quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Movimento negro pede saída de Bolsonaro

O que Elon Musk quer com a Bolívia?

Carta aberta aos 100 mil mortos!

Bolsonaro: com os generais ou com Guedes?

Bolsonaro e Guedes: inimigos dos livros

Editorial do site Vermelho:

Um claro retrocesso cultural, que se junta a outros neste triste período por que passa o país, agravado pela crise econômica que atingiu em cheio a indústria do livro durante a pandemia. A síntese sobre a proposta do ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, de acabar com a isenção de impostos sobre livros, taxando as editoras em 12% com o novo imposto, é da Academia Brasileira de Letras.

Há o lado monetário da proposta – mais uma investida voraz da boca devoradora de recursos, o parasitismo financeiro incontrolado –, mas conta também a obtusidade de uma ideologia obscurantista que desconhece limites. A proposta revoga uma proposição do deputado comunista Jorge Amado, o escritor famoso, aprovada na Constituinte de 1946 e mantida nas constituições seguintes.

A vacina russa e a competição geopolítica

Por Jeferson Miola, em seu blog:

O registro, pela Rússia, da 1ª vacina contra o coronavírus, é um passo extraordinário na corrida científica mundial para proteger a humanidade desta terrível peste. Se confirmar a eficácia, a eficiência e a segurança da vacina, estaremos diante de um marcante acontecimento da história contemporânea.

Mais que um extraordinário êxito médico-científico, este pioneirismo coloca a nação russa, em geral, e Vladimir Putin, em particular, na dianteira do jogo geopolítico que, tudo indica, deverá se desenrolar globalmente em novas bases políticas, econômicas e sociais depois da pandemia.

O silêncio diante do “Vou intervir”

Reprodução do Instagram "Somos Todos Aroeira"
Por Roberto Amaral, em seu blog:

Em matéria na Piauí que está nas bancas (“Vou intervir”), a jornalista Mônica Gugliano relata reunião realizada no dia 22 de maio deste ano no gabinete da presidência da República, presentes o capitão e três generais, o ministro-chefe da casa civil, Walter Braga Netto, o ministro-chefe da secretaria de governo, Luiz Eduardo Ramos, e o ministro-chefe de segurança institucional, Augusto Heleno. Descreve a repórter:

A comunicação contra o fascismo

Por Manuel Domingos Neto

O avanço mundial da direita foi impulsionado por novos recursos de comunicação.

No Brasil, sentimos a formidável capacidade desta onda sinistra que levou à criminalização da esquerda, ao impeachment de Dilma, à eleição fraudulenta de um fascista e ao desmantelo do Estado.

A resiliência de Bolsonaro mostra que não estamos diante de força sem importância.

A extrema-direita marca pontos à frente do campo democrático no que diz respeito à comunicação. Além de dominar as mídias tradicionais, consegue forte penetração em setores populares através das plataformas digitais.

Vejo, pois, com alegria a iniciativa do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé de promover mais um curso de comunicação para derrotar o fascismo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

TV Portal Favelas chega para ser contraponto

Bolsonaro: um governo em debandada

Por Rodrigo Vianna, no site Brasil-247:

Num dia, a Globo abre largo espaço para "reportagem" baseada em estudos do Instituto Millenium: o material defende sem meias palavras a redução do peso do Estado e do funcionalismo público no Brasil.

Trata-se de evidente reforço à agenda ultraliberal de Paulo Guedes (que, por sinal, foi um dos fundadores do Instituto mantido pelas organizações Globo e por outros empresários de direita).

No dia seguinte, dois dos principais assessores de Guedes (Sallim Mattar e Paulo Uebel) pedem o boné e vão embora.

São dois extremistas, dois ideólogos do Estado mínimo.

De forma surpreendente, Guedes em pessoa vai à TV e confirma o que chamou de "debandada".

Livro de cabeceira (nova definição)

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Tenho escrito, em 2020, exclusivamente sobre temas de ordem pública, nacionais ou internacionais, econômicos e não-econômicos. Acredito que conquistei o direito de voltar a ser hoje um pouco mais pessoal. Pode ser? O leitor ou leitora não tem como, de certo, responder diretamente, mas pode parar de ler aqui. Espero que não o faça, e prossigo.

