sábado, 24 de outubro de 2020

Evo Morales fala sobre a vitória na Bolívia

Bolsonaro e Trump atacam a vacina chinesa

O que sinaliza a vitória do MAS na Bolívia?

Explicando o voto de cajado evangélico

Bretas e o advogado que vendia facilidades

Bolsonarismo, o fascismo tropicalizado

Bolsonaro e vacina: crime e bravata

Mulheres na luta contra violência doméstica

A cueca suja do governo Bolsonaro

A retomada da soberania energética

Alexandre Garcia, embaixador das fake news

O triunfo da esquerda na Bolívia. Um farol?

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

O jornalismo independente e o Nordeste

Breve história da democracia

A radiografia da violência no Brasil

5G da Huawei não é uma ameaça ao Brasil

Por Aloizio Mercadante e Jorge Bittar, no site da Fundação Perseu Abramo:


A revolução tecnológica em curso está transformando a economia e a sociedade em todo o planeta. A base fundamental dessa onda transformadora é a rede de comunicações 5G. O Brasil precisa implantar a rede 5G com agilidade e eficácia para que ela possa entregar resultados rápidos e eficazes à sociedade.

O presidente Jair Bolsonaro tem anunciado o propósito de proibir a Huawei de fornecer equipamentos para a futura rede 5G no Brasil porque vê a China como suposta ameaça global à privacidade dos dados e à soberania dos países. A acusação, que segue fielmente a orientação do presidente dos EUA Donald Trump, não se baseia em dados concretos que pudessem se constituir em provas materiais de que os equipamentos de 5G da empresa chinesa contenham dispositivos, conhecidos como “back doors”, capazes de viabilizar a obtenção clandestina de dados que circulam na rede.

Bolívia: O futuro não está pronto

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

O resultado das eleições na Bolívia pode ser lido de várias maneiras. Como a retomada vitoriosa da mobilização popular. Como a volta do cipó de aroeira no lombo de quem comandou o golpe contra Evo Morales. Como um sinal do retorno das esquerdas na região depois do fracasso das experiências neoliberais redivivas.

Ou mesmo, numa chave mais dócil, como expressão da alternância de poder. Em outras palavras, um episódio mais ou menos previsível na trajetória das democracias liberais.

Avanço da automação ampliará ‘abismo social’

Por Tiago Pereira, na Rede Brasil Atual:

Relatório do Fórum Econômico Mundial publicado na terça-feira (20) aponta que a pandemia de covid-19 deve acelerar a implementação de novas tecnologias no setor produtivo. O avanço da automação, porém, deve causar a extinção de cerca de 85 milhões de empregos, nos próximos cinco anos, em pelo 15 setores de 26 economias do mundo, entre elas a brasileira. O alerta é do diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Junior, em sua coluna no Jornal Brasil Atual de hoje (22)

Bolsonaro é inimigo da Educação

Editorial do site Vermelho:

A revelação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que mede a qualidade dos cursos com base no desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), de que dos 510 cursos de graduação que receberam a nota máxima no Conceito Enade 67% são de universidades federais, contrasta fortemente com os cortes previstos no Orçamento Federal de 2021.

Bahia implementa Plano de Comunicação

Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Por Jairo Gonçalves, no portal do Governo do Estado da Bahia:


A partir desta quinta-feira (22), a Bahia passa a contar com o Plano Estadual de Comunicação aprovado em sessão plenária pelo Conselho Estadual de Comunicação Social da Bahia. Durante videoconferência na manhã desta quinta, o secretário de Comunicação Social do Estado e presidente do Conselho de Comunicação, André Curvello, assinou documento autorizando a imediata aplicação do plano.

Esta é uma iniciativa inédita no Brasil e o documento é fruto de amplo debate entre Governo do Estado, sociedade civil, entidades de classe, sindicatos, empresas de comunicação, trabalhadores e associações.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Bate boca entre Datena e Doria gera polêmica

Bolsonaro aposta no ‘caos’ nas eleições

Da Rede Brasil Atual:


A recente polêmica promovida por Bolsonaro em relação à compra da vacina do laboratório chinês Sinovac é mais uma aposta no “caos”, segundo o cientista político da Faculdade de Ciências Sociais da PUC de Campinas Vitor Bartella. As brigas constantes estimuladas por ele contribuem para a aversão à política. E um eventual aumento dos votos brancos, nulos e abstenções pode favorecer candidatos apoiados por Bolsonaro nas eleições municipais deste ano.

Nesta quarta-feira (21), Bolsonaro desautorizou acordo firmado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com governadores para a aquisição do imunizante.

Nem o Orbán é tão idiota, Bolsonaro

Por Fernando Brito, em seu blog:

Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria e “herói” da extrema direita mundial, determinou hoje “a especialistas locais em saúde que examinassem a eficiência das vacinas contra Covid-19 desenvolvidas pela Rússia e pela China para possíveis compras posteriores”, reporta a agência Reuters.

Os casos naquele país, ainda muito poucos se comparados aos nossos (52 mil, uma taxa por habitantes 4,5 vezes menos que a do Brasil), estão, como em toda a Europa, aumentando rapidamente e o chefe de gabinete de Orban, Gergely Gulyas, anunciou que, além de 6,5 milhões de vacinas “de Oxford” o pais está considerando comprar vacinas russas e chinesas atualmente em testes.

O sindicalismo diante do trabalho remoto

Por João Guilherme Vargas Netto


Fui informado por Cid Cordeiro, assessor do sindicato dos metalúrgicos da Grande Curitiba, de números significativos que me apresso a repassar aos leitores (contrariando minha norma de evitar a numeralha).

