quinta-feira, 30 de abril de 2026

Alcolumbre e a ingovernabilidade radical

Charge: Aroeira/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Davi Alcolumbre, achacador e extorsionário-mor da República, militou pesadamente para o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF.

Ele pretendia impor uma derrota humilhante ao presidente Lula com um revés de enorme gravidade.

Eleito senador pelo Amapá com 196.087 votos, Alcolumbre concretizou seu plano sequestrando prerrogativas constitucionais da Presidência da República e interditando o exercício do poder pelo governante escolhido pela soberania popular com 60.345.999 votos.

O episódio enterra o exótico modelo de governabilidade institucional baseado na aliança do Executivo com o STF e a presidência do Senado. Modelo esse engendrado no início do governo Lula3 diante dos impasses criados por Arthur Lira, então presidente da Câmara dos Deputados.

Mídia quer que o povo se afunde em dívidas

Divulgação
Por Bepe Damasco, em seu blog:


Uma enxurrada de notícias nas últimas semanas, que culminou com a divulgação de uma pesquisa do Datafolha, vem chamando a atenção para o problema do endividamento dos brasileiros.

Embora vários fatores combinados expliquem a dificuldade que muitas famílias encontram para pagar seus boletos, o papel deletério das bets raramente é destacado pela imprensa comercial.

Na certa, são poupados porque são grandes anunciantes dos veículos de comunicação. Mas especialistas já apontam o vício em apostas, a ludopatia, como uma questão de saúde pública.

O jogo compulsivo faz estragos em todas as faixas etárias e em diferentes estratos sociais.

Mas o truque é simples e conhecido: em ano eleitoral, é preciso fazer com que o distinto público acredite que o endividamento é uma mazela econômica causada pelo governo Lula. Como pode um governo ser culpado pelas dívidas contraídas pelas pessoas, quando se sabe que, entre suas realizações, estão o maior rendimento médio da história por parte dos trabalhadores, o maior número de pessoas ocupadas, o mais baixo índice de desemprego, a menor inflação em quatro anos?

Cadastro do 1º de Maio

Card: CUT/Brigadas digitais. Reprodução site FUP
Por João Guilherme Vargas Netto

As direções das centrais sindicais determinaram que as comemorações do 1º de Maio, este ano, fossem descentralizadas, aproximando-as dos trabalhadores e das trabalhadoras e unificadas pela pauta aprovada na Conclat-26.

Mas, como todos sabemos, não basta haver determinação se não houver mobilização e controle.

A pauta unificada foi aprovada em Brasília para onde convergiram as marchas dos dirigentes e ativistas participantes da Conclat-26. Esta pauta foi entregue a representantes dos três poderes, com grande destaque para a entrega ao presidente Lula.

Lava-Jato 2 e o assalto ao Supremo

Charge: Miguel Paiva/247
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:

A derrota de Lula na indicação de Jorge Messias para o STF não é episódio isolado. É o capítulo mais recente de uma operação que envolve lobbies bilionários, o poder inédito de Alcolumbre e Motta, e o mesmo padrão de desestabilização institucional da Lava Jato original.

Quando o Senado recusou Jorge Messias, o governo perdeu uma batalha. Quando o mesmo movimento colocou sob ameaça o STF, o governo e o pouco que resta de disciplina institucional brasileira - todos ao mesmo tempo -, o que estava em jogo passou a ser maior do que uma vaga no Supremo.

A manobra tem roteiro conhecido. Começou com a campanha d’O Globo em torno do caso Master - um episódio de crédito privado transformado em crise sistêmica pelo jornalismo de interesse -, avançou pela sabatina do STF transformada em tribunal político, e chegou à configuração de poder inédita que hoje existe no Congresso: David Alcolumbre no Senado, Hugo Motta na Câmara, ambos com mandato renovado e agenda própria. É a Lava Jato 2.