No final do ano passado, lancei um livro – O Brasil não cabe no quintal de ninguém: bastidores da vida de um economista brasileiro no FMI e nos BRICS e outros textos sobre nacionalismo e nosso complexo de vira-lata. Transcrevi o longo subtítulo, pois dá uma boa ideia do que é o livro. Trata-se da obra mais pessoal que publiquei até agora, superando o meu até então preferido – Da crise internacional à moratória brasileira, publicado em 1988 pela editora Paz e Terra –, que relata minha participação no governo brasileiro entre 1985 e 1987 e, em especial, na polêmica suspensão de pagamentos da dívida externa, decretada em fevereiro de 1987. Repare, leitor ou leitora, que os meus dois livros prediletos, dos tantos que publiquei, são frutos de vivências práticas e sofrimentos – não sou, nunca serei, um teórico, dado a reflexões abstratas em uma torre de marfim qualquer. E, houve sofrimento, sim, nas duas experiências, na mais recente, assim como na mais remota.

Guedes faz do caos sua boia de salvação

Por Fernando Brito, em seu blog:

Não é difícil de entender: o líder de uma equipe teria todas as condições de evitar o que o próprio Paulo Guedes reconheceu hoje ser uma “debandada” na equipe econômica.

Mais uma semana aqui, mais duas ali, nada disso é algo que, em condições normais, uma chefe possa pedir a seus subordinados, invocando a continuidade dos trabalhos em curso e uma transição suave de comando.

Se isso não aconteceu, das duas uma: ou Guedes não tem ascendência alguma sobre sua equipe ou ele joga com a ameaça do caos na economia para pressionar o Presidente da República para viabilizar medidas impopulares e que só passarão pelo congresso com o uso da força de Jair Bolsonaro.

Os donos do Estado

Charge do site Aneddotica Magazine
Por Pedro Estevam Serrano, na revista CartaCapital:

Uma denúncia de assédio moral por dia é a média registrada pelo governo Jair Bolsonaro desde o seu início.

Para ser preciso: 1,2 denúncia por dia é a média registrada pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A mesma CGU produziu a Nota Técnica nº 1.556/2020, em 29 de julho, que prevê a apuração disciplinar para casos em que um servidor público manifeste publicamente opiniões “críticas ao órgão ao qual pertença”.

Ambos os fatos estão relacionados à confusão entre esfera pública e privada que o governo Bolsonaro cria como meio para executar um projeto autoritário.

Putin anuncia vacina contra Covid

Dia dos Estudantes e formas de organização

O livro secreto do bolsonarismo

Ovo da serpente e o macarthismo penal

Consórcio Nordeste, Nicolelis e o vírus





terça-feira, 11 de agosto de 2020

Olavo de Carvalho é bloqueado pelo PayPal

Bolsonaro e o papel da mídia alternativa

Racismo define violência da PM em São Paulo

Por Rodrigo Gomes, na Rede Brasil Atual:

Casos recentes de atuação da Polícia Militar (PM) de São Paulo evidenciam como o racismo estrutural permeia e conduz a atuação de policiais. E é decisivo até mesmo para que o resultado da ação acabe em morte. De pessoas abordadas, ou de agentes policiais. No domingo (9), o jovem negro Rogério Ferreira da Silva Júnior foi morto por policiais militares, no Parque Bristol, zona sul de São Paulo. A moto que conduzia não era fruto de roubo, ele não estava armado e não reagiu. Mas os policiais alegaram “risco iminente de agressão” por ele ter colocado a mão na cintura no momento da abordagem.

O genocídio indígena na pandemia

As causas das queimadas no Pantanal

Pandemia acentua a crise social brasileira

Amarras de Bolsonaro e Guedes na economia

Editorial do site Vermelho:

Pode-se dizer que o Brasil pegou a contramão em relação ao movimento das economias de outros países. A situação de grave crise econômica, com as óbvias consequências sociais, se deve, no essencial, a atitude do presidente Jair Bolsonaro e de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de se aferrarem à pauta ultraliberal e se recusarem a enxergar a realidade pelas demandas da imensa maioria do povo.

É um governo tão entranhado no rentismo que chega ao ponto de recusar o caminho de outros países, mesmo com governos conservadores e neoliberais, que utilizam recursos do Estado para socorrer empresas e proteger empregos. Os países que adotaram essa orientação passam por menos dificuldades econômicas e apresentam melhores condições para a retomada do crescimento.

As veias do Sul continuam abertas

Do site da Editora Expressão Popular:

Para onde quer que olhemos no Sul Global, encontramos situações que requerem explicações globais. A apropriação de bens comuns na África e na América Latina, a expansão das fábricas têxteis em condições sub-humanas de trabalho na Ásia, o domínio da produção dos países do Sul da Europa e Norte da África por empresas radicadas na Alemanha e na França; a dominação do Estado de Israel sobre a Palestina; as incontáveis intervenções militares no Oriente Médio; a imposição do american way of life pela indústria cultural estadunidense; são todas elas expressões de que o capitalismo global é um sistema gerador de desigualdade entre países e regiões. Essa desigualdade não é uma abstração: ela é vivida nos corpos dos oprimidos e oprimidas do Sul.

