terça-feira, 21 de abril de 2026

Pesquisas apontam aumento da rejeição a Trump

Charge: Fahd Bahady/Cartoon Movement
Por Altamiro Borges


Duas pesquisas divulgadas nesta semana confirmam que a popularidade de Donald Trump – que a mídia vira-lata brasileira evita chamar de “ditador-pedófilo” e de “imperador genocida” – está em queda vertiginosa nos Estados Unidos. Segundo levantamento da Reuters/Ipsos, publicado nesta terça-feira (21), ela atingiu o nível mais baixo desde a sua posse, em janeiro do ano passado – 62% rejeitam o 47º mandatário ianque e apenas 36% aprovam sua gestão. Já a pesquisa da NBC News, divulgada um dia antes, indicou que 37% dos estadunidenses aprovam a gestão do aloprado e que 63% desaprovam – sendo que 50% manifestam forte rejeição.

Flávio Bolsonaro é o alien da extrema-direita

Imperium. Arte de Doug Braithwaite
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Leiam esse texto escrito com candura por Dora Kramer e publicado na Folha nessa segunda-feira:

“O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) faz jus ao histórico de respeito à legalidade em derrotas anteriores quando diz que, se perder, nada lhe cabe a não ser aceitar o resultado. O principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), sinaliza só aceitar como legítima a vitória, mas a prisão do pai confere ao discurso o tom de bravata desprovida de lastro na realidade”.

Vamos repetir: Flávio só aceitaria a própria vitória (faltou a palavra própria no texto), mas isso nada significa, porque seria apenas bravata. Como fez o pai dele. É o que dia jornalista.

Dora Kramer não sabe, porque não acompanhou, por distração, todo o processo contra os golpistas, até a condenação dos chefes da trama.

O campo minado das pesquisas eleitorais

Reprodução
Por Bepe Damasco, em seu blog:


1) Antes de tudo, é importante esclarecer que este texto não tem o propósito de valorizar pesquisas eleitorais favoráveis e execrar as que não trazem boas notícias para o campo popular e democrático. Apenas pretende contribuir modestamente para a separação do joio do trigo, alertando para as armadilhas, falhas e manipulação política e midiática presentes em várias pesquisas de intenção de voto.

2) O alarmismo verificado em uma parte da esquerda não é proporcional ao que apontam as pesquisas. Primeiro porque esses levantamentos não mostram Lula sendo derrotado, mas sim em uma situação empate técnico na liderança da corrida presidencial.

3) Isso no segundo turno, o que significa colocar o carro na frente dos bois. Uma coisa de cada vez. Se ainda faltam cerca de seis meses para a realização da eleição, a pesquisa que vale é a do primeiro turno. E nessa Lula ainda está na frente nas sondagens de todos os institutos. Como priorizar o resultado de pesquisas de segundo turno sem saber o que vai acontecer no primeiro turno, que percentual de votos os dois finalistas obterão, além de suas performances, acertos e erros?

domingo, 19 de abril de 2026

Wagner Moura processa o caluniador Malafaia

Charge: Nando Motta
Por Altamiro Borges


Na semana passada, o site de entretenimento Splash revelou que o premiado ator Wagner Moura entrou com um processo na Justiça do Rio de Janeiro contra o mercenário da fé Silas Malafaia. Ele cobra R$ 100 mil em indenização contra as calúnias do ricaço dono da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A ação judicial foi instalada após o “pastor” disparar xingamentos nas redes sociais no período do Oscar-2026, quando o protagonista do filme “O agente secreto” foi indicado ao prêmio na categoria de melhor ator.

“Em sua conta no X, o antigo Twitter, Malafaia falou sobre artistas que se beneficiam do dinheiro público. Ele escreveu: ‘Legal é ver esquerdopatas defendendo artistas que mamam grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto. Cambada de alienados’. Vale lembrar que a Lei Rouanet não financia longas-metragens. Pela lei, o mecanismo atende produções cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e ações de preservação e difusão do acervo audiovisual”, esclarece o site.

