quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Vox Populi confirma arrancada de Dilma

Por Altamiro Borges

O instituto Vox Populi divulgou na manhã desta quarta-feira (10) o resultado de mais uma rodada de pesquisa sobre a sucessão presidencial. Ela confirma que a presidenta Dilma Rousseff voltou a crescer nas intenções de voto; que o “furacão” Marina Silva perdeu intensidade; e que Aécio Neves, coitado, virou pó! Segundo o levantamento, encomendado pela revista CartaCapital, a petista abriu uma vantagem de oito pontos sobre a candidata-carona do PSB no primeiro turno – 36% a 28%; já o cambaleante tucano obteve apenas 15%. A outra boa notícia para a atual ocupante do Palácio do Planalto é que a simulação do segundo turno apontou empate técnico com a ex-verde – 41% a 42%.

Quando a propaganda tem razão

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A reação negativa diante da propaganda de Dilma que denuncia a independência do Banco Central só se explica pelas razões da pequena política. O anúncio tem razão de ser e estimula um debate indispensável depois que Marina Silva se comprometeu com a medida na campanha.

Vamos deixar o estilo de lado, que talvez seja um tanto sombrio demais. O tom é panfletário? Sem dúvida - mas estamos falando de propaganda, certo? Também podemos dizer, avaliando o roteiro com um tom um pouquinho pedante na voz, que o problema das relações entre os bancos privados, os governos de cada país e a prosperidade das famílias “é mais complexo” do que se vê na tela.
Vamos combinar: quando fica difícil sustentar uma divergência frontal, sempre se pode dizer, a respeito de qualquer coisa, que ela é “mais complexa” do que parece - até um exercício de matemática elementar do ensino fundamental.

Dilma e Marina miram nos banqueiros

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Enquanto Aécio Neves, já fora do jogo, com seu embotado discurso udenista contra a corrupção, tenta surfar na onda nas denúncias da "delação premiada", Dilma e Marina, as duas candidatas que vão disputar o segundo turno, resolveram virar suas baterias contra os banqueiros.

"Dilma criou a bolsa banqueiro", disparou Marina Silva em Betim, Minas, na manhã desta terça-feira, tentando aplicar uma vacina no bombardeio que já se desenhava no horizonte. "Nunca os banqueiros ganharam tanto como em seu governo".

A prova do pudim dos presidenciáveis

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Historicamente, o grande embate econômico em um país se dá em torno do orçamento. Políticos populistas tratarão de utilizá-lo para atender às suas demandas de curto prazo; movimentos sociais disputarão recursos para as políticas sociais; empresários disputarão seu pedaço através de subsídios; mercadistas através dos juros da dívida pública.

Marina assume agenda dos banqueiros

Editorial da Revista do Brasil:

A adesão do mercado financeiro à candidatura de Marina Silva foi instantânea. E o programa do PSB, já com a candidata na cabeça de chapa após a morte de Eduardo Campos, torna nítida essa aliança em temas relacionados a mercado de trabalho, direitos dos trabalhadores e condução da economia. Diz o programa de Marina: “A terceirização de atividades leva a maior especialização produtiva, a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas”. É essa a linguagem utilizada pelas empresas e bancos quando substituem seus quadros de funcionários por serviços terceirizados para economizar com salários e direitos e desorganizar categorias.

Por que Aécio vai mal em Minas?

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Em terceiro lugar nas pesquisas para presidente, Aécio Neves está amargando um resultado frustrante em seu berço político.

De acordo com o último Datafolha, ele aparece, em Minas Gerais, com 22% das intenções de voto, atrás de Marina Silva (27%) e de Dilma Rousseff (com 35%, em primeiro lugar).

Um teste de credibilidade da mídia

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/
Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Em períodos eleitorais como o que atravessamos, pode-se observar com mais clareza a pobreza do solo em que a imprensa hegemônica faz suas colheitas de notícias. Na entressafra de pesquisas de intenção de voto, predomina o jornalismo declaratório, que tenta transformar em informação relevante qualquer coisa que brote desse deserto de ideias.

Homenagem aos tuiteiros perseguidos

O vitorioso plebiscito da Constituinte

Editorial do jornal Brasil de Fato:

As urnas estão sendo apuradas e ainda não é possível saber o total de votos obtidos. De qualquer forma, os percentuais já apurados permitem afirmar a estrondosa vitória dos que defendem a constituinte exclusiva. E, uma informação é certa, a mobilização surpreendeu até os mais otimistas.

O Plebiscito Popular da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político produziu uma unidade entre as forças sociais e populares que não se via desde a campanha contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), comprovando a força desta proposta no atual momento histórico.

As 13 razões para reeleger Dilma

Por Frei Betto, no site da Adital:

1- Apesar das mazelas e contradições do PT e do atual governo, votarei em Dilma para que se aprimorem as políticas sociais que, nos últimos 12 anos, tiraram da miséria 36 milhões de brasileiros.

2- Votarei para que o Brasil prossiga independente e soberano, livre das ingerências do FMI e do Banco Mundial, distante dos ditames da União Europeia e crítico às ações imperialistas dos EUA.

