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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A sinuca de bico de Trump no Irã

Montagem do site Actualidad RT
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

Trump se colocou em uma ‘sinuca de bico”, ao exigir do Irã concessões que o regime jamais fará, pois o atendimento pleno a essas demandas poderia até mesmo levar à queda do atual governo.

Em apertada síntese Trump demanda:

1- a completa desnuclearização do Irã;

2- forte limitação dos seus programas de mísseis e drones;

3- a extinção total de quaisquer apoios do Irã a aliados regionais, como o Hezbollah, o Hamas e milícias xiitas no Iraque e no Iêmen, entre outros;

4- o reconhecimento, por parte do Irã, de Israel, seu arquirrival, como um país legítimo.

Em relação à total extinção do programa nuclear iraniano, tal exigência contraria frontalmente o Artigo IV do Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o qual tem a seguinte redação:

Artigo IV

As novas ameaças de Trump ao Irã

domingo, 25 de janeiro de 2026

Israel mata mais 3 jornalistas na Faixa de Gaza

Da esquerda para a direita, os jornalistas Mohammad Qeshta,
Abdul Ra'ouf Shaath e Anas Ghunaim. Divulgação
Por Altamiro Borges


Na quarta-feira (21), mais três jornalistas palestinos foram mortos pelo exército terrorista de Israel. Com isso, o número total de profissionais da imprensa assassinados na Faixa de Gaza já chega a 260. Apesar dessa escalada de violência, a mídia brasileira, sob forte influência dos sionistas, silencia sobre os jornalistas mortos e sobre o genocídio que prossegue na região – e que já matou 71.551 palestinos e feriu outros 171.372.

Segundo matéria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, os três repórteres – Mohammed Salah Qashta, Abdul Raouf Shaath e Anas Abdullah Ghanim – “foram alvejados em um ataque contra o carro em que estavam, enquanto filmavam para uma iniciativa humanitária do governo egípcio na cidade de Zahraa, na região central da Faixa de Gaza. Imagens do local após o ataque mostram o veículo atingido claramente identificado com o logotipo do Comitê Egípcio”.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Irã: centro de uma disputa geopolítica global

Charge: Miguel Paiva/247
Por Marcelo Zero, no site Brasil-247:


“Isto também passará” - Frase persa.

É muito difícil saber, com precisão, o que está acontecendo, de fato, no Irã. Como sempre, a mídia ocidental fala na “sangrenta ditadura” do Irã e que centenas de pessoas já teriam sido mortas pela repressão do regime iraniano. De outro lado, imagens difundidas no Ocidente mostram incêndios de carros e construções, e o regime acusa alguns grupos de manifestantes de terem atirado e matado policiais iranianos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, moderado e progressista, já fez vários apelos ao diálogo.

Nesse contexto nebuloso e contraditório, é preciso considerar que Israel e os EUA estão fortemente empenhados na derrubada do regime iraniano há muito tempo. Tanto o governo de Israel quanto o governo dos EUA têm capacidade de promover a chamada “guerra híbrida” e de articular e promover protestos via redes sociais e internet.

Irã e o golpe do petrodólar

domingo, 21 de dezembro de 2025

A miopia estratégica de parte da Europa

Charge: Enric Ejarque/Ara
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:

O cenário geopolítico mundial é muito claro. E duro. Muito duro.

Trump resolveu mandar às favas todo e qualquer resquício de respeito à “ordem mundial baseada em regras” (regras que os EUA criaram, frise-se), ao multilateralismo e às normas básicas do direito internacional público.

Jogou no lixo velhas alianças e renunciou ao uso do soft power.

A estratégia de Trump é evidente: impor os interesses dos EUA em negociações bilaterais essencialmente assimétricas. Usa o velho divide et impera. Se utiliza de um protecionismo brutal e, inclusive, da ameaça militar, para tornar a “América grande, de novo”.

E isso acontece em um contexto no qual a OMC tornou-se moribunda.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

A estratégia de Putin e a ruína de Zelensky

Foto: Aleksandr Kazakov/Sputnik
Por Marcelo Zero, no site Viomundo:


Zelensky não está em boa situação. Está entre a “espada de aço” e a “privada de ouro”.

Em primeiro lugar, Zelensky perdeu a guerra, uma guerra que ele poderia ter terminado já em abril de 2022, em condições mais vantajosas que as de agora e com um número de vítimas muito menor.

Foi convencido, no entanto, por Boris Johnson, por Biden e pela obsoleta e lamentável Otan a persistir numa guerra inútil, com a promessa de apoio incondicional e vitória certa.

Quebrou a cara. Apesar da resistência e da tentativa (fracassada) de uma contraofensiva, a Ucrânia viu-se atolada numa guerra de desgaste (attrition warfare), que a vem fazendo perder ainda mais território e um número irreparável e insubstituível de soldados.

Perdeu 24% de seu território (e continua a perder) e não tem mais capacidade para repor os mortos e aqueles que se tornaram incapacitados para servir.