quinta-feira, 20 de junho de 2019

Tudo sobre a farsa de Moro contra Lula

Degolas de Bolsonaro atiçam os extremistas

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

Depois das manifestações de seus partidários extremistas em 26 de maio, atos que mostraram que sua base social e popular não pode ser desprezada, Jair Bolsonaro radicalizou. Por razões ideológicas, cortou cabeças no governo e passou por cima dos militares, vistos como moderados.

Em 4 de junho, o presidente recebeu a embaixadora indicada para Brasília pelo autodeclarado chefe de Estado venezuelano, o deputado direitista Juan Guaidó. A ala militar do governo brasileiro era contra, por ver incentivo a distúrbios políticos por lá e uma provocação a Nicolás Maduro. Bolsonaro não está nem aí. A Venezuela chavista é inimiga e pronto.

Moro e Bolsonaro na guerra pela sobrevivência

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A gravidade da situação política foi desenhada ao vivo e a cores na tarde de ontem, no Comitê de Constituição e Justiça do Senado. 

Chamado a dar explicações sobre diálogos comprometedores para a Lava Jato e para o governo Bolsonaro, o ministro Sérgio Moro perdeu a memória e a voz.

Última reserva de credibilidade num condomínio integrado por uma maioria de nulidades e espertalhões empossados há menos de seis meses, o refrão "não me lembro" é expressão gritante da situação em que se encontra Sérgio Moro.

Não pode abrir a boca para contestar o Intercept sem correr o risco de ser apanhado na esquina dos próximos vazamentos.

Pesquisa científica: informação e falácias

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Faz dias, O Globo, em nota editorial (“Equívoco”, 16/5/2019), apontou-me, uma vez mais, como defensor da fabricação, pelo Brasil, da bomba atômica, artefato expressamente proibido pela Constituição Federal (Art. 21, XXIII), pioneirismo no qual, aliás, não tivemos seguidores. Esta falsa acusação foi renovada na edição de domingo último (9/6 p.11), em uma coluna de potins. Talvez seja a oportunidade de esclarecer os leitores deste jornal.

Advirto novamente: não propus nem defendo a fabricação de tal artefato.

A promiscuidade entre juiz e membros do MP

Por Lenio Luiz Streck, no site Consultor Jurídico:

Resumo: uma coisa ficou marcada e institucionalizada na audiência no Senado desta quarta-feira (19/6) — a de que é normal a promiscuidade entre juiz e membro do MP. "Isso é normal." Será?

Benjamin Franklin dizia: "A cada minuto, a cada hora, a cada dia, estamos na encruzilhada, fazendo escolhas. Escolhemos os pensamentos que nos permitimos ter, as paixões que nos permitimos sentir, as ações que nos permitimos fazer. Cada escolha é feita no contexto do sistema de valores que elegemos. Elegendo esse sistema, estamos também fazendo a escolha mais importante de nossas vidas".

Procuradores estão destruindo as provas

Por Jeferson Miola, em seu blog:               

O teatro do absurdo do regime de exceção alcançou o apogeu.

Procuradores da república e juízes envolvidos em denúncias aterradoras, como práticas ilícitas e associação mafiosa, continuam nos respectivos cargos públicos e, para espanto geral, livres de qualquer investigação.

Agora chegamos a um ponto em que esses procuradores, assomados por um sentimento de proteção das instituições e de impunidade, se dão ao luxo de comunicar, por meio de nota oficial da repartição pública da qual deveriam ter sido afastados há pelo menos 10 dias, que estão destruindo provas que os incriminam.

A empáfia de Moro no Senado

Editorial do site Vermelho:

Diante da balbúrdia que se instalou no Ministério da Justiça e Segurança Pública com as denúncias contra o ministro Sérgio Moro, nada mais natural, para esclarecer tudo, do que uma confrontação das versões com os fatos. Não foi o que aconteceu na audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (19). Moro prometeu dar “esclarecimentos”, mas o que se viu foi um desfile de exibicionismo senatorial dos governistas, que sopraram fogo nas práticas abusivas da Operação Lava Jato servindo-se do proverbial proselitismo do ex-juiz.

Moro prova do próprio veneno

Por Rafael Marques, na Rede Brasil Atual:

O ministro e ex-juiz de primeira instância Sergio Moro reclama, no Senado, que o site jornalístico The Intercept Brasil não tem divulgado todas as conversas que possui dele e do procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol. A reclamação, no entanto, é idêntica à das defesas de vários acusados da operação Lava Jato contra o então juiz Moro, de que ele não divulgava as informações sobre o processo acusatório para que pudessem exercer o amplo direito à defesa.

Corrupção e petróleo: uma pequena história

Por William Nozaki e Rodrigo Leão, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

A conjuntura brasileira tem sido dominada pelas revelações sobre a forma problemática de relação entre juízes e procuradores na Operação Lava-Jato. Os primeiros indícios indicam uma proximidade, no mínimo, inadequada entre julgadores e acusadores.

Sabe-se que, no transcurso da operação, as acusações realizadas pelos procuradores criminalizaram uma parcela do espectro político nacional, e com ela interditaram uma forma de se conduzir as políticas econômicas no país. É inegável que, ao longo da década de 2000 e no início da seguinte, os êxitos alcançados pelo governo estiveram profundamente alicerçados aos avanços sociais promovidos por forças progressistas e trabalhistas da política brasileira, além de contarem também com papel central das empresas estatais para impulsionar o crescimento, com destaque para a Petrobras.