No auge da pandemia 13% da mão de obra empregada trabalhava em casa no regime de trabalho remoto. Hoje, embora a taxa tenha caído para 10%, são, pelo menos, 9 milhões de trabalhadores nessa modalidade. A porcentagem das empresas que a aplicam varia na proporção de seu tamanho: 25% das empresas com até 50 trabalhadores, 43% com até 500 trabalhadores e 64% com 500 ou mais trabalhadores. Na própria indústria a porcentagem de empresas que utilizam o trabalho à distância é de 26%.

A disputa contra o bolsonarismo no Acre

Por que Bolsonaro ataca a vacina chinesa?

Bolsonaro e a revolta das vacinas

A volta do Brasil ao Mapa Mundial da Fome

Vacinas: quando, como, com que resultados?

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

As incertezas marcam as eleições deste ano



Entrevista com Juliano Corbellini, professor de marketing político, coordenou as campanhas publicitárias de Flávio Dino ao governo do Maranhão e hoje comanda o marketing de Rubens Júnior, em São Luis, e Manuela D’Ávila, em Porto Alegre

Eleições, internet e mídia

Não vai ter vacina, taoquei?

O que está em jogo na distribuição da vacina?

Interromper a destruição do Brasil

Bolsonaro suspende compra de vacina chinesa

Educação, tema em destaque nas eleições

Por Carlos Pompe


Em novembro, a população brasileira vai eleger prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadoras. Os resultados impactarão as mais diversas áreas da administração municipal: Educação, Saúde, Segurança e Economia, entre outras. Os trabalhadores do ensino tendem a ter atenção mais acurada para o que cada candidato propõe para estes temas. As eleições municiais influenciarão, também, o pleito nacional de 2022, quando estarão em disputa a Presidência da República, governos dos estados e do Distrito Federal, parlamentares do Senado, Câmara de Deputados e legislativos estaduais.

Até o FMI discorda de Guedes

Por Paulo Kliass, no site Outras Palavras:


A profundidade e o ineditismo da crise social e econômica, em razão da pandemia do coronavírus, tem provocado a ampliação de um certo consenso em torno das medidas de política econômica necessárias para fazer face às dificuldades da conjuntura. Porém, há muito tempo sabemos da recusa do superministro da economia em encarar o problema da forma com que a gravidade do momento exige.

Paulo Guedes permanece alheio à trágica realidade que o Brasil enfrenta e mantém o discurso irresponsável do personagem austericida fiscalista a todo custo. De acordo com sua visão conservadora, tudo será resolvido no tempo certo, a partir da simples conjugação das forças de mercado. Basta esperar que a articulação dos vetores do lado da oferta se articulem com aqueles relativos à demanda para que o equilíbrio mágico seja enfim atingido. Porém, a realidade é muito mais complexa do que esses modelitos ultrapassados da ortodoxia neoliberalóide. 153 mil mortes pela doença? Desemprego superior a 13 milhões de pessoas? Maior recessão da História prevista para o presente ano? Esses dados pouco importam na cabeça de planilha.

Bolsonaro reitera vassalagem a Donald Trump

Editorial do site Vermelho:


Depois das atitudes do governo brasileiro de prolongar a isenção do etanol importado dos Estados Unidos, prejudicando os produtores nacionais, de apoiar o candidato norte-americano para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de facilitar a venda da Embraer – que não se concretizou pela desistência da Boeing –, o próprio presidente Jair Bolsonaro Brasil recebeu o conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, Robert O’Brien, para interferir em assuntos internos. Desta vez, o assunto é a implantação da tecnologia 5G no país.

A dimensão política da fé hoje

Por Leonardo Boff, em seu blog:

Em função das próximas eleições municipais, faz-se mais uma reflexão sobre a relevância da fé cristã face à política, seja social, seja partidária.

A fé não é um ato ao lado de outros. Mas é uma atitude que engloba todos os atos, toda a pessoa, o sentimento, a inteligência, a vontade e as opções de vida. E uma experiência originária de encontro com o Mistério que chamamos Deus vivo e com Jesus ressuscitado. Esse encontro muda a vida e a forma de ver todas as coisas. Pela atitude de fé vemos que tudo está ligado e religado a Deus, como Aquele Pai/Mãe que tudo criou, tudo acompanha e tudo atrai para que todos possam viver com espírito fraterno, com cuidado de uns para com outros e da natureza; Esse amor social constitui a mensagem central da nova encíclica do Papa Francisco Fratelli tutti. A fé não é só boa para a eternidade mas também para este mundo.

Na geopolítica regional, Bolsonaro só perde

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


O recado dos bolivianos nas urnas de domingo, com a eleição do candidato Luis Arce no primeiro turno foi inequívoco: eles rejeitaram, de forma decidida, o golpe do ano passado, que forçou a renúncia do ex-presidente Evo Morales. E com isso, repudiaram também as forças estrangeiras que colaboraram com o golpe, especialmente os governos dos Estados Unidos e do Brasil.

Jair Bolsonaro, que recriminou os argentinos pela eleição de Alberto Fernandez, deve estar furibundo com a vitória da esquerda na Bolívia, que representa não só a volta ao poder do MAS (Movimento ao Socialismo), partido de Morales, mas também a vitória dos povos originários da terra, das organizações populares, dos sindicatos e de todas as forças progressista golpeadas no ano passado.

Prioli e os sabujos da imprensa

Por João Feres Júnior, no site Manchetômetro:

Gabriela Prioli, o mais novo fenômeno de popularidade do jornalismo brasileiro, publicou recentemente vídeo em seu Instagram criticando Bolsonaro pela ameaça proferida contra jornalista de O Globo que perguntou ao presidente sobre os cheques depositados por Queiroz na conta de sua esposa [i].

