quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Henrique Meirelles e Consenso de Washington

Por Samuel Pinheiro Guimarães

1. O programa econômico do senhor Henrique Meirelles, atual Ministro da Fazenda; ex-Presidente do BankBoston entre 1996 e 1999 e do FleetBoston Financial; ex-Presidente do Banco Central de 2003 a 2010, e, entre 2012 e 2016, Presidente do Conselho de Administração da holding J&F, de Joesley Batista, é o Programa do Mercado.

2. É o programa desejado com ardor (e promovido com recursos) pelos banqueiros, rentistas, grandes empresários comerciais e industriais, grandes proprietários rurais, donos de grandes órgãos de comunicação, gestores de grandes fortunas, executivos de grandes empresas e seus representantes no Congresso.

Um ano de tragédias e mentiras

Por Gleisi Hoffmann

A farsa montada para o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República completa um ano hoje. Nesse período, assistimos horrorizados a um processo de desmonte do Estado sem precedentes em nossa história. Para cumprir à risca o que se propôs, o PMDB e o PSDB esforçam-se para aprovar uma agenda retrógrada conduzida pela banca nacional e de Wall Street, retomando assim a desastrosa política econômica que sufocou e quebrou o país três vezes nos mandatos de Fernando Henrique Cardoso. No Brasil dos golpistas, o poder político virou mero coadjuvante do poder financeiro.

Ato político-cultural pela paz na Venezuela

Do site Vermelho:

Como demonstração de solidariedade ao povo venezuelano, diversas organizações brasileiras realizam, nesta sexta-feira (1/9), o Ato Político-Cultural pela Paz na Venezuela. A atividade, que acontece na capital paulista, terá a participação de lideranças políticas nacionais, além da apresentação de músicos que trazem em seu repertório temas da luta revolucionária latino-americana.

A ação, que é organizada pelo Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, pretende reunir militantes e entidades que se identificam com a luta anti-imperialista e a defesa da revolução na Venezuela, como explica Paola Estrada, representante da Alba Movimentos (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América): 

Avanços e regressões na comunicação pública

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Os avanços, retrocessos e desafios da comunicação pública e da radiodifusão comunitária no Brasil foram discutidos neste sábado (26), em São Luís, no Maranhão. A atividade, parte de seminário sobre comunicação nas administrações públicas organizados pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, refletiu sobre o estado de aniquilação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a histórica criminalização dos veículos comunitários.

Peleja estratégica: Palmas para o Barão!

Por Luciano Siqueira, em seu blog:

Refiro-me ao Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que realizou no último fim de semana, em São Luis, com pleno êxito, o seminário ‘Desafios da Comunicação nas Administrações Públicas’.

Rica agenda de debates, temática oportuna e certeira, debatedores qualificados. A democratização da mídia como pedra de toque vis a vis concepções e experiências vivenciadas a partir do desafio de governar contribuindo para a elevação do nível de aspiração e de consciência política do povo.

Vale dizer, tendo a luta de ideias como o fio condutor irrecusável.

A Eletrobrás e a arrogância ignorante

Por César Benjamim, no site Outras Palavras:

A privatização da Eletrobras, a holding do nosso sistema elétrico, está na ordem do dia. Vejo pessoas postando que ela nunca deveria ter sido criada, pois, como as demais estatais, só foi cabide de empregos e fonte de corrupção.

É um erro crasso, que demonstra completo desconhecimento da história e das especificidades brasileiras. Precisamos de instituições que garantem a operação coordenada do sistema presente e planejam os investimentos para sua expansão, sempre com uma visão de conjunto.

Brasil de Temer: Passa-se o ponto!

Por Paulo Kliass, no site Carta Maior:

As faixas espalhadas pelas grandes cidades espelham de forma trágica a realidade dura e crua de nossa crise profunda. A recessão provocada de forma intencional pela política econômica do austericídio só poderia mesmo ter conduzido a esse quadro. A opção deliberada foi pela combinação explosiva de uma política monetária de arrocho com uma política fiscal de cortes draconianos nas despesas. Ou seja, juros campeões do mundo com redução de gastos sociais.