A luta em defesa dos trabalhadores e do Brasil

PF investiga voo com Motta, Ciro e dono de bet

Governo Lula 'bate cabeça' sobre terras raras

Trabalho, desenvolvimento e luta de classes

Lula defende o fim da escala 6x1

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Alcolumbre e bolsonaristas derrotam Messias

 

Flávio Bolsonaro não lidera nem os irmãos

Charge: Gilmal/BNC
Por Moisés Mendes, em seu blog:


Flávio Bolsonaro está na situação do sujeito que imagina liderar um grupo, mas não lidera nem os irmãos que fazem parte da turma. E ainda ouve desaforos.

O filho ungido pelo pai não tem o controle do bolsonarismo sem Bolsonaro, porque nunca fez política no braço. Falta tutano para Flávio.

Ele era o empreendedor da família, o multiplicador de patrimônio, o homem da teologia da prosperidade. Não participava do embate de Brasília e não tinha a vocação de Eduardo para o confronto, a retórica e o ativismo nas redes sociais.

Por isso está perdido, desprezado pela facção de Nikolas Ferreira, sendo chamado de ingênuo por Carluxo e esnobado por Michelle. Flávio só tem mesmo o apoio do pai e o suporte agora protocolar de Tarcísio de Freitas.

As lições inesquecíveis de maio de 1871

Paris 13ème, rue Samson – Mirages Studio/Viva a Comuna de Paris
Por Jair de Souza

Com a aproximação do mês de maio, a memória de todos os que sonhamos com um mundo onde imperem a justiça, a solidariedade e a fraternidade se volta inexoravelmente para a heroica façanha daqueles homens e mulheres que, 155 anos atrás, se empenharam na luta prática para construir a primeira experiência de sociedade na qual a dignidade, a igualdade de direitos e solidariedade entre todos seus habitantes lhe servissem de base e fundamentos, ou seja, uma em que não prevalecesse a brutal opulência de poucos apaniguados por cima das necessidades da ampla maioria.

Evidentemente, estou referindo-me à Comuna de Paris, a primeira tentativa de Revolução social do mundo levada adiante de forma consciente, tendo como princípios norteadores os interesses, sentimentos e aspirações das classes trabalhadoras.

Contra a normalização do golpismo

Charge: Brum
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


A extrema direita e o Centrão tramam para amanhã a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que abranda penas para golpistas e também para condenados por crimes hediondos e de feminicídio. Se forem vitoriosos, estarão impondo ao Brasil democrático um repique afrontoso do próprio golpe. Não sua repetição como farsa, pois isso representará, de fato, a anulação dos esforços feitos até agora para responder adequadamente à tentativa de ruptura da ordem democrática. E não falo apenas dos esforços do STF com o julgamento e condenação dos golpistas, mas de tudo que todos nós fizemos, em todos os espaços, com os menores ou os maiores gestos, para repudiar o golpismo e decretar seu banimento.

Caravana do FNDC pelo direito à comunicação

Malafaia vira réu por ofender militares

Cazarré é esculhambado nas redes digitais

Serra Verde e a disputa pela soberania nacional

Palantir: tecnofascismo ou marketing?

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Gustavo Gayer vira réu por injúria contra Lula

Reprodução
Por Altamiro Borges


Em votação unânime nesta terça-feira (28), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar réu o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) sob a acusação de injúria contra o presidente Lula (PT). A ação judicial contra o lacrador bolsonarista teve origem em uma postagem feita em fevereiro de 2024, na qual o provocador divulgou uma montagem que mostrava o atual mandatário segurando um fuzil, acompanhada de símbolos ligados ao nazismo e ao grupo Hamas.

A representação foi encaminhada pelo governo ao Ministério Público Federal (MPF), que ofereceu denúncia ao STF. Com o recebimento da acusação, os ministros entenderam haver provas seguras de autoria e materialidade da ação criminosa, etapa necessária para o início de uma ação penal. A partir de agora, o processo entra na fase de instrução, que inclui coleta de provas, depoimentos e interrogatórios antes do julgamento final.

Polarização vinga e 'terceira via' não decola

O emprego acabou? Só empreendedores?

Qual programa pode reeleger Lula?

Irã e Líbano: guerras estão próximas do fim?

Como as big techs realmente nasceram?

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Israel assassina brasileiros no Líbano

 

Riqueza de Serra Verde é do Brasil!