A vitoriosa greve de 21 dias na Renault

Foto: Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba
Do site da Agência Sindical:

Vitoriosa a greve de 21 dias na Renault. Metalúrgicos da fábrica, em São José dos Pinhais, Paraná, aprovaram proposta negociada entre Sindicato e empresa que reverte as 747 demissões, consideradas arbitrárias pela Justiça do Trabalho. Assembleia aconteceu em segunda (10), na porta da fábrica.

Prevaleceu o Protocolo de Entendimento negociado entre o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e a Renault, sábado, 8. A votação será agora on-line pelo site da entidade, até as 14 horas desta terça, 12. A decisão deve aprovar retorno ao trabalho quarta.


Situação intolerável dos trabalhadores

Ilustração: Ben Wiseman
Por João Guilherme Vargas Netto

Tedros Adhanom, o secretário da Organização Mundial da Saúde, alertou que junto à pandemia do coronavírus há uma infodemia, uma enxurrada de informações falsas aflitas e desorientadas. Isto se reproduz também nos números.

Enquanto atingimos no Brasil a marca quilométrica de 100 mil mortos e três milhões de casos confirmados (números redondos que consagram infelizmente a “normalização” da doença) vicejam as mais atordoantes numerologias porque todos sabemos que o pior é pior ainda que o numerado e não pode ser mascarado pelos números.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Bolsonaro segue apanhando no STF

As 100 mil mortes de Covid na imprensa

Bolsonaro, pandemia e a reação da oposição

Bolsonaro deveria ser preso?

Livro de cabeceira (nova definição)

A trajetória de Dom Pedro Casaldáliga

O papel dos bancos públicos na pandemia

Quem comandou a tragédia não está de luto

Bolsonaro a caminho do golpe

Quem é Joice Hasselmann

domingo, 9 de agosto de 2020

100 mil mortes e as idiotices de Bolsonaro

Por Altamiro Borges

No sábado (08), o Brasil superou a triste marca de 100 mil óbitos pela Covid-19. O “capetão” Jair Bolsonaro, apologista do ódio, da tortura e da morte, preferiu novamente evitar a solidariedade aos familiares e amigos. Postou apenas uma mensagem fria, anódina, nas redes sociais – com menos destaque do que suas postagens sobre o título do campeonato paulista. O presidente negacionista e fascista procura fugir do assunto. Mas ele será lembrado como o principal responsável por essa matança, como um genocida sem escrúpulos.

PayPal 'comunista' bloqueia Olavo de Carvalho

Por Altamiro Borges

O filósofo de orifício Olavo de Carvalho teve sua conta bloqueada na plataforma de pagamento online PayPal na semana passada. De imediato, o guru de Bolsonaro – que usa o fantasma do comunismo para amedrontar e extorquir seus fanáticos seguidores – disparou nas redes sociais que foi vítima de uma “ação comunista”.

A multinacional PayPal é dos canais usados pelo fascista para receber pagamentos por seus cursos. A outra é a PagSeguro, do Grupo UOL – o mesmo que edita a Folha. As duas empresas foram pressionadas nos últimos dias pelo movimento Sleeping Giants-Brasil a boicotar difusores de fake news e de campanhas de ódio.


Bolsonaro sofre duas novas derrotas no STF

Por Altamiro Borges

O fascista Jair Bolsonaro, que já cogitou mandar tropas para fechar o Supremo Tribunal Federal – segundo relato da revista Piauí –, deve ter ficado ainda mais irritado com o Judiciário na semana passada. Ele sofreu duas novas derrotas. O Estadão destacou no título: “STF determina proteção a índios e ao Bolsa Família”.

Segundo a matéria, "em duas derrotas para o Palácio do Planalto, o STF decidiu proibir cortes no programa Bolsa Família durante a pandemia do coronavírus e obrigou o governo federal a adotar uma série de medidas para conter o avanço da Covid-19 entre os povos indígenas".


A Amazônia arde e os túmulos proliferam

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

Bolsonaro estimulou o fogo na Amazônia com as suas declarações odiosas à fiscalização do Ibama e a sua admiração selvagem aos garimpos. Bolsonaro estimulou a indiferença perante o vírus mortal, quando ironizou, dizendo que não era coveiro e quando -na sua negação doentia do perigo- disse que tudo era uma simples gripe, que não mataria mil pessoas nesta “terra desolada”. Continuou tolerado e respeitado pela mídia tradicional, pelo seu compromisso com as “reformas” destrutivas do Estado Social. Nada acontecia e nada aconteceu.

As Forças Armadas e o governo Bolsonaro

Uma tragédia social se desenha no Brasil

Um pacto nacional pelo emprego

Por Miguel Manso

O governador do Maranhão Flávio Dino iniciou a mobilização da sociedade com a proposta do "Pacto Nacional pelo Emprego".