Cuidado, os alquimistas estão voltando

Por Reginaldo Moraes, no site Brasil Debate:

O tempo é cruel. Não apenas quando olhamos nossa imagem no espelho ou nas fotos de juventude. Contudo, paradoxalmente, esse exercício faz bem para a saúde. Exemplo claro dessa regra é uma brochura publicada pelo departamento de “pesquisa” da consultoria Merrill Lynch em abril de 1999. The Book of Knowledge. Título bíblico, mas o conteúdo não faz questão de sê-lo. Faz questão de selo, o da ML, que na época valia alguma coisa. O subtítulo esclarecia a quais crentes se dirigia: Investing in the Growing Educationand Training Industry.

Os aleijões da política mundial

Por Flavio Aguiar, na Rede Brasil Atual:

A política, em escala mundial, virou um caso ortopédico: amputar é o estilo de momento vencedor.

Vejam o nosso minipresidente, Michel Temer. Vai à China, não mais como um presidente, mas como um camelô. Leva 57 empresas estatais na mochila para oferece-las aos chineses. No discurso, é para impulsionar a economia. Na verdade, é para obter fundos para manter-se no poder, comprando votos de deputados e talvez, na sequência, de senadores. É uma amputação? É.

Os entreguistas perderam a vergonha

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:



Mídia e governo estão realmente determinados a tomar todas as medidas necessárias para prejudicar a população, e beneficiar alguns poucos privilegiados.

Duas notícias de hoje (clique nas imagens para ir à fonte):

Temer e o fim da rotulagem de transgênicos

Do blog Socialista Morena:

Tudo pelos ruralistas: enquanto edita uma medida provisória, com força de lei, para liberar ainda mais o uso de agrotóxicos no Brasil, o governo ilegítimo de Michel Temer prepara um decreto que altera a rotulagem de alimentos transgênicos. Um tuitaço com a hashtag #DeOlhoNoT, convocado por organizações da sociedade civil, aconteceu hoje como forma de denunciar e expor a proposta ruralista.

O objetivo do decreto é substituir o projeto de lei 34/2015, com o mesmo fim, mas que ainda não foi aprovado pelo Congresso. Além de deputados e senadores terem mostrado resistência, mais de 15 mil pessoas enviaram mensagens rejeitando o projeto aos membros das comissões que analisam o texto.

A esposa de Moro e o "amigo" Zucolotto

Por Cíntia Alves, no Jornal GGN:

Após a revelação de que pode ter existido tráfico de influência e possível pagamento de propina em uma negociação de acordo de delação na Lava Jato de Curitiba, o juiz Sergio Moro admitiu à imprensa que sua esposa, Rosangela, teve sim sociedade com o escritório de Carlos Zucolotto, seu "amigo pessoal". Mas reforçou que a parceria se deu "sem comunhão de trabalho ou de honorários", numa tentativa de preservar a mulher das denúncias que agora caem sobre os ombros de Zucolotto.

Temer apavorado com votação do rombo fiscal

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Como eu já disse, Temer viajou bem nervosinho para a China e por muitos motivos. Primeiro deles, a entrega da delação de Lúcio Funaro ao STF, primeiro passo para a apresentação da segunda denúncia contra ele. Outro, não menos grave, a completa desarticulação em sua base de apoio, que ficou exposta na noite desta terça-feira, na sessão do Congresso para remover os vetos da pauta, e promete outro desnudamento hoje, na votação destinada a legalizar o aumento do rombo fiscal para este ano e para 2018. O clima foi de barata-voa, com deputados governistas fazendo corpo mole, dificultando o quórum e impondo mais mudanças no Refis, o projeto que busca recursos aliviando multas e juros para devedores. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, quase apanhou fisicamente na sessão bicameral.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Essa reforma política é um retrocesso brutal

Por Rafael Tatemoto, no jornal Brasil de Fato:

Após a renúncia de Jânio de Quadros, os militares se recusaram a aceitar a posse do então vice-presidente João Goulart. Como solução intermediária foi implementado o parlamentarismo no Brasil, modelo vigente entre 1961 e 1963, quando foi revogado por plebiscito. Aldo Arantes, naquele momento, era presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Após o golpe de Estado em 1964, ele passou a atuar na clandestinidade e foi preso político. Na década de 1980, foi eleito deputado constituinte.

