalhadoras e unificadas pela pauta aprovada na Conclat-26.

Mas, como todos sabemos, não basta haver determinação se não houver mobilização e controle.

A pauta unificada foi aprovada em Brasília para onde convergiram as marchas dos dirigentes e ativistas participantes da Conclat-26. Esta pauta foi entregue a representantes dos três poderes, com grande destaque para a entrega ao presidente Lula.

Lava-Jato 2 e o assalto ao Supremo

Charge: Miguel Paiva/247
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

A derrota de Lula na indicação de Jorge Messias para o STF não é episódio isolado. É o capítulo mais recente de uma operação que envolve lobbies bilionários, o poder inédito de Alcolumbre e Motta, e o mesmo padrão de desestabilização institucional da Lava Jato original.

Quando o Senado recusou Jorge Messias, o governo perdeu uma batalha. Quando o mesmo movimento colocou sob ameaça o STF, o governo e o pouco que resta de disciplina institucional brasileira - todos ao mesmo tempo -, o que estava em jogo passou a ser maior do que uma vaga no Supremo.

A manobra tem roteiro conhecido. Começou com a campanha d’O Globo em torno do caso Master - um episódio de crédito privado transformado em crise sistêmica pelo jornalismo de interesse -, avançou pela sabatina do STF transformada em tribunal político, e chegou à configuração de poder inédita que hoje existe no Congresso: David Alcolumbre no Senado, Hugo Motta na Câmara, ambos com mandato renovado e agenda própria. É a Lava Jato 2.

A luta em defesa dos trabalhadores e do Brasil

PF investiga voo com Motta, Ciro e dono de bet

Governo Lula 'bate cabeça' sobre terras raras

Trabalho, desenvolvimento e luta de classes

Lula defende o fim da escala 6x1

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Alcolumbre e bolsonaristas derrotam Messias

 

Flávio Bolsonaro não lidera nem os irmãos

Charge: Gilmal/BNC
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Flávio Bolsonaro está na situação do sujeito que imagina liderar um grupo, mas não lidera nem os irmãos que fazem parte da turma. E ainda ouve desaforos.

O filho ungido pelo pai não tem o controle do bolsonarismo sem Bolsonaro, porque nunca fez política no braço. Falta tutano para Flávio.

Ele era o empreendedor da família, o multiplicador de patrimônio, o homem da teologia da prosperidade. Não participava do embate de Brasília e não tinha a vocação de Eduardo para o confronto, a retórica e o ativismo nas redes sociais.

Por isso está perdido, desprezado pela facção de Nikolas Ferreira, sendo chamado de ingênuo por Carluxo e esnobado por Michelle. Flávio só tem mesmo o apoio do pai e o suporte agora protocolar de Tarcísio de Freitas.

As lições inesquecíveis de maio de 1871

Paris 13ème, rue Samson – Mirages Studio/Viva a Comuna de Paris
Por Jair de Souza

Com a aproximação do mês de maio, a memória de todos os que sonhamos com um mundo onde imperem a justiça, a solidariedade e a fraternidade se volta inexoravelmente para a heroica façanha daqueles homens e mulheres que, 155 anos atrás, se empenharam na luta prática para construir a primeira experiência de sociedade na qual a dignidade, a igualdade de direitos e solidariedade entre todos seus habitantes lhe servissem de base e fundamentos, ou seja, uma em que não prevalecesse a brutal opulência de poucos apaniguados por cima das necessidades da ampla maioria.

Evidentemente, estou referindo-me à Comuna de Paris, a primeira tentativa de Revolução social do mundo levada adiante de forma consciente, tendo como princípios norteadores os interesses, sentimentos e aspirações das classes trabalhadoras.