Reprodução do site Mineração Serra Verde
Editorial do site Vermelho:


A compra da empresa Serra Verde, que opera a mina de Pela Ema, em Minaçu, Goiás, pela mineradora estadunidense USA Rare Earth, negócio avaliado em aproximadamente US$ 2,8 bilhões, é uma operação afrontosa à soberania nacional. A transação, cuja legalidade está sendo questionada, ocorre em um momento de ofensiva dos Estados Unidos para garantir fontes de terras raras, mercado dominado pela China, que controla 70% da cadeia global desses minerais, usados ​​em ímãs de alta potência empregados em eletrônicos de consumo, automóveis e sistemas de defesa.

Terras raras não são farelo de soja

Reprodução
Por Roberto Amaral

A ciência política, na sociedade globalizada pelo capitalismo monopolista, nos fala de uma soberania nacional relativa, fragmentada. O conceito cobra a revisitação da ciência política, tal sua fragilidade e imprecisão no quadro da ordem internacional em crise, quando as forças que contam - e são as potências nucleares - ferem de morte o multilateralismo, abandonam as mesas de negociações e adotam o baraço e cutelo - a guerra tour court - como ponto de partida e ponto de chegada do diálogo de uma só voz. Como o diálogo do cordeiro com o lobo, consagrado por Jean de La Fontaine.

PF expulsa do Brasil agentes dos EUA

O fundamentalismo comanda o Pentágono

O caminho de Lula até a presidência

domingo, 26 de abril de 2026

Os defasios da comunicação popular em 2026

A luta pela regulamentação das big techs

O papel da mídia progressista

A batalha da comunicação na eleição de 2026

Frei Gilson, o coach da submissão

Lula sobe o tom contra Donald Trump

A pressão dos aplicativos contra entregadores

Crédito, compra parcelada e a cara da pobreza

As terras raras são nossas!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Pesquisas apontam aumento da rejeição a Trump

 

Brasil é Lula

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzabom/Agência Brasil
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


Quem prejudica as relações bilaterais entre Brasil e os EUA é a extrema-direita. Não é o governo Lula.

As sanções adicionais de 40% sobre todos os produtos brasileiros, que tanto prejudicaram nossa economia, e ainda prejudicam (embora em grau bem menor), foram articuladas diretamente por Eduardo Bolsonaro e outros. Jair Bolsonaro o enviou aos EUA exatamente para isso.

O mesmo aconteceu ou acontece no caso da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, no cancelamento de vistos de autoridades brasileiras, nas investigações contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, na pressão para caracterizar as organizações criminosas do Brasil como “narcoterroristas”, etc.

Todos esses atritos foram e são articulados por nossa extrema-direita.

Agora, a mesma coisa se verifica no rumoroso caso Ramagem, foragido da justiça do Brasil, condenado a mais de 16 anos por participação abundantemente comprovada na tentativa do golpe de Estado de 2022/2023.

Quanto a Globo recebeu de Daniel Vorcaro?

Reprodução do site O Globo, 22/5/24
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Ninguém esqueceu que a Globo deve informações sobre as suas relações com o Banco Master e com Daniel Vorcaro. Eu e metade do Brasil queremos saber, na delação de Vorcaro, quanto ele pagou à Globo.

Pagou para ser palestrante e patrocinador de evento do jornal Valor Econômico (que é da Globo), em Nova York, em 2024, e assim se apresentar à alta sociedade do mundo financeiro como player internacional.

A Globo ajudou na construção da imagem pública de Vorcaro. Em nome da transparência, nesse caso que envolve recursos públicos e lavagem de dinheiro, a Globo deve dizer quanto recebeu de Vorcaro.

A Globo, que vem patrulhando todos os que receberam dinheiro do banqueiro, principalmente a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, deve dizer quanto Vorcaro pagou para ser parceiro dos Marinho em evento internacional.