Tempo e Temer elegerão Lula em 2018

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


O salário dos “memeiros” é “fixo e secreto”, afirma Kim Kataguiri, um dos coordenadores do MBL, segundo reportagem da Folha de São Paulo sobre a estratégia do “movimento” para manter acesa a chama da burrice em um setor bem específico da sociedade.

Rafael Rizzo, 25, e Arthur França, 24, os “memeiros” recém-contratados pelo “movimento” dizem trabalhar cerca de 12 horas diárias. Os dois também administram as redes do MBL como um todo.

O dinheiro que abunda para esses picaretas do MBL financiou o lado mais cruel do golpe: o de fazer pessoas que seriam afetadas pela ruptura institucional e o consequente fim da visão social do Estado brasileiro após a ascensão do PMDB e do PSDB ao poder.

As contradições do 'amigo pessoal' do Moro

Fac-símile de 03/3/2015, do site
Zucolotto Sociedade de Advogados
Por Jeferson Miola

Tanto mais o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato se pronunciam sobre a denúncia feita por Rodrigo Tacla Duran, ex-funcionário da Odebrecht, mais densa fica a névoa que recobre o episódio.

O esclarecimento da denúncia de Rodrigo Tacla Duran é de vital importância, porque insinua fatos extremamente sérios:

[1] cita suposta atuação ilícita do advogado Carlos Zucolotto, o “amigo pessoal” de Sérgio Moro, ex-sócio de Rosângela Moro [a esposa do juiz] num escritório de advocacia e advogado do procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima; e

[2] relata suposto tráfico de influência, por mesmo Carlos Zucolotto, na intermediação de acordo de delação premiada com a Lava Jato em troca do pagamento de US$ 5 milhões de propina.

A farsa da Lava-Jato chega ao cinema

Por Bepe Damasco, em seu blog:

O monopólio midiático está abrindo espaços generosos para promover o filme “Polícia Federal – a lei é para todos”, que será lançado em sete de setembro. Em um país no qual expressiva parcela da população é submetida à lavagem cerebral diária da mídia é até de se esperar que uma obra dedicada à mistificação e à mentira faça sucesso.

Enquanto Lula é ovacionado no Nordeste, na maior consagração popular protagonizada por um político brasileiro em toda a história, no submundo do golpe e do fascismo o que se vê é uma correria contra o tempo para lançar o filme no feriado da independência, em clara tentativa de apropriação desse simbolismo.

A privataria temerária dos golpistas

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na revista CartaCapital:

O governo Temer anuncia a venda de ativos do sistema Eletrobras, muitos já amortizados, no propósito de reduzir o déficit primário projetado para 2018. Em entrevista coletiva, o ministro de Minas e Energia anunciou tarifas mais baratas depois da privatização.

Os antecedentes não confirmam. Na segunda metade da década de 1990, posteridade da privatização das muitas distribuidoras e de algumas geradoras, as tarifas de energia brasileiras conquistaram o campeonato mundial da carestia energética.

Temer produz outro rombo recorde

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Como já se sabia há alguns dias, o resultado do Tesouro Nacional bateu novo recorde negativo em julho: R$ 20,152 bilhões, o pior resultado para o mês na história. Na história.

Em 12 meses, mesmo descontando o pagamento antecipado de precatórios (que era feito em dezembro, normalmente), o rombo é de R$ 165,6 bilhões.

Isso, com os R$ 25 bilhões da repatriação de dinheiro que estava no exterior, feita em outubro passado.

Brasil: um barco desgovernado e à deriva

Por Leonardo Boff, em seu blog:

A gravidade de nossa crise generalizada nos faz sentir como um barco à deriva, entregue à mercê dos ventos e das ondas. O timoneiro, o presidente, é acusado de crimes, cercado de marujos-piratas, em sua maioria (com nobres exceções) igualmente, corruptos ou acusados de outros crimes. É inacreditável que um presidente, detestado por 90% da população, sem nenhuma credibilidade e carisma, queira timonear um barco desgovernado.

