domingo, 21 de maio de 2017

Huck apaga as fotos com Aécio. Ingrato!

Por Altamiro Borges

Luciano Huck, o queridinho da TV Globo e “bom-moço” da Veja, é amigão de baladas de Aécio Neves. Ele sempre elogiou sua carreira política e participou de todas as campanhas eleitorais do cambaleante. Uma foto que bombou na internet foi a da sua cara de bebê chorão, de nádega, quando do anúncio da derrota do tucano no pleito presidencial de 2014. Agora, porém, ele simplesmente decidiu deletar todas as fotos com o amigo das suas redes sociais. Uma ingratidão, uma covardia! A notícia foi postada pela jornalista Keila Jimenez, do site R-7. Vale conferir para dar gargalhadas:

Três correntes políticas, dois projetos

Por João Sicsú, na revista CartaCapital:

Nos últimos anos se conformaram três correntes políticas no Brasil, que fazem articulações, propaganda, agitação e tentam formar bases sociais. Mas só há dois projetos. Primeiro, existe o partido da Globo e dos maiores bancos privados com parte do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal. Segundo, o partido integrado pelos políticos fisiológicos e patrimonialistas filiados ao PMDB, PSDB, DEM e a outros penduricalhos menores. E, por último, há a corrente dos partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e movimentos sociais.

A nova encruzilhada política: seis hipóteses

Fortaleza, 21/5/17. Foto: Edgard Góes/Mídia Ninja
Por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

I.

O Brasil foi sacudido, desde a última quinta-feira (18/5), por uma nova série de abalos políticos. O governo Temer, que se empenhava em aprovar as contra-reformas da Previdência e Trabalhista por meio de compra de votos de parlamentares, foi ferido, talvez de morte. Eclodiram, no mesmo dia, manifestações de rua, que cresceram na 6ª feira) e terão um grande teste neste domingo. Elas são a esperança de uma saída democrática. Mas trata-se de algo que ainda precisa ser construído, e exigirá grande esforço.

O protagonismo, no momento, não é das forças que resistem há um ano ao golpe, mas de alguns dos setores que mais se empenharam em consumá-lo e mais têm interesse em aprofundar a agenda de retrocessos a que o país está submetido. Desde quarta-feira à noite, a Rede Globo e a Procuradoria Geral da República afastaram-se do governo Temer e tentam claramente obrigá-lo à renúncia.

A lógica e o timing da Lava-Jato

Recife, 21/5/17. Foto: Movimento Ocupa Estelita
Por Antonio Lassance, no site Carta Maior:

Primeiramente, a crise está de volta às ruas. "Fora, Temer!" e "eleições diretas, já!" são as palavras de ordem.

Para aprovar as diretas, é preciso uma proposta de emenda à Constituição. Uma PEC, mesmo que aprovada a jato, cumprindo rigorosamente a Constituição e o regimento das duas casas do Congresso, demandaria de 4 a 6 meses. A PEC do teto de gastos (PEC 55/2016), aprovada a toque de caixa e com forte pressão do governo Temer, então com amplo respaldo congressual, foi votada em 6 meses.

A organização das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser feita em 70 dias. Esse foi o prazo informado pelo TSE, em 2013, quando se cogitou fazer, às pressas, um plebiscito da reforma política. Mas se essa organização, preventivamente, for feita de forma concomitante à tramitação da PEC das diretas, as eleições poderiam ser realizadas quase imediatamente após a promulgação da emenda. Com sorte e, principalmente, muita pressão popular, teríamos um novo presidente em dezembro de 2018. O eleito governaria por cerca de um ano.

A desobediência sistemática aos golpistas

Por Vladimir Safatle, no Blog da Boitempo:

Devemos obedecer a um governo ilegítimo? Devemos aceitar ordens de quem, de forma explícita, se mostra capaz de servir-se do governo para impedir o funcionamento da Justiça ou para fazer passar leis que contrariam abertamente a vontade da maioria? Essas perguntas devem ser lembradas neste momento. Pois a adesão pontual do povo a seu governo não se dá devido à exigência da lei, mas devido à capacidade dos membros do governo de respeitarem a vontade geral.