Morte da equipe da Band e o trabalho precário

repórter Alice Ribeiro e o cinegrafista Rodrigo Lapa. Reprodução
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira passada (15), a repórter Alice Ribeiro e o cinegrafista Rodrigo Lapa foram vítimas de um trágico acidente de carro na rodovia BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ambos faleceram – ele morreu no local e ela ainda foi levada ao hospital, mas teve morte cerebral confirmada no dia seguinte. Os profissionais da Band retornavam de uma cobertura jornalística. Quem dirigia o veículo era o próprio cinegrafista, em um típico “desvio de função”, segundo nota da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais.

Quando o desgaste enseja o fim de um ciclo

O Grito, 1893, Edvard Munch
Por Roberto Amaral

Na mecânica estrutural, a chamada “fadiga de materiais” designa o processo mediante o qual um corpo, submetido a solicitações cíclicas, não colapsa de imediato, mas desenvolve, progressivamente, microfraturas até que, subitamente, se rompe. O decisivo não é o excesso momentâneo de carga, mas a repetição prolongada de esforços menores, inclusive de determinados valores-limite suportáveis. Daí rupturas radicais. A este processo alia-se a degradação das propriedades mecânicas do material.

Certos períodos da vida política da humanidade são marcados por longos momentos de desgaste, às vezes imperceptíveis, que se resolvem mediante alternativas que, conhecendo a ruptura, se operam como um simples desenvolvimento das forças sociais.

Tiradentes e a eleição presidencial acirrada

Foto: Ricardo Stuckert
Editorial do site Vermelho:


Toda vez que o Brasil se encontra sob pesada ameaça à sua condição de país soberano, vem como luz a frase emblemática do jornalista Barbosa Lima Sobrinho, destacado brasileiro, que se reporta ao confronto recorrente entre os traidores da pátria e os verdadeiros patriotas, sintetizados nas figuras de Tiradentes e Silvério dos Reis. Em 1964, esse antagonismo se estampou na contenda entre o presidente João Goulart e os generais golpistas, em conluio com os Estados Unidos. Em 1984, na batalha final que pôs abaixo a ditadura militar, Tancredo Neves, da frente ampla democrática, versus Paulo Maluf, do decrépito regime entreguista e ditatorial.

Dez anos do golpe que derrubou Dilma

Por Jeferson Miola, em seu blog:

É do cientista político português Miguel Sousa Tavares a definição mais apropriada sobre o acontecimento pavoroso na Câmara dos Deputados em 17 de abril de 2016, há 10 anos.

Sousa Tavares definiu mais que um evento. Na verdade, explicou a natureza delinquencial das classes dominantes quando estão em jogo a democracia e o reseito às regras do Estado de Direito.

Ele disse: “Gosto muito do Brasil e sigo a cena política brasileira há muitos anos, desde a eleição do Tancredo, que foi indireta, e devo dizer que nunca vi o Brasil descer tão baixo quanto o que se passou no Congresso brasileiro. Ultrapassa tudo que é discutível, não existe. Foi uma assembleia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha fazendo a destituição de uma presidente sem qualquer base jurídica nem constitucional para tal, mas sobretudo com uma falta de dignidade que até diria que é de arrepiar. Bandalheira tudo aquilo, um deputado que se atreve a elogiar o coronel Brilhante Ustra, que é um torturador da ditadura militar”, referindo-se a Jair Bolsonaro.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

PF investiga Flávio Bolsonaro por caluniar Lula

Charge: Nando Motta. Instagram: Chico Alencar
Por Altamiro Borges


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta semana a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vulgo Flávio Rachadinha, por crime de calúnia contra o presidente Lula. A decisão foi tomada após uma postagem nas redes sociais em que o pré-candidato do fascismo nativo ataca sem provas o chefe do governo central. Ela atendeu a pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou “indícios de prática criminosa na conduta do senador” do PL.