Uma viagem ao futuro

Nicolas Zhang, Terezinha Santos, Moacyr Oliveira Filho,
Victor Jardim, Jamil Chade e Elísio Wei Yangrui
Por Moacyr de Oliveira Filho, no site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI):

A convite da Associação de Jornalistas de Toda a China (ACJA), a ABI organizou uma delegação de jornalistas brasileiros para visitar a China, de 9 a 15 de abril, integrada pelo diretor de Jornalismo da entidade, Moacyr de Oliveira Filho; pela diretora financeira, Terezinha Santos; pelo jornalista Jamil Chade, do ICL Notícias e outros veículos; e pelo jovem acadêmico Victor Jardim, aluno do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade de Comunicação (FAC) da Universidade de Brasília (UnB) e candidato ao mestrado, com o projeto Políticas e estratégias de comunicação pública nos projetos de desenvolvimento: uma análise comparada entre Brasil e China, indicado pelo Correio Braziliense.

O desafio de proteger a verdade nas eleições

Reprodução
Por Luciano Suedde, no jornal A tarde:


Com mais de 156 milhões de eleitores e um ambiente digital dominado pela velocidade e pela emoção, as eleições de 2026 já se desenham como um dos maiores testes institucionais da democracia brasileira. Se, por um lado, a tecnologia ampliou o acesso à informação, por outro abriu espaço para um velho problema em nova escala: as fake news. Nesse cenário, os órgãos fiscalizadores assumem papel central para garantir que o voto seja guiado por fatos - não por boatos.

Pix incomoda o imperialismo financeiro

Charge: Thiago
Por Jair de Souza

Mais uma vez, num vídeo com poucos minutos de duração, o apresentador Mirko Casale faz um suscinto relato que consegue evidenciar para o público de língua espanhola a essência de uma questão que está na pauta do dia, tanto no Brasil como no poderosíssimo centro financeiro mundial.

Conforme fica bem relembrado, o projeto que desembocou no pix teve início no interior do Banco Central em 2013, ou seja, em pleno exercício de Dilma Rousseff na presidência de nossa nação. Embora possa ser tido como um detalhe secundário, isto convém ser mencionado, posto que, vira e mexe, os bolsonaristas gostam de dizer: “Ah, quem criou o pix foi o Bolsonaro.”

Responsabilidades do sindicalismo

Foto: Ricardo Stuckert
Por João Guilherme Vargas Netto


No dia 15 de abril, em Brasília, o movimento sindical fez-se protagonista realizando sua marcha, o evento aprobatório de Conclat-26 e buscou sua institucionalização ao entregar a representantes dos três poderes a pauta recém aprovada.

Na reunião dos dirigentes sindicais com o presidente Lula todos ouviram na fala do companheiro que “a luta não termina com isto, a luta começa com isto”.

Portanto, cabe ao movimento, colhendo os frutos dos acontecimentos, preparar com ânimo redobrado as comemorações descentralizadas do 1º de Maio.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Pesquisas apontam aumento da rejeição a Trump

Charge: Fahd Bahady/Cartoon Movement
Por Altamiro Borges


Duas pesquisas divulgadas nesta semana confirmam que a popularidade de Donald Trump – que a mídia vira-lata brasileira evita chamar de “ditador-pedófilo” e de “imperador genocida” – está em queda vertiginosa nos Estados Unidos. Segundo levantamento da Reuters/Ipsos, publicado nesta terça-feira (21), ela atingiu o nível mais baixo desde a sua posse, em janeiro do ano passado – 62% rejeitam o 47º mandatário ianque e apenas 36% aprovam sua gestão. Já a pesquisa da NBC News, divulgada um dia antes, indicou que 37% dos estadunidenses aprovam a gestão do aloprado e que 63% desaprovam – sendo que 50% manifestam forte rejeição.

Wagner Moura processa o caluniador Malafaia

Lula aplaudido na Europa e ignorado pela mídia

 

Flávio Bolsonaro é o alien da extrema-direita

Imperium. Arte de Doug Braithwaite
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Leiam esse texto escrito com candura por Dora Kramer e publicado na Folha nessa segunda-feira:

“O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) faz jus ao histórico de respeito à legalidade em derrotas anteriores quando diz que, se perder, nada lhe cabe a não ser aceitar o resultado. O principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), sinaliza só aceitar como legítima a vitória, mas a prisão do pai confere ao discurso o tom de bravata desprovida de lastro na realidade”.