Bolsonaro está desmontando cinema brasileiro

Por Marcos Hermanson, no jornal Brasil de Fato:

Os ataques do governo Bolsonaro à Cultura como um todo e à produção audiovisual em específico – com o travamento completo dos mecanismos de incentivo e financiamento público – podem levar ao colapso o cinema brasileiro, avalia o crítico e professor Pablo Vilaça em entrevista ao Brasil de Fato. Ainda que em um cenário adverso para o setor, nesta quarta-feira (19) é comemorado o Dia do Cinema Brasileiro.

“Em qualquer lugar do mundo, um governo autoritário, quando assume, tenta podar é a produção cultural. Assim que o Bolsonaro assumiu, primeiro ele acabou com o Ministério da Cultura. Segundo, barrou repasses de fundos para produções que já haviam sido aprovadas. A Petrobras, que é uma das principais patrocinadoras de produções audiovisuais, [teve] repasses barrados ou suspensos definitivamente. O Fundo Setorial [foi] bloqueado. Acabou, o cinema brasileiro não sobrevive, simples assim”, constata Vilaça, também edita o Cinema em Cena, um dos sites mais antigos sobre o tema no Brasil.

Moro tropeça ao se explicar na CCJ do Senado

Por Vilma Bokany, no site da Fundação Perseu Abramo:

O ministro da Justiça, Sergio Moro, prestou esclarecimentos hoje, 18 de junho, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Os esclarecimentos se devem a revelação de que Sergio Moro, quando juiz da Lava Jato, trocava informações com procuradores da força-tarefa da operação, por aplicativo de celular.

As denúncias vêm sendo divulgadas pelo site The Intercept Brasil desde o dia 9 de junho e revelam que Moro indicou uma testemunha para o processo do "tríplex" à Dallagnol e orientou o procurador Carlos dos Santos Lima a emitir nota sobre supostas contradições em depoimento do ex-presidente. Em publicação no dia 18 de junho, The Intercept Brasil apontou que em um diálogo com Dallagnol, Moro restringiu uma investigação sobre suposto caixa dois na campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o que poderia “melindrar” o ex-presidente, importante apoiador da Lava Jato.

O BNDES e o risco de extinção

Por Paulo Kliass, no site da Fundação Maurício Grabois:

Durante as primeiras horas do fim de semana passado, a maior parte dos analistas políticos e os próprios atores da cena política pareciam bastante preocupados em decifrar o “modus operandi” do governo Bolsonaro. Afinal, não era para menos! Ao longo de poucos dias, o capitão havia exonerado 3 generais que ele mesmo tinha nomeado para cargos estratégicos no primeiro escalão da Esplanada.

Foram afastados o Ministro da Secretaria de Governo General Carlos Alberto dos Santos Cruz, o Presidente da FUNAI General Franklimberg Freitas e o Presidente da Empresa de Correios General Juarez de Paula Cunha. Para cada ato de demissão foram apresentados argumentos relativos a algum tipo de incompatibilidade com a orientação geral emanada do Palácio do Planalto.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

A derrota de Bolsonaro no Senado

Moro, Globo e o "showzinho da defesa"

Lula e a classe média no espelho

A divisão da direita em meio à crise

Por Gilberto Maringoni

O presidente tem pelo menos quatro abacaxis de grosso calibre diante de si: a saraivada de denúncias do Intercept, o estreitamento político de seu governo, a 16ª. revisão para baixo da expectativa do PIB de 2019 e a entrada em cena do descontentamento popular ativo.

Em uma semana, Jair Messias demitiu três generais - Santos Cruz (Secretaria de Governo), Franklimberg Freitas (Funai) e Juarez de Paula Cunha (ECT) – e um banqueiro – Joaquim Levy. Além disso, Bolsonaro atacou o STF, afirmou precisar do povo "mais do que do Parlamento” e voltou a defender a entrada do Brasil na Otan, mesmo sabendo que o tema é controverso dentro das Forças Armadas. Tais ações provocam faíscas em aliados de primeira hora.

Moro abriu o microfone para a oposição

Bolsonaro defende "armar o povo"

O mesadão do FHC

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Apesar de toda devassa na vida do Lula e da sua família, a Lava Jato não encontrou absolutamente nenhuma prova material que pudesse autorizar a instauração de processo judicial, menos ainda a condenação dele e, impensável à luz do Estado de Direito, sua prisão.

No caso do Lula, entretanto, não foi necessário prova material, devido processo legal, respeito à Constituição, às Leis e aos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Para tirar Lula da eleição fraudada do candidato da extrema-direita, foram suficientes apenas as convicções do Deltan Dallagnol, do Moro e da máfia da Lava Jato.

Sergio Moro agia como santo protetor de FHC

Por Leandro Fortes

Entende -se, agora, a presteza de Fernando Henrique Cardoso, em classificar de "tempestade em copo d'água", os vazamentos do The Intercept Brasil.

Ele já sabia que os procuradores haviam combinado em fazer uma investigação de mentirinha contra ele, para passar impressão de imparcialidade numa ação que visava, exclusivamente, Lula e o PT.

A farsa das elites e a encruzilhada da nação

Por Joaquim Palhares, no site Carta Maior:

Tornou-se límpido como água de mina: a engrenagem posta em movimento em 2014 com o nome de Lava Jato, autodenominada ‘a maior investigação de corrupção da história, servia de biombo a uma farsa jurídica, cujos detalhes emergiram agora de forma devastadora nos diálogos de bastidores da operação revelados pelo Intercept.