A Lava-Jato 2 e o custo da memória curta

Charge: Fredy Varela
Por Luis Nassif, do jornal GGN:

A Lava Jato 2 tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida – e a ingenuidade política do governo também. Bastou articular para colocar um Ministro do Supremo Tribunal Federal aliado no controle da operação, montar um pacto com a banda lavajatista da Polícia Federal, articular vazamentos políticos com jornalistas lavajatistas. A desvantagem é que a tecnologia de manipulação da opinião pública é conhecida. Assim como o desfecho da operação.

Esse reconhecimento impediu a unanimidade imbecilizante que acometeu a mídia na Lava Jato 1. A cobertura rachou. De um lado, os que endossaram a armação do senador Alessandro Vieira no relatório da CPI do Crime Organizado — a banda mais desinformada e serviçal da grande imprensa, que saiu de uma investigação sobre facções e milícias com a proposta de indiciar três ministros do STF e o Procurador-Geral da República, sem tocar em Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel ou Roberto Campos Neto. Do outro, jornalistas que participaram da Lava Jato 1 e agora, com a experiência que só o arrependimento ensina, se recusam a repetir o erro.

A guerra contra os mentirosos e o fascismo

Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, ao lado
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert
Por Moisés Mendes, em seu blog:


A capacidade de síntese de Lula avisa o que vem aí. “Esse vai ser o ano da verdade contra a mentira”, disse Lula na entrevista dessa semana a Leonardo Attuch, Renato Rovai e Kiko Nogueira, editores do Brasil 247, da Fórum e do DCM.

Essa não é uma eleição em que o que se torna mais visível é a defesa dos interesses da maioria versus o herdeiro do pai que negou vacina na pandemia e levou os pobres às filas do osso.

Não é possível confrontar, pela precariedade do adversário, programas de governo, ideias e valores quase sempre presentes numa eleição. Mas é possível dizer que um candidato diz a verdade e o outro, pela índole da família e da facção política a que pertence, dissemina fake news.

Garantir o protagonismo dos trabalhadores

Por João Guilherme Vargas Netto:

Seria muito bom que a uma palavra de ordem o movimento sindical se manifestasse em resposta, de maneira unânime e rápida, executando as tarefas compatíveis.

Mas isto seria o mundo ideal e na realidade as coisas não são assim.

No mundo real a organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras tem que ser, a todo momento, trabalhada pelos dirigentes que realizam as negociações de praxe, reforçam a sindicalização e buscam estreitar os vínculos unitários exigidos para os êxitos das reivindicações e propostas.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

O sindicalismo na disputa eleitoral de 2026

Ilustração: Gilberto Maringoni
Do site do Centro de Estudos Barão de Itararé:


Estão abertas as inscrições para o ciclo de oficinas “O movimento sindical na disputa eleitoral de 2026 – Como atuar em defesa da democracia e dos direitos sociais e na disputa de ideias e valores”, organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé. A atividade será realizada entre os dias 5 e 21 de maio, com duas aulas semanais em formato online.

A iniciativa propõe um espaço de formação voltado a dirigentes, comunicadores sindicais e militantes que atuam com instrumentos de comunicação, especialmente nas redes sociais. O objetivo é qualificar a intervenção no cenário eleitoral, marcado pela contraposição entre um projeto comprometido com a soberania nacional, o desenvolvimento e a ampliação de direitos e outro orientado pelo desmonte do Estado, pela fragilização das políticas públicas e pela retomada de um processo de regressão social e civilizatória.

