segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Por que a Globo não vai se desculpar

Por Jair de Souza

Na inquisitorial entrevista a que foi submetido na Rede Globo no passado dia 27/08/2026, Lula se manifestou dizendo que aquele grupo comunicacional lhe devia um pedido de desculpa pela violenta, intensa e massacrante campanha difamatória que havia desfechado contra ele e seu governo no período marcado pela atuação da quadrilha de bandidos que ficou conhecida como Operação Lava-Jato.

Como agora é sabido, foi durante essa funesta etapa de nossa história recente que alguns dos mais sórdidos crimes de lesa-pátria foram cometidos sob os auspícios do grande capital dos centros imperialistas e com as bênçãos e encorajamento da Rede Globo e do conjunto da mídia corporativa de nosso país.

Eleições: mídia ignora interferência dos EUA

Por João Filho, no site Intercept-Brasil:

O cientista político Celso Rocha de Barros apontou uma obviedade que a grande imprensa tem omitido: essa não será uma eleição normal.

“Será que todo dia a gente não devia tratar do fato que tem uma superpotência que tomou a economia brasileira como refém para exigir que os brasileiros votem no candidato que elas preferem? Eu acho muito esquisito e desconfortável a gente falar dessa eleição como uma eleição normal, que está correndo sob a mais completa normalidade”, refletiu Celso.

A maior potência bélica do planeta enfiou o pescoço na democracia brasileira e já está interferindo nas eleições. O aparato de estado dos Estados Unidos tem sido usado para impulsionar a agenda política de Flávio Bolsonaro, que em troca prometeu entregar as terras raras brasileiras e muito mais.

Venezuela: O maior roubo da história

Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:

Trump acaba de anunciar um dos maiores roubos da história. Talvez o maior.

Seu governo declara que simplesmente se apropriará, de forma desavergonhada, e explorará livremente 65 bilhões de barris de petróleo das reservas da Venezuela. Multiplicado pelo preço do barril de hoje, de cerca de US$ 88, o valor monetário do roubo é de US$ 5 trilhões e 720 bilhões. Não creio que haja registro de um roubo desse calibre trilionário, de uma penada só.

Ressalte-se que não foi anunciado qualquer pagamento dos EUA para explorar essas reservas trilionárias.

Ao contrário do que afirmou um imbecil na televisão, não são “jazidas privadas”.

Em números: Globo favorece Flávio Bolsonaro

Por Jeferson Miola, em seu blog:

Terminei artigo sobre a entrevista do presidente Lula no Jornal Nacional dizendo que “a Globo se condenou a fazer com Flávio Bolsonaro o mesmo tipo de entrevista inquisitorial e policialesca, com perguntas insistentes durante um longo tempo sobre a ficha criminal do gângster”.

Disse ainda que, “se não fizer isso, que seria o mínimo de isonomia jornalística, a Globo assumirá que a entrevista do Lula terá sido uma poderosa peça de propaganda contra sua reeleição”.

A entrevista de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional não deixa dúvidas sobre a escolha da Globo de se perfilar ao lado de Donald Trump, Marco Rubio e Bolsonaros na guerra para impedir a reeleição do Lula.

Os entrevistadores Cézar Tralli e Renata Vasconcellos dispensaram tratamentos distintos ao Lula e a Flávio. Tiveram uma condescendência escandalosa com as omissões, contradições e mentiras deslavadas do gângster-filho.

A culpa do eleitor pela desgraça do Rio

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Há uma espécie de tabu nas forças progressistas segundo o qual não se deve criticar as escolhas do eleitorado. É evidente que suas decisões são soberanas e seu acatamento é o pilar fundamental de qualquer regime que se pretenda democrático.

Como não sou, e jamais serei, candidato a nada, atrevo-me a meter a mão neste vespeiro..

É impossível não ver com perplexidade as seguidas opções dos eleitores do estado do Rio de Janeiro em relação aos ocupantes do Palácio Guanabara.

E pensar que o Rio outrora era visto como a caixa de ressonância do Brasil. Palco de acontecimentos políticos históricos e epicentro das lutas pela redemocratização do país, as convicções progressistas e democráticas da população fluminense acabaram virando pó ao longo do tempo.