Contra a normalização do golpismo

Charge: Brum
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


A extrema direita e o Centrão tramam para amanhã a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que abranda penas para golpistas e também para condenados por crimes hediondos e de feminicídio. Se forem vitoriosos, estarão impondo ao Brasil democrático um repique afrontoso do próprio golpe. Não sua repetição como farsa, pois isso representará, de fato, a anulação dos esforços feitos até agora para responder adequadamente à tentativa de ruptura da ordem democrática. E não falo apenas dos esforços do STF com o julgamento e condenação dos golpistas, mas de tudo que todos nós fizemos, em todos os espaços, com os menores ou os maiores gestos, para repudiar o golpismo e decretar seu banimento.

Caravana do FNDC pelo direito à comunicação

Malafaia vira réu por ofender militares

Cazarré é esculhambado nas redes digitais

Serra Verde e a disputa pela soberania nacional

Palantir: tecnofascismo ou marketing?

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Gustavo Gayer vira réu por injúria contra Lula

Reprodução
Por Altamiro Borges


Em votação unânime nesta terça-feira (28), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar réu o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) sob a acusação de injúria contra o presidente Lula (PT). A ação judicial contra o lacrador bolsonarista teve origem em uma postagem feita em fevereiro de 2024, na qual o provocador divulgou uma montagem que mostrava o atual mandatário segurando um fuzil, acompanhada de símbolos ligados ao nazismo e ao grupo Hamas.

A representação foi encaminhada pelo governo ao Ministério Público Federal (MPF), que ofereceu denúncia ao STF. Com o recebimento da acusação, os ministros entenderam haver provas seguras de autoria e materialidade da ação criminosa, etapa necessária para o início de uma ação penal. A partir de agora, o processo entra na fase de instrução, que inclui coleta de provas, depoimentos e interrogatórios antes do julgamento final.

Polarização vinga e 'terceira via' não decola

O emprego acabou? Só empreendedores?

Qual programa pode reeleger Lula?

Irã e Líbano: guerras estão próximas do fim?

Como as big techs realmente nasceram?

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Israel assassina brasileiros no Líbano

 

Riqueza de Serra Verde é do Brasil!

Reprodução do site Mineração Serra Verde
Editorial do site Vermelho:


A compra da empresa Serra Verde, que opera a mina de Pela Ema, em Minaçu, Goiás, pela mineradora estadunidense USA Rare Earth, negócio avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões, é uma operação afrontosa à soberania nacional. A transação, cuja legalidade está sendo questionada, ocorre em um momento de ofensiva dos Estados Unidos para garantir fontes de terras raras, mercado dominado pela China, que controla 70% da cadeia global desses minerais, usados ​​em ímãs de alta potência empregados em eletrônicos de consumo, automóveis e sistemas de defesa.

Terras raras não são farelo de soja

Reprodução
Por Roberto Amaral

A ciência política, na sociedade globalizada pelo capitalismo monopolista, nos fala de uma soberania nacional relativa, fragmentada. O conceito cobra a revisitação da ciência política, tal sua fragilidade e imprecisão no quadro da ordem internacional em crise, quando as forças que contam - e são as potências nucleares - ferem de morte o multilateralismo, abandonam as mesas de negociações e adotam o baraço e cutelo - a guerra tour court - como ponto de partida e ponto de chegada do diálogo de uma só voz. Como o diálogo do cordeiro com o lobo, consagrado por Jean de La Fontaine.

PF expulsa do Brasil agentes dos EUA

O fundamentalismo comanda o Pentágono

O caminho de Lula até a presidência

domingo, 26 de abril de 2026

Os defasios da comunicação popular em 2026

A luta pela regulamentação das big techs

O papel da mídia progressista

A batalha da comunicação na eleição de 2026

Frei Gilson, o coach da submissão

Lula sobe o tom contra Donald Trump

A pressão dos aplicativos contra entregadores

Crédito, compra parcelada e a cara da pobreza

As terras raras são nossas!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Pesquisas apontam aumento da rejeição a Trump

 

Brasil é Lula

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzabom/Agência Brasil
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


Quem prejudica as relações bilaterais entre Brasil e os EUA é a extrema-direita. Não é o governo Lula.