Após enviar carta com a proposta ao Presidente Bolsonaro, que a recebeu com ironia e desdém, o Governador Flavio Dino foi ao encontro dos trabalhadores e por vídeo conferência se reuniu com representantes de oito centrais – CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CSB e Pública.

Em vibrante reunião com os presidentes das Centrais Sindicais, Flavio Dino apresentou a proposta do pacto e detalhou os pontos e os argumentos:

Guerra na direita abre espaço para Lula

Foto: Ricardo Stuckert
Por Rodrigo Vianna, no site Brasil-247:

Lula colhe, de forma lenta mas constante, os resultados pela coragem com que enfrentou a perseguição lavajatista desde 2015.

Lula poderia ter-se refugiado numa embaixada; preferiu encarar o processo injusto e a prisão.

Lula poderia ter renunciado à liderança do PT; lançou-se candidato desde a cadeia, e levou Haddad ao segundo turno.

Lula poderia ter estendido a bandeira branca ao ser libertado, abrindo mão de voos políticos, como exigia a direita; mas firmou-se no lugar de sempre.

Não cedeu, não fugiu, não medrou.

O Brasil das 100 mil mortes, e tudo está bem

Por Elaine Tavares, no site Correio da Cidadania:

A re­a­li­dade bra­si­leira é um conto de terror. Se a pessoa as­siste ao Jornal Na­ci­onal, da Rede Globo, fica cho­cada com os nú­meros da do­ença cau­sada pelo novo co­ro­na­vírus. Mais de 90 mil pes­soas já mor­reram, sendo que muitas dessas mortes po­de­riam ser evi­tadas, seja tendo um bom sis­tema de aten­di­mento, seja por uma ação na­ci­o­nal­mente co­or­de­nada de pre­venção. O Brasil não tem nem um, nem outro.

Lava-Jato e a suspeição de Edson Fachin

Por Jeferson Miola, em seu blog:

A turma da Lava Jato tem motivos de sobra para exaltar que “Aha, Uhu, o Fachin é nosso!”. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, regressou das férias de inverno do judiciário fazendo jus à gratidão da República de Curitiba.

Já no primeiro dia de trabalho [3/8], Fachin derrubou a liminar de Dias Toffoli que mandava a Lava Jato abrir a “caixa de segredos” de 350 terabytes para o acesso do Procurador-geral. Augusto Aras denunciou ilegalidades, desvios e excessos da Operação; e, também, possível espionagem clandestina de 38 mil pessoas.

Greve na Renault: coração, razão e atitude

Foto: Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC)
Por João Guilherme Vargas Netto

Já se inscreveu na história das lutas dos trabalhadores a greve que dura mais que duas semanas dos metalúrgicos da Renault, dirigidos pelo sindicato, em protesto contra o pacote impositivo da empresa e a demissão de 747 trabalhadores.

Ao completar os 16 dias os grevistas obtiveram grande vitória com a decisão da juíza do Trabalho, Sandra Mara de Oliveira Dias, que mandou reintegrar os trabalhadores demitidos julgando a denúncia da Procuradoria do Trabalho e atendendo ao pleito do sindicato e dos seus advogados.

Eleição nos EUA comprova falta de democracia

Por Jair de Souza

Em novembro, devem ser realizadas as eleições que indicarão quem vai ser o presidente dos Estados Unidos da América nos próximos quatro anos. Estamos tão acostumados a escutar no rádio, assistir pela televisão ou a ler em jornais e revistas que os Estados Unidos são a maior democracia do mundo que somos levados a crer que isto é uma realidade indiscutível.

Esta história de apresentar a imagem dos Estados Unidos como o que de mais belo há em termos de sociedades humanas vem de longa data. Basta relembrar que Alexis Tocqueville e os principais expoentes do liberalismo sempre se referiam ao Estados Unidos como o país modelo da liberdade. A chamada Revolução Americana, que culminou com sua independência e desvinculação do Império Britânico, foi saudada por todos os adeptos do pensamento liberal como uma grande vitória dos ideais da liberdade.

O que vai levar as escolas à falência?

Por Madalena Guasco Peixoto

Na última quinta-feira, 6 de agosto, o desembargador do Trabalho Pedro Luís Vicentin Foltran determinou a suspensão das aulas presenciais na escolas particulares do Distrito Federal, que haviam sido autorizadas dois dias antes pela juíza da 6ª Vara do Trabalho Adriana Zveiter. A decisão do desembargador atendeu ao mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após ser acionado pelo Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinproep-DF).

sábado, 8 de agosto de 2020

É hora de adotar renda básica para todos

Bolsonaro quis dar golpe fechando o STF

Os bastidores da máquina do ódio

100 mil mortes por Covid (e daí?)

