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terça-feira, 28 de julho de 2026

domingo, 12 de julho de 2026

Como derrotar os algoritmos neonazistas

Por Jair de Souza

Há quase um consenso entre os analistas do panorama político brasileiro de que os Estados Unidos de Donald Trump vão jogar pesado no próximo pleito eleitoral brasileiro, de modo a garantir a eleição de um candidato bolsonarista, ou de algum outro que lhe seja equivalente em entreguismo e subserviência aos interesses gringos.

As maiores dúvidas ainda não respondidas referem-se às formas que serão empregadas nesse mais que provável processo de interferência. A respeito desta questão, vou tecer algumas reflexões, com a esperança de que possam lançar um pouco de luz na escuridão em que estamos submetidos.

Devido aos reveses sofridos nas últimas décadas pelo imperialismo estadunidense em várias esferas de atuação e zonas geográficas, os responsáveis por suas formulações políticas tomaram a decisão de se aferrar com unhas e dentes a esta região do planeta que consideram como parte integrante de seu próprio quintal. E, com isto, estão referindo-se ao Continente Americano, em especial à América Latina e ao Caribe.

O que aprender da campanha de Renan Santos

Por Camila Modanez, no Jornal GGN:

Saindo de Belém em direção a Mosqueiro, no Pará, uma coisa me chamou atenção. Ao longo da estrada, havia dezenas de outdoors políticos. Alguns anunciavam o evento do Flávio Bolsonaro em Belém, outros promoviam parlamentares e pré-candidatos, havia até um de críticas ao Lula. Em meio a tantas peças disputando espaço, uma delas destoava completamente das demais. Não apresentava propostas, não trazia slogan, não exibia QR Code, não tinha logo de partido. Mostrava apenas a foto de um homem acompanhada por uma pergunta: “Quem é Renan Santos?”

CBF insiste em destruir futebol brasileiro

Charge: Aroeira/247
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Na próxima Copa do Mundo, a ser realizada em Portugal, Espanha e Marrocos, em 2030, o Brasil completará 28 anos sem vencer o torneio, maior jejum ao longo da história do futebol brasileiro. A eliminação para a Noruega fez com que o Brasil amargasse a 11ª colocação, a pior em 92 anos.

Como sempre acontece na competição de futebol mais importante do planeta, o povo se mobilizou, se vestiu de verde e amarelo, ornamentou ruas com os símbolos da seleção canarinho, lotou bares, restaurantes e praças, recebeu os amigos em casa para o churrasco e a cerveja.

Mas a decepção acabou sendo proporcional à mobilização pela conquista do hexa.

A esperança vã pela conquista da sexta Copa pelo Brasil foi cevada pela imprensa esportiva, que, movida a interesse comercial, vendeu a ilusão de que o Brasil era um dos favoritos ao título, algo que nunca foi.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Havan deve R$ 15 mil ao humorista Paulo Vieira

Paulo Vieira em seu Instagram
Por Altamiro Borges


O empresário bolsonarista Luciano Hang, vulgo “Véio da Havan”, segue colecionando derrotas na Justiça. Na quinta-feira passada (2), a 6ª Vara Cível de São Paulo publicou a sentença que condena a Havan a indenizar o ator e humorista Paulo Vieira, da TV Globo, em R$ 15 mil por usar a voz do artista em um vídeo de propaganda. Segundo o processo, a peça foi postada nas redes sociais da rede de lojas e continha valor de um produto e link para compra.

A defesa de Paulo Vieira argumentou que a voz e a imagem “constituem instrumentos de trabalho com valor econômico próprio, sendo habitualmente remunerados por campanhas publicitárias”, o que não teria ocorrido neste caso. Diante do exposto, a juíza Renata Barros entendeu que a empresa obteve “vantagem econômica indevida ao utilizar a voz de um artista nacionalmente conhecido para promover produto sem pagar pelo serviço”.

Ofensiva digital de Trump na América Latina

Montagem: The Daily Star
Por Miguel Manso, no site da Fundação Maurício Grabois:

A declaração de Trump de que a eleição do Brasil é o seu próximo desafio na recente rodada de eleições na América Latina coloca enormes responsabilidades para todos os nossos povos e, em especial, para nós brasileiros.

Mais do que a influência política tradicional, o que se observa é a construção de uma intervenção imperialista da extrema direita americana, em que a desregulação, a vigilância por IA e a disputa de narrativas contra os candidatos e políticos que defendem a democracia e a soberania dos Estados nacionais foram elevadas a outro patamar.

Sob pretexto de combate à influência geopolítica da China, a intervenção direta das plataformas, data centers, think tanks e softwares de inteligência, chantagem financeira e diplomacia hostil, além de todos os demais e conhecidos meios de manipulação de pesquisas e controle das mídias, novos métodos são usados para remodelar e desarticular democracias frágeis e para criar uma extensão dos interesses dos conglomerados americanos na América Latina.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

O inspetor Clouseau e os vazamentos da PF

Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

É curiosa a dificuldade de se discutir temas políticos no país, mesmo entre o grupo do público mais informado.

Tome o caso das denúncias contra Jaques Wagner.

Mais de uma vez expliquei que minhas críticas aos vazamentos não significam qualquer endosso a uma suposta inocência do senador. Minhas críticas são contra os métodos utilizados, que atropelam princípios jurídicos claros, atrapalham as investigações, e, mais do que isso, estupram o jornalismo e tem uma clara intenção política.

Mas, nesse clima tóxico, é quase impossível separar os dois temas. É possível que Jaques Wagner tenha culpa no cartório e, ao mesmo tempo, a operação contra ele seja esdrúxula, forçando a barra com propósitos políticos. Mas vá convencer os fetichistas da equidistância.