As sanções adicionais de 40% sobre todos os produtos brasileiros, que tanto prejudicaram nossa economia, e ainda prejudicam (embora em grau bem menor), foram articuladas diretamente por Eduardo Bolsonaro e outros. Jair Bolsonaro o enviou aos EUA exatamente para isso.

O mesmo aconteceu ou acontece no caso da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, no cancelamento de vistos de autoridades brasileiras, nas investigações contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, na pressão para caracterizar as organizações criminosas do Brasil como “narcoterroristas”, etc.

Todos esses atritos foram e são articulados por nossa extrema-direita.

Agora, a mesma coisa se verifica no rumoroso caso Ramagem, foragido da justiça do Brasil, condenado a mais de 16 anos por participação abundantemente comprovada na tentativa do golpe de Estado de 2022/2023.

Quanto a Globo recebeu de Daniel Vorcaro?

Reprodução do site O Globo, 22/5/24
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Ninguém esqueceu que a Globo deve informações sobre as suas relações com o Banco Master e com Daniel Vorcaro. Eu e metade do Brasil queremos saber, na delação de Vorcaro, quanto ele pagou à Globo.

Pagou para ser palestrante e patrocinador de evento do jornal Valor Econômico (que é da Globo), em Nova York, em 2024, e assim se apresentar à alta sociedade do mundo financeiro como player internacional.

A Globo ajudou na construção da imagem pública de Vorcaro. Em nome da transparência, nesse caso que envolve recursos públicos e lavagem de dinheiro, a Globo deve dizer quanto recebeu de Vorcaro.

A Globo, que vem patrulhando todos os que receberam dinheiro do banqueiro, principalmente a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, deve dizer quanto Vorcaro pagou para ser parceiro dos Marinho em evento internacional.

Uma viagem ao futuro

Nicolas Zhang, Terezinha Santos, Moacyr Oliveira Filho,
Victor Jardim, Jamil Chade e Elísio Wei Yangrui
Por Moacyr de Oliveira Filho, no site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI):

A convite da Associação de Jornalistas de Toda a China (ACJA), a ABI organizou uma delegação de jornalistas brasileiros para visitar a China, de 9 a 15 de abril, integrada pelo diretor de Jornalismo da entidade, Moacyr de Oliveira Filho; pela diretora financeira, Terezinha Santos; pelo jornalista Jamil Chade, do ICL Notícias e outros veículos; e pelo jovem acadêmico Victor Jardim, aluno do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB) e candidato ao mestrado, com o projeto Políticas e estratégias de comunicação pública nos projetos de desenvolvimento: uma análise comparada entre Brasil e China, indicado pelo Correio Braziliense.

O desafio de proteger a verdade nas eleições

Reprodução
Por Luciano Suedde, no jornal A tarde:


Com mais de 156 milhões de eleitores e um ambiente digital dominado pela velocidade e pela emoção, as eleições de 2026 já se desenham como um dos maiores testes institucionais da democracia brasileira. Se, por um lado, a tecnologia ampliou o acesso à informação, por outro abriu espaço para um velho problema em nova escala: as fake news. Nesse cenário, os órgãos fiscalizadores assumem papel central para garantir que o voto seja guiado por fatos - não por boatos.

Pix incomoda o imperialismo financeiro

Charge: Thiago
Por Jair de Souza

Mais uma vez, num vídeo com poucos minutos de duração, o apresentador Mirko Casale faz um suscinto relato que consegue evidenciar para o público de língua espanhola a essência de uma questão que está na pauta do dia, tanto no Brasil como no poderosíssimo centro financeiro mundial.