Prioli, que ganhou notoriedade no canal de notícias da TV a cabo CNN, primeiramente como participante do quadro “O Grande Debate”, no qual representava a opinião de “esquerda”, em seu vídeo do Insta, estende a crítica à atitude geral do presidente de ataque à mídia corporativa. No tom didático quase paternalista que caracteriza suas intervenções, estilo “deixa-eu-explicar-pra-vocês-que-são-mais-burros”, a advogada questiona a afirmação de que a imprensa persegue Bolsonaro e coloca a seguinte questão para sua audiência: “Será que a imprensa fala essas coisas ruins para a imagem só do presidente Jair Bolsonaro, ou será que a imprensa divulgou também coisas que eram prejudiciais a governantes nos governos anteriores? Vamo ver (sic)”.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Os arapongas do general Heleno na COP-25

Por Altamiro Borges


O jornal Estadão informa que a Anistia Internacional criticou oficialmente o governo de Jair Bolsonaro por ter escalado arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar a participação de ativistas de ONGs e de movimentos sociais na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), realizada na Espanha no final de 2019.

A patética arapongagem foi admitida pelo próprio ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general-gagá Augusto Heleno, que tuitou que a Abin deve acompanhar “campanhas internacionais sórdidas e mentirosas, apoiadas por maus brasileiros, com objetivo de prejudicar o Brasil” na questão ambiental.

Brasil joga fora 50 anos de diplomacia

Por Fernando Brito, em seu blog:

Em março de 1974, ao assumir o governo, o general Ernesto Geisel anunciou que a política externa brasileira, depois de uma década de um forte alinhamento com os Estados Unidos (embora nunca tenha sido completo, mesmo nos governos militares anteriores), seria a de um “pragmatismo ecumênico e responsável”.

Era o tempo da descolonização africana, da entrada da China como player global, do “movimento de países não alinhados” às superpotências – que o Brasil integrou como observador – e, de alguma forma, a retomada da surpreendente política de ampliação de nossas relações internacionais iniciada por, acredite, Jânio Quadros, no início dos anos 60.

Ernesto Araújo, o lunático do Itamaraty

Por Jeferson Miola, em seu blog:

No dia em que governantes, políticos, líderes internacionais, oposicionistas do MAS [Movimiento Al Socialismo] e até mesmo o mercenário Luis Almagro/OEA felicitaram Luis Arce pela eleição à presidência da Bolívia, o chefe bolsonarista do Itamaraty cumpriu agenda de servidor e capacho dos EUA.

Toda tarde da agenda do lunático Ernesto Araújo nesta 2ª feira [19/10], 1º dia após a eleição realizada no país vizinho, foi inteiramente dedicada à abordagem de assuntos de interesse dos EUA na região.

A 'partidarização' da comunicação no Brasil

Por César Locatelli, no site Carta Maior:
 

Pouco dias antes da eleição que elegeria o atual presidente brasileiro, um editorial do Estadão (8/10/2018) referiu-se ao “esquerdista Fernando Haddad (PT)” como “o preposto de um presidiário”. Este tratamento, dispensado pelo jornal ao ex-presidente da República, pode ser classificado como favorável a ele? Como neutro? Como ambivalente? Como contrário a ele?

O trabalho realizado pela equipe do Manchetômetro, iniciado em junho de 2014, é exatamente esse: executar a “análise de valência” dos textos de primeira página e de páginas de opinião dos jornais O Globo, O Estado de São Paulo e Folha de S.Paulo., bem como da matérias veiculadas pelo Jornal Nacional. “Atribuímos à valência quatro valores: positiva, negativa, neutra e ambivalente”, afirma João Feres Júnior em seu recente estudo “Cerco Midiático: o lugar da esquerda na esfera ‘publicada’”.

Candidato de Evo Morales vence na Bolívia

Ultradireita sofre derrota na América Latina

Pacto ultraliberal expôs o Brasil ao crime

"Annita" é a nova cloroquina de Bolsonaro?

Censurada, Carol repete “Fora, Bolsonaro”

Por Altamiro Borges


Sem se intimidar diante da censura fascistoide, a jogadora de vôlei Carol Solberg repetiu bordão do "Fora, Bolsonaro" no programa "Papo de Segunda", apresentado por Fábio Porchat no GNT. A advertência absurda imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva não silenciou a atleta.

A jogadora havia gritado o "Fora Bolsonaro" durante uma transmissão ao vivo do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, após conquistar a medalha de bronze na primeira etapa. Mesmo censurada, ela não se intimidou e não vacilou diante de uma pergunta em tom de brincadeira de Fábio Porchat.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Quais as tendências das eleições municipais?


Entrevista com o sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi e articulista da revista CartaCapital e do site Brasil-247, que trata do cenário eleitoral pós-golpe do impeachment contra Dilma e da ascensão de Bolsonaro

Nádegas a declarar

Manifesto pela ética e pela democracia

O fim de Trump nas eleições dos EUA?

Bolívia foi às urnas para derrotar o golpe

Acate o incêndio, homem de bem!

Obra de Jean-Baptiste Debret
Por Manuel Domingos Neto

Alguns trataram o general Augusto Heleno como senil e imbecil por ter dito que a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) teria como missão espionar “maus brasileiros”.

A Lei 9.983/99 designa como missão desta Agência obter informações sobre ameaças internas e externas à ordem constitucional. As ameaças não estão claramente definidas, e o que sempre prevalece é a percepção dos próprios agentes. Os organismos legalmente destinados à preservação da Segurança definem o que constitui ameaça.

Movimentos sociais, ONGs, partidos políticos, parlamentares, militantes sindicais, anti-racistas e variados atores que se destacam na denúncia de injustiças sempre foram tratados como inimigos por instituições encarregadas de velar pela ordem e pela segurança do Estado.

Coragem!