Gravações amplamente compartilhadas pela sociedade nesse momento soam como diálogos de um filme de Costa Gavras, o mestre do cinema político.

Moro-FHC e a parcialidade da Lava-Jato

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Alguma surpresa?

Bem, ao menos agora deu para entender porque FHC defende tanto Sergio Moro e a Lava Jato para atacar Lula e o PT.

É que a Lava Jato e Sergio Moro sempre protegeram FHC e os tucanos.

Apareceram as provas dessa santa aliança nas novas revelações do The Intercept Brasil divulgadas no começo da noite de terça-feira.

A abertura da reportagem do site resume a ópera:

“A parcialidade da República Nostra de Curitiba é mais do que criminosa: é fétida!

Todo mundo sabe que a Fundação de FHC é um poço de pilantragem.

Anule-se tudo que aconteceu pós Lava-Jato

Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Depois das revelações do Intercept, a conclusão haveria de ser anular tudo que aconteceu a partir da criação da Lava Jato. O projeto golpista visava, com a bênção agradecida do Departamento de Estado, alijar Lula da eleição de 2018, graças a uma tramoia pretensamente jurídica sem paralelos para condená-lo e prendê-lo sem provas. Moro e Dallagnol, lacaios de Washington, cumpriram a tarefa a contento e Jair Bolsonaro elegeu-se com folga maior do que aquela conseguida por Dilma Rousseff em 2014. Assim se deu, o entrecho é claro, o resultado de um golpe inédito perpetrado pelos próprios poderes da República, a começar pelo Judiciário, que permitiu o impeachment e as falcatruas do torquemadazinho de Curitiba. Os guardiões da lei preferiram rasgar a Constituição. Não faltou o aval militar, assegurado pelo general Villas Bôas, então comandante do Exército, ao pressionar o STF a manter a prisão de Lula sem alterar a decisão tomada à última hora pelos supremos togados por ser bastante, na visão a favor da fraude, a condenação em segunda instância.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Senado retira as armas de Bolsonaro

Por Altamiro Borges

Apesar das ameaças do “capetão” e de suas milícias, o Senado aprovou na noite desta terça-feira (18) – por 47 votos a favor e 28 contra – o Projeto de Decreto Legislativo 233, que susta o Decreto Presidencial 9.785, de maio de 2019, que flexibilizava as regras para a posse e o porte de armas. A matéria agora vai à votação na Câmara dos Deputados, onde o pacote da “licença para matar” também deve ser rejeitado.

SBT demite. Bolsonaro salvará Silvio Santos?

Por Altamiro Borges

O mercenário Silvio Santos, o “topa tudo por dinheiro” que ergueu o SBT graças ao apoio da ditadura militar e que hoje bajula o “capetão” Jair Bolsonaro, deve estar apavorado com a decadência do seu império. A sua emissora segue em crise, cortando programas e demitindo profissionais. O colunista Flávio Ricco postou no UOL que a “quinta-feira (13) foi um dia de tensas mudanças no jornalismo do SBT, em São Paulo, com fim de telejornal e anúncio de demissões... Foi decretado o fim do ‘SBT Notícias’ e a demissão de toda sua equipe”.

Destruição da soberania e da ciência no Brasil

Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Neurocientista mundialmente reconhecido, Miguel Nicolelis visita o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na terça-feira (25). Em debate, a destruição da soberania e do futuro dos brasileiros. A atividade ocorre no auditório da entidade, situado na Rua Rego Freitas, 454, sala 83, próximo ao metrô República. Nicolelis contará com a companhia de Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

A verdade incomoda Sergio Moro

Vaza-Jato: os piratas ideológicos de direita

Bolsonaro sinaliza que aposta na ruptura

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

O escândalo da #VazaJato não foi o único movimento importante a mostrar o rearranjo das forças que apoiam o governo de Jair Bolsonaro. Na mesma semana, o presidente fritou Santos Cruz (representante da ala militar não extremista, o general foi demitido da Secretaria Geral de Governo por se recusar a abrir os cofres estatais pra financiar o olavismo) e humilhou Joaquim Levy (liberal e privatista, o economista foi afastado do BNDES por não instalar uma caça às bruxas no banco, como pedem os bolsonaristas radicais, incluindo Paulo Guedes).

A Lava-Jato domesticou a imprensa

Charge: Gladson Targa
Por Laércio Portela, no site Marco Zero:

Não foi por acaso que as revelações sobre a colaboração entre Deltan Dallagnol e o juiz Sérgio Moro vieram à tona por meio de um jovem site de jornalismo independente. Depois de tantos anos ditando a pauta do noticiário nacional, os chefes da Lava Jato finalmente se viram numa posição defensiva. Mas não só eles. As mensagens reveladas pelo The Intercept deixam evidente como a grande mídia brasileira, ao abdicar dos princípios básicos do jornalismo, foi parte engajada no projeto que derrubou uma presidenta, encarcerou um ex-presidente e conduziu um deputado do baixo clero ao Palácio do Planalto.

The Intercept dita o ritmo do jogo

Por Emiliano José, no blog Conversa Afiada:

O que não pode ser escândalo nem nunca será: nossa mídia monopolista-empresarial. Ela não pode destacar, nas últimas revelações do Intercept, o fato de que a Lava Jato contava com ela de modo incondicional.

De que ela portava-se como um ser amestrado, dócil, a léguas de distância do jornalismo, de que ela se apartou desde há muito.