Os crimes ambientais do capitalismo

Foto: Evaristo Sá/AFP
Por João Pedro Stédile, no site A terra é redonda:


Em tempos de crise do sistema capitalista, há uma ofensiva do capital que corre para se apropriar dos bens da natureza, como minérios, petróleo, agua, florestas, terras, biodiversidade. Esses bens não têm valor, mas ao se transformar em mercadorias garantem uma renda extraordinária fantástica

Todos os dias a imprensa divulga os crimes ambientais que acontecem em todo Brasil, na America Latina e no mundo. Esses crimes colocam a vida humana e de milhares de seres vivos – animais, vegetais e bactérias, em risco, em todo planeta. Todos dias pessoas morrem, por seca, aquecimento global, poluição, enchentes e vendavais.

As evidências estão em todo o planeta. Já atingimos o aquecimento global de 1,5% acima da média, e quando chegarmos a 3% não haverá retorno. Os mares subirão, cidades serão inundadas de forma permanente. As mudanças climáticas já afetam a produçao agrícola e o abastecimento de agua potável. Na última década, 750 mil pessoas morreram de calor, na rica Europa. Milhões de pessoas tiveram que migrar ou foram desalojados.

O terrorismo eleitoral com as pesquisas

Foto: Ricardo Stuckert
Por Jeferson Miola, em seu blog:

Criou-se um clima de suspense prévio em torno da pesquisa Datafolha divulgada no último sábado, 11 de abril, com uma expectativa antecipada de que traria novidades bombásticas para a reeleição do presidente Lula.

Os resultados não animam o governo, por óbvio. Porém, os números nem de longe justificam a animação de setores anti-Lula que usam pesquisas para a prática de terrorismo eleitoral e pânico político.

Nesta mesma época de 2022, no mês de março daquele ano, o mesmo instituto Datafolha publicou pesquisa na qual 48% das pessoas reprovavam o governo Bolsonaro e apenas 25% aprovavam. No entanto, em outubro, Bolsonaro perdeu por apenas 1,8% de diferença.

domingo, 12 de abril de 2026

Trump e Bolsonaro são derrotados na Hungria

Péter Magyar, do partido Tisza.
Foto: 
Balint Szentgallay/Gettyimages.ru
Por Altamiro Borges


Um dos principais ídolos da extrema-direita mundial, o truculento Viktor Orbán, sofreu uma dura derrota nas eleições parlamentares deste domingo (12). Após 16 anos de regime fascistoide, que serviu de inspiração para o “imperador pedófilo” Donald Trump, o miliciano Jair Bolsonaro e o “Loco” Javier Milei, seu partido, o Fidesz, obteve apenas 55 das 199 cadeiras do parlamento que escolherá o novo primeiro-ministro do país. Liderada por Péter Magyar, a sigla de centro-direita Tisza elegeu 137 deputados, conquistando a maioria absoluta, e formará o próximo governo.

Bob Jefferson deve R$ 200 mil a agente da PF

Charge: Zé Dassilva
Por Altamiro Borges


A Justiça do Rio de Janeiro condenou na semana passada o bolsonarista Roberto Jefferson, vulgo Bob Jefferson, ex-deputado e ex-presidente do falecido PTB, a pagar R$ 200 mil a uma agente da Polícia Federal vítima de um ataque armado em 23 de outubro de 2022 no sitio do aloprado na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ). A sentença reconheceu que a policial sofreu graves ferimentos após disparos de fuzil e lançamento de granadas durante a ação do velhaco terrorista.

Na ação judicial, a agente descreveu que integrava a equipe enviada para cumprir o mandado de prisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o golpista e que foi atingida durante o confronto. Segundo os autos, foram usadas três granadas adulteradas com fita e pedaços de pregos, além de cerca de 60 disparos de fuzil calibre 5.56 em direção aos policiais. A decisão concluiu que a agente sofreu ferimentos na cabeça, no cotovelo direito, no joelho esquerdo e uma lesão profunda na região do quadril, onde ficaram alojados estilhaços.

O desafio de Lula nas eleições de 2026

Charge: Quinho
Por Maria Inês Nassif, na revista CartaCapital:


Os meses que separam o Brasil de uma nova eleição presidencial serão palco do mais difícil teste da longa vida política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – maior do que as disputas eleitorais das quais participou; mais intenso do que o período de enfrentamento da conspiração política, judicial, midiática e militar que o levou à prisão; ou da luta contra o golpe militar que queria impedi-lo de tomar posse ao seu terceiro mandato.