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

A Carol Solberg

Qualquer civilização cabe nos abismos da história. Digito essa frase apocalíptica e paro, um pouco constrangido. Brasileiro, verdade seja dita, não tende à generalização. Nossa contribuição à filosofia da história, e à filosofia em geral, é próxima de zero. Portanto, é o destino da civilização brasileira que nos angustia. Agora mais do que nunca. Estamos sem reservas espirituais, sobrecarregados com desafios e problemas próprios. As outras civilizações que cuidem de si mesmas.

Forças populares derrotam o golpe na Bolívia

Por José Reinaldo Carvalho, no blog Resistência:


Luis Arce, ex-ministro do governo de Evo Morales e um dos principais líderes do Movimento ao Socialismo (MAS), alcançou uma retumbante vitória nas eleições presidenciais deste domingo (18).

A eleição, que se mostrava polarizada e esteve ameaçada por manobras de última hora, sugestivas de fraude e intervenção de forças policiais e militares, acabou sendo surpreendentemente decidida em primeiro turno, embora no momento em que estamos escrevendo os dados ainda sejam extraoficiais e a contagem dos votos esteja em marcha.

domingo, 18 de outubro de 2020

FNDC elege nova direção para o biênio

Do site do FNDC:


O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade com quase 29 anos de história e que articula uma rede de mais de 400 entidades em todo o país, definiu na tarde desse sábado (17) a composição de sua direção pelos próximos dois anos. A 23ª Plenária Nacional do FNDC foi realizada, pela primeira vez, por meio de videoconferência na internet, em respeito ao estado de calamidade pública vivido no país em meio à pandemia de covid-19. Mesmo assim, todos os ritos do processo democrático que marcam a trajetória da entidade foram observados.

O papel da imprensa nas eleições municipais

As lutas sociais e o poder na Bolívia

Eleição na Bolívia testará a democracia

Ilustração: Onça Verunschk
Por Jeferson Miola, em seu blog:

No próximo domingo [18/10] a Bolívia decidirá nas urnas qual modelo o país adotará para a exploração e industrialização da maior reserva de lítio do mundo. Esta disputa se desenrola em torno de 2 modelos antagônicos.

Por um lado, a retomada do modelo soberano de industrialização e orientado para o desenvolvimento nacional que fora concebido ainda durante o governo Evo Morales e que, no pleito, está representado pela candidatura de Luis Arce, do MAS [Movimento ao Socialismo].

E, em contraposição, o modelo defendido pelos candidatos de direita e extrema-direita em linha com interesses estrangeiros, que consiste na desnacionalização e na entrega desta formidável riqueza a grupos multinacionais.

A corrupção e o autoextermínio de Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:


O episódio bizarro do dinheiro na cueca no senador Chico Rodrigues (DEM-RR), então vice-líder governista no Senado, faz o presidente Jair Bolsonaro engolir a bravata de que o seu governo teria acabado com a corrupção. O senador é um dos parlamentares que mais conseguiram liberar dinheiro de emendas em 2020. Até terça-feira (13), o governo havia empenhado R$ 15.637.645,00 em emendas, fazendo dele o oitavo senador com mais dinheiro liberado.

Na quarta-feira (14), Chico Rodrigues foi alvo de uma operação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal para apurar desvios de verbas destinadas ao combate a Covid-19. O dinheiro desviado teria vindo justamente de emendas parlamentares, de acordo com a Polícia Federal.

General Heleno retoma discurso da ditadura

Por Fernando Brito, em seu blog:

Talvez a senilidade tenha feito o general Augusto Heleno perder a vergonha de recuperar a retórica da ditadura, dizendo que a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, tem como missão espionar “maus brasileiros” em eventos no exterior, alegando que a lei que a criou, a 9.983/99, dá-lhe esta missão.

Não tem.

O que lhe compete é avaliar “ameaças à ordem constitucional”, internas e externas, o que não se tem notícia que movimentos ambientais sejam.

Vice-líder de Bolsonaro com grana na cueca

Bolívia vai às urnas.

A contrarreforma administrativa de Guedes

sábado, 17 de outubro de 2020

Os neonazistas da Grécia, Alemanha e... Brasil

Vozes da Cidadania: comunicação democrática

Até o FMI acha que Guedes exagera na dose

O fator Fux e a desmoralização do Supremo

A fome voltou no Brasil

As mesmas fake news nos EUA e no Brasil

Eleições serão disputadas na Bolívia

Eleições, golpe e a extinção dos tucanos

Soberania alimentar em tempos de pandemia

Deltan manipulou na sucessão de Moro

A luta contra a devastação das florestas

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

As redes sociais e o submundo das eleições



Entrevista com Mauro Panzera, diretor da agência Grito Propaganda e ex-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), trata do papel das redes sociais, principalmente no ataque, nas eleições municipais

O clube do livro da Boitempo Editorial

Do site da Boitempo Editorial:

Assine o ARMAS DA CRÍTICA, clube do livro da Boitempo.

www.armasdacritica.com.br

Uma biblioteca para interpretar e transformar o mundo

Para comemorar os 25 anos da editora, temos a alegria de lançar o Armas da crítica, nosso aguardado clube do livro, que já nasce descomplicado: fácil de entrar, sem fidelidade, sem multa.

Deep-fake, arma radical contra a democracia

Charge: Sagar Vikmani
Por Tomás Rodríguez Ansorena, no site Outras Palavras:

Em menos de seis anos, o desenvolvimento da inteligência artificial tornou possível que quase qualquer um pudesse criar imagens falsas indistinguíveis da realidade. Do negócio pornográfico ao golpe no Gabão, a Internet dissemina essa nova ameaça fantasma: a de nunca mais sabermos o que é verdade.