Nem sei se é obstinação ou vaidade, elevada a um grau estratosférico. Mas, impávido, continua lá no palácio, comprando votos, dispensando benesses, corrompendo a já corruptos para evitar que responda junto ao STF a pesadas acusações que lhe são imputadas. Está pondo 57 empresas à privatização que inclui terras amazônicas e até a Casa da Moeda, símbolo da soberania de qualquer país.

A pior crise de toda a história republicana

Por Roberto Amaral, em seu blog:

A questão crucial da crise brasileira não encontrará saída no remendo eleitoral que a imprensa chama de “reforma política”, na verdade um conjunto de casuísmos cujo objetivo é assegurar que nada mude, ou seja, que os de cima permaneçam mandando contra os interesses dos de baixo.

Antes de sugerir alternativa ao caos de hoje, a falsa “reforma” aprofundará a crise de representatividade, cavando ainda mais fundo o desalento nacional, refletido em pesquisa do instituto Ipsos, recentemente divulgada, indicadora de que 95% da população brasileira não se identificam com seus governantes. Enquanto os músicos tocam e os casais dançam, o Titanic caminha na direção de seu naufrágio.

Propaganda de remédios faz mal à saúde

Do site do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz:

Exposição a medicamentos sem eficácia comprovada, risco de submissão a tratamentos inadequados, suscetibilidade a efeitos colaterais e ao agravamento de quadros clínicos são possibilidades criadas pela preponderância do viés publicitário e mercadológico no cuidado com a saúde. Conforme aponta o médico e pesquisador da Ensp/Fiocruz, Jorge Bermudez, trata-se de um mercado em ascensão. “No contexto das restrições econômicas que grassam não apenas no Brasil, mas em âmbito mundial, o faturamento do mercado varejista continua crescendo, mostrando ser uma das indústrias mais poderosas do mundo, impondo seus interesses e seus produtos. Entretanto, precisa lançar mão de estratégias nada ortodoxas para assegurar a fidelidade a suas marcas e assim aumentar o faturamento e o domínio de fatias de mercado”, afirma Bermudez, no artigo Indústria farmacêutica: marketing desenfreado e mercado em ascensão, produzido para o blog do CEE-Fiocruz [Leia a íntegra].

Temer não pode vender o que não é seu!

Editorial do site Vermelho:

O plano de privatizações do governo ilegítimo de Michel Temer, anunciado na semana passada, quer fazer aquilo que o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (1995/2002) não conseguiu: radicalizar e implantar o ultra-liberalismo, e subordinar o governo e o Estado à lógica mercantilista e entreguista numa escala jamais vista.

Temer anunciou a privatização de 57 propriedades estatais, das quais deveria ser apenas o guardião e administrador. Mas, depositário infiel, quer expropriar os brasileiros de bens públicos, que pertencem ao povo, argumenta o jurista Gilberto Bercovici, professor de direito econômico da Faculdade de Direito da USP.

A força da internet na administração pública

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

Tema mandatório para debater a comunicação em governos, a força da Internet foi pauta de seminário realizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé sobre os desafios da comunicação nas administrações públicas. O debate, que ocorreu na manhã do sábado (26), em São Luís-MA, reuniu jornalistas e especialistas para esmiuçar o assunto.

A mesa contou com Renata Mielli, coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); Renato Rovai, editor da Revista Fórum; Juan Pessoa, especialista em redes sociais; e Leandro Fortes, diretor da agência de comunicação CobraCriada.

