terça-feira, 4 de abril de 2023

Embratur virou cabide de emprego bolsonarista

Charge: Son Salvador
Por Altamiro Borges


Com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), o site Metrópoles revelou nesta segunda-feira (3) que a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) virou um cabide de emprego de fascistas durante o covil de Jair Bolsonaro. “Ela chegou a desembolsar R$ 327.297 mensais para arcar com os salários de 16 funcionários indicados por lideranças do bolsonarismo”.

Felizmente, a mamata da extrema-direita acabou. Todos os apadrinhados do “capetão” foram demitidos entre os dias 30 de dezembro de 2022 e 30 de janeiro deste ano pelo órgão agora presidido pelo ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ). A reportagem dá os nomes dos aspones defenestrados.

“Entre os beneficiados estavam amigos da família Bolsonaro. O ex-secretário da Pesca Jorge Seif, hoje senador pelo PL de Santa Catarina, emplacou a mulher, Catiane Seif, em um dos cargos de maior salário na agência. Ela foi contratada como coordenadora, em janeiro de 2020, e recebeu uma promoção para assumir uma gerência em 4 de novembro daquele ano, cujo salário é de R$ 25.767,50”.

As boquinhas dos militares

Outra pendurada no cabide foi Maria das Dores Pereira, mulher do tenente Mozart Pereira – um dos assessores mais próximos do ex-presidente. “Ela também foi alocada como gerente na Embratur. Ela tinha sido assessora de Eduardo Bolsonaro e foi contratada para a função na Embratur em 17 de janeiro de 2020”. Já o patético Mario Frias, o ex-secretário de Cultura do fascista, levou o cunhado para uma das coordenadorias da agência. “Contratado no dia 5 de agosto de 2021, Christiano Camatti recebia R$ 18.375,37 mensais”.

O site Metrópoles ainda fala das várias boquinhas dos milicos – sempre eles, hoje tão desmoralizados. “Outros funcionários que integravam o cabidão chegaram à Embratur por indicação de militares bolsonaristas e do ex-ministro do Turismo Gilson Machado. Na cota dos militares estavam o tenente Luis Henrique Almeida, o coronel Fernando Jorge Paranhos e o major-brigadeiro Maurício Ribeiro Gonçalves, entre outros nomes da reserva”.

Já Gilson Machado indicou Gentil Venâncio, Alberto Cassiano, Francisco Serejo e Eline Barbosa para cargos de coordenação e gerência. Ele foi presidente da Embratur entre 2019 e 2020. No apagar das luzes do desgoverno de Jair Bolsonaro, o pegajoso bajulador foi renomeado para a chefia da agência, no dia 18 de novembro do ano passado, mas acabou exonerado em 13 de janeiro deste ano.

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