Por João Guilherme Vargas Netto
Pode ocorrer que o dirigente sindical, já tendo em mente sua chapa eleitoral completa, ao procurar influir no voto de seus colegas de diretoria, dos ativistas e das lideranças da categoria, tenha que mudar algumas de suas opções.
Isto dificilmente ocorre nas candidaturas para o Executivo, principalmente a candidatura a presidente (que determina a orientação da chapa), mas pode ocorrer em todas as outras dependendo do acerto coletivo das escolhas individuais que convenceram o dirigente à mudança.
Mostrando postagens com marcador Sindicalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sindicalismo. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Trabalhadores e os candidatos a deputados
Por João Guilherme Vargas Netto
O grande número de candidaturas a deputados federais (e estaduais) cria dificuldades para o dirigente sindical e para a categoria na seleção, na análise e na aprovação para a campanha e o voto.
Mas, em compensação, são as mais fáceis das candidaturas para uma interação com os trabalhadores e trabalhadoras a convite da entidade sindical.
O Diap aponta que 90% dos atuais parlamentares federais procurarão reeleição e, como têm as facilidades do nome já conhecido, do número bonito memorizável, dos fundos partidários eleitorais e das emendas que privilegiaram suas bases de prefeitos e vereadores, têm maiores possibilidades de vitória. O Diap prevê a mais baixa renovação da Câmara Federal como resultado das eleições de 2026.
O grande número de candidaturas a deputados federais (e estaduais) cria dificuldades para o dirigente sindical e para a categoria na seleção, na análise e na aprovação para a campanha e o voto.
Mas, em compensação, são as mais fáceis das candidaturas para uma interação com os trabalhadores e trabalhadoras a convite da entidade sindical.
O Diap aponta que 90% dos atuais parlamentares federais procurarão reeleição e, como têm as facilidades do nome já conhecido, do número bonito memorizável, dos fundos partidários eleitorais e das emendas que privilegiaram suas bases de prefeitos e vereadores, têm maiores possibilidades de vitória. O Diap prevê a mais baixa renovação da Câmara Federal como resultado das eleições de 2026.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Mídia abafa criação de 1 milhão de empregos
![]() |
| Desenho feito pelo Gemini |
Na sexta-feira passada (31), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Ela mostra que o governo Lula voltou a registrar resultados positivos no segundo trimestre de 2026, com queda do desemprego e elevação da renda. A PNAD, porém, não foi destaque na mídia rentista, que prefere defender a política de juros nas alturas e o austericídio fiscal para beneficiar os abutres financeiros.
Entre outros avanços, o estudo revelou que a taxa de desocupação caiu para 5,4% no período, redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior – o menor índice da série histórica da PNAD. Em números absolutos, o contingente de pessoas ocupadas aumentou em 1,1 milhão no trimestre, chegando a 103,1 milhões de trabalhadores.
domingo, 2 de agosto de 2026
Acidentes de trabalho e o fim da escala 6x1
![]() |
| Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil |
Divulgado na semana passada, estudo da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) mostra que o Brasil registrou 222.139 acidentes de trabalho somente nos cinco primeiros meses deste ano – uma média de 1.471 casos por dia. É o segundo maior índice desde 2023, quando os dados passaram a ser coletados. Desde aquele ano, o país já contabilizou 1,8 milhão de acidentes de trabalho, o que representa mais de 45 mil ocorrências por mês.
Ainda de acordo com a pesquisa, as regiões Sudeste e Sul concentram quase três em cada quatro notificações. Juntas, elas responderam por 1,3 milhão de casos. Cinco estados acumulam 67% de todas as notificações do país: São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. O estudo também mostra que os homens estão entre as principais vítimas. Mais assustador ainda é a idade: 75% dos acidentes de trabalho no país afetam pessoas de 20 a 49 anos.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
As eleições para o Senado
![]() |
| Reprodução |
Nas eleições de outubro votaremos em duas candidaturas ao Senado em cada Estado.
A vida e as obras anteriores, bem como os partidos a que pertencem e suas atitudes são, como sempre, o mais importante elemento para determinação do voto. A sensibilidade às reivindicações sindicais e trabalhistas, comprovadas em conversas ou reuniões, é um elemento importante para o dirigente ou ativista sindical escolher o candidato(a) ao cargo.