Por trás do ataque de Temer à Amazônia

Por Alessandra Cardoso, no site Outras Palavras:

Muito tem sido dito nos últimos dias sobre a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). Primeiro o governo federal anunciou sua extinção e, devido à ampla e negativa repercussão nas mídias nacional e internacional e também nas redes sociais, recuou. Cancelou o decreto que previa a extinção da Renca e editou às pressas um novo (No – 9.147, de 28 de agosto de 2017), publicando-o na segunda edição do Diário Oficial de segunda-feira. No entanto, a mensagem essencial em nada foi alterada: o “governo” Temer não mede esforços e muito menos consequências para atrair novos investidores e aventureiros para explorar recursos naturais amazônicos.

Caravana de Lula: encontro com o país real

Foto: Ricardo Stuckert
Por Fernanda Estima, no site da Fundação Perseu Abramo:

Lula do Brasil, Lula pelo Brasil, entre várias outras maneiras de nominar a caminhada do ex-presidente Lula pelo nordeste brasileiro, independente do nome ou das avaliações que façam deste enorme evento que percorre estradas e lugarejos, concretamente significa o reencontro de Lula e do PT com o país como ele de fato é.

A viagem pelo Brasil nordestino é uma constante aula de Geografia: a paisagem muda, o modo como vivem nas várias cidadezinhas idem, a constatação das características regionais, a vegetação que muda, cabras e bodes no caminho que mostram o tempo todo que a vida é bem diversa daquela que se vive no Sul/Sudeste. Ainda bem!

Juros alimentam a concentração de renda

Por José Dirceu, no blog Nocaute:

O senado da República autorizou o TCU a auditar a dívida pública brasileira. Os resultados mostram que, de 2010 a 2015, pagamos R$ 1,287 trilhão de juros da dívida interna. Começamos a pagar R$ 125 bilhões de juros em 2010 e continuamos pagando cada vez mais – R$ 181 bilhões em 2011, R$ 147 bilhões em 2012, R$ 186 bilhões em 2013, R$ 251 bilhões em 2014 e R$ 397 bilhões em 2015.

Para se ter uma ideia da gravidade desse custo da dívida pública brasileira, em 2015 gastamos R$ 100 bilhões em educação, R$110 bilhões com a área da saúde e R$ 27 bilhões com o Bolsa Família. Outro dado significativo é o de que, entre 1995 e 2004, gastávamos R$ 725 bilhões, pelo orçamento realizado, de R$ 884 bilhões em educação, saúde, segurança e infraestrutura!

Ecoa o grito: a Amazônia é nossa!

Por Carolina da Silveira Bueno e Thais Bannwart, no site Brasil Debate:

Os ajustes econômicos e o anúncio do novo pacote fiscal promovidos pelo governo Temer aprofundam a crise brasileira. Temos uma deterioração dos serviços públicos, especialmente em saúde e educação, um aumento do desemprego e da população de rua. Ou seja, os ajustes promovidos pelo governo consolidam privilégios e retiram direitos. Trata-se de uma equipe que tem um projeto de país elitista e de desmonte de bens e serviços públicos garantidos pela Constituição de 88.

Um projeto para enfrentar a mídia golpista

Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual:

A voracidade da mídia conservadora e hegemônica, que para pautar a agenda nacional se apropria do discurso e todos os meios e ferramentas de comunicação, intensificando ataques a projetos progressistas, esteve no centro do debate de abertura do seminário Os desafios da comunicação na administração pública, na noite de ontem (25), em São Luís, Maranhão.

Comandado pelos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Renata Mielli, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o painel reuniu o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o prefeito de Macapá, Clécio Luis (Rede), e o deputado federal e ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol).

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Lava-Jato e golpe detonam imagem do Brasil

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

Os gráficos, retirados do blog do Brasilianismo, do jornalista Daniel Buarque, mostram a degradação brutal da imagem do Brasil a partir do momento em que a direita começou a mostrar os dentes, em meados de 2013.

A situação se deteriorou de maneira mais grave com o início da Lava Jato, quando setores do judiciário e da mídia entenderam que poderiam manipular os corruptos do congresso, Eduardo Cunha à frente, para produzir uma recessão econômica terrível e uma crise política insolúvel, de maneira a derrubar o governo.