Queiroz complica a família Bolsonaro

O bolsonarismo sobreviverá a Bolsonaro?

Trump versus TikTok

A história de um Brasil de Quatro

Decisões do STF reforçam suspeição de Moro

Bolívia e o novo golpe civil-militar

As 100 mil mortes de Bolsonaro

A suspeição de Moro por suas cascatas

Brasil supera 100 mil mortes pela Covid-19

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Queiroz depositou 21 cheques para 'Micheque'

Por Altamiro Borges

A briga entre bolsonaristas e lavajatistas segue produzindo furos jornalísticos. Nesta sexta-feira (7), a revista Crusoé, que é ligada à turma de Sergio Moro e dos procuradores da Lava-Jato, revelou que Fabrício Queiroz depositou pelo menos 21 cheques na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro – somando R$ 72 mil.

Segundo a revista digital, as transferências foram identificadas na quebra de sigilo bancário do miliciano do clã Bolsonaro. A revelação desmente a versão fuleira apresentada pelo "capetão" de que um depósito de R$ 24 mil na conta da "conje" teria sido parte do pagamento de um empréstimo feito ao ex-policial e amigão.

A comunicação popular no pós-pandemia

Por Javier Tolcachier, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

A pandemia gerada pelo Covid-19 causou impacto em todas as sociedades e deixará um rastro que, até o momento, temos noção apenas de seus primeiros sinais. Tem-se debatido e escrito muito sobre o que pode acontecer nesta etapa de fragilidade posterior ao choque inicial e, também, no momento em que o contágio e a mortalidade finalmente sejam reduzidos de forma significativa. A necessidade de respostas a questões pré-existentes, no marco de uma crise generalizada do sistema e da incerteza sobre o amanhã, é inegável.

Os militares estão nus

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

Bolsonaro faz muito mal ao Brasil e aos brasileiros. Não conduz uma liderança responsável na área da saúde, levando o país a quase 100 mil mortos pela Covid-19, na que é considerada a pior política pública sanitária no enfrentamento da pandemia em todo o mundo. Está quebrando a economia e exterminando direitos e empregos, desagradando tanto trabalhadores como empresários que choram suas pitangas depois que Guedes mostrou que não passa de um frentista de posto, incapaz de comandar a economia.

Lava-Jato virou "xerife" universal

Por Fernando Brito, em seu blog:

A prisão do Secretário de Transportes de João Doria, por supostas fraudes na área de Saúde, muito além do “merecimento” de sua detenção, expõe com toda a clareza a deformação a que o “lavajatismo” levou o sistema judicial brasileiro: os juízes da Lava Jato, como este Marcelo Bretas, passaram a ter “jurisdição universal”.

Imagem do Brasil no mundo está "horrível"

Charge: Becs/Argentina
Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:

A imagem do Brasil sob o governo de Jair Bolsonaro, no exterior, está “horrível”. “Não só pela questão da pandemia, mas também pela Amazônia, a questão ambiental, os direitos humanos.” A constatação é de Miriam Gomes Saraiva, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Há um dilema no mundo: se é melhor esperar que Bolsonaro acabe seu governo, para normalizar as relações com o Brasil, ou se manter boas relações seria um incentivo para Bolsonaro melhorar”, diz.

Bolsonaro desrespeita populações indígenas

Editorial do site Vermelho:

A sentença do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, referendando a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de obrigar o governo Bolsonaro a adotar diversas medidas para conter o avanço do coronavírus na população indígena encerra uma importante lição. Devem ser criadas barreiras sanitárias para aldeias, instituída uma sala de situação assegurada a participação de todos os setores envolvidos, inclusive representantes indígenas e a apresentado, pelo governo, um de plano de enfrentamento da Covid-19. O governo deverá também elaborar um plano de retirada de ocupantes ilegais das áreas protegidas, um dos vetores de contaminação.

Corrupção e ineficiência dos militares

Pandemia e imigrantes presos nos EUA

Futebol, política e pandemia

Crítica dos bispos na 'Carta ao Povo de Deus'

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Bolsonaro queria as tropas no STF

A prisão do secretário de João Doria

Brasil faz voo cego na pandemia

Três cenários pós-pandemia

A guerra de Bolsonaro: 100 mil mortos

Desafios e perspectivas do sindicalismo

Gilmar e Lewandowski detonam Moro

Aras denuncia o Esquema Lava-Jato

14 anos da Lei Maria da Penha

China e EUA: uma nova Gerra Fria?

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Cadê os deputados que invadiram hospitais?