Nas últimas eleições legislativas em Nova Déli, o candidato Manoj Tiwari surpreendeu seus eleitores com um vídeo falando em hindi, outro em inglês e outro em haryanvi. Antes de se tornar a figura principal do Partido Popular Indiano (BJP, na sigla em hindi) na capital do país, Tiwari foi ator, cantor popular e estrela de um reality show, mas ninguém desconfiava que ele falasse inglês (capital muito valorizado nas classes urbanas), e muito menos o dialeto da região de Haryana. 

Plataformas digitais e o discurso de ódio

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A base social que tem apoiado a ultradireita é um fenômeno global, consequência direta da precarização generalizada promovida pelo capitalismo em seu atual estágio. O discurso de ódio alimenta o crescimento deste fenômeno, que encontra terreno fértil nas plataformas digitais, conforme explica Marcos Dantas, professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ).

Em debate dentro da programação da 23ª Plenária do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, nesta terça-feira (13), o pesquisador avalia que “bancários, comerciários e industriários perderam seus empregos e a classe média também vê portas fecharem. Esta desagregação social encontra seu canal de manifestação na Internet”. “Este processo”, acrescenta Dantas, “passou a ser financiado por quem enxergou isso como uma ferramenta útil para atender seus interesses”.

O potencial da esquerda na eleição municipal

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

A um mês das eleições municipais, em 15 de novembro, candidaturas do campo da centro-esquerda em capitais ou cidades importantes do país demonstram fôlego nas pesquisas para chegar à reta final e ir ao segundo turno. Maior cidade brasileira, São Paulo assiste ao avanço de Guilherme Boulos (Psol) e Jilmar Tatto (PT), segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (15). Em relação ao levantamento anterior, de 2 de outubro, Boulos oscilou de 8% para 10%, enquanto o petista foi de 1% para 4%.

Apoiado por setores importantes do próprio PT, como o cientista político André Singer e a filósofa Marilena Chaui, além de personalidades da cultura, como Chico Buarque e Caetano Veloso, o ex-candidato à presidência da República do Psol tem como vice em sua chapa a ex-prefeita Luiza Erundina.

Subserviência aos EUA custa caro ao Brasil

Editorial do site Vermelho:

As atitudes do governo do presidente Jair Bolsonaro de prolongar a isenção do etanol importado dos Estados Unidos, no momento em que o setor sofre com a queda do consumo, e de apoiar o candidato norte-americano para presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), rompendo uma tradição histórica da instituição desde a sua criação há 61 anos, têm o claro objetivo de tentar ajudar a reeleição de Donald Trump. O entreguismo bolsonarista já havia se manifestado explicitamente na facilitação da venda da Embraer, que não se concretizou pela desistência da Boeing.

Quando teremos o monumento para Ustra?

Por Ayrton Centeno, no jornal Brasil de Fato:


Sempre pensei que, das muitas maneiras de dilapidar dinheiro público, dificilmente alguma delas seria mais idiota do que gastar para formar um general como Hamilton Mourão. Até a semana passada. Na entrevista ao programa Zona de Conflito, da Deutsche Welle, o vice do Bolsonaro prestou, enfim, um serviço à nação.

Mourão esclareceu, de forma importante e definitiva, o padrão de decência aceito e cultuado nas Forças Armadas. Aconteceu quando, atordoado pelas perguntas do apresentador Tim Sebastian – um tratamento que jamais recebeu do pet jornalismo nativo – descreveu o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra como “um homem de honra”.

Pela democracia e a soberania na Bolívia

Por Leonardo Wexell Severo, de El Alto

Acendendo uma fogueira próxima ao palanque, com um pedido de permissão à Pachamama (Mãe Terra), centenas de milhares de manifestantes enfrentaram o poderoso frio de El Alto no final desta quarta-feira para o ato de encerramento da campanha de Luis Arce e David Choquehuanca, candidatos à presidência e à vice da Bolívia pelo Movimento Ao Socialismo - Instrumento Pela Soberania dos Povos (MAS-IPSP).

Em suas intervenções, os líderes se comprometeram a recuperar a democracia, a soberania e a estabilidade econômica no país andino e exortaram a todos os bolivianos a marcharem unidos contra o retrocesso praticado e proposto pelos que querem se manter no poder a qualquer custo.

Mídia não se levanta contra TV do Bolsonaro

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Fui a primeira presidente da Empresa Brasil de Comunicação - EBC, cumpri um mandato de quatro anos (2007-2011), período em que foram implantadas a empresa e a TV Pública nacional, a TV Brasil.

Ao longo daqueles quatro anos, a mídia comercial vigiou obsessivamente a TV Brasil em busca de sinais de "governismo" ou "chapabranquismo".

O Ministério Público também fiscalizou severamente a EBC, especialmente em momentos eleitorais, para evitar partidarismo na cobertura. Os canais públicos precisam ser mesmo fiscalizados. Não perseguidos.

Brasil só perde com alinhamento total aos EUA

Por Fernando Brito, em seu blog:

O Valor publica hoje o que deveria fazer muita gente repensar a ideia primária de que “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”, frase estúpida pronunciada por Juraci Magalhães, embaixador brasileiro nos Estados Unidos no início da ditadura militar de 1964.

Estamos comerciando menos com o país de Trump do que fazíamos com o país de Obama, voltando aos níveis de comércio de 2009, quando a economia estava deprimidíssima por conta de crise do subprime.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O peso da TV e das redes sociais nas eleições



Entrevista com Chico Malfitani, jornalista e publicitário com 35 anos de trabalho com marketing político. Comandou a histórica campanha que elegeu Luiza Erundina prefeita de São Paulo e hoje está na coordenação da campanha de televisão do candidato Guilherme Boulos

O contrato de vassalagem dos militares

Por José Luís Fiori, no site Outras Palavras:


Na verdade, é a insegurança generalizada e crescente
em que se debate, agoniada a humanidade de hoje,
o ópio venenoso que cria e alimenta estas hórridas visões,
capazes, entretanto, de se tornarem
uma realidade monstruosa.