Essa capacidade está definitivamente quebrada. Não. Na verdade, ela nunca existiu. Se quisermos ser mais precisos, devemos dizer que apenas se quebrou a última de todas as aparências. O desgoverno Temer não consegue nem sequer sustentar uma aparência de legitimidade. Cada dia a mais desse “governo” é uma afronta ao povo brasileiro. O que nos resta é a desobediência sistemática a todas as ações governamentais até que o “governo” caia.

Temer resiste e bloco da mídia se divide

Por Rodrigo Vianna, em seu blog:

Temer fez um discurso forte neste sábado, e na avaliação deste blogueiro agiu de maneira certeira dentro das circunstâncias que lhe são bastante desfavoráveis.

O presidente mais impopular da história brasileira atacou Joesley safadão, o dono da JBS, mostrando o absurdo de uma delação que permite ao “criminoso” lançar uma série de acusações e ir embora do Brasil tranquilamente sem passar um dia na cadeia.

Mas o ponto central da defesa foi outro. Temer abriu seu pronunciamento citando reportagem da Folha neste sábado, que apontara fortes indícios de que houve edição no áudio da conversa entre Joesley e o presidente. Temer encaminhou ao STF pedido para se paralise a investigação até que uma perícia oficial explique de que maneira ocorreu essa edição.

Povo enfrenta o golpe dentro do golpe

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Três dias depois que a TV Globo deu a impressão de que seria capaz de derrubar o presidente da República com uma simples denúncia no Jornal Nacional, a excitação na cúpula da pirâmide que manda no país desde o golpe de maio-agosto parece ter diminuído.

Verdade que, marcados para este domingo, os protestos "Fora Temer, Diretas-Já", irão retomar a luta necessária em defesa da democracia, no combate a reforma trabalhista e pela defesa da Previdência.

A novidade não se encontra na base da sociedade, cuja mobilização contra Michel Temer e seu governo avança num crescendo desde o carnaval, atingindo seu ápice na greve geral de 28 de abril. A mudança ocorreu na cúpula.

Por que a Globo quer derrubar Temer?

Por Norma Odara Fes, no jornal Brasil de Fato:

Os vazamentos de áudios envolvendo o presidente golpista Michel Temer (PMDB) e Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, foram veiculados em primeira mão pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", por volta das 19 horas da noite desta quarta-feira (17). A principal acusação era de que Temer teria autorizado a compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na prisão. Em seguida, o Plantão da Globo anunciava o escândalo e prometia dar mais detalhes e informações no Jornal Nacional.

Durante a apresentação do jornal, os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos dividiam a escalada (abertura do jornal, elencando as principais notícias) destrinchando a denúncia do jornal impresso. Horas depois, o Jornal da Globo, que encerra a sequência de noticiários do dia da emissora, anunciou que teria duas edições por conta do furo de reportagem.

Lula e Moro nos jornais impressos

Por Patricia Bandeira de Melo e Marcia Rangel Candido, no site Manchetômetro:

Há alguns meses o cenário político brasileiro é tomado por uma instabilidade aguda: inúmeras denúncias de corrupção afetam os cargos executivos mais altos do país e são mobilizadas em um espetáculo midiático que, mais do que fomentar a contestação do sistema e a expansão da democracia, inspira a ampla descrença na política e incide de maneira desigual sobre os atores envolvidos.

Embora a recente divulgação de áudios que explicitam a participação do peemedebista Michel Temer e do líder do PSDB Aécio Neves em atividades ilícitas tenha caracterizado uma curva nos enfoques dominantes na cobertura dos jornais e noticiários na última semana, a observação de um recorte temporal mais extenso permite afirmar que dois outros personagens aparecem em cena com frequência notável: Luis Inácio Lula da Silva e Sérgio Moro. A constante vinculação do ex-presidente às investigações da Operação Lava Jato e o papel de liderança que o juiz federal do Paraná exerce como condutor dos processos são algumas das justificativas que podem ser aventadas para a intensa repercussão de suas imagens na grande imprensa. A representação dos dois, contudo, mais do que espelhar suas distintas atividades, padece de um viés claramente contraposto, no qual uma figura é negativamente associada à presunção de culpa – Lula, enquanto a outra à personificação de uma justiça ilibada – Moro.