Por Altamiro Borges

Perguntar não ofende: Há dois meses, no início de junho, cinco deputados bolsonaristas invadiram o hospital de campanha no Anhembi, em São Paulo, para “apurar as internações por Covid”. O crime rendeu um processo por infração de medida sanitária, que prevê até um ano de prisão. Como anda o processo?

Segundo o boletim de ocorrência, os deputados Adriana Borgo (Pros), Marcio Nakashima (PDT), Leticia Aguiar (PSL), Coronel Telhada (PP) e Sargento Neri (Avante) invadiram o local "visando fiscalizar os trabalhos realizados" e, com essa atitude criminosa, colocaram em risco a saúde de pacientes e profissionais da saúde.

Bolsonaro despreza profissionais da saúde

Por Altamiro Borges

O "capetão" Jair Bolsonaro, principal responsável por quase 100 mil óbitos no país, despreza os que salvam vidas. Ele agora vetou o Projeto de Lei 1826/2020, que fixava uma compensação financeira de R$ 50 mil para os profissionais da saúde incapacitados permanentemente em decorrência do novo coronavírus.

O projeto de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também determinava pagamento de indenização a dependentes do profissional da saúde em caso de óbito. Mas o assassino Bolsonaro, com sua necropolítica, decidiu descartar médicos, enfermeiros e outros profissionais que estão na linha de frente da guerra à Covid-19.

Mídia foi cúmplice do golpe na Bolívia

Guedes quer prejudicar trabalhador duas vezes

Da Rede Brasil Atual:

Para aprovar o novo imposto sobre transações digitais, no mesmo modelo da extinta CPMF, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer retirar mais direitos dos trabalhadores. A ideia é reduzir a tributação que as empresas pagam sobre os salários dos funcionários, incluindo o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Paulo Guedes quer diminuir de 8% para 6% o valor dos salários que é depositado pelas empresas nas contas do FGTS e cortar metade dos encargos referentes ao Sistema S.

O SNI de Jair Bolsonaro

Editorial do site Vermelho:

A obsessão do presidente Jair Bolsonaro em robustecer o sistema de inteligência do Estado, na prática significa que ele tenta implantar um esquema de espionagem para controle da oposição. Essa ideia ficou explícita na fatídica reunião ministerial de 22 de abril, divulgada como parte das acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio de que Bolsonaro estaria tentando controlar a Polícia Federal (PF).

Antifascismo e espionagem particular

Pastores vestidos de PMs

Informalidade, desemprego e luta popular

STF aponta parcialidade de Sergio Moro

O país que colocou a IURD para correr

As discussões sobre a reforma tributaria

A Cultura do Brasil está sendo asfixiada

Cineasta Silvio Tendler
Por Léa Maria Aarão Reis

Há cerca de dez dias, o cineasta e um dos mais experientes documentaristas brasileiros Silvio Tendler, autor de filmes memoráveis como os clássicos Jango, Os anos JK, Militares da democracia, Privatizações: a distopia do capital e O veneno está na mesa, lançou uma convocação, como ele diz, que são, simultaneamente, um alerta e um S.O.S. em prol da recriação do Ministério da Cultura deste país. Reformulado há 35 anos, quando sua autoridade foi desvinculada da pasta da Educação, o MinC foi extinto com presteza, logo no começo do atual governo, transformado em Secretaria e incorporado ao Ministério da Cidadania!

Carta de apoio ao juiz Pierre Souto Maior

Juiz Pierre Souto Maior
Manifesto de apoio

Nós, juízas e juízes abaixo assinados, manifestamos nossa solidariedade ao Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim, em face da notícia de que sua Excelência o Ministro Corregedor Nacional instaurou contra ele, de ofício, Pedido de Providência em razão de erro de digitação constante em duas decisões proferidas pelo magistrado de primeiro grau quando da análise de 10 comunicações de flagrantes, dando a equivocada impressão de que o juiz estava autorizando a devolução de todos os bens apreendidos ao indiciado “mesmo” as drogas.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Na TV, ministro tenta esconder dossiê

Todos os fakes do presidente

Por Fernando Brito, em seu blog:

Reportagem do Fantástico, longa e detalhada, mostra que os perfis derrubados pelo Facebook na rede bolsonarista eram, explicitamente, ligados ao próprio Jair Bolsonaro.

Isso é o mais importante: a conexão direta entre o presidente e o que ele chamou de sua “rede de informação”, como ele próprio referiu-se, na tal reunião ministerial de 22 de abril, como sua fonte maior de informações.

E, também, fontes de desinformação localizadas dentro do Palácio do Planalto e de gabinetes de deputados bolsonaristas.