Golbery do Couto e Silva - Conjuntura, Política Nacional, o Poder Executivo & Geopolítica do Brasil

Nunca houve consenso ideológico dentro das Forças Armadas brasileiras, e sempre existiram militares que foram democratas, nacionalistas e comunistas. O mais famoso talvez tenha sido o capitão Luiz Carlos Prestes, que participou do “movimento tenentista” dos anos 20 e da “Revolta dos 18 do Forte” de Copacabana, e depois liderou – ao lado do Major Miguel Costa – a famosa Coluna que marchou pelo Brasil, durante 2 anos e 5 meses, antes de ser derrotada, defendendo a justiça social, a universalização do ensino gratuito e a adoção do voto secreto nas eleições brasileiras. E mesmo depois da Segunda Guerra Mundial, houve muitos que se opuseram aos golpes de Estado de 1954, 55, 61 e 64, e que tiveram participação importante na luta pelo monopólio estatal do petróleo e pela criação da Petrobras. Mais do que isto, sempre houve militares que defenderam a centralidade do Estado no desenvolvimento econômico e a luta contra a desigualdade social do Brasil.

Combater a agenda de Guedes e Damares

Por Esther Solano, na revista CartaCapital:
  

Muita gente me pergunta se não deveríamos focar na luta pelas pautas materiais para derrotar Bolsonaro.

Se não seria a disputa por trabalho e renda dignos a estratégia para implodir o monstro no poder.

Sempre respondo a mesma coisa.

Talvez seja o caminho para derrotar Bolsonaro, mas me parece que não será o caminho para derrotar o bolsonarismo e as sequelas no médio e longo prazo que ele deixará na sociedade brasileira.

O bolsonarismo constrói-se na convergência, na conjunção das pautas neoliberal e neoconservadora.

O pavor da taxação das grandes fortunas

Por Jair de Souza

Precisamos nos lembrar que no final do ano passado, ainda bem antes de que a pandemia do coronavírus aparecesse no cenário, a situação econômica do Brasil se mostrava catastrófica. O índice de crescimento do PIB era irrisório, a desvalorização de nossa moeda tinha atingido patamares impensados e o desemprego havia se estendido a milhões e milhões de pessoas.

As tão badaladas reformas milagrosas, pregadas através da rede Globo e de toda a grande mídia corporativa, que garantiriam a retomada do crescimento tão logo o PT fosse afastado do governo serviram, na verdade, para acentuar ainda mais a estagnação de nossa economia.

Eleições e esquerdas: Esperando Godot

Por Roberto Amaral, em seu blog:


Qualquer que seja o ponto de vista da análise, forçoso é reconhecer: estamos diante do pior dos governos que já assolaram esta república. Pior mesmo que os governos dos generais Hermes da Fonseca e João Baptista Figueiredo (Este, por exemplo, teve como chanceler o embaixador Saraiva Guerreiro, que difere do atual como o homo sapiens difere de seu antecessor, o homem de Neanderthal). A diferença do governo do capitão ante os antecessores é que o desastre, desta feita, não se deve à inépcia de seus condutores, mas, ao contrário, resulta de uma franca e planejada opção: a de pôr por terra o projeto (que vem dos militares e civis de 1930) de desenvolver o país mediante sua industrialização. Isso porque, até para ter forças armadas dignas dessa denominação, precisávamos de desenvolvimento industrial, o que terminou por unir Getúlio Vargas e generais reacionários como Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra.

O jornalismo e o racismo estrutural

Maia e Guedes: uma relação de amor e ódio

Deltan interferiu na sucessão de Moro

Justiça libera reportagens do jornal GGN

Aula online aumenta desgaste do professor

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

A tragédia do fim do auxílio de R$ 600,00

Escândalo mundial: O PT aparelhou o FMI

Por Marcelo Zero

O marxismo cultural, essa ideologia nefasta idealizada por Gramsci, Marcuse, Adorno e outras mentes perversas, dá, cada vez mais, mostras de sua solerte capacidade de dominar outrora respeitáveis instituições multilaterais.

Com efeito, o atual plano diabólico dos comunistas de dominar o mundo pela conquista da superestrutura, plasmado no globalismo que enfraquece o Estado-Nação e destrói os valores cristãos, únicos valores legítimos da Humanidade, avança cruel e triunfantemente, tal qual um Átila Vermelho, um Gengis Khan leninista.

Prova cabal disso é o último relatório do FMI sobre as perspectivas da economia mundial, o World Economic Outlook de 2020, recentemente divulgado.

Eleição e a estratégia das esquerdas

Por Rodrigo Vianna, no site Brasil-247:


O início da campanha municipal aponta algumas tendências claras - que podem ter consequências em 2022.

1. A direita bolsonarista "pura" minguou. Isso em parte é resultado do giro feito pelo presidente da República - que, depois de ensaiar um golpe em maio, abandonou youtubers, extremistas de internet, astrólogos e terraplanistas; e fez a opção pelo Centrão.

A única capital em que há um bolsonarista raiz com chances reais é Fortaleza.

De resto, Bolsonaro tenta se alinhar a políticos da direita tradicional (Russomano em São Paulo, Mendonça Filho no Recife, Crivella no Rio).

Esforço redobrado pelos 600 reais

Por João Guilherme Vargas Netto

Há, persistente, uma contradição: todos exaltam o papel positivo do auxílio emergencial de 600 reais mas quase ninguém luta por seu pagamento até dezembro.