As regras do jornalismo liberal-republicano, ensinariam que vazamentos teriam sempre que ser checados.

Calar Jamais! Em defesa da democracia

Do site do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):

A liberdade de expressão é um direito fundamental. Em tempos de polarização política e de ascensão de discursos autoritários e de ódio, com ataques frontais à própria democracia, a luta pela plena garantia desse direito precisa ser intensificada.

O Brasil volta a ser ameaçado pela mordaça da censura. A marca do governo Jair Bolsonaro é o combate ao jornalismo livre, ao pensamento livre e à cultura livre. Desde a sua campanha eleitoral, Bolsonaro não esconde seu menosprezo pela democracia e pelos direitos fundamentais, e elegeu a liberdade como adversária na sua cruzada política, ideológica e cultural.

O fetiche da caixa preta no BNDES

Por Tereza Cruvinel

Joaquim Levy foi praticamente demitido da presidência do BNDES por Bolsonaro, com a grosseria de sempre, por uma razão principal: ele não entregou ao governo a "caixa preta" do BNDES, que até agora não foi encontrada, porque simplesmente não existe.

Depois de ter sido desancado pelo presidente no sábado, dizendo ao país que ele estava "com a cabeça a prêmio faz tempo", só lhe restava apresentar a carta de demissão.

Bolsonaro quer porque quer cumprir a promessa de campanha de revelar "operações escandalosas" dos governos do PT que teriam favorecido governos de países "amigos", como Cuba, Venezuela, Angola e outros, e também o grupo JBS.

Sindicalismo dá um passo à frente

Por João Guilherme Vargas Netto

A greve geral e as manifestações que ocorreram no dia 14 de junho demonstraram o empenho, a vontade unitária e a capacidade de luta dos trabalhadores e seus aliados. Foi um passo à frente.

No Brasil inteiro, em pelo menos 350 cidades, constatou-se a vontade militante e foram erguidas as faixas contra a deforma previdenciária, contra os cortes na Educação e pela retomada do crescimento econômico com a criação de empregos.

Em muitas delas as fábricas, as escolas públicas e privadas, os bancos e os serviços foram paralisados. Metalúrgicos, professores, bancários, comerciários, petroleiros, condutores, metroviários todos deram sua contribuição efetiva cruzando os braços nos locais de trabalho ou não comparecendo a eles.

País afunda e Bolsonaro se ocupa com pinos

Editorial do site Vermelho:

O anúncio do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que ele vai revogar o uso da tomada de três pinos virou chacota entre oposicionistas no Congresso Nacional. Não pelo fato em si, mas pelo desatino numa conjuntura de agravamento da crise que assombra o país, assunto que deveria mobilizar todos os setores do governo para enfrentá-lo. Em lugar dessa urgência, o que se tem é o desmonte dos mecanismos do Estado instituídos para combater a histórica dívida social do país e, assim, criar um ambiente favorável à dominação da farra rentista.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Mídia tenta criminalizar The Intercept

Moro, o bocó, e Bolsonaro, o malandro...

Por Renato Rovai, em seu blog:

Bolsonaro é uma besta quadrada. Daquele tipo que não consegue tomar sorvetes de duas bolas sem ter que trocar de roupa depois. Um verdadeiro imbecil.

Mas ao mesmo tempo é um malandro clássico. Conhece os atalhos. Sabe como lidar com os chefes de milícia, que já homenageou. E as Forças Armadas. E policiais.

Moro, não. Moro é um bocó que foi levado a uma posição de justiceiro por uma casta econômica que queria derrotar Lula. Um tipo que escreve testo, assim mesmo, com S, nos agradecimentos da revisão de sua tese de pós-graduação. E que não sabe conjugar verbos básicos. Mas que de repente se tornou um herói, um gênio.

BNDES: Procura-se um presidente desonesto

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Peça central das campanhas permanentes contra os bancos públicos brasileiros, o BNDES tem sido uma decepção para os governos que assumiram o governo federal após o golpe que afastou Dilma Rousseff.

Isso porque não conseguem confirmar as próprias denúncias.

Ao explicar o pedido de demissão de Joaquim Levy, humilhado por um "tô por aqui" do próprio Jair Bolsonaro, o repórter Bernardo Caram, da Folha de S. Paulo, lembrou uma verdade que até as pedras de Brasília já conhecem: "a avaliação é de que Levy não deu andamento a uma criteriosa revisão das grandes operações feitas pelo BNDES, principalmente durante a gestão petista".

O inferno em sete dias

Por Bepe Damasco, em seu blog:

A caminho de completar seis meses de governo, o capitão nazista se viu semana passada diante de uma evidência que sua cabeça autoritária teima em não aceitar: os limites institucionais do cargo de presidente da República.

Claro que seria querer demais que Bolsonaro tivesse noção dos compromissos democráticos e republicanos que envolvem o exercício da mais alta magistratura do país. Mas, como dizem os mais velhos, “se não vai no amor, vai na dor.”

Tudo começou com a revelação das provas bombásticas, na noite de domingo, 9 de junho, do apelo à delinquência mais escrachada por parte dos próceres da Lava Jato, Moro e Dallagnol, com o propósito de prender um inocente e fraudar a eleição presidencial.

