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quinta-feira, 12 de março de 2026

domingo, 8 de março de 2026

Europa: 50 países em busca de um continente

Charge do Facebook
Por Flavio Aguiar, no site A terra é redonda:

“Os Deuses vendem quando dão / Compra-se a glória com desgraça” (Fernando Pessoa, Mensagem).

1.

A Europa é o continente que tem mais países por quilômetro quadrado: 50. Nesta contagem, tomo duas liberdades. Primeira: estou incluindo o chamado Chipre Turco, a metade da ilha que se declarou independente e que só a Turquia reconhece. Segunda: excluo a Rússia, que geopoliticamente foi expulsa da Europa e passou a ser um país exclusivamente asiático, levando consigo quase 10% do território geográfico europeu.

Também é o continente cujo mapa de países soberanos e cujas fronteiras passaram por mais mudanças desde o século XIX, todas elas dramáticas e traumáticas.

O século XIX viveu sob a égide conservadora do chamado “Concerto Europeu”, nascido em 1815 no Congresso de Viena, pós-napoleônico.

terça-feira, 3 de março de 2026

O mundo sob o domínio do banditismo fascista

Teerã, 28/02/26: Iranianos protestam contra os ataques
de Israel e dos Estados Unidos
Foto: Majid Saeedi/Getty Images
Por Jeferson Miola, em seu blog:

No primeiro ano deste segundo mandato, Trump já bombardeou sete países – Somália, Iraque, Iêmen, Nigéria, Síria, Venezuela e Irã, atacado duas vezes.

Acabou a funcionalidade da diplomacia.

A ONU é hoje um cartório protocolar para a mera anotação memorial do gangsterismo e do banditismo de Trump e Netanyahu, este último elemento um fugitivo de mandado de prisão do TPI.

A força militar seria a única maneira capaz de deter as ações criminosas dos EUA e de Israel contra países e povos soberanos.

Apenas outras duas potências militares poderiam exercer algum poder de dissuasão: a Rússia; e, em menor proporção, a China.

Irã descarta negociar com os EUA

Guerra no Irã pode redesenhar ordem mundial

domingo, 1 de março de 2026

Estadão festeja a morte de crianças iranianas

Charge: Latuff/247
Por Altamiro Borges


Neste domingo, dia 1º, a imprensa iraniana informou que o bombardeio dos EUA e de Israel a um colégio feminino em Minab, no sul do país, resultou no assassinato de 148 crianças. A carnificina promovida pelos nazifascista Donald Trump e Benjamin Netanyahu não foi manchete na mídia sionista do mundo todo – incluindo a imprensa vira-lata do Brasil. Segundo a Mizan News Agency, agência oficial do Poder Judiciário do Irã, a escola foi atingida durante a operação militar. Já a agência estatal IRNA informou que as equipes de resgate continuam trabalhando na remoção dos escombros e no atendimento às vítimas. A agência Al Jazeera confirmou as mortes.

Quando o recuo vira destino

Charge: Carlos Azagra
Por Roberto Amaral


“A inação diante de Cuba repete o erro fatal de Munique: apaziguar o agressor só adia a guerra e a torna mais devastadora - a história não perdoa os que se calam diante do fascismo renascente”. Gabriel Cohn (Cuba, a Espanha no século XXI)

Em 1938, regressando de Munique, aonde fôra negociar com Adolf Hitler, o primeiro-ministro Neville Chamberlain declara ao Parlamento britânico haver conquistado o que denominava como “a paz para o nosso tempo”. Enganado ou não, enganava os ingleses e despistava o mundo, em especial o mundo europeu, mal saído da Primeira Guerra Mundial e já se vendo ameaçado por um novo conflito para o qual não estava preparado, como se veria logo depois.

Eram tempos de medo, dominados pela retórica do pacifismo para enfrentar as ameaças do rearmamento alemão comandado pela ascensão do nazifascismo. Ao entregar os Sudetos (parte da então Tchecoslováquia) à Alemanha como compensação pela promessa de Berlim de não reivindicar mais territórios (mote da doutrina do “espaço vital”, que tudo justificava), a monarquia decadente aplainava os avanços das tropas de Hitler: o “acordo de paz” é firmado em 1938 e, já em 1939, a Polônia era invadida. Avança a guerra que a Inglaterra, não podendo enfrentar, tentava não ver, simplesmente ignorando a agressão que vinha a galope.