Com a exceção reconhecida das centrais sindicais que levantaram esta bandeira ainda no auge da pandemia e a mantém até hoje e de alguns deputados que a defenderam em suas redes sociais e em suas ações parlamentares, ninguém mais se empenhou com presteza e urgência para sua manutenção.

Caiu sobre o tema um espesso silêncio, às vezes disfarçado pela algaravia sobre um auxílio emergencial futuro. Mesmo o presidente da República (prestigiado pelo benefício) foi induzido a cortar pela metade seu valor desde já, o que lhe deve causar arrependimento – se é que pretende, como parece, buscar o caminho do eleitorado pobre e paupérrimo.

Bolsonaro cometeu 299 ataques ao jornalismo

Do site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj):

Apesar de ter aparentado uma “trégua” nos ataques sistemáticos à imprensa e a jornalistas nos últimos meses, o presidente Jair Bolsonaro chegou ao número de 299 declarações ofensivas ao jornalismo, de janeiro a setembro deste ano. O monitoramento é feito pela Fenaj e inclui todas as falas do presidente que vêm a público, incluindo postagens em redes sociais, lives, entrevistas e declarações oficiais.

Uberização e impacto da pandemia no trabalho

A pandemia e o "efeito Bolsonaro"

O pandemônio ambiental do ministro Salles

Caso BTG: vitória da liberdade de imprensa

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Pandemia, crise e a reforma tributária



Entrevista com Charles Alcantara, auditor fiscal do Pará e presidente da Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), que trata da injusta estrutura tributária do Brasil entre as piores do mundo e da proposta da reforma tributária solidária

Liberdade de expressão e discurso de ódio

Guerra híbrida: uma novo tipo de conflito

Um país ou uma piada trágica?

Por Fernando Brito, em seu blog:

O Brasil virou uma piada trágica e é muito difícil escrever sobre política sem cair no vergonhoso deboche de nós mesmos.

Em lugar do Boi Bumbá, temos agora o Boi Bombeiro, fantástica criação dos ministros do Meio Ambiente e da Agricultura, cujo ruminar lento e solene há de impedir as queimadas no pantanal.

O país passa de 150 mil mortes, a disponibilidade de vacina vai sendo adiada, não há dinheiro para manter o auxílio que está fazendo com que milhões possam comer e que acaba em 60 dias e o que fazem os deputados governistas?

Propagação da pandemia se deve a Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:


O estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o IRD (Instituto Francês de Pesquisa e Desenvolvimento), indicando que cidades com maior quantidade de trabalhadores informais foram as mais afetadas pela Covid-19 revela mais do que o poder de propagação do vírus. Revela as consequências da precariedade da infraestrutura do país e a irresponsabilidade dos governantes que negligenciam a gravidade da situação, a começar pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Trump está no fim da linha?

As eleições nos EUA e o Brasil

As estratégias de comunicação periférica

A esquerda e as eleições municipais

Violência às vésperas do plebiscito no Chile

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

A disputa pela prefeitura de Teresina

O terrorismo midiático na eleição boliviana

Luis Arce (MAS)
Por Leonardo Wexell Severo 

“Estamos na reta final das eleições um ano após termos não só sofrido um golpe de Estado, senão o roubo do nosso voto, o desrespeito ao voto majoritário do povo boliviano, já que o informe da Organização dos Estados Americanos (OEA) nunca demonstrou nenhuma fraude. Na realidade, a guerra suja e o terrorismo midiático foi parte fundamental para induzir a uma convulsão social, em uma fase prévia às eleições onde aplicaram uma estratégia de desgaste cotidiano, de sabotagem, conspiração e manipulação da informação”.

A afirmação é de Dolores Arce, ex-diretora-executiva do Centro de Produções Radiofônicas da Bolívia (Cepra) e ex-chefe das Rádios dos Povos Originários (RPOs) – vinculadas ao Ministério da Comunicação, em entrevista exclusiva, nesta quinta-feira, na sede da Federação de Mulheres Bartolina Sisa de Cochabamba.

Bolsonaro: governo mais corrupto da história

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Corrupção: “Ação ou efeito de adulterar o conteúdo original de algo. Ação ou resultado de subornar, de oferecer dinheiro a uma ou várias pessoas, buscando obter algo em benefício próprio ou em nome de outra pessoa; suborno.” (Dicionário Online de Português)

Quando Bolsonaro afirma que a Lava Jato acabou porque em seu governo não há corrupção, ele, no afã de proteger os políticos do Centrão e seus filhos encalacrados na justiça, para variar, sabota a verdade factual e exerce sua monumental ignorância. Tudo de olho na eleição de 2022.

Tirante a piada de mau gosto segundo a qual o bolsonarismo é impermeável à corrupção - Queiróz, cheques para a primeira-dama, coleção de imóveis da família comprado com dinheiro vivo, promiscuidade com milicianos, rachadinhas e patrimônio do clã muito além de sua renda que o digam -, é possível listar sem esforço dez motivos que atestam que o governo Bolsonaro é o mais corrupto da história do Brasil.

As milícias e seu impacto nas eleições

Os rolos da Michelle Bolsonaro

Bolsonaro, o coveiro da Lava-Jato

Taxa de morte materna sobe na pandemia

O terraplanismo da reforma administrativa

#AnulaSTF: Justiça lenta também é injustiça

Neonazistas da Grécia, Alemanha e... Brasil

Por Altamiro Borges


Na quarta-feira passada (7), a Justiça da Grécia declarou o partido neonazista “Amanhecer Dourado” como “organização criminosa” e indicou que seus líderes serão condenados a penas severas de prisão. A sentença, considerada histórica, foi comemorada por mais de 15 mil pessoas diante do Palácio de Justiça, em Atenas.

