![]() |
| Charge: Nando Motta. Instagram: Chico Alencar |
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vulgo Flávio Rachadinha, por crime de calúnia contra o presidente Lula. A decisão foi tomada após uma postagem nas redes sociais em que o pré-candidato do fascismo nativo ataca sem provas o chefe do governo central. Ela atendeu a pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou “indícios de prática criminosa na conduta do senador” do PL.
Em postagem no X (antigo Twitter) em 3 de janeiro de 2026, Flávio Bolsonaro associou Lula a uma série de crimes, incluindo tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e fraudes eleitorais. O primogênito do condenado Jair Bolsonaro ainda vinculou imagens do líder petista ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e escreveu: “Lula será delatado”. De acordo com a Polícia Federal, a expressão faz referência direta ao mecanismo de colaboração premiada e implica na atribuição de crimes sem comprovação.
A PGR sustentou que a postagem apresenta “indícios concretos” de prática criminosa, ao imputar de forma falsa e vexatória a autoria de delitos ao presidente da República, e solicitou imediata apuração. “A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribuem falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao presidente”, avaliou o Ministério Público Federal.
Já o ministro Alexandre de Moraes enquadrou a conduta como crime de calúnia. Ele também destacou que uma eventual pena pode ser agravada por dois fatores: o fato de a ofensa ter sido direcionada ao presidente da República e sua ampla divulgação em rede social, o que amplia o alcance do conteúdo. Na sentença, o ministro do STF determinou o levantamento do sigilo do processo, argumentando não haver justificativa para manter a restrição de publicidade. A Polícia Federal terá prazo inicial de 60 dias para realizar diligências e aprofundar a apuração do caso.
Diante da decisão, a familícia voltou a exibir seu conhecido mimimi vitimista. O criminoso foragido Eduardo Bolsonaro, vulgo Dudu Bananinha, postou dos EUA: “Moraes manda abrir o inquérito, sua Polícia Federal investiga e depois, adivinha quem vai julgar os casos? Ele também. Um jogo de cartas marcadas para não permitir a eleição de Flávio”. Já seu irmãozinho presidenciável, que é todo metido a valentão, mas vive com a diarreia do medo, até já tentou se justificar: “Medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”. Em nota, ele ainda afirmou que a postagem foi feita “sem realizar imputação criminosa direta” contra Lula.

0 comentários:
Postar um comentário