O debate dos bloqueios de perfis na internet

Por Marcos Dantas, no Jornal GGN:

Admita-se que muita gente ache difícil dissociar as recentes decisões do ministro Alexandre de Morais em relação ao Twitter e Facebook, de imagens e elucubrações que se possa fazer quanto às suas recônditas intenções, considerando sua biografia política e jurídica. Provavelmente essas decisões não passem mesmo de expressão, na superfície da atual asquerosa política brasileira, de disputas de poder que se travam em profundidades que mal podemos e menos ainda desejamos divisar…

Teletrabalho e os direitos dos trabalhadores

Por Nivaldo Santana, no Blog do Renato:

No início do mês de junho, o Partido Comunista Português (PCP) realizou um seminário interno denominado “Teletrabalho: ilusões, fragilização dos trabalhadores; garantia de direitos”. Participaram da atividade dirigentes partidários, sindicais, parlamentares, acadêmicos e trabalhadores de diferentes áreas.

O seminário tratou de uma questão que também ocorre no Brasil – a explosão do teletrabalho durante a pandemia da Covid-19. No Brasil, cerca de nove milhões de trabalhadores foram transferidos dos seus locais de trabalho para exercer suas atividades em casa. Segundo estudos do IPEA, avalia-se que cerca de um terço desses trabalhadores poderá continuar no teletrabalho.

O bem-vindo choque entre Aras e a Lava-Jato

Por Bepe Damasco, em seu blog:

O atual procurador-geral da República, Augusto Aras, foi alçado ao cargo por Bolsonaro, que passou por cima da tradição da lista tríplice da corporação do Ministério Público, indicando alguém para servir aos seus interesses políticos e proteger sua família.

Dito e feito. Quando volta suas baterias contra a Lava Jato, Aras age, principalmente, com o objetivo de minar a provável candidatura presidencial de Moro, atual desafeto de Bolsonaro. De quebra, confronta a Globo, que assumiu uma postura crítica ao capitão, depois de contribuir decisivamente para a ascensão do fascismo no Brasil.

O esforço de Aras para concentrar poder na cúpula da PGR, esvaziar a “República de Curitiba” e agradar a Bolsonaro pode também estar relacionado a sua possível intenção de ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Naturalização da pandemia, o pior dos mundos

Por Gilberto Maringoni e Artur Araujo, na revista CartaCapital:

Há um estranho paradoxo no país. Vivemos a maior tragédia sanitária de nossa História, com quase 100 mil vítimas e nos aproximamos de 3 milhões de infectados. Diariamente, cerca de 1.400 brasileiros perdem a vida, o que corresponde a um óbito por minuto! A doença significa hecatombe econômica, perda de empregos, quebradeira de empresas, desespero, fome e marginalidade. O paradoxo está na crescente naturalização da tragédia. Ela está sendo assimilada como parte da paisagem brasileira.

Uma plataforma para políticas de comunicação

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Estruturar políticas públicas para ancorar a gestão das cidades a partir da perspectiva da redução de desigualdades e ampliação de direitos é um dos principais desafios dos setores progressistas que se apresentam para a disputa das prefeituras e Câmaras Municipais. Por isso, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé apresenta a sua plataforma com propostas para a área, visando os processos eleitorais de 2020.

O esforço de incorporar propostas de políticas públicas democráticas para a área da Comunicação nas plataformas de candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais tem sido uma das prioridades das entidades que atuam na luta pelo direito à comunicação no Brasil.

Ultradireita cerceia informações da Covid

Por Alexandre Padilha, no jornal Brasil de Fato:

A falta de transparência e o cerceamento de informações unem os governos de ultra-direita que estão sendo as maiores vergonhas no combate à pandemia da Covid-19 no mundo.

Aqui no Brasil o governo Bolsonaro se nega a prestar informações.

Primeiro tentou tirar o painel de transparência do ar, agora está omitindo as informações sobre o desabastecimento de medicamentos eficazes na condução das internações em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e cometeu um crime de responsabilidade, por mim já denunciado à PGR, ao não prestar informações a partir de um requerimento formal de informação que fiz enquanto parlamentar, que, passados 30 dias constitucionais de tempo de resposta, o Ministério da Saúde não se pronunciou.

O conflito entre bolsonarismo e lavajatismo

Da Rede Brasil Atual:

Para o cientista político e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Wagner Romão, o conflito entre o lavajatismo e o bolsonarismo deve se intensificar, com vista às próximas eleições. Bolsonaro e o ex-ministro Sergio Moro, seu antigo aliado, devem disputar a hegemonia no campo da direita.

Os procuradores da Operação Lava Jato, que praticamente pavimentaram a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República, agora se dizem arrependidos do voto no atual presidente. É uma reação às declarações do procurador-geral da República, Augusto Aras, que afirmou que a chamada “República de Curitiba” detém “documentos encobertos” de cerca de 38 mil pessoas.