Temer tenta sair da areia movediça

Por Jeferson Miola

No segundo pronunciamento desde a detonação da crise que pode ser terminal para seu governo, Temer faz como o desesperado que está chafurdado na areia movediça: se agarra ao próprio cabelo, na vã ilusão de conseguir sair do atoleiro.

Ele fez um discurso enérgico, incisivo e juridicamente bem orientado. Temer embarcou no barco oferecido pelo PSDB através da Folha e do Estadão – em contradição com a Globo, que pede a rápida renúncia dele – para questionar a autenticidade dos áudios com o empresário Joesley Batista e acusar fraude nas gravações.

Centrais lideram 'marcha decisiva' a Brasília

Por Vitor Nuzzi, na Rede Brasil Atual:

De "fôlego novo" após as denúncias que, na avaliação das entidades, enfraqueceram o governo e causaram baixas na base aliada, as centrais sindicais esperam mobilizar ao menos 80 mil pessoas na próxima quarta-feira (24), em Brasília, em marcha unificada contra as reformas. Mesmo que os relatores tenham anunciado a suspensão do andamento das reformas da Previdência e trabalhista, sindicalistas querem pressionar o Congresso por uma nova agenda. Em reunião na tarde de hoje (19), na sede da CTB, em São Paulo, eles discutiram também a participação nos atos de domingo (21) pelo país, contra o governo e por eleições diretas.

Carta gentil a um rotweiller arrependido

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Caro Reinaldo Azevedo,

Acompanho, por obrigatório, o que você escreve em seu blog e não deixo de reconhecer que, ainda que rotweiller, como alguém diverso da matilha que antagoniza a democracia e a legalidade.

Por isso – é claro que você se apercebeu – que, ainda para continuarmos no reino animal, o “cría cuervos que te sacarán los ojos” é algo que descreve muito bem o que se passa com o serpentário que – nisto não te perdoo e você, talvez, se arrependa – que foi cevado no ódio da inaceitação do resultado eleitoral.

A explosiva delação da JBS contra Temer

Do site Vermelho:

"Parte do grupo está preso, parte está no poder", afirmou às autoridades Joesley Batista, dono da JBS, sobre os líderes do PMDB na Câmara que comandavam o esquema de propinas com sua empresa. A emblemática frase deixa claro como a relação umbilical entre Michel Temer, a parte do grupo "no poder", e Eduardo Cunha, deputado cassado e integrante do núcleo que "está preso", não foi rompida com a ascensão do atual presidente da República.

Em seu depoimento aos investigadores da Operação Patmos, Joesley detalha o encontro com Temer em 7 de março. As declarações do empresário, registradas em vídeo, ajudam a contextualizar o conteúdo do áudio divulgado na quinta-feira (18), repleto de trechos inaudíveis ou supostamente editados.

A hora e a vez das Diretas-Já!

Av. Paulista, 21/5/17. Foto Marcia Zoet/Jornalistas Livres
Do site da Consulta Popular:

1. A revelação da delação dos empresários da JBS na qual se apresenta uma gravação em que o golpista Michel Temer avaliza a continuidade de uma mesada para pagar pelo silêncio de Eduardo Cunha na prisão aprofunda as contradições no interior do campo de forças que patrocinaram o golpe e o ilegítimo governo Temer.

2. Esta contradição tem se expressado numa acirrada disputa pela direção política do golpe que envolve de um lado a Rede Globo e os setores politicamente ativos do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do judiciário (estrato jurídico político); do outro, a direita partidária (principalmente PSDB e PMDB) enquanto forças politicamente majoritários do legislativo federal e no poder executivo.

Derrocada dos golpistas favorece Lula e Dilma

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Quem apoiou explicitamente o golpe de Estado encetado definitivamente contra o governo legítimo de Dilma Rousseff em 30 de agosto do ano passado, não irá dar o braço a torcer. Mas essas pessoas sabem da verdade: houve, sim, um golpe no Brasil; e, sim, Dilma era inocente.

Mas não é só isso. Lula também ganhou muito, nesse episódio. Finalmente as pessoas começam a entender o que é PROVA suficiente para condenar alguém. E que, quando a pessoa é culpada, é difícil esconder essa culpa.

Comecemos por Lula. A vida desse homem já foi revirada de todas as formas possíveis e imagináveis. Sua residência, seu escritório, suas contas bancárias, seus telefonemas, seus e-mails…