Com STF, com tudo. Só esqueceram da ONU

Por Carol Proner, no site Carta Maior:

Affirmanti incumbit probatio
(Brocardo jurídico em desuso no Brasil)


O silêncio do grupo Globo decide mais que qualquer juiz no Brasil. A tática agora é não pautar assuntos constrangedores ou aqueles que não podem ser sustentados sem o apelo à mentira. E é por isso que não há muitas linhas sobre o recente caso da ONU, assim como também passaram em branco os “golpes blancos en América latina” alertados pelo Papa Francisco na visita dos brasileiros ao Vaticano. Mas, in dubio, pode ser que as câmeras dos cinegrafistas da emissora tenham contraído uma espécie de vírus, no dia do registro da candidatura de Lula, e se esmeraram em imagens laterais, deixando fora de foco aproximadamente 30 mil pessoas.

Lava-Jato usou Judiciário para fins políticos

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Suspeitava-se que a Lava Jato era um grupo político articulado entre membros do Ministério Público e o judiciário. Os indícios apontavam um conluio entre procuradores e um juiz que atuava para influenciar o jogo político-partidário e manipular a opinião pública. Faltava o batom na cueca. Não falta mais.

Os diálogos revelados pelo Intercept mostram que a Lava Jato desfilava como uma deusa grega da ética na sociedade, mas atuava à margem da lei na alcova. Em nome do combate à corrupção, o conluio atropelou princípios jurídicos básicos e arrombou o estado de direito. As provas são tão explícitas que não há mais espaço para divergências.

Caso Santos Cruz: poder, dinheiro e Olavo

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O Globo publica reportagem de Vinícius Sassine narrando que a demissão do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência “piorou a maneira como o governo é visto pelas Forças Armadas . Nas palavras de um general ouvido pelo jornalista, sob a condição de anonimato, Bolsonaro ‘sabe muito bem o quanto admiramos o chefe militar que é Santos Cruz’.

Pode haver mais batata nesta chaleira.

Agentes dos EUA atuaram na Lava-Jato

Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

No governo Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça, foi avisado certa vez por Leandro Daiello, chefe da Polícia Federal (PF) naquele tempo, da presença de procuradores dos Estados Unidos em Curitiba. Cardozo procurou Rodrigo Janot, o chefe da Procuradoria brasileira na época, para saber o que era aquilo. Ouviu que os americanos tinham vindo trazer um convite. Será?

As conversas vazadas de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol mostram que em ao menos uma ação de campo da Operação Lava Jato houve “articulação com os americanos”. A colaboração internacional, particularmente dos EUA, foi essencial à Lava Jato. E incluiu a atuação física de americanos no Brasil.

Moro dedica carreira a perseguir Lula

Por Jeferson Miola, em seu blog:                         

Sérgio Moro permaneceu na carreira de juiz federal por 22 anos, de 1996 a novembro de 2018. Desses 22 anos, dedicou mais da metade do tempo na perseguição a Lula.

De 2005 até o último dia no cargo de juiz da 13ª Vara de Curitiba – durante, portanto, 13 dos 22 anos de carreira – Moro não se descuidou de nenhum detalhe concernente ao objetivo primordial da sua vida.

Antes de se exonerar em novembro/2018, Moro deixou a 2ª sentença de condenação seriada do Lula pronta e escrita para Gabriela Hardt, sua substituta provisória. Ela apenas teve o trabalho de copiar o texto, colá-lo num arquivo com outro nome e assinar o documento [aqui].

Moro, Guedes, militares e o psicopata

Por Reginaldo Moraes

1. Moro era uma especie de certificado de qualidade para o governo do psicopata. E uma carta na manga para chantagear congressistas.
Agora, Moro passa a ser quase um lixo tóxico, um estorvo. Passa de chantagista para raposa acuada.

2. Os militares eram um alicerce básico para duas funções: assombrar as oposições e "disciplinar" os malucos (inclusive o próprio psicopata). Seriam parceiros relevantes, não protagonistas.
Humilhados e escanteados, não disciplinam coisa alguma. Será que ainda terão energia (e vontade) para tentar protagonismo, assumir o comando?

A "Vaza Jato" na Folha, Estadão e Globo

Por Eduardo Barbabela e João Feres Jr., no site Manchetômetro:

No sétimo dia de cobertura do escândalo Vaza Jato, o enquadramento do escândalo como um problema de segurança de dados volta a predominar, após breve interrupção causada pela divulgação do segundo conjunto de textos de The Intercept.

A Folha se mantém como como o jornal com maior número de textos sobre a Vaza Jato: 10 na edição de 16 de junho, dos quais 5 são críticos a Sérgio Moro. Seis textos são de natureza opinativa e bastante críticos à operação e uma reportagem explora as contradições do discurso de Moro, trazendo inclusive depoimentos de advogados que atuaram em processos julgados por ele e que não relatam qualquer abertura do ex-juiz a conversas do tipo das que entreteve com os procuradores da Lava Jato.

Xadrez dos preparativos para a luta final

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Vamos a uma rodada de Xadrez, em cima de notícias atuais pós-Intercept. Leve em conta o extraordinário dinamismo dos fatos para não tirar nenhuma conclusão definitiva. Vale para entender os movimentos e as contradições do jogo.

Peça 1 – decreto das armas e milícias

Já havíamos antecipado há meses que o armamento da população fazia parte da estratégia dos Bolsonaro de criar suas milícias particulares, ampliando o poder de seus aliados, milícias, empresas de segurança privada, ruralistas dos confins.

