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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Quando a economia não explica o voto

Por João Feres Júnior, no site A terra é redonda:

1.

Apareceram nas últimas semanas dois textos que se propõem a explicar o paradoxo do terceiro mandato de Lula: indicadores macroeconômicos sólidos, com desemprego em mínima histórica, PIB acima da média do G-20 e salário real em recuperação, convivendo com avaliação popular medíocre e desempenho de campanha pior do que se esperaria. O primeiro é o ensaio de Laura Carvalho e Guilherme Klein, publicado na Folha de S. Paulo, “Por que o desempenho econômico de Lula 3 não se converte em popularidade”. O segundo é o artigo de Carlos Pinkusfeld Bastos e Luis Berner no Jornal dos Economistas, que abre com o título irônico “Não é a economia, estúpido??”.

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domingo, 31 de maio de 2026

A manchete sonegada sobre Flávio Bolsonaro

Reprodução
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Esta é a chamada de capa da Folha, com um balanço do que teria sido até aqui a vida parlamentar medíocre do candidato do pai a presidente da República:

“Flávio Bolsonaro mirou segurança, mas não teve projetos próprios transformados em lei”.

Mas a informação que deveria estar na manchete está logo no começo do texto:

“Terceiro mais votado entre os senadores eleitos em 2018, com 4,38 milhões de votos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou ao seu último ano de mandato sem ter projetos próprios transformados em lei. O pré-candidato do PL à Presidência é autor ou coautor no Senado de 57 projetos de lei e 92 PECs (propostas de emenda à Constituição), a maioria tratando da segurança pública, sua principal bandeira no mandato e um dos temas prioritários de sua campanha. Mas, em pouco mais de sete anos na Casa, só duas propostas em que ele foi coautor entraram em vigor, sem elo com a segurança: uma emenda constitucional para isentar o IPVA de veículos com mais de 20 anos de fabricação e uma lei de fomento ao microcrédito”.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Deolane Bezerra e os bandidos da Faria Lima

Charge: Latuff/Brasil de Fato
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Prenderam de novo a advogada e influencer Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro. Deolane foi presa pela segunda vez e, se for solta, será presa de novo. Mas nunca se ouviu falar de nenhum banqueiro de fintech preso por lavagem de dinheiro do PCC.

Ninguém mais vê manchetes sobre a Faria Lima nos jornalões, porque a grife que cobrava bom senso do governo e arrocho fiscal está baleada. O PCC tirou do mundo liberal o direito de usar Faria Lima como grito de guerra.

Mas ninguém sabe de ninguém da Faria Lima, entre as mais de 40 fintechs investigadas na Operação Carbono Oculto, que tenha sido preso. Poucos devem saber os nomes de algumas dessas dezenas de fintechs.

AtlasIntel confirmou vilania da Folha

Charge: Mário Adolfo/Dito & Feito
Por Jeferson Miola, em seu blog:

A pesquisa AtlasIntel mostrou [i] que a descoberta da parceria corrupta entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro caiu como uma bomba atômica sobre a candidatura da extrema-direita, e confirmou [ii] que o Grupo Folha agiu com vilania para omitir essa verdade.

O resultado confirma a erosão dos índices eleitorais do filho do Jair e a propagação de danos eleitorais sobre todo o bloco anti-Lula, o que recoloca a possibilidade de reeleição do presidente Lula no primeiro turno.

A AtlasIntel detectou a realidade que intuitivamente era possível se prever já na 4ª feira, dia 13/5, quando veio a público a conversa fraterna e com juras de solidariedade eterna entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro mafioso.

O papelão do Datafolha

Foto: Ricardo Stuckert
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Nos tempos da Lava Jato, o instituto Datafolha não hesitava em colocar seus pesquisadores na rua logo em seguida a uma ação espetacular da República de Curitiba, reverberada pela Globo. O timing era o seguinte: tem delação premiada ou prisão de petista, ah, então tem pesquisa.

No entanto, os dois pesos e duas medidas do Datafolha ficaram evidentes na semana passada. O áudio em que Bolsonarinho pede dinheiro para o banqueiro Vorcaro veio à tona na tarde da quarta-feira (13). Só que o pessoal de campo do Datafolha já estava nas ruas desde terça-feira (12) para entrevistar até quarta 2004 eleitores.

Mas, ora, diante de um fato político de tamanha relevância, como o pedido de grana que o candidato da extrema direita fez ao banqueiro trambiqueiro, custava ampliar o trabalho de campo, para captar o efeito do episódio sobre o eleitorado? Estrutura e dinheiro não faltam ao braço de pesquisas do jornal Folha de S.Paulo.