sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Mendonça censura vídeo de Flávio com Vorcaro

Imagem gerada por Pippit
Por Altamiro Borges


Tratado como “pixuleco eleitoral” na tensa sessão do Supremo Tribunal Federal desta semana, André Mendonça não esconde mais que está em plena campanha para eleger o filhote de Jair Bolsonaro, a quem serviu como ministro da Justiça e foi indicado para o STF. Como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele determinou agora a exclusão de um vídeo feito com Inteligência Artificial (IA) que ligava o candidato Flávio Bolsonaro (PL) ao mafioso Daniel Vorcaro.

O conteúdo foi postado nas redes sociais e mostra o senador dançando diante da fachada do Banco Master banhado por cédulas de dinheiro. Na sequência, Flávio Rachadinha, como também é conhecido, é exibido sendo algemado por agentes da Polícia Federal em uma encenação de prisão em flagrante. Ao censurar o vídeo, o “terrivelmente evangélico” argumentou que a peça reproduzia as fisionomias do presidenciável “com aparência fotorrealista e as insere em cenário visualmente plausível, mantendo características próprias de registro audiovisual real”.

TH Joias vira réu por ligação com o CV

TH Joias, Gutemberg Fonseca, Rodrigo Bacellar
e Flávio Bolsonaro. Divulgação
Por Altamiro Borges


Outro baque na campanha de Flávio Bolsonaro, vulgo Flávio Rachadinha (PL), no Rio de Janeiro – o território dos milicianos bolsonaristas. Na semana passada, o ex-deputado estadual Thiago Raimundo de Oliveira Santos, mais conhecido como TH Joias, virou réu na Justiça Federal por envolvimento com o Comando Vermelho (CV), maior facção criminosa do estado.

Como relembra reportagem da Agência Brasil, “TH Joias foi preso em setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção. À época, ele ocupava mandato como suplente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Após a prisão, o titular voltou à Alerj, e TH Joias deixou de ter mandato”.

Os resultados da cúpula dos Brics na Índia

Delegação dos Estados-membros do BRICS em Nova Deli.
Foto: Alexander Kazakov/Sputnik
Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Os líderes dos Brics reuniram-se há pouco em Nova Delhi para sua cúpula anual. Não por acaso, o evento atraiu atenção mundial. Os Brics constituem um dos principais mecanismos internacionais atualmente existentes, já superando em importância e efetividade dois grupos do mesmo tipo, mais antigos – o G7 e o G20.

O peso dos Brics decorre da dimensão dos seus integrantes. Dele fazem parte, os dois países mais populosos do planeta (Índia e China); três dos cinco maiores países em extensão territorial (Rússia, China e Brasil); e cinco das maiores economias do mundo (China, Índia, Rússia, Indonésia e Brasil). Outra característica marcante – o grupo inclui os três países que estão em confrontação com o Ocidente coletivo – a China, a Rússia e o Irã. A movimentação dos Brics é acompanhada com preocupação em Washington e nas capitais europeias. Donald Trump já ameaçou os Brics diversas vezes, tentando assustar os integrantes mais medrosos ou mais vulneráveis do grupo.

Pé no chão e bola na rede

Imagem gerada por Pippit
Por João Guilherme Vargas Netto


Por mais que a torcida afogueada grite, o jogador deve por a bola no chão e chutar a gol.

Isto se refere especificamente aos dirigentes sindicais que, embora absorvidos e preocupados como todos nós pelos embates no STF, devem sobretudo se preocupar, com urgência e pressa, com as eleições e trabalharem pela vitória dos candidatos favoráveis aos trabalhadores e às trabalhadoras e ao movimento sindical.

Agora já se pode, com toda certeza, escrever a “cola” completa para o dia das eleições: candidato a deputado federal (quatro algarismos), candidato a deputado estadual ou distrital (cinco algarismos), primeira candidatura ao Senado (três algarismos), segunda candidatura ao Senado (três algarismos), governador de Estado (dois algarismos) e presidente da República (dois algarismos).

A crise no STF e a disputa eleitoral

André Mendonça, o 'pixuleco eleitoral'

Crimes digitais, democracia e segurança