Em geral, as candidaturas ao Senado fazem parte de uma “chapa” eleitoral que abrange o presidente da República e o governador do Estado (embora não necessariamente do mesmo partido).
terça-feira, 28 de julho de 2026
Esquecimento e a importância do voto
![]() |
| Desenho feito pelo Gemini |
Podem notar que o esquecimento em quem se votou na última eleição é inversamente proporcional à importância dada àquela candidatura. Quanto mais importância menor esquecimento e vice-versa.
Este achado pode ser útil no esforço que o dirigente sindical deve fazer para sensibilizar seus colegas de diretoria e os trabalhadores da categoria que o sindicato representa.
Em uma reunião de diretoria ou em uma ação sindical no local de trabalho a pergunta “lembram em quem votaram?” pode ser seguida pela lição de esquecimento e desimportância.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
sábado, 18 de julho de 2026
Quaest confirma: 69% apoiam fim da escala 6x1
![]() |
| Charge: Nando Motta |
Pesquisa Quaest divulgada nesta semana confirma que a ampla maioria da sociedade brasileira – 69% dos entrevistados – deseja o fim da desumana escala 6x1 de trabalho semanal. Apesar desse amplo apoio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atendendo ao milionário lobby da cloaca burguesa, segue sabotando a votação do projeto que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, e com a adoção da escala 5x2.
Na sondagem anterior, de maio, o percentual de aprovação foi de 68%. A pesquisa revela ainda que a proposta já é conhecida pela maioria da população: 75% dos entrevistados disseram saber que a Câmara Federal aprovou o fim da escala 6x1 e que o texto agora está parado no Senado. A Quaest também perguntou o que os entrevistados pretendem fazer com seu tempo livre, caso a proposta seja aprovada. A respostas são emblemáticas sobre o sentido da redução da jornada:
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Acontecimento relevante no sindicalismo
![]() |
| Assembleia do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo na Rua do Carmo/CMS |
Vou interromper a série de textos que tenho dedicado ao bom sucesso do movimento sindical nas eleições gerais de outubro por conta de um acontecimento politicamente relevante.
No dia 2 de julho, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reconheceu oficialmente o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes como vítima da repressão e destacou o papel histórico da entidade na militância democrática.
“Em nome do Estado brasileiro, a Comissão pede desculpas a todos os sindicalistas, a todo movimento sindical brasileiro, por todas as atrocidades que lhes causou o estado ditatorial”, declarou a presidente da Comissão de Anistia, Ana Maria Lima de Oliveira.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Sindicato e partido
Por João Guilherme Vargas Netto
O sindicato de trabalhadores e o partido político são duas instituições importantes na prática da democracia. E, por ocasião das eleições gerais, estas duas instituições revelam suas potencialidades e seus limites.
A entidade sindical, no Brasil, representa o conjunto de trabalhadores de uma determinada categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o partido, além de sua influência, não deve utilizar-se do sindicato como “correia de transmissão”.
Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.
O sindicato de trabalhadores e o partido político são duas instituições importantes na prática da democracia. E, por ocasião das eleições gerais, estas duas instituições revelam suas potencialidades e seus limites.
A entidade sindical, no Brasil, representa o conjunto de trabalhadores de uma determinada categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o partido, além de sua influência, não deve utilizar-se do sindicato como “correia de transmissão”.
Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.
domingo, 5 de julho de 2026
Fim da escala 6x1 cobra urgência
![]() |
| Charge: CrisVector |
A última terça-feira (30) foi marcada por vigorosas manifestações em várias capitais e cidades brasileiras pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário. Milhares de cidadãos saíram às ruas e os protestos invadiram vias cruciais como a Avenida Paulista, em São Paulo, e o Terminal Gentileza no Rio de Janeiro, ecoando um sentimento generalizado de exaustão e urgência.
O recado das ruas ao Senado foi claro: tempo é vida e a classe trabalhadora está cansada de comprometer a maior parte do seu tempo de vida com uma jornada exaustiva imposta com o propósito de maximizar os lucros capitalistas e enriquecer uma minoria de ricaços ociosos, numa lógica perversa que aprofunda as desigualdades sociais.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Os sindicalistas e os caminhos de confiança
Por João Guilherme Vargas Netto
Todo dirigente e ativista sindical preocupado em completar, desde já, sua “cola” eleitoral, sabe que a primeira indicação para voto é a confiança no candidato.
Esta confiança decorre do tempo transcorrido e das experiências mútuas.
O candidato deve pertencer a um partido que, seguramente, defenda os interesses dos trabalhadores; além do mais, ele próprio, deve merecer por sua atitude (buscando a reeleição ou a eleição) o endosso do dirigente.
