Por Luís Nassif, no Jornal GGN:
Introdução: O Jornalista-Sela e o Boi-Guia
O jornalismo de catarse no Brasil se estrutura em torno de dois papéis centrais que comprometem a qualidade da cobertura investigativa.
O jornalista-sela é aquele que estabelece uma relação simbiótica com suas fontes. Movido pela busca do furo - grande instrumento de promoção profissional -, esse repórter reproduz acriticamente as informações recebidas, permitindo-se ser cavalgado pelas intenções de quem vaza os dados.
O boi-guia representa o fenômeno que ocorre nas grandes coberturas catárticas: a mídia comporta-se como boiada.
O jornalista-sela, ao receber notícias exclusivas e dar o furo, estabelece o tom geral da cobertura. Toda a imprensa então busca fatos, inventa manchetes e reproduz narrativas em torno do tema proposto — e até as chefias editoriais engrossam a manada.
Mostrando postagens com marcador Mídia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mídia. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Pela regulação das plataformas de redes sociais
![]() |
| Reprodução |
A regulação das plataformas, necessária, não é a regulação da Internet. Entenda, para não ficar escrevendo besteira e passando vergonha.
Uma analogia: a Internet seriam as nossas estradas, as plataformas seriam empreendimentos que vendem alcool e drogas ao longo da rodovia. Isso não significa que deveríamos limitar ou controlar o acesso as rodovias pelos usuários por causa desses comércios ilegais. Ou delegar aos comércios nas rodovias o controle de quem pode e de quem não pode circular na estrada, ou o que podemos transportar em nossos veículos. Meio tosco, mas é isso.
O Marco Civil da Internet foi apoiado pela Dilma, pelo Lula, pelo Tarso Genro, pelo criador da web Tim Berners-lee, com amplo apoio da sociedade civil. As grandes corporações, como as operadoras de Telecom, as grandes gravadoras, a indústria de Hollywood, por exemplo, foram as inimigas da lei.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Master: os fatos e a manipulação midiática
![]() |
| Divulgação |
Os fatos:
1) Quem instaurou um inquérito para investigar as fraudes do Banco Master foi a Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, quando tinha à frente o ministro Ricardo Lewandowski.
2) Daniel Vorcaro, dono do Master, foi preso pela PF. Depois, teve sua prisão relaxada por um juiz federal. Mas hoje ainda cumpre uma série de medidas cautelares, como a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica.
3) O Banco Central liquidou o Master, diante da situação de descalabro financeiro da instituição, que não tinha liquidez para honrar seus compromissos com os investidores, fruto especialmente do oferecimento de taxas de retorno estratosféricas para seus CDBs, que atraiam os incautos.
4) O Rioprevidência e seu presidente Deivis Marcon Antunes foram alvos de uma ação de busca e apreensão da PF. O instituto de previdência do estado fez aporte de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Vorcaro, em operação que põe em risco os pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores do Rio.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Um governo inerte ante o caso Master
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:
É patético o amadorismo do governo, nesse caso Banco Master. É um episódio com todas as impressões digitais do Centrão.
O Ministro Dias Toffoli não entendeu a complexidade do tema e cavou sua própria sepultura. Até agora não tirou o sigilo total das investigações para demonstrar que as provas estão intactas. E para identificar os verdadeiros artífices desse escândalo.
A consequência é o vazamento ininterrupto de dados contra o governo, contra o Supremo Tribunal Federal e contra lideranças da Bahia. E não há orientação do governo, a criação de uma narrativa. O noticiário fica completamente entregue aos vazamentos do Centrão e à atuação do jornalismo lava jatista.
O Ministro Dias Toffoli não entendeu a complexidade do tema e cavou sua própria sepultura. Até agora não tirou o sigilo total das investigações para demonstrar que as provas estão intactas. E para identificar os verdadeiros artífices desse escândalo.
A consequência é o vazamento ininterrupto de dados contra o governo, contra o Supremo Tribunal Federal e contra lideranças da Bahia. E não há orientação do governo, a criação de uma narrativa. O noticiário fica completamente entregue aos vazamentos do Centrão e à atuação do jornalismo lava jatista.
sábado, 31 de janeiro de 2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
O jornalismo 'profissional' da mídia é piada
![]() |
| Charge: Joyce Rice |
A grossa corrupção no liquidado banco Master e seus parceiros sumiu do foco dos jornalões, que estão usando o assunto para atacar o STF.
Ao invés de revelar para o público todo o esquema utilizado por salafrários como o tal ex-banqueiro Daniel Vorcaro e sua patota de ladrões do dinheiro de aposentados e pensionistas, os jornalistas e colunistas amestrados destas publicações estão fazendo de tudo para provocar uma crise no STF, com o objetivo de desestabilizar um Poder que tem sido crucial neste momento tão desafiador em que vivemos.
Umbilicalmente ligados aos interesses da classe dominante (Faria Lima, golpistas e entreguistas) estes jornais e seus “profissionais” acreditam que, ao desestabilizar o STF, estarão atingindo, por tabela, o governo Lula.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Luciano Huck sabia das mutretas do Will Bank?
![]() |
| Divulgação |
Na quarta-feira passada (21), o Banco Central decretou a liquidação do Will Bank, um dos tentáculos do corrupto Banco Master. Segundo matéria do site Seu Dinheiro, porta-voz dos abutres financeiros, com a medida extrajudicial “ficaram indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição. O Will Bank, que tem cerca de 12 milhões de clientes, havia sido preservado quando a autoridade monetária determinou a liquidação do Master, diante da avaliação de que havia interessados na aquisição da instituição – o que, no entanto, não se concretizou”.
Assinar:
Comentários (Atom)