A contraofensiva de Dilma Rousseff

Por José Reinaldo Carvalho, no site Vermelho:

Foi imediata, aguda, contundente, certeira e eficaz a contraofensiva da campanha da presidenta Dilma Rousseff diante da onda de mentiras desencadeada nas últimas semanas pelas candidaturas oposicionistas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), cada vez mais identificadas com posições reacionárias, direitistas, neoliberais e conservadoras.

Aécio, Alckmin, Serra e os 'propineiros'

Por Antonio de Souza, no blog Viomundo:

Pelo menos desde 2006, sistematicamente, a mídia e grupos de direita têm lembrado aos eleitores que havia na chapa do PT os chamados “mensaleiros”, denominação equivocada, visto que não se provou pagamentos mensais e sequer a Justiça anulou a votação da Previdência, uma das que teriam sido influenciadas pelo suposto “mensalão”.

Dilma cresce, Marina cai. Aécio foi-se!

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Os resultados do Ibope divulgados agora à noite confirmam o pior dos mundos – nas condições atuais – para a direita.

Dilma não apenas mantém a solidez de sua candidatura como cresce.

Marina assinala o fim a “onda” e cai, aqui no Rio de forma significativa.

Aécio Neves desfaz-se como uma pedra de gelo sob o sol.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Reinaldo Azevedo vai criar galinhas?

Por Altamiro Borges

A derrota dos tucanos nas eleições de 2010 fez o jornalista-anta Diogo Mainardi deixar sua coluna na revista Veja e sair do Brasil. Como é de família rica, ele optou por gozar o seu autoexílio em Veneza, na Itália. É mais chique! Agora, outro “calunista” da Veja também pode jogar a toalha. Na sexta-feira (6), Reinaldo Azevedo postou em seu blog: “Ainda não chegou a hora de eu ir criar galinhas, mas a tentação é grande”. Tem menos glamour, mas não deixa de ser uma opção de fuga! Afinal, o pitbull da Veja está angustiado com os desdobramentos da campanha eleitoral Além disso, o Grupo Abril, o galinheiro imundo onde ele presta seus serviços, está em crise e o clima não deve estar bom.

Veja não ressuscita Aécio. Coitado!

Por Altamiro Borges

A pesquisa MDA/CNT divulgada nesta terça-feira (9) bagunçou todas as apostas eleitorais. Alguns achavam que o “furacão” Marina Silva poderia vencer a disputa já no primeiro turno. Erraram. Os jornalistas mais honestos, como Ricardo Kotscho, fizeram autocrítica desta leitura precipitada. Outros colunistas, com intimas ligações com o tucanato, torceram para que Dilma desabasse. Também se deram mal. Mas o dado mais cruel da pesquisa é sobre o desempenho de Aécio Neves. A mídia tucana apostou que a “delação premiada e premeditada” de um ex-diretor da Petrobras, obrada pela revista Veja, poderia ressuscitar o presidenciável do PSDB. A pesquisa, porém, mostra que o cambaleante, de fato, virou pó!

Aécio, o censor: cadê o antidoping?

Por Antônio Mello, em seu blog:

Processo de Aécio contra 'tuiteiros' é pura incompetência, desprezo à liberdade de expressão e até possível vendetta!

O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) acionou o Twitter na Justiça de São Paulo para descobrir dados cadastrais e registro eletrônico de 66 usuários da rede social apontados como supostos integrantes de uma "rede virtual de disseminação de mentiras e ofensas". Na ação, o tucano sugere que os usuários seriam pagos para compartilhar ataques e usariam robôs para publicar conteúdo negativo sobre ele.

O Brasil que você não vê na TV privada

Por Luana Bonone, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Enquanto a televisão comercial brasileira escolhe concentrar a cobertura eleitoral na agenda de candidatos e nos resultados de pesquisas de intenção de votos, há TVs públicas e estatais, dentro e fora do Brasil, realizando debates que dão conta de maneira muito mais interessante da realidade e dos possíveis rumos. Então por que a TV pública não tem audiência no Brasil?

Por que voto em Dilma Rousseff

Por João Brant, em seu Facebook:

Eu teria muitos motivos para não votar em Dilma: seu governo é mais conservador do que eu gostaria, houve poucas tentativas articuladas para mudar a cultura política do país e sua interlocução com a sociedade é muito limitada. No meu tema histórico de atuação, a comunicação, permaneceu tudo como dantes, sem nenhum esforço real para incidir sobre um sistema de mídia concentrado e conservador. Na cultura, houve retrocessos notáveis em relação ao governo Lula.

Tuiteiros homenageiam o censor Aécio

Política externa: As escolhas de Marina

Por Mauro Santayana, em seu blog:

A política, assim como o futebol, é uma caixinha de surpresas.
 
Lembrando isso, recomenda-se avaliar com atenção as que, parece, pode estar nos reservando a agora candidata do PSB à Presidência da República.
 
Marina Silva precisa tomar cuidado para não querer ser “mais realistas que o rei” com relação ao “mercado”. Uma entidade etérea, inefável, incongruente e contraditória, alçada, pela incompetência estratégica dos últimos governos, e vontade de parcela da mídia convenientemente azeitada para fazê-lo, a invisível fiador, diríamos quase um condutor, do processo político brasileiro.