Vamos repetir: Flávio só aceitaria a própria vitória (faltou a palavra própria no texto), mas isso nada significa, porque seria apenas bravata. Como fez o pai dele. É o que dia jornalista.

Dora Kramer não sabe, porque não acompanhou, por distração, todo o processo contra os golpistas, até a condenação dos chefes da trama.

O campo minado das pesquisas eleitorais

Reprodução
Por Bepe Damasco, em seu blog:


1) Antes de tudo, é importante esclarecer que este texto não tem o propósito de valorizar pesquisas eleitorais favoráveis e execrar as que não trazem boas notícias para o campo popular e democrático. Apenas pretende contribuir modestamente para a separação do joio do trigo, alertando para as armadilhas, falhas e manipulação política e midiática presentes em várias pesquisas de intenção de voto.

2) O alarmismo verificado em uma parte da esquerda não é proporcional ao que apontam as pesquisas. Primeiro porque esses levantamentos não mostram Lula sendo derrotado, mas sim em uma situação empate técnico na liderança da corrida presidencial.

3) Isso no segundo turno, o que significa colocar o carro na frente dos bois. Uma coisa de cada vez. Se ainda faltam cerca de seis meses para a realização da eleição, a pesquisa que vale é a do primeiro turno. E nessa Lula ainda está na frente nas sondagens de todos os institutos. Como priorizar o resultado de pesquisas de segundo turno sem saber o que vai acontecer no primeiro turno, que percentual de votos os dois finalistas obterão, além de suas performances, acertos e erros?

EUA expulsa delegado da PF do caso Ramagem

domingo, 19 de abril de 2026

Wagner Moura processa o caluniador Malafaia

Charge: Nando Motta
Por Altamiro Borges


Na semana passada, o site de entretenimento Splash revelou que o premiado ator Wagner Moura entrou com um processo na Justiça do Rio de Janeiro contra o mercenário da fé Silas Malafaia. Ele cobra R$ 100 mil em indenização contra as calúnias do ricaço dono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A ação judicial foi instalada após o “pastor” disparar xingamentos nas redes sociais no período do Oscar-2026, quando o protagonista do filme “O agente secreto” foi indicado ao prêmio na categoria de melhor ator.

“Em sua conta no X, o antigo Twitter, Malafaia falou sobre artistas que se beneficiam do dinheiro público. Ele escreveu: ‘Legal é ver esquerdopatas defendendo artistas que mamam grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto. Cambada de alienados’. Vale lembrar que a Lei Rouanet não financia longas-metragens. Pela lei, o mecanismo atende produções cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e ações de preservação e difusão do acervo audiovisual”, esclarece o site.

Morte da equipe da Band e o trabalho precário

repórter Alice Ribeiro e o cinegrafista Rodrigo Lapa. Reprodução
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira passada (15), a repórter Alice Ribeiro e o cinegrafista Rodrigo Lapa foram vítimas de um trágico acidente de carro na rodovia BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ambos faleceram – ele morreu no local e ela ainda foi levada ao hospital, mas teve morte cerebral confirmada no dia seguinte. Os profissionais da Band retornavam de uma cobertura jornalística. Quem dirigia o veículo era o próprio cinegrafista, em um típico “desvio de função”, segundo nota da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.

Quando o desgaste enseja o fim de um ciclo

O Grito, 1893, Edvard Munch
Por Roberto Amaral

Na mecânica estrutural, a chamada “fadiga de materiais” designa o processo mediante o qual um corpo, submetido a solicitações cíclicas, não colapsa de imediato, mas desenvolve, progressivamente, microfraturas até que, subitamente, se rompe. O decisivo não é o excesso momentâneo de carga, mas a repetição prolongada de esforços menores, inclusive de determinados valores-limite suportáveis. Daí rupturas radicais. A este processo alia-se a degradação das propriedades mecânicas do material.

Certos períodos da vida política da humanidade são marcados por longos momentos de desgaste, às vezes imperceptíveis, que se resolvem mediante alternativas que, conhecendo a ruptura, se operam como um simples desenvolvimento das forças sociais.

