quinta-feira, 9 de julho de 2026

Pix: uma facada no coração do imperialismo

Por Jair de Souza

Na audiência em curso nos Estados Unidos para tratar das questões relacionadas com o tarifaço estipulado pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, um dos temas em pauta tem a ver com o novo sistema de pagamentos adotado com grande êxito por nosso país, o pix.

Os motivos que fazem do pix um terror para os centros de poder dos Estados Unidos vão muito além da já conhecida perda de parte dos ganhos estratosféricos que os megaoligopólios estadunidenses do ramo financeiro vêm abocanhando há bastante tempo.

Se é verdade que as corporações controladoras de cartões de crédito, como Visa e Mastercard, têm sobradas razões para quererem pôr fim ao pix, é importante ressaltar que este não é o único e, nem muito menos, o principal fator de preocupação para os que comandam os destinos do imperialismo gringo.

Pobre Europa, pobre Otan

Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:

A Europa é lenta. Tarda em entender os cenários cambiantes.

Demorou a entender o fenômeno Trump.

Só agora começa a entender que o “America First” é, na realidade, o “American Only”.

Trump não tem aliados verdadeiros. Vê as relações internacionais como um jogo de soma zero. Para que ele ganhe alguma coisa, alguém tem de perder.

Todos os países têm de perder alguma coisa para que os EUA ganhem. Isso se aplica tanto a antigos aliados quanto a adversários ou supostos adversários.

Trump também possui imenso desprezo por instituições plurilaterais e multilaterais de um modo geral. As enxerga como escolhos para uma atuação mais livre dos EUA no cenário planetário e também como sorvedouros inúteis de dinheiro e recursos de Washington.

Sindicato e partido

Por João Guilherme Vargas Netto

O sindicato de trabalhadores e o partido político são duas instituições importantes na prática da democracia. E, por ocasião das eleições gerais, estas duas instituições revelam suas potencialidades e seus limites.

A entidade sindical, no Brasil, representa o conjunto de trabalhadores de uma determinada categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o partido, além de sua influência, não deve utilizar-se do sindicato como “correia de transmissão”.

Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.