A escolha da chapa ideal precede idealmente a “cola” ainda passível de numeração.
Todo dirigente e ativista sindical preocupado em completar, desde já, sua “cola” eleitoral, sabe que a primeira indicação para voto é a confiança no candidato.
Esta confiança decorre do tempo transcorrido e das experiências mútuas.
O candidato deve pertencer a um partido que, seguramente, defenda os interesses dos trabalhadores; além do mais, ele próprio, deve merecer por sua atitude (buscando a reeleição ou a eleição) o endosso do dirigente.
A escolha da chapa ideal precede idealmente a “cola” ainda passível de numeração.
terça-feira, 30 de junho de 2026
Dois projetos do sindicalismo
![]() |
| Imagem gerada por Gemini do Google |
O movimento sindical brasileiro tem dois projetos (aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026 (entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das datas-bases das categorias respectivas): a luta pela redução constitucional da jornada e as eleições gerais de outubro.
Após a vitória esmagadora na Câmara dos Deputados a PEC da redução deve ser votada no Senado. É preciso, portanto, que o movimento sindical tenha como primeiro e imediato projeto fazer avançar sua discussão e fazer aprovar a PEC no Senado.
Para tanto, é preciso, aumentar a pressão sobre os senadores (até mesmo porque os adversários buscam confundir e atrasar a votação) com visitas, conversas e manifestações.
domingo, 21 de junho de 2026
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Rogério Marinho e a provocação da PEC-12
![]() |
| Foto: Ricardo Weber/Sinergia CUT |
Rogério Marinho, como deputado federal, foi um grande algoz do movimento sindical na deforma trabalhista de 2017.
Agora, como senador e principal coordenador da campanha eleitoral do candidato do PL à presidência da República, procura sabotar no Senado a aprovação da PEC já aprovada pela Câmara em duas votações, por esmagadora maioria, que determina o fim da escala 6 x 1 e garante jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial, com uma PEC de sua autoria, a PEC 12, que sujeita o trabalhador a salário por hora trabalhada com acordo individual e sem redução de jornada. Já é chamada de PEC 7 x 0.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Confiança nas tarefas sindicais
![]() |
| Reprodução |
As grandes tarefas sindicais (campanhas salariais, eleições na categoria e na sociedade, finanças da entidade) que precisam ser enfrentadas e resolvidas pelas direções, exigem que estas se esforcem para resolver os inúmeros pequenos problemas do dia a dia sindical.
Chegar no sindicato, cumprimentar os funcionários, ligar os aparelhos e sentar na cadeira é o hábito que a todo momento pode ser perturbado pela vida, felizmente.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Uma vitória estrondosa dos trabalhadores
![]() |
| Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil |
Geralmente o grito “a luta continua!” é ouvido depois de uma derrota.
Mas na quarta-feira da semana passada (dia 27) o grito foi ouvido depois de uma estrondosa vitória obtida pelos trabalhadores na Câmara Federal: a aprovação da PEC com a extinção da escala 6 x 1, a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário e um período de transição.
E a luta continua mesmo, porque agora a PEC precisa ser aprovada no Senado, também em duas votações com maioria qualificada e com os adversários tentando criar muitas e ridículas dificuldades.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
"Fechar" a chapa completa para as eleições
Por João Guilherme Vargas Netto
A quatro meses da eleição o dia 4 de outubro parece se aproximar velozmente de nós porque a disputa eleitoral se acelera atropelando o cronograma oficial.
É mais do que hora para os dirigentes e ativistas sindicais, os associados aos sindicatos e todos os trabalhadores e trabalhadoras passarem a se preocupar com sua participação no rito eleitoral da democracia (mesmo tendo uma Copa do Mundo pela frente).
O primeiro exercício de “aquecimento” seria o de procurar se lembrar em quem cada um votou nas últimas eleições gerais (de 2022).
A quatro meses da eleição o dia 4 de outubro parece se aproximar velozmente de nós porque a disputa eleitoral se acelera atropelando o cronograma oficial.
É mais do que hora para os dirigentes e ativistas sindicais, os associados aos sindicatos e todos os trabalhadores e trabalhadoras passarem a se preocupar com sua participação no rito eleitoral da democracia (mesmo tendo uma Copa do Mundo pela frente).
O primeiro exercício de “aquecimento” seria o de procurar se lembrar em quem cada um votou nas últimas eleições gerais (de 2022).
Assinar:
Postagens (Atom)