"Fufuquinha" vira presidente da Câmara

Do blog Socialista Morena:

Filho do prefeito de Alto Alegre do Pindaré, no Maranhão, o deputado federal André Fufuca (conhecido como “Fufuquinha”, já que Fufuca é o apelido do seu papai) torna-se a partir de hoje presidente da Câmara dos Deputados, em substituição a outro meritocrata hereditário, o presidente titular da Câmara, Rodrigo Maia, que também entrou na política pelas mãos do progenitor famoso, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia. Como Rodrigo assumirá interinamente a presidência da República, Fufuquinha ocupará a presidência da Casa durante sete dias, até o retorno do primeiro vice-presidente Fábio Ramalho, que viajou com Temer à China.

Jogo de cena da Lava-Jato com José Serra

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Muitos se surpreenderam com o fato do algoritmo do STF (Supremo Tribunal Federal) ter sorteado o processo do senador José Serra (no caso da delação da JBS) para a Ministra Rosa Weber, e não para os indefectíveis Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes.

Teria o algoritmo falhado miseravelmente em hora tão delicada?

Não. O algoritmo continua bem azeitado. E a maior prova é o fato de Serra ter emergido das sombras onde se oculta sempre que o medo bate, e voltado a falar, querendo pegar carona na bandeira do parlamentarismo.

Sem Lula, eleição terá pouca legitimidade

Foto:Tarcísio Feijó/Mídia Ninja
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Neste domingo, 49,7% dos amazonenses preferiram não votar ou anular o voto na eleição de um novo governador do estado, por conta da anulação do pleito de 2014. Pesquisa do instituto Ipsos sobre a rejeição aos políticos também avisou: os líderes de todos os grandes partidos têm rejeição elevadíssima, muito superior à do ex-presidente Lula. Este quadro aponta um quadro temerário caso Lula seja impedido de disputar a eleição de 2018: o eleitorado nacional pode fazer como o do Amazonas e o novo presidente, se eleito por uma fração reduzida do eleitorado, terá um deficit de legitimidade perigoso, que afetará suas condições de governar, sujeitando o Brasil a uma continuada instabilidade política, com todas as suas consequências.

Venezuela será um novo Iraque?

Por Igor Fuser, no jornal Brasil de Fato:

Em nenhum momento da história das relações dos Estados Unidos com a América do Sul, um presidente estadunidense proferiu uma ameaça tão agressiva quanto a que Donald Trump fez à Venezuela. Trump colocou na mesa a possibilidade de uma ação militar para depor o presidente Nicolás Maduro poucos dias depois que o governo venezuelano alcançou uma vitória política importante ao realizar com relativo sucesso a polêmica eleição de uma Assembleia Constituinte contestada pela oposição direitista. “Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo, possivelmente, uma opção militar se isso for necessário”, disse Trump.

Queda de Moro e o filme da Lava-Jato

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A pré-estreia do filme que endeusa a operação Lava Jato ocupou oito salas de cinema de um shopping em Curitiba na noite da última segunda-feira (28) de modo a acomodar cerca de dois mil convidados que foram assistir dramatização suspeitas por chegar cercada por segredos, a começar pelos nomes dos financiadores.

Moro e os delegados da PF que fizeram campanha para Aécio Neves em 2014 estavam na plateia e foram aplaudidos por uma claque levada ao cinema para esse fim – convidados foram escolhidos a dedo.

Zucolotto não é apenas amigo de Moro

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

A coluna Mônica Bergamo desta terça-feira informa que o advogado amigo de Sérgio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, renunciou à defesa que fazia do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato, em um processo trabalhista, hoje no Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a jornalista, a renúncia aconteceu um dia depois do advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou na Odebrecht, dizer que negociou com Zucolotto condições favoráveis em delação premiada em troca de pagamento “por fora”. Segundo Duran, Zucolotto disse que tinha contatos com procuradores da Lava Jato.

Temer desmonta o Brasil

Por Alice Portugal, no Blog do Renato:

O maior pacote de privatizações em décadas é o preço que o mercado cobra para a manutenção do ilegítimo Michel Temer no poder. Incapaz de reduzir a dívida pública, o governo golpista quer vender a soberania nacional se desfazendo velozmente de patrimônio público, estratégico para o fomento da economia e do desenvolvimento do país.