Conforme fica bem relembrado, o projeto que desembocou no pix teve início no interior do Banco Central em 2013, ou seja, em pleno exercício de Dilma Rousseff na presidência de nossa nação. Embora possa ser tido como um detalhe secundário, isto convém ser mencionado, posto que, vira e mexe, os bolsonaristas gostam de dizer: “Ah, quem criou o pix foi o Bolsonaro.”

Responsabilidades do sindicalismo

Foto: Ricardo Stuckert
Por João Guilherme Vargas Netto


No dia 15 de abril, em Brasília, o movimento sindical fez-se protagonista realizando sua marcha, o evento aprobatório de Conclat-26 e buscou sua institucionalização ao entregar a representantes dos três poderes a pauta recém aprovada.

Na reunião dos dirigentes sindicais com o presidente Lula todos ouviram na fala do companheiro que “a luta não termina com isto, a luta começa com isto”.

Portanto, cabe ao movimento, colhendo os frutos dos acontecimentos, preparar com ânimo redobrado as comemorações descentralizadas do 1º de Maio.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Pesquisas apontam aumento da rejeição a Trump

Charge: Fahd Bahady/Cartoon Movement
Por Altamiro Borges


Duas pesquisas divulgadas nesta semana confirmam que a popularidade de Donald Trump – que a mídia vira-lata brasileira evita chamar de “ditador-pedófilo” e de “imperador genocida” – está em queda vertiginosa nos Estados Unidos. Segundo levantamento da Reuters/Ipsos, publicado nesta terça-feira (21), ela atingiu o nível mais baixo desde a sua posse, em janeiro do ano passado – 62% rejeitam o 47º mandatário ianque e apenas 36% aprovam sua gestão. Já a pesquisa da NBC News, divulgada um dia antes, indicou que 37% dos estadunidenses aprovam a gestão do aloprado e que 63% desaprovam – sendo que 50% manifestam forte rejeição.

Wagner Moura processa o caluniador Malafaia

Lula aplaudido na Europa e ignorado pela mídia

 

Flávio Bolsonaro é o alien da extrema-direita

Imperium. Arte de Doug Braithwaite
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Leiam esse texto escrito com candura por Dora Kramer e publicado na Folha nessa segunda-feira:

“O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) faz jus ao histórico de respeito à legalidade em derrotas anteriores quando diz que, se perder, nada lhe cabe a não ser aceitar o resultado. O principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), sinaliza só aceitar como legítima a vitória, mas a prisão do pai confere ao discurso o tom de bravata desprovida de lastro na realidade”.

Vamos repetir: Flávio só aceitaria a própria vitória (faltou a palavra própria no texto), mas isso nada significa, porque seria apenas bravata. Como fez o pai dele. É o que dia jornalista.

Dora Kramer não sabe, porque não acompanhou, por distração, todo o processo contra os golpistas, até a condenação dos chefes da trama.

O campo minado das pesquisas eleitorais

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Por Bepe Damasco, em seu blog:


1) Antes de tudo, é importante esclarecer que este texto não tem o propósito de valorizar pesquisas eleitorais favoráveis e execrar as que não trazem boas notícias para o campo popular e democrático. Apenas pretende contribuir modestamente para a separação do joio do trigo, alertando para as armadilhas, falhas e manipulação política e midiática presentes em várias pesquisas de intenção de voto.

2) O alarmismo verificado em uma parte da esquerda não é proporcional ao que apontam as pesquisas. Primeiro porque esses levantamentos não mostram Lula sendo derrotado, mas sim em uma situação empate técnico na liderança da corrida presidencial.

3) Isso no segundo turno, o que significa colocar o carro na frente dos bois. Uma coisa de cada vez. Se ainda faltam cerca de seis meses para a realização da eleição, a pesquisa que vale é a do primeiro turno. E nessa Lula ainda está na frente nas sondagens de todos os institutos. Como priorizar o resultado de pesquisas de segundo turno sem saber o que vai acontecer no primeiro turno, que percentual de votos os dois finalistas obterão, além de suas performances, acertos e erros?

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