É o momento em que Lula se verá diante de um grande desafio: ser candidato à reeleição sem abdicar de ser um estadista.

Estes dias serão também o momento mais delicado do Brasil pós-redemocratização.

O que espera os brasileiros não é apenas um processo eleitoral violento.

A resistência iraniana deve ser celebrada

Irã leva à mesa de negociação o rosto das crianças
assassinadas no ataque à escola Shajareh Tayyebeh, em Minab
Por Roberto Amaral

Aos analistas da crise internacional, a boa prudência aconselha parcimônia na projeção de seus desdobramentos, mesmo no curtíssimo prazo. A promessa de paz, ainda que a tempo medido, um pequeno armistício, uma curta suspensão das hostilidades por breves duas semanas para ensejar um mínimo de diálogo, consumou-se em poucas horas como se tudo não passasse de uma trampa. E não poderia ser diferente, pois um dos principais agentes da guerra e do cessar-fogo, o mais belicoso e o mais poderoso - os Estados Unidos da América do Norte - são um negociador de má-fé, e Israel, seu principal associado nesta guerra suja, é comandado por um criminoso de guerra com mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional, o que ameaça fazer da negociação a ser retomada uma não-negociação, um ilusionismo para acalmar o mercado global em crise e dar fôlego ao complexo industrial dos EUA, metido numa guerra muito mais custosa do que calculara a princípio (se é que houve cálculo), e as forças da ocupação israelense, que um alto comandante chegou a anunciar que estavam próximas da exaustão.

O dia em que Jair Renan virou capa do Globo

Reprodução do site O Globo
Por Moisés Mendes, em seu blog:

É intensa e trabalhada em mutirão e de forma articulada pelos jornalões a campanha para que, antes da ação dos marqueteiros, Flávio Bolsonaro consolide sua imagem de moderado. Nesse esforço, até Jair Renan virou chamada de capa do Globo.

Foi no dia 8, em notícia que ficou em destaque até a noite no jornal online: “Flávio tenta reaproximar Eduardo e Michelle e atua para conter críticas de Carlos e Jair Renan a aliados”.

O vereador Jair Renan, considerado medíocre até por parceiros da extrema direita de Balneário Camboriú, virou protagonista no Globo, ao lado do irmão Carluxo, para que Flávio se apresente como conciliador.

Jair Renan e Carluxo são radicais, não Flávio. É essa a palavra – conciliador – que a Folha também repete em texto desse sábado, dia 11, com chamada de capa, ao fazer o agrupamento das opiniões de meia dúzia de marqueteiros sobre o filho ungido.

A Lava-Jato 2 continua

Foto: Ricardo Stuckert
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:


Nas eleições de 2026, a disputa se dará em torno de dois eixos narrativos.

O primeiro é o projeto de Brasil que Lula pretende brandir: o salto proporcionado pela Nova Indústria Brasil e pela Transição Energética, com as terras raras, assumindo finalmente a paternidade das duas políticas - além da questão da segurança pública.

O segundo é o denuncismo em torno dos casos Master e INSS, a ser explorado pela oposição.

Dois personagens terão peso decisivo nessa disputa. Um é o ministro André Mendonça, que assumiu o comando das duas operações e atua em conluio com a Polícia Federal - que segue abusando de vazamentos seletivos, agora com o concurso do COAF.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Fracasso anunciado, sucesso previsto

Fora do trabalho/Mark Weber
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

A “política industrial” de Trump consiste na mera imposição aleatória, frequentemente motivada politicamente, de tarifas de importação altíssimas, como fez, em passado muito distante e em circunstâncias muito diferentes, o presidente McKinley.