Tiradentes e a eleição presidencial acirrada

Foto: Ricardo Stuckert
Editorial do site Vermelho:


Toda vez que o Brasil se encontra sob pesada ameaça à sua condição de país soberano, vem como luz a frase emblemática do jornalista Barbosa Lima Sobrinho, destacado brasileiro, que se reporta ao confronto recorrente entre os traidores da pátria e os verdadeiros patriotas, sintetizados nas figuras de Tiradentes e Silvério dos Reis. Em 1964, esse antagonismo se estampou na contenda entre o presidente João Goulart e os generais golpistas, em conluio com os Estados Unidos. Em 1984, na batalha final que pôs abaixo a ditadura militar, Tancredo Neves, da frente ampla democrática, versus Paulo Maluf, do decrépito regime entreguista e ditatorial.

Dez anos do golpe que derrubou Dilma

Por Jeferson Miola, em seu blog:

É do cientista político português Miguel Sousa Tavares a definição mais apropriada sobre o acontecimento pavoroso na Câmara dos Deputados em 17 de abril de 2016, há 10 anos.

Sousa Tavares definiu mais que um evento. Na verdade, explicou a natureza delinquencial das classes dominantes quando estão em jogo a democracia e o reseito às regras do Estado de Direito.

Ele disse: “Gosto muito do Brasil e sigo a cena política brasileira há muitos anos, desde a eleição do Tancredo, que foi indireta, e devo dizer que nunca vi o Brasil descer tão baixo quanto o que se passou no Congresso brasileiro. Ultrapassa tudo que é discutível, não existe. Foi uma assembleia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha fazendo a destituição de uma presidente sem qualquer base jurídica nem constitucional para tal, mas sobretudo com uma falta de dignidade que até diria que é de arrepiar. Bandalheira tudo aquilo, um deputado que se atreve a elogiar o coronel Brilhante Ustra, que é um torturador da ditadura militar”, referindo-se a Jair Bolsonaro.

O sistema do dólar está em xeque no mundo

Malafaia critica burrice da extrema-direita

Manobra de bolsonaristas barra PEC do 6x1

quinta-feira, 16 de abril de 2026

PF investiga Flávio Bolsonaro por caluniar Lula

Charge: Nando Motta. Instagram: Chico Alencar
Por Altamiro Borges


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vulgo Flávio Rachadinha, por crime de calúnia contra o presidente Lula. A decisão foi tomada após uma postagem nas redes sociais em que o pré-candidato do fascismo nativo ataca sem provas o chefe do governo central. Ela atendeu a pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou “indícios de prática criminosa na conduta do senador” do PL.

A Lava-Jato 2 e o custo da memória curta

Charge: Fredy Varela
Por Luis Nassif, do jornal GGN:

A Lava Jato 2 tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida – e a ingenuidade política do governo também. Bastou articular para colocar um Ministro do Supremo Tribunal Federal aliado no controle da operação, montar um pacto com a banda lavajatista da Polícia Federal, articular vazamentos políticos com jornalistas lavajatistas. A desvantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida. Assim como o desfecho da operação.

Esse reconhecimento impediu a unanimidade imbecilizante que acometeu a mídia na Lava Jato 1. A cobertura rachou. De um lado, os que endossaram a armação do senador Alessandro Vieira no relatório da CPI do Crime Organizado — a banda mais desinformada e serviçal da grande imprensa, que saiu de uma investigação sobre facções e milícias com a proposta de indiciar três ministros do STF e o Procurador-Geral da República, sem tocar em Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel ou Roberto Campos Neto. Do outro, jornalistas que participaram da Lava Jato 1 e agora, com a experiência que só o arrependimento ensina, se recusam a repetir o erro.

A guerra contra os mentirosos e o fascismo

Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, ao lado
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert
Por Moisés Mendes, em seu blog:


A capacidade de síntese de Lula avisa o que vem aí. “Esse vai ser o ano da verdade contra a mentira”, disse Lula na entrevista dessa semana a Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, editores do Brasil 247, da Fórum e do DCM.

Essa não é uma eleição em que o que se torna mais visível é a defesa dos interesses da maioria versus o herdeiro do pai que negou vacina na pandemia e levou os pobres às filas do osso.