Como derrotar a “direita Trump-Bolsonaro”

Por Nick Dearden, no site Outras Palavras:

“Viajei 24 horas, de Manila ao Rio, para estar aqui e ainda assim, politicamente, sinto que não deixei minha casa”. Walden Bello, principal guia do “movimento anti-globalização” e ex-deputado das Filipinas, refletiu sobre o ascenso dos “homens fortes” autoritários de direita, das Filipinas até o Brasil. Juntei-me à ele no Brasil para avaliar o que mudou nos últimos 20 anos desde que os protestos massivos em Seattle levaram a Organização Mundial do Comércio a paralisar e anunciaram o nascimento de um novo movimento internacional ao mundo. “Mas 20 anos atrás, Seattle era uma questão exclusivamente da esquerda” continuou Bello. “Nós precisamos entender como a extrema-direita conseguiu comer o nosso almoço”.

OEA coloca em jogo hegemonia dos EUA

Por Joaquín Piñero, no jornal Brasil de Fato:

A correlação de forças no continente americano claramente favorável à política de direita, conservadora, neoliberal e altamente repressora comandada desde Washington é elemento fundamental nas análises sobre os rumos dos países da região.

A derrota de governos de cunho progressistas e a destruição e enfraquecimento de espaços de decisões políticas construídos ultimamente como a União de Nações Sul-americanas (Unasul), o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) foi um duro golpe no processo de integração regional.

Papa Francisco na mira da direita

Por João Décio Passos, na revista Teoria e Debate:

Quem é contra o papa Francisco? Os grupos católicos tradicionalistas assumem uma oposição explícita, como sempre fizeram desde o Vaticano II. Os sujeitos eclesiais integrados (o clero de um modo geral) responderão que são fiéis e estão em comunhão com o papa, como sempre respondem oficialmente. Os católicos adeptos das reformas permanentes da Igreja responderão que são a favor de Francisco e aplaudem suas reformas. A sociedade, de modo geral olha, como espectadora e tende a ver com simpatia as posturas reformadoras do papa. A grande mídia se delicia com as quebras de protocolos e as declarações de oposição dos clérigos. Porém, para além dessas regularidades sociológicas internas e externas à Igreja, tem emergido uma nova frente de oposição ao papa dentro e fora da Igreja.

'Abriram a porteira e vão dilapidar a Petrobras'

Por Sérgio Cruz, no jornal Hora do Povo:

“O governo Federal conseguiu o que queria. Ele poderá agora instalar uma grande feira para dilapidar a Petrobrás”, afirmou o professor Ildo Sauer, diretor do Instituto de Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor de Energia e Gás da Petrobrás, ao comentar a decisão, tomada nesta quinta-feira (06) pelo Supremo Tribunal Federal, autorizando a venda de subsidiárias das estatais sem autorização do Congresso Nacional e sem licitação.

Bolsonaro, militares e a rota do isolamento

Por Manuel Domingos Neto

Dizendo que quer o povo armado para resistir à eventual tentativa de golpe de Estado, o Presidente vai se isolando das corporações militares.

O isolamento começou quando Bolsonaro não defendeu a farda achincalhada por seu Guru.

Militares não esquecem essas coisas e costumam saber aguardar a hora do troco.

Bolsonaro mexeu com ícones, entre eles o único general experimentado em guerra. Santos Cruz usou capacete azul, da paz. Mas, de fato o teatro no Congo era de guerra. Onde já se viu menosprezar guerreiro que retorna vitorioso?

sábado, 15 de junho de 2019

Vendas no comércio caem 0,6%. Brasil afunda!

Por Altamiro Borges

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira (12) que o volume de vendas do comércio recuou 0,6% em abril ante o mês anterior. A queda ocorre após dois meses de certa estabilidade no setor. “Os resultados mostram que há uma perda de ritmo no varejo em 2019”, afirma Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. Isto ocorre, segundo a pesquisadora, em função do alto nível de desemprego e a baixa atividade econômica. “Isso dificulta o crescimento da massa de rendimentos, que é fator fundamental para o crescimento significativo do consumo”.

Greve Geral mobiliza mais de 360 cidades

Greve geral cumpriu o objetivo

Fortaleza, 14/6/19. Foto: Sãozinha Andrade
Editorial do site Vermelho:

Uma contundente resposta à agenda regressiva do governo Bolsonaro. Essa é a mais sintética avaliação da paralisação geral que, segundo os dirigentes das centrais sindicais, teve a adesão estimada de 45 milhões de trabalhadores. Com mais esse êxito no ciclo de protestos iniciado assim que a “reforma” da Previdência Social foi anunciada, ainda no governo Temer, e que se intensificou no governo Bolsonaro com duas grandes manifestações contra os cortes neoliberais na Educação, o Brasil atinge um novo patamar de mobilização popular.

Querendo ajudar, Merval vai contra Moro

Por Lenio Luiz Streck e Gilberto Morbach, no site Consultor Jurídico:

Na sexta-feira (14/6), em sua coluna no jornal O Globo, Merval Pereira escreveu Juiz das garantias. Em síntese, Merval diz que (i) não há, no Brasil, a figura institucional do juiz de instrução, e que, (ii) nos países onde há, o juiz que participa da investigação não é o mesmo que julga o processo e profere sentença. Dessas premissas, Merval deriva que (iii) não há nada de errado nos diálogos, divulgados pelo Intercept Brasil, entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol - na medida em que não há juizado de instrução, não haveria problema na hipótese de o juiz do processo, ele próprio, “controlar as investigações”.