Trump prometeu que esses tarifaços irracionais, que se parecem muito mais a sanções comerciais que a qualquer outra coisa, criariam uma avassaladora onda de criação de empregos.

Pois bem, passado pouco mais de um ano do Liberation Day, o dia do grande tarifaço inicial, o número de empregos na indústria manufatureira diminuiu no período, com 98.000 vagas a menos, em comparação com o ano anterior, segundo os dados mais recentes do Departamento do Trabalho dos EUA.

Respiro sindical

Reprodução
Por João Guilherme Vargas Netto


Há uma contradição evidente e visível entre a conjuntura econômica, que é positiva e a percepção das pessoas, retratada pelas pesquisas, sobre esta conjuntura. Fenômeno semelhante (a ser compreendido, explicado e alterado) acontece entre os trabalhadores e as trabalhadoras com relação ao papel do sindicato, que os representa, de seus dirigentes e dos resultados positivos conquistados pela luta sindical.

No caso mais geral o descompasso entre conjuntura positiva e a percepção da sociedade decorre, fundamentalmente, da mala vita (dificuldades permanentes e inquietações diárias) e de uma oposição vociferante, radical e permanente.

Lula, o voto e os endividados

Foto: Ricardo Stuckert
Por Tereza Cruvinel, no site Brasil-247:


Faltando apenas seis meses para o primeiro turno da eleição, o governo prepara às pressas medidas para enfrentar um problema que subestimou ou não identificou em tempo: o sufoco das famílias endividadas, em grande parte responsável pelo mau humor político captado pelas pesquisas.

O ministro Dario Durigan está concluindo, com a equipe técnica da Fazenda, uma medida que seria mais eficiente que o Desenrola, mas, para incidir eleitoralmente, ela terá de ser capaz de produzir resultados de muito curto prazo. E isso vai requerer o mínimo de burocracia e a boa vontade dos bancos e financeiras.

A meta agora é favorecer a renegociação das dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito sem garantia, oferecendo abatimentos de até 80% e o refinanciamento do restante.

A União seria a fiadora junto aos bancos privados, por meio de um fundo a ser criado com parte daquela dinheirama nunca procurada pelos donos, gerida pelo Banco Central, que soma mais de R$ 10 bilhões.

O caso Master é um ecossistema de corrupção

Charge: Spacca
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:


O caso Master não pode ser analisado como aventura individual de um banqueiro desatinado, que montou uma estrutura viciada, tipo pirâmide, e não hesitava em queimar centenas de milhões de reais em um consumo conspícuo ou para comprar autoridades.

Trata-se de um ecossistema completo de corrupção, envolvendo os seguintes atores:

1. A fintech como infraestrutura universal

O Brasil criou, entre 2018 e 2023, o ambiente regulatório mais favorável à proliferação de fintechs do mundo em desenvolvimento.

O Banco Central, sob a liderança de Roberto Campos Neto, autorizou as licenças de instituição de pagamento e a regulação de arranjos de pagamento. O resultado foi uma explosão: de algumas dezenas de fintechs em 2015, o país chegou a mais de 1.300 em 2023, segundo a Associação Brasileira de Fintechs.

domingo, 5 de abril de 2026

Dudu Bananinha é acionado por traição à pátria

Charge: Baggi
Por Altamiro Borges


O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, vulgo Dudu Bananinha, que está foragido nos EUA, voltou a se comportar como um autêntico vendilhão da pátria na semana passada. Em vídeo postado em suas redes sociais, o filhote 03 de Jair Bolsonaro anunciou que pedirá sanções do “imperador” Donald Trump contra o Brasil em caso de derrota do seu irmão fascista nas eleições presidenciais deste ano. “Nós podemos fazer isso em tempo real, através de conversas de aplicativos de mensagem. Estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinente e que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender as providências”, postou o capacho do império.