Não é possível confrontar, pela precariedade do adversário, programas de governo, ideias e valores quase sempre presentes numa eleição. Mas é possível dizer que um candidato diz a verdade e o outro, pela índole da família e da facção política a que pertence, dissemina fake news.

Garantir o protagonismo dos trabalhadores

Por João Guilherme Vargas Netto:

Seria muito bom que a uma palavra de ordem o movimento sindical se manifestasse em resposta, de maneira unânime e rápida, executando as tarefas compatíveis.

Mas isto seria o mundo ideal e na realidade as coisas não são assim.

No mundo real a organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras tem que ser, a todo momento, trabalhada pelos dirigentes que realizam as negociações de praxe, reforçam a sindicalização e buscam estreitar os vínculos unitários exigidos para os êxitos das reivindicações e propostas.

Trump se coloca como Jesus e ataca o Papa

Expectativa de nova negociação entre EUA e Irã

Celular de Vorcaro levanta suspeita assustadora

Feliciano prega escravidão de trabalhador

Lula acelera fim da escala de trabalho 6x1

A desmoralização da CPI do Crime Organizado

A corrupção bilionária no governo Tarcísio

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

O sindicalismo na disputa eleitoral de 2026

Ilustração: Gilberto Maringoni
Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:


Estão abertas as inscrições para o ciclo de oficinas “O movimento sindical na disputa eleitoral de 2026 – Como atuar em defesa da democracia e dos direitos sociais e na disputa de ideias e valores”, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. A atividade será realizada entre os dias 5 e 21 de maio, com duas aulas semanais em formato online.

A iniciativa propõe um espaço de formação voltado a dirigentes, comunicadores sindicais e militantes que atuam com instrumentos de comunicação, especialmente nas redes sociais. O objetivo é qualificar a intervenção no cenário eleitoral, marcado pela contraposição entre um projeto comprometido com a soberania nacional, o desenvolvimento e a ampliação de direitos e outro orientado pelo desmonte do Estado, pela fragilização das políticas públicas e pela retomada de um processo de regressão social e civilizatória.

Os crimes ambientais do capitalismo

Foto: Evaristo Sá/AFP
Por João Pedro Stédile, no site A terra é redonda:


Em tempos de crise do sistema capitalista, há uma ofensiva do capital que corre para se apropriar dos bens da natureza, como minérios, petróleo, agua, florestas, terras, biodiversidade. Esses bens não têm valor, mas ao se transformar em mercadorias garantem uma renda extraordinária fantástica

Todos os dias a imprensa divulga os crimes ambientais que acontecem em todo Brasil, na America Latina e no mundo. Esses crimes colocam a vida humana e de milhares de seres vivos – animais, vegetais e bactérias, em risco, em todo planeta. Todos dias pessoas morrem, por seca, aquecimento global, poluição, enchentes e vendavais.

As evidências estão em todo o planeta. Já atingimos o aquecimento global de 1,5% acima da média, e quando chegarmos a 3% não haverá retorno. Os mares subirão, cidades serão inundadas de forma permanente. As mudanças climáticas já afetam a produçao agrícola e o abastecimento de agua potável. Na última década, 750 mil pessoas morreram de calor, na rica Europa. Milhões de pessoas tiveram que migrar ou foram desalojados.

O terrorismo eleitoral com as pesquisas

Foto: Ricardo Stuckert
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Criou-se um clima de suspense prévio em torno da pesquisa Datafolha divulgada no último sábado, 11 de abril, com uma expectativa antecipada de que traria novidades bombásticas para a reeleição do presidente Lula.

Os resultados não animam o governo, por óbvio. Porém, os números nem de longe justificam a animação de setores anti-Lula que usam pesquisas para a prática de terrorismo eleitoral e pânico político.

Nesta mesma época de 2022, no mês de março daquele ano, o mesmo instituto Datafolha publicou pesquisa na qual 48% das pessoas reprovavam o governo Bolsonaro e apenas 25% aprovavam. No entanto, em outubro, Bolsonaro perdeu por apenas 1,8% de diferença.