Segundo relato da agência de notícias France-Presse (AFP), o processo judicial durou mais de cinco anos e foi descrito pelo promotor Thanassis Kambagiannis como “o maior julgamento de criminosos fascistas desde Nuremberg” – o famoso tribunal que condenou os líderes sanguinários da Alemanha hitlerista.

domingo, 11 de outubro de 2020

O 'pornofilósofo' Olavo de Carvalho é multado

A tragédia do fim do auxílio emergencial

Por Altamiro Borges


"Em cenário considerado otimista, o Brasil ampliará em cerca de 16 milhões o total de pessoas consideradas pobres quando o auxílio emergencial pago aos mais vulneráveis terminar, no fim de 2020", informa a Folha, com base em projeções da FGV-Social. A desgraceira social, porém, deverá ser ainda bem maior.

"Esse contingente de 'novos pobres' ampliará para quase um terço os brasileiros que passarão a viver com menos de R$ 522,50 ao mês. O valor representa menos de meio salário mínimo e cerca de US$ 3 ao dia", aponta o jornal. Apesar da crônica da tragédia anunciada, Jair Bolsonaro já anunciou o fim do benefício.

Investimento público e ditadura das finanças

'Acabou a corrupção', diz o amigo do Queiroz

Venezuela sofre com o bloqueio econômico

A opção preferencial pela inteligência

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

Os debates em torno da eleição que se aproxima parecem confirmar os piores diagnósticos sobre nosso tempo: há uma sedução pela superficialidade, para não dizer pela burrice.

De nada adianta acusar o governo Bolsonaro e tudo que ele representa de negacionista, terraplanista, ignorante e inimigo da ciência e do conhecimento, se na hora de reagir os métodos são os mesmos. Tanto internamente como em relação aos eleitores, as forças progressistas vêm batendo no peito três vezes para assumir sua dificuldade em ocupar os territórios reais e imaginários da extrema direita.

Sempre acusada de não fazer autocrítica, as esquerdas agora aceitam se culpar pelo seu eventual fracasso eleitoral, elegendo alguns repertórios questionáveis como o judas de seus perrengues.

Reforma trabalhista 'enquadra' Judiciário

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:

Em um mercado historicamente desestruturado, a “reforma” trabalhista de 2017 agravou os problemas, aumentou a insegurança e restringiu a ação do Judiciário. A análise é do professor José Dari Krein, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que na manhã desta quinta-feira (8) participou de painel do 20ª Congresso Nacional de Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, promovido pelo Tribunal (TRT) da 15ª Região, no interior paulista. O tema do evento, que vai até amanhã, é a “Humanização nas Relações do Trabalho”. Confira aqui o link para inscrição e informações.

Bolsonaro e as trágicas marcas da pandemia

Editorial do site Vermelho:

O presidente Jair Bolsonaro ignora e naturaliza as trágicas marcas de 5 milhões de pessoas infectadas pela Covid-19 e de 150 mil mortos. Enquanto as famílias enlutadas enfrentam a perda de entes queridos, o presidente se move unicamente obcecado pelo seu ambicioso projeto de reeleição. Faz da Presidência da República uma espécie de comitê de campanha antecipada, visando o pleito de 2022, ignorando os problemas da nação.

'Boi Bombeiro' e o gado bolsonarista

Por Fernando Brito, em seu blog:

A defesa feita hoje pela Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, de que é a “queda” no tamanho dos rebanhos bovinos na região do Pantanal uma das responsáveis pelo recorde de incêndios naquele bioma, pois bois e vacas estariam deixando de “podar” o capim e, assim, facilitando a ignição da palha seca é mais uma das bobagens criadas pelo bolsonarismo, sem qualquer base científica, para procurar justificar a predação ambiental em nome da atividade econômica.

O STF e a nomeação de reitores

Por Luis Felipe Miguel

Sobre a decisão em curso no STF, relativa à nomeação de reitores: a Folha de S. Paulo, que não julgou necessário noticiar o assunto, ainda assim deu espaço para o petardo de um questionável deputado bolsonarista, dizendo que "Fachin, eleito por ninguém, legisla".

A usurpação de funções legislativas pelo Judiciário é, de fato um grave problema, mesmo quando as medidas são mais progressistas do que aquelas que o Congresso tomaria. Fere o princípio da soberania popular - não que ele valha um tostão furado no Brasil.

Os tempos que virão e os ventos que soprarão

Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:

Não ouviremos mais a voz do ministro Celso de Mello nas sessões do STF, especialmente firme quando ele exaltava o primado da Constituição e da democracia, a sujeição de todos ao rigor da lei e a independência do Judiciário.

Nesta quinta-feira ele despediu-se da corte onde passou 31 anos, com o longo voto em defesa de sua determinação para que o presidente da República preste depoimento presdencial sobre o caso Moro.

A sessão ainda transcorre quando escrevo mas o que quero destacar são as palavras graves que disse na quarta-feira, ao receber homenagem dos colegas em sessão virtual.

sábado, 10 de outubro de 2020

A multa do “pornofilósofo” Olavo de Carvalho

Por Altamiro Borges


O colunista Ancelmo Gois postou no jornal O Globo que "o pornofilósofo Olavo de Carvalho vai ter que pagar, em 15 dias, uma indenização de R$ 2,9 milhões a Caetano Veloso. A decisão é da 50ª Vara Cível do RJ". Será que a famiglia Bolsonaro também vai abandonar o seu guru, assim como fez com a terrorista Sara Winter e o blogueiro colérico Allan dos Santos?

O valor se refere ao total da multa aplicada a Olavo de Carvalho pelo não cumprimento da liminar que mandou que ele apagasse as acusações de pedofilia postadas contra o cantor em 2017. “Já o valor da condenação pelos danos morais (R$ 65.966,78) foi depositado judicialmente em agosto”, informa o colunista de O Globo.