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| Desenho por Gemini |
A cloaca burguesa segue jogando sujo para impedir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1, com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. Ela foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda não foi a plenário para as duas votações. Se ficar para depois das eleições de outubro, como já sinalizou o camaleônico presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-Amapá), a proposta pode ser derrotada pelos senadores patronais – tendo à frente a bancada bolsonarista.
Nesse jogo sujo e milionário contra o fim da desumana escala 6x1 algumas figuras sinistras se destacaram – como o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o golpista Paulo Skaff, e o chefão da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Também ressuscitou do esgoto o empresário Luciano Hang, que voltou a promover assédio contra os trabalhadores da sua rede de lojas Havan. Em um vídeo gravado em 29 de agosto, o patético “Véio da Havan” fez terrorismo e ameaçou os funcionários da unidade de Caldas Novas (GO).
Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) é acionada
Segundo reportagem da revista Fórum, “durante o discurso, Luciano Hang afirmou que o fim da escala 6×1 aumentaria os custos da empresa e poderia provocar a elevação de preços. O empresário bolsonarista também afirmou aos funcionários que, caso a jornada fosse reduzida sem alteração salarial, eles teriam de procurar uma segunda ocupação”. O escravocrata também mencionou a possibilidade de os trabalhadores recorrerem a um “subemprego”, sem registro em carteira e sem direitos trabalhistas, como consequência da aprovação da PEC.
Diante de mais esse crime, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o ricaço bolsonarista. O parlamentar pede investigação sobre “assédio eleitoral e abuso de poder econômico”. Segundo a representação, o empresário teria usado o ambiente de trabalho e a relação de dependência dos comerciários para transmitir uma mensagem política ligada às eleições de outubro. O vídeo também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que abriu procedimento para apurar possível assédio eleitoral.
Além do crime de assédio eleitoral, a representação de Lindberg Faria questiona se a estrutura empresarial da rede Havan estaria sendo usada como instrumento de influência política. Entre os pedidos apresentados à PGE estão a obtenção da gravação do evento, registros internos da loja, identificação dos trabalhadores presentes e informações sobre eventuais comunicações corporativas que tenham levado o conteúdo do discurso a outras unidades da Havan.
Ação no Ministério Público do Trabalho
A representação ainda alerta que o episódio de Caldas Novas deve ser analisado dentro de um histórico envolvendo Luciano Hang e a Havan em disputas eleitorais anteriores. O documento cita uma ação civil do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina relacionada às eleições de 2018, em que foi determinado que o fascista Luciano Hang e sua rede se abstivessem de “realizar propaganda política entre os funcionários, de coagir ou influenciar suas escolhas eleitorais”.
Nesse mesmo rumo, a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) anunciou nesta terça-feira (1): “Acabo de acionar o Ministério Público do Trabalho contra Luciano Hang, o Véio da Havan, por mentiras sobre o fim da escala 6×1 e assédio contra os trabalhadores das lojas Havan... Hang reuniu funcionários para espalhar medo e desinformação sobre uma conquista que pode finalmente avançar no Congresso. Mas isso não vai passar em branco. Hang agora precisa responder na Justiça”.

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