Batom brasileiro na cueca norte-americana

Por Marcelo Zero

Os diálogos até aqui divulgados pelo The Intercept, não desmentidos até agora por ninguém, demonstram claramente que:

1. Moro, o juiz "isento e imparcial", era o grande chefe das investigações. Instruía e orientava os procuradores. Chegava ao cúmulo de indicar possíveis testemunhas para a acusação, como está explicitamente posto no diálogo datado de 7 de dezembro de 2015. Dallagnol, como afirmou o Ministro do Supremo Gilmar Mendes, parecia mais um "bobinho", a seguir as orientações e os conselhos do "grande líder brasileiro", que "conduziria multidões" e que já o conduzia.

O chilique do general e o falso moralismo

A cultura e a superação da barbárie

Houve ação hacker no Vaza-Jato?

República de Curitiba perde ‘patriotismo’

Por Renê Ruschel, na revista CartaCapital:

As bandeiras do Brasil que enfeitavam as janelas sumiram, assim como os adesivos nos carros. Os motoristas não buzinam mais quando enxergam algum pedestre vestido de vermelho. Não se veem os outdoors de boas-vindas que demarcavam as fronteiras da “República de Curitiba”. As camisetas da CBF repousam nas gavetas. Nos domínios do ex-juiz Sérgio Moro, o triunfalismo cedeu lugar a um apoio constrangido e a um prudente distanciamento.

Mais da metade das famílias acumula dívidas

Da Rede Brasil Atual:

O total de famílias endividadas no Brasil já chega a 63,4% dos lares, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento é 4,4 pontos percentuais a maior em comparação a igual período do ano passado.

O levantamento, que considera as dívidas que as famílias têm com cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, seguro ou empréstimo pessoal feito com financiadores, indica que o número de inadimplentes cresce entre as famílias com até 10 salários mínimos em decorrência, sobretudo, do cartão de crédito e do cheque especial. Os dados revelam ainda uma média de 63 a 64 dias de atraso para o pagamento das faturas. E cerca ainda de 1/3 das famílias acumula dívidas há mais de um ano.

Que Exército é esse?

Por Fernando Rosa, no blog Senhor X:

A “Diretriz do Comandante do Exército” para o ano de 2019, assinada pelo Comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, tem como premissa (leia-se preocupação) o “fortalecimento da imagem do Exército como instituição de Estado, coesa e integrada à sociedade”. A diretriz também destaca que a profissão militar torna o “cidadão fardado” diferente dos demais segmentos da sociedade, em direitos e deveres. E defende que os “herdeiros de Caxias devem abraçar a modernidade sem descuidar-se dos aspectos que consubstanciam a ética militar”.

Prisão imediata da gang da Lava-Jato

Por Jeferson Miola, em seu blog:           

O judiciário brasileiro está diante do maior atentado perpetrado contra o Estado de Direito e a democracia do país.

São conhecidos os arquitetos e mandantes estrangeiros do crime, assim como seus vassalos e autores locais liderados pelo conluio jurídico-midiático Globo-Lava Jato.

Já não se trata mais de retórica de petistas inconformados com a seletividade da Operação, ou da crítica técnico-jurídica aos arbítrios da Lava Jato e à sua manipulação para fins políticos e de um projeto de poder da extrema-direita.

Trata-se de um esquema mafioso concreto, erigido nos moldes da máfia, que está documentalmente provado pelo veículo digital The Intercept Brasil com impressionante fartura de provas que incriminam agentes públicos que dele fazem parte.

A cobertura da 'Vaza Jato' no Jornal Nacional

Por Juliana Gagliardi e João Feres Junior, no site Manchetômetro:

No último dia 9 de junho, a agência de notícia The Intercept Brasil deu início à publicação de uma série de reportagens investigativas baseadas na divulgação de conversas entre membros da força-tarefa da Operação Lava Jato no aplicativo de mensagens Telegram.

No dia 10 de junho, o Jornal Nacional cobriu o evento dedicando a ele 14m30s do seu tempo. Na chamada, os âncoras do telejornal diziam que a divulgação de mensagens atribuídas a Sergio Moro, a procuradores da Lava Jato e ao coordenador da operação, Deltan Dallagnol, havia provocado reações no meio jurídico e que essas manifestações se dividiam entre o conteúdo das supostas conversas e a forma ilegal pela qual teriam sido obtidas.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

General valentão com Lula não pia com Olavo

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O ‘piti’ do general Augusto Heleno hoje com as suspeitas que o ex-presidente Lula disse ter sobre o episódio da facada em Jair Bolsonaro é de um destempero e de um cinismo constrangedores.

Para começo de conversa, embora tenha ouvido muitas histórias, devo dizer que não tenho elementos que permitam concordar com a tese da “facada fake” e que, portanto, não levantei e não levanto suspeitas sobre sua veracidade. Isso é básico do jornalismo, embora seja direito de qualquer outro especular mesmo sem provas.

Mas o general que acha “a presidência uma coisa sagrada” poderia respondeu quando seus partidários deram um show de grosseria com uma presidente mulher, num estádio de futebol?.

Bolsonaro faz de Moro um reles peãozinho

Por Eduardo Salomão Condé, no blog Viomundo:

O que tem o Bolsonaro, ora presidente, com todo o escândalo do Judiciário?

Absolutamente tudo. Basta se afastar da cena imediata e observar o panorama em seu conjunto.

O que o governo inapetente, entreguista e destruidor de direitos sociais tem com as revelações do The Intercept, que parece operar em outra esfera?