A pobreza como tragédia bolsonarista

Editorial do site Vermelho:

Entre 2011 a 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil deve recuar 8,2%, ante uma alta de 28% na década anterior. O dado é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cenário piorou consideravelmente, mas os indicadores negativos vêm de antes. É a maior queda do padrão de vida do país desde a década de 1940, quando começou a série histórica. Só neste ano, a redução deverá chegar a 6,7%.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Humor e coragem contra desmonte da cultura

Retorno às aulas provocará mais mortes

A lição de Trump para o Brasil

Quem paga o pato da Lava-Jato?

MST e MTSC se unem na solidariedade

Facebook suspende contas de bolsonaristas

Amazon e o capitalismo tardio

Lava-Jato se tornou o bode expiatório

Torturas e mortes durante a ditadura militar

Governo golpista adia eleições na Bolívia

domingo, 2 de agosto de 2020

DEM, MDB e as movimentações no Congresso

Por André Singer, no site A terra é redonda:

As bancadas do MDB e do DEM, somando 63 deputados, decidiram se afastar do grupo – conhecido como “blocão” – que tem apoiado sistematicamente o governo federal. O afastamento dessas bancadas não inviabiliza a atuação do governo na Câmara dos Deputados, pois ele continua contando com o apoio potencial de cerca de 200 deputados que permanecem na assim chamada “base governista”.

Ricos não pagam quase nada de impostos

Por Jair de Souza

Nenhuma sociedade pode existir dignamente sem a existência de impostos. Todos os serviços públicos dependem de impostos para funcionar. De nossas inúmeras necessidades, todos aspiramos a uma escola pública de qualidade, a um atendimento médico público eficiente, a um transporte público digno e a um sistema de segurança que realmente nos proteja. Mas, como ter acesso a isso sem recursos para bancar os custos? Os ricos só se preocupam com os serviços públicos de repressão policial e com o judiciário, porque são os que lhes servem melhor para conter a rebeldia popular e os protestos dos trabalhadores e dos pobres em geral. Porém, eles não dão a mínima para as necessidades básicas do povo trabalhador.

Pandemia, crise e periferias

Por Leonardo Fontes, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

“No início da pandemia, aqui foi tudo meio incerto, porque em casa só eu estou trabalhando, em um estágio que paga muito pouco, mãe, padrasto e irmão desempregados, mesmo antes da pandemia. Assim que saiu a notícia de corte nos contratos, entrei em desespero porque até então era a única renda, anunciaram os auxílios e ainda assim foi a saga pra que minha mãe e padrasto conseguissem a liberação, meu padrasto conseguiu na semana passada inclusive. […] Minha avó está com muito medo de morrer sozinha, liga toda madrugada e chora.”

Camila, 22 anos, é moradora do bairro do Jardim Ângela e está no último semestre do curso de licenciatura em Artes em uma universidade particular de São Paulo, beneficiária de uma bolsa do ProUni. Sua fala resume alguns dos problemas que têm sido enfrentados por moradores das periferias de São Paulo e de outras cidades do país diante da pandemia de Covid-19 e da falta de ação por parte das diferentes esferas de governo.

Pandemia expõe a exclusão digital

Por Wagner de Alcântara Aragão, no site Brasil Debate:

O ensino à distância imposto pela pandemia de Covid-19 escancara a exclusão digital. Não é raro tomarmos conhecimento de professores e professoras pedalando ou caminhando por quilômetros, indo por conta própria, levar atividades a seus estudantes, já que uma boa parcela deles não dispõe de acesso à internet.

O gesto de solidariedade, de comprometimento com a função de educar, sensibiliza. É enaltecido, e assim deve ser. No entanto, a ternura com que observamos essas cenas deve vir acompanhada de indignação e cobrança por políticas públicas que efetivem o acesso à internet como um direito. Até porque foi isso que nos prometeram, mais de 20 anos atrás, com a privatização do Sistema Telebrás.

A volta às aulas é desrespeito à sociedade

Por Hermes Silva Leão, no jornal Brasil de Fato:

Na semana em que o número de mortos e contaminados pelo Covid-19 atinge marcas recordes no estado do Paraná o governo Ratinho Jr (PSD) anuncia a retomada das aulas presencias na rede estadual no próximo mês de setembro.

Na manhã de sábado, 1 de agosto, os números consolidados a partir de dados do próprio governo anunciam que 1.899 paranaenses perderam a vida pela pandemia. Nas últimas 24 horas, foram 59 mortes ocorridas em 25 municípios de todas as regiões do estado.

Portanto, o vírus circula em todo o território paranaense. Ainda neste último dia de julho Curitiba registrou 24 mortes, novo recorde diário de vidas perdidas na capital.