O Palácio do Planalto anunciou um pacote com 57 instituições ou serviços para serem colocados à venda ou concedidos ao setor privado.

O mito de Lula ganha mais força no país

Foto: Ricardo Stuckert
Por Renato Rovai, em seu blog:

A Caravana de Lula pelo Nordeste tem se mostrado o maior acerto político do PT e de Lula nos últimos tempos. Aquele golaço quando o time está perdendo de 3 a 0 e que abre o caminho para uma reação histórica.

Um golaço que faz com que os adversários passem a achar que serão derrotados, mesmo estando à frente do placar. Porque o gol foi feito pelo craque do time que parecia acuado, cansado, imobilizado pela forte marcação e pelas pancadas que tinha tomado durante todo o campeonato.

Silvio Santos e o atraso da tevê

Por Djamila Ribeiro, na revista CartaCapital:

Nos últimos tempos, Silvio Santos, apresentador e dono do SBT, tem protagonizado atitudes machistas e, consequentemente, desrespeitosas às mulheres. Em junho, constrangeu a apresentadora Maísa, de 15 anos, ao querer forçá-la a namorar o colega de canal Dudu Camargo, de 19. Após o episódio, Maísa postou em suas redes sociais que as mulheres não deveriam mais aturar esse tipo de situação.

Depois de fazer declarações do tipo “mulher não tem o direito de ser feia”, recentemente Silvio Santos apontou suas baterias para a apresentadora Fernanda Lima. Em seu programa de 2 de julho, afirmou considerar a global “magrela, muito magra”. E continuou: “Essa que é a Fernanda Lima? Que faz o programa Amor & Sexo? Com ela não tem nem amor nem sexo. Com essas pernas aí? Nada disso. Quem gosta de osso é cachorro”. 

TVT amplia a voz da sociedade

Por Paulo Donizetti de Souza e Tiago Pereira, no site Carta Maior:

A TV dos Trabalhadores, TVT, acaba de completar sete anos no ar. Um projeto em que alguns talvez não acreditassem, nascido ainda na fase final da ditadura – com uma câmera e muitas ideias, e sonhos –, mas que vem se consolidando como alternativa democrática e plural. Uma disputa que o diretor da Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, Paulo Vannuchi, considera crucial. "Ou consolidamos e ampliamos a voz das lideranças e dos movimentos populares junto a milhões de pessoas que clamam por trabalho, justiça e dignidade, ou o país seguirá à mercê das ondas neoliberais capazes de anular décadas de lutas e avanços civilizatórios", diz o ex-ministro Vannuchi.

Lula: O sertão virou um mar de gente

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

A um velho brizolista é, talvez, mais fácil entender o que se passa em relação a Lula que a muitos petistas.

Estamos acostumados ao que eu chamava de “cenas de brizolismo explicito”, como temos agora as de “lulismo explícito”

Damos de ombros à crítica de que isso é populismo, porque sabemos contra o que este nome é usado.

Como não somos regidos pelo “o que sai no jornal”.

Porque o jornal é “deles”.

Privatização da Eletrobras ameaça o Brasil

Editorial do site Vermelho:

O anúncio, nesta segunda-feira (21), da intenção de privatizar a Eletrobras revela mais uma vez como o governo do ilegítimo Michel Temer se parece cada vez mais com outros governantes que infelicitaram o Brasil – os neoliberais Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.

E a marca que os aproxima é o fundamentalismo neoliberal – ainda mais radical sob Temer do que antes.


O golpe e a derrota na disputa midiática

Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:

O processo de regressão social e restrição democrática imposta pelo governo que assumiu o país após o impeachment de Dilma Rousseff deixa uma lição clara: fazer comunicação e disputa de ideias nas administrações públicas é imprescindível para sustentar projetos políticos. Essa foi a reflexão que deu o tom em debate realizado neste sábado (26), durante seminário realizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Luís-MA.

A última fonte vai se esgotar?

