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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Banco Master e o véu do sistema financeiro

Charge: Fraga/GZH
Por Paulo Cannabrava Filho, no site Diálogos do Sul Global:


É impressionante como a polêmica em torno do Banco Master passou a ocupar, diariamente, páginas inteiras dos jornais e longos minutos do noticiário televisivo. O entusiasmo da mídia hegemônica com o tema não é casual. O caso acabou funcionando como uma fresta por onde se pode enxergar, ainda que parcialmente, o modo como o sistema financeiro brasileiro opera: marcado por baixa transparência, forte blindagem institucional e intensa influência política.

A intervenção do Banco Central do Brasil, que resultou no fechamento da instituição, confirmou a gravidade das irregularidades acumuladas e desmontou qualquer tentativa de tratar o episódio como mera controvérsia midiática. Quando o órgão regulador é levado a adotar uma medida extrema dessa natureza, fica evidente que não se trata de um desvio pontual, mas de falhas estruturais de supervisão toleradas ao longo do tempo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

BC atenta contra o desenvolvimento nacional

Editorial do site Vermelho:


A decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter, pela quinta vez consecutiva, a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 15% ao ano expressa um problema estrutural da política macroeconômica do Brasil. A taxa de juros real é a mais alta em 20 anos e a segunda maior do mundo. O comunicado sobre a decisão informa que “o ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais”.

O documento afirma que “o conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência”, uma referência à taxa de desemprego que fechou o ano de 2025 abaixo dos 6% da força de trabalho, em termos dessazonalizados, considerada pelo mercado financeiro insustentável.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Banco Master: economia ou polícia?

Charge: Fred/Humor com rumor
Por Paulo Kliass, no site Vermelho:


Vira e mexe a gente aqui no Brasil passa a conviver com alguma instituição financeira ocupando com destaque as páginas policiais da grande imprensa. Os escândalos envolvendo bancos ou empresas assemelhadas são muito mais frequentes do que deveriam, principalmente se partirmos do princípio de que existe um sistema de fiscalização e regulação bastante aprimorado para evitar esse tipo de crime ou desvio de comportamento no mercado. A questão é que, na maior parte dos casos, o poder econômico exercido por estas grandes corporações caminha junto com forte esquema de poder político, com surpreendente capacidade de exercer pressão sobre os órgãos de Estado encarregados de evitar e/ou punir esse tipo de situação.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O escândalo do Master e a autonomia do BC

Reprodução da internet
Por Jair de Souza

Em fevereiro de 2021, em pleno governo de Bolsonaro e seu “posto Ipiranga”, Paulo Guedes, publiquei um artigo (https://www.brasil247.com/blog/a-autonomia-do-banco-central-e-um-golpe-muito-forte-contra-a-soberania-popular) para alertar sobre a fase de graves riscos que a nação estava prestes a adentrar caso o Congresso Nacional viesse a aprovar a proposta de autonomia do Banco Central que estava por ser votada.

Lamentavelmente, apesar de nossa oposição e resistência, a aliança da extrema direita bolsonarista com os interesses do grande capital financeiro e a mídia corporativa a este associada conseguiu se impor e, no final, a autonomia foi aprovada.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Uma química bilateral entre Brasil e EUA

Reprodução
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

Sabe aquele earphone que você usa com seu celular? Pois é, ele não funcionaria sem um material crítico proveniente de terras raras, o neodímio, que é supermagnético. Sem ele, é impossível construir um alto-falante tão pequeno.

Sabe aquele avião que te leva em viagens nacionais e internacionais? Pois é, ele não funcionaria sem o ítrio, que entra em um composto que recobre as pás das turbinas, evitando que elas se deformem com o calor intenso. Sem ítrio, sem voos.

Esses são apenas dois pequenos exemplos dos múltiplos e crescentes usos desses minerais críticos, principalmente nas indústrias de ponta.

Na indústria de defesa, eles são vitais. Elementos como o samário, európio e térbio são essenciais na produção de sistemas de radar, sistemas de orientação de mísseis, óculos de visão noturna e equipamentos avançados de comunicação.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Gestão Galípolo aumenta despesas do governo

Por Jeferson Miola, em seu blog:

O governo se vira atrás de fontes compensatórias de recursos para cumprir o Novo Arcabouço Fiscal e garantir o equilíbrio das contas públicas em meio às dificuldades interpostas pela Câmara dos Deputados, que deixou caducar a Medida Provisória das bets e bancos para impedir a taxação desses setores nos padrões internacionais.

Enquanto isso, por outro lado, o Banco Central [BC] mantém aberta uma tubulação de grosso calibre por onde deverão escoar mais de um trilhão e 300 bilhões de reais do orçamento federal de 2025 para o pagamento da dívida pública e dos juros, o maior gasto da União.

Galípolo assumiu a presidência do BC herdando do bolsonarista Roberto Campos Neto uma taxa de juros [Selic] de 12,25% ao ano.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Isenção de IR equivale a um 14º salário

Charge: Aroeira/247
Por Jeferson Miola, em seu blog:

O projeto do governo Lula aprovado por unanimidade na Câmara garantiu uma conquista histórica para mais de 26 milhões de brasileiros e brasileiras.

O projeto preserva a isenção de Imposto de Renda [IR] de 10 milhões já isentos, passa a isentar outros 10 milhões e reduz o imposto de mais 6 milhões da faixa de R$ 5.000,01 a R$ 7.350.

A isenção de IR garantirá uma renda extra de R$ 4.356,89 ao ano – valor equivalente a um 14º salário anual – a partir de janeiro de 2026 para quem ganha cerca de cinco mil reais por mês.

O dinheiro que deixará de ser arrecadado pela União por meio da retenção de IR ficará no bolso do trabalhador/a, representando um aumento real do poder aquisitivo.

Brasil um pouco menos injusto nos impostos