Por Altamiro Borges
A crise sistêmica do capitalismo, que frustra a sociedade e abala a credibilidade das instituições democráticas, segue impulsionando a extrema direita pelo mundo. Ela ganha força em todas as regiões, seja nos EUA com o “imperador” Donald Trump, na Argentina com “El Loco” Javier Milei ou na Europa, com o crescimento de partidos neofascistas na Alemanha (AfD), Espanha (Vox) ou Portugal (Chega). Na semana passada, esse fenômeno maligno também se manifestou no Japão.
O partido Sanseito, fundado em 2020 pelo ex-militar Sohei Kamiya, elegeu 14 senadores e virou uma das maiores forças políticas do país. Com o slogan “Japão em primeiro lugar”, a legenda saiu da condição de sigla marginal para ocupar um espaço central no Legislativo, desafiando o domínio do tradicional Partido Liberal Democrata (PLD). O partido explorou o descontentamento do povo com a prolongada crise econômica e centrou sua campanha no ódio aos imigrantes.


