Por Altamiro Borges
O Canal D, a coluna de entretenimento do jornal O Dia, divulgou na semana passada que a TV Jovem Pan, do bolsonarista Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, vulgo Tutinha, iniciou uma nova onda de cortes na empresa. “Cada vez mais distante da vice-liderança dos canais de notícias da TV por assinatura, solidamente ocupada pela CNN-Brasil, a Jovem Pan enfrenta um dos momentos mais conturbados da sua história”. O passaralho, como é conhecido o processo de demissões em massa, atinge todos os setores:
“Apresentadores, como Oscar Filho, editores, técnicos e até mesmo funcionários da manutenção foram cortados, em um corte que já atingiu ao menos 20 colaboradores da empresa. A Canal D apurou que a emissora não está tendo êxito na comercialização de cotas de publicidade. Uma fonte bem-posicionada na estrutura da Jovem Pan diz que a rede não consegue fazer um novo contrato há 2 meses. Os cortes no chão de fábrica, que já provocaram o fim do programa ‘Quem Tem Razão’, estão sendo feitos para manter os altos salários da cúpula – executivos da rede ganham cerca de R$ 75 mil mensais”.
Oficialmente, a Jovem Pan não informou se a onda de demissões terminou e se haverá mudanças na grade de programação. “Os cortes provocaram o fim do programa ‘Quem Tem Razão?’, apresentado por Oscar Filho e Paula Nobre. Ele está entre os profissionais demitidos e afirmou que a atração foi retirada do ar repentinamente. Poucos dias antes de ser desligado, Oscar Filho teve que se retratar por ter feito piadas sobre uma frase falsa atribuída a Fernando Haddad, segundo a qual sua mulher, Ana Estela, ‘dormiria com o próximo governador de São Paulo’. O apresentador afirmou que, se Tarcísio de Freitas vencesse, Haddad ‘vai perder mais do que a eleição’”, relata o site DCM, o que evidencia que a emissora continua sendo uma das mais sujas da televisão brasileira.
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