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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Pedro Cardoso detona o ‘humorista’ Leo Lins

Charge: Nando Motta
Por Altamiro Borges


Na semana passada, o “humorista” Leo Lins – que ganhou fama no asqueroso programa de Danilo Gentile no SBT – foi condenado pela Justiça Federal a oito anos e três meses de prisão por obrar discursos preconceituosos contra diversos segmentos da sociedade. Ele ainda terá que pagar multa equivalente a 1.170 salários mínimos, em valores da época da gravação, e indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos.

A dura punição se deu devido ao show “Perturbador”, exibido em 2022 e que teve 3 milhões de visualizações no YouTube, em que o “artista” ironizava temas como abuso sexual, zoofilia, racismo, pedofilia e gordofobia e fazia comentários jocosos sobre tragédias, como o incêndio na boate Kiss, no Rio Grande Sul. No show, o provocador admitiu o caráter preconceituoso das piadas, demonstrou descaso com a possível reação das vítimas e afirmou estar ciente de que poderia enfrentar problemas judiciais devido ao teor das falas.

domingo, 4 de maio de 2025

Muita maldade em um só pacote

Colonos atiram contra palestinos enquanto soldados israelenses
aguardam em Huwwara, em 13 de outubro de 2022 (AFP)
Por Jair de Souza

Ao assistir ao novo documentário do jornalista britânico Louis Theroux (https://odysee.com/Os-Colonos-Do-Presente-(Legendado):f) , tive a sensação de que estava diante de uma peça que, embora não ultrapassasse em muito uma hora de duração, nos apresentava de modo cristalino um repasso de alguns dos principais fenômenos da história da humanidade.

Tenho dúvidas se devo considerar-me feliz por havê-lo visto, ou triste por tê-lo feito. É que, infelizmente, a retrospectiva que nos vem à mente neste trabalho jornalístico nos traz de volta à memória algumas das fases mais tenebrosas pelas quais as sociedades humanas já trilharam ao longo dos séculos.

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Parece que Vargas Llosa não leu seus romances

Vargas Llosa. Foto: Prefeitura de Madri
Por Carlos Azevedo, no site da Fundação Maurício Grabois:

"Parece que Vargas Llosa não leu seus próprios romances.”

O comentário, feito pelo escritor argentino Ricardo Piglia, dá uma indicação da aguda contradição entre a obra libertária e as posições políticas direitistas do autor peruano, falecido no último domingo (13).

Nem sempre foi assim. Até os 35 anos, Llosa foi um marxista vigoroso, entusiasta da revolução cubana e de Fidel Castro. Começou a se decepcionar quando se deu a intervenção da União Soviética na Tchecoslováquia, em 1968, e com a prisão de um escritor pelo governo cubano, em 1971. Passou a valorizar a democracia, a defender ideias liberais, a iniciativa privada, o livre mercado e foi tendendo cada vez mais para a direita.