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

Ainda como Secretário Executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no início do Governo Lula, promovi uma série de debates públicos e outros mais reservados, sobre as influências da globalização na agenda de desenvolvimento do Brasil, que saia de um Governo com inflação alta, juros estratosféricos e taxas de crescimento irrisórias. Terminava o Governo FHC e iniciava o maior ciclo de prosperidade e distribuição de renda do país, nos últimos cinquenta anos. Ciclo que começou a esgotar-se já na segunda metade do primeiro Governo Dilma, cujos motivos não cabem, aqui, nesta curta crônica política.

Os novos donos do Brasil

Por Jandira Feghali

Para se sustentar na cadeira presidencial, mesmo que ilegítimo, Michel Temer pilha o patrimônio de nossa nação a qualquer custo. São 57 empresas e projetos, além da Casa da Moeda, aeroportos, lotes de terra com linhas de transmissão e parte da Amazônia. A preço de banana, numa grande feira, uma lista de estatais se esvaem às escuras. Pôr a Eletrobras no escuso balcão de negócios montado no terceiro andar do Palácio do Planalto é entregar o Brasil a um futuro sem perspectiva estratégica de desenvolvimento. Um ano e três meses depois do golpe, tudo está à venda.

Evitar a privatização da Eletrobrás

Do site do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo:

A privatização da Eletrobras, anunciada em 21 de agosto último, caso se confirme, significará grave deterioração do setor elétrico brasileiro, atingirá frontalmente os interesses estratégicos do País e certamente representará prejuízo aos empregados da companhia e à população como um todo. Portanto, deve ser rejeitada e combatida pela sociedade brasileira.

A atração de capitais privados para a venda de ações se dará justamente pela transformação dos atuais contratos de concessão de subsidiárias da Eletrobras, que estabelecem a receitas de 14 usinas hidrelétricas antigas, remuneradas pelo regime de cotas. Isso provocará aumento brutal das tarifas a serem pagas pelas distribuidoras de energia, o que, obviamente, será repassado aos consumidores finais.

Na caravana, Lula reencontra o povo

Lula em Mossoró/RN. Foto: Ricardo Stuckert
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Num país onde a queixa sobre a apatia da grande massa dos cidadãos tornou-se o grande lugar comum das análises políticas, a caravana de Luiz Inácio Lula da Silva pelo Nordeste oferece uma surpresa e tanto.

Num fenômeno pouco visível para quem limita-se a acompanhar a realidade do país pela cobertura dos grandes monopólios da mídia familiar, basta reconstruir o que aconteceu neste domingo, quando a caravana completava seu décimo dia, para se ter uma noção adequada do que se passa no fundão da política brasileira.

Esquerda deu espaço para a mídia golpista

Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual:

A “regressão civilizatória” por meio do desmanche do pouco que se conquistou no país em termos de direitos sociais é fruto da derrota da esquerda brasileira e dos governos democráticos e populares na disputa da comunicação. A análise é do presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, o Miro, durante o painel que discutiu o papel das secretarias de comunicação, na tarde deste sábado (26), já no encerramento do seminário Os desafios da Comunicação nas Administrações Públicas, em São Luís, Maranhão.

O manchetômetro do Maranhão

Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho:

O pessoal da comunicação do governo do Maranhão, onde o blogueiro passou o final de semana, participando de um seminário organizado pelo Barão de Itararé, nos enviou um estudo sobre o tratamento que o principal jornal do Maranhão, pertencente ao grupo Mirante, da família Sarney, dá ao governo do estado.

É importante lembrar que o grupo Mirante é o retransmissor da Globo no Maranhão.

Justiça censura o uso da palavra 'helicoca'

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:

Uma juíza de Brasília proibiu o site Diário do Centro do Mundo de utilizar a expressão HELICOCA para designar o helicóptero carregado com 445 quilos de pasta-base de cocaína há quatro anos e que a polícia nunca descobriu a quem pertencem. O helicóptero pertence à família do senador Zezé Perrella (PTB-MG), e por isso ele espantosamente conseguiu na Justiça uma liminar censurando o site e proibindo o uso do termo HELICOCA.