Absolutamente tudo. O movimento de longa duração, desde 2013 até o presente, vincula a parte indecente e midiática do poder judiciário, a ação deletéria e destrutiva da denominada “grande imprensa” e a ascensão de um “poder conservador” que permanecia subterrâneo e ascendeu, e que pode chegar perto de 30% do eleitorado (o que é alarmante, não por ser liberal, o que não é, mas por suas inclinações ao comportamento fascista).

A Lava-Jato e suas vítimas

Por Flavio Aguiar, no site Carta Maior:

O feitiço virou contra o feiticeiro. Embora tenha produzido uma soma considerável de estragos legais através de suas arbitrariedades, as revelações do site The Intercept, expondo suas entranhas conspiratórias, transformaram a reputação dos líderes e operadores da Lava Jato na sua principal vítima.

Se é verdade que o prestígio da Lava Jato na mídia mainstream internacional está seriamente abalada, a reputação de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol está definitivamente arrasada. Ela já não andava em alta. A aceitação do cargo de ministro da Justiça por parte de Sérgio Moro já a arranhara seriamente. O episódio torvo da “requisição” de parte do pagamento das multas da Petrobras nos Estados Unidos para um fundo próprio pelo procurador Dallagnol, em nome da Lava Jato, fez o mesmo com a dele.

Imprensa golpista leva furo

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

Moro não foi juiz nos processos da Lava-Jato, foi assistente da acusação. Cobrou ações dos procuradores, indicou caminhos, sugeriu mudar a ordem de operações, antecipou sentenças e participou de conluio para evitar entrevista de Lula, com medo do crescimento da candidatura de Haddad. Chegou a confessar que é sonso, mentiroso e mau caráter, ao admitir, depois de pedir desculpas ao STF pelo vazamento da conversa entre Dilma e Lula, que faria tudo de novo.

"Morogate" já saiu do noticiário

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Quinta-feira, 16 horas. Neste mesmo horário, no domingo, as denúncias do The Intercept sobre as armações da Lava Jato abalavam Brasília e ganhavam as manchetes.

Parecia ser mais uma crise do fim do mundo, mas já foi adiada sine die, como costuma acontecer na república que passa o pano rapidamente nas maiores sujeiras para tudo ficar como está.

Pode ser o escândalo do tamanho que for, não tem erro: começa com um barulho danado, sobe aos céus das especulações catastróficas, o governo pode cair, quem está preso será solto e vice-versa, mas logo tudo é normalizado e precificado pelo mercado, ninguém se espanta mais.

A Bolsa e o dólar ficam mais calmos e a vida segue sua rotina como se nada tivesse acontecido.

A guerra de longa duração contra a Lava-Jato

Por Bepe Damasco, em seu blog:

No campo da esquerda, é difícil encontrar alguém que não demonstre um sentimento de ansiedade galopante diante dos últimos acontecimentos que deixaram à deriva a Lava Jato e expuseram à execração pública seus dois líderes, Moro e Dallagnol.

Quando o The Intercept divulgará novas denúncias? Por que o jornalista Glenn Greenwald não acelera o ritmo da veiculação de seu enorme acervo? Lula será solto quando, hoje, amanhã ou depois de amanhã? Por que os processos contra o ex-presidente, manchados irremediavelmente pelo conluio entre o juiz e os procuradores, não são imediatamente anulados? Se as eleições de 2018 foram fraudadas pela Lava Jato, por que não são anuladas o mais rápido possível?

As negociatas internacionais da Lava-Jato

Intercept derruba popularidade de Moro

Por Vilma Bokany, no site da Fundação Perseu Abramo:

O ex-juiz Sérgio Moro já começa a perder popularidade nas pesquisas com as revelações do The Intercept Brasil sobre a sua atuação junto com o procurador Deltan Dellagnol para manipular a operação Lava Jato com o objetivo de prejudicar o ex-presidente Lula.

A Pesquisa Atlas Político deste mês, realizada on line, entre os dias 10 e 12 de junho, com duas mil pessoas de todo o país, equilibrada por sexo, idade e estratos sociais, já detecta queda de dez pontos percentuais na imagem do ministro. Em maio, Moro tinha imagem positiva para 60% dos entrevistados e, na rodada de junho, 50,4% dos entrevistados mantiveram essa avaliação. Sua avaliação negativa cresceu de 31,8%, em maio, para 38,4% em junho.

Greve ecoa história da classe trabalhadora

Centro do Rio de Janeiro, 14/6/19
Foto: Foto: Francisco Proner/Farpa
Editorial do site Vermelho:

A paralisação deste dia 14 tem uma singularidade histórica. Ela ocorre num momento em que as instituições democráticas sofrem abalos, gerando instabilidade política, ao passo que o país mergulha numa degradação social de grande magnitude. A pauta da greve enfeixa os fatores constituintes de uma nação democrática e soberana, sintetizados na chamada questão social. Nada simboliza melhor esse conceito, atualmente, do que o direito à aposentadoria, o mote principal desta paralisação.

Corporações: já vivemos uma distopia…

Por Jeremy Lent, no site Outras Palavras:

Alguns dos principais pensadores de nossos tempos vêm soltando uma série de alertas sobre a ameaça da inteligência artificial dominar os humanos. Stephen Hawking profetizou que isso poderia ser “o pior acontecimento na história de nossa civilização”, a menos que encontremos uma forma de controlar o seu desenvolvimento. O bilionário Elon Musk fundou uma companhia para tentar manter os humanos um passo à frente no que ele considera uma ameaça existencial da Inteligência Artificial (IA).