Carlos Bolsonaro ataca Nikolas Ferreira

Ofensas de Trump e a reação do Papa Leão 14

Hungria pós-Orbán e Peru à últradireita

CPI propõem indiciar ministros do STF

domingo, 12 de abril de 2026

Trump e Bolsonaro são derrotados na Hungria

Péter Magyar, do partido Tisza.
Foto: 
Balint Szentgallay/Gettyimages.ru
Por Altamiro Borges


Um dos principais ídolos da extrema-direita mundial, o truculento Viktor Orbán, sofreu uma dura derrota nas eleições parlamentares deste domingo (12). Após 16 anos de regime fascistoide, que serviu de inspiração para o “imperador pedófilo” Donald Trump, o miliciano Jair Bolsonaro e o “Loco” Javier Milei, seu partido, o Fidesz, obteve apenas 55 das 199 cadeiras do parlamento que escolherá o novo primeiro-ministro do país. Liderada por Péter Magyar, a sigla de centro-direita Tisza elegeu 137 deputados, conquistando a maioria absoluta, e formará o próximo governo.

Bob Jefferson deve R$ 200 mil a agente da PF

Charge: Zé Dassilva
Por Altamiro Borges


A Justiça do Rio de Janeiro condenou na semana passada o bolsonarista Roberto Jefferson, vulgo Bob Jefferson, ex-deputado e ex-presidente do falecido PTB, a pagar R$ 200 mil a uma agente da Polícia Federal vítima de um ataque armado em 23 de outubro de 2022 no sitio do aloprado na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ). A sentença reconheceu que a policial sofreu graves ferimentos após disparos de fuzil e lançamento de granadas durante a ação do velhaco terrorista.

Na ação judicial, a agente descreveu que integrava a equipe enviada para cumprir o mandado de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o golpista e que foi atingida durante o confronto. Segundo os autos, foram usadas três granadas adulteradas com fita e pedaços de pregos, além de cerca de 60 disparos de fuzil calibre 5.56 em direção aos policiais. A decisão concluiu que a agente sofreu ferimentos na cabeça, no cotovelo direito, no joelho esquerdo e uma lesão profunda na região do quadril, onde ficaram alojados estilhaços.

O desafio de Lula nas eleições de 2026

Charge: Quinho
Por Maria Inês Nassif, na revista CartaCapital:


Os meses que separam o Brasil de uma nova eleição presidencial serão palco do mais difícil teste da longa vida política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – maior do que as disputas eleitorais das quais participou; mais intenso do que o período de enfrentamento da conspiração política, judicial, midiática e militar que o levou à prisão; ou da luta contra o golpe militar que queria impedi-lo de tomar posse ao seu terceiro mandato.

É o momento em que Lula se verá diante de um grande desafio: ser candidato à reeleição sem abdicar de ser um estadista.

Estes dias serão também o momento mais delicado do Brasil pós-redemocratização.

O que espera os brasileiros não é apenas um processo eleitoral violento.

A resistência iraniana deve ser celebrada

Irã leva à mesa de negociação o rosto das crianças
assassinadas no ataque à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab
Por Roberto Amaral

Aos analistas da crise internacional, a boa prudência aconselha parcimônia na projeção de seus desdobramentos, mesmo no curtíssimo prazo. A promessa de paz, ainda que a tempo medido, um pequeno armistício, uma curta suspensão das hostilidades por breves duas semanas para ensejar um mínimo de diálogo, consumou-se em poucas horas como se tudo não passasse de uma trampa. E não poderia ser diferente, pois um dos principais agentes da guerra e do cessar-fogo, o mais belicoso e o mais poderoso - os Estados Unidos da América do Norte - são um negociador de má-fé, e Israel, seu principal associado nesta guerra suja, é comandado por um criminoso de guerra com mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional, o que ameaça fazer da negociação a ser retomada uma não-negociação, um ilusionismo para acalmar o mercado global em crise e dar fôlego ao complexo industrial dos EUA, metido numa guerra muito mais custosa do que calculara a princípio (se é que houve cálculo), e as forças da ocupação israelense, que um alto comandante chegou a anunciar que estavam próximas da exaustão.