André Mendonça salva Ibaneis na CPI do Crime

Por Altamiro Borges


Em mais uma sinistra decisão, o ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” indicado pelo fascista Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), afastou a obrigatoriedade do ex-governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, de comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado. A convocação do bolsonarista tinha sido aprovada na terça-feira (31), mas o magistrado avaliou que “há jurisprudência no STF no sentido de que o direito de investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato”, descreve o site Metrópoles.

Intervencionismo dos EUA está longe do fim

Charge: Latuff/Mondoweiss
Por Roberto Amaral

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, os EUA respondem por algo como 80 intervenções militares em outro tanto de países, até então soberanos. Tudo em nome de uma farisaica “defesa da democracia”, disfarce da disputa estratégica com a URSS. O ponto de partida dessa fase do imperialismo, que guarda rigorosa coerência com sua história, desde a formação colonial até nossos dias, foi dado pelo que se passou a chamar de “Doutrina Truman” (1947), porque proclamada pelo presidente que lançara duas bombas atômicas sobre as populações civis de Hiroshima e Nagasaki, quando a guerra já estava perdida pelo Japão. Ela estabelecia o princípio do containment do comunismo, com apoio político, econômico e militar a países de sua órbita. O Plano Marshall de reconstrução da Europa Ocidental, do mesmo ano, fornece a base econômica. A doutrina militar se corporifica na OTAN, criada em 1949. Seu alvo era a defesa coletiva contra a URSS. São os três pilares sobre os quais se assentará a estratégia global dos EUA no pós-guerra.

O papel da juventude nas mudanças sociais

Reprodução
Por Jair de Souza

As pesquisas de opinião divulgadas recentemente exibiram alguns dados que, conforme à ótica com a qual as analisemos, podem ser classificados como encorajadores, ou preocupantes, para as perspectivas de Lula e o governo por ele liderado.

Sinalizando no sentido da primeira alternativa, temos a constatação de que nosso atual presidente mantém-se plenamente habilitado para ser reeleito para um quarto mandato no pleito eleitoral previsto para a parte final do presente ano. Por outro lado, em contraposição a esta primeira leitura favorável, foi possível detectar algo que deveria fazer-nos meditar bastante e com muita preocupação. É que as sondagens explicitam um marcado grau de distanciamento da parcela jovem de nossa sociedade em relação à orientação do atual governo e, até mesmo, a respeito do Presidente Lula.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A PF prejudica os furos de O Globo

Charge: Nando Motta
Por Luís Nassif, no Jornal GGN:


Dois fatos mostram um recuo na Lava Jato 2.

O primeiro, o fato da Polícia Federal estar impedindo o livre exercício do jornalismo fácil.

Analisem o nível das informações passadas para o jornal O Globo de hoje:

“Peritos envolvidos na análise dos celulares apreendidos com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, encontraram mais de 8 mil vídeos nos aparelhos. O material foi extraído de nove smartphones ligados ao banqueiro, obtidos ao longo das diferentes fases da investigação. Além desses vídeos, há grande quantidade de outros tipos de arquivos digitais sob análise.

O volume de dados inclui registros pessoais e profissionais, com arquivos que vão desde registros antigos até conteúdos mais recentes. Os peritos estão separando conteúdos pessoais e interações corriqueiras do que realmente importa para a investigação. Diante da quantidade de dados, a análise demanda tempo e cautela para evitar conclusões precipitadas, dizem pessoas com acesso ao processo.

Conclat em movimento no sindicalismo

Por João Guilherme Vargas Netto


As direções das centrais sindicais resolveram que as comemorações, este ano, do 1º de Maio serão descentralizadas, sem um evento único, mas com vários em várias entidades. É um esforço para aproximar as comemorações e a pauta dos trabalhadores das bases sindicais.

Embora sejam vários os eventos, a pauta de reivindicações e propostas do movimento serão unificadas em uma nova Conclat a ser realizada em Brasília no dia 15 de abril.

Para essa Conclat convergirá a marcha para Brasília, com dirigentes e ativistas reforçando o empenho unitário dos trabalhadores e das trabalhadoras.