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sábado, 7 de março de 2026

8 de Março e a luta contra o feminicídio

Divulgação
Altamiro Borges

Neste 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, uma bandeira adquiriu centralidade: a da luta contra o feminicídio. Dados do Ministério da Justiça revelam que o número de mulheres mortas bateu recorde em 2025: foram 1.568 casos de feminicídio de janeiro a dezembro, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior — mais de quatro mulheres brutalmente assassinadas por dia!

Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, citado pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal, aponta que oito em cada dez casos de feminicídio no Brasil são cometidos por parceiros ou ex-companheiros. O levantamento revela também um recorte racial: 62,6% das vítimas são mulheres negras. A maioria dos crimes ocorre dentro da própria residência (66,3%).

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Venezuela e os assuntos estratégicos

13/01/26: Trabalhadores do transporte de Caracas exigem
a libertação do presidente Maduro e de Cilia Flores/RNV
Por Pedro Carrano


Se engana quem acha que a luta contra a extrema direita/neofascismo no Brasil está separada da solidariedade à Venezuela. Ou que o "melhor" seria não misturar as coisas. As políticas do imperialismo – ditadura nos anos 60 e 70, aplicação do neoliberalismo nos anos 90; passando por golpes recentes de novo tipo etc -, sempre foram ditadas no continente como um todo, guardadas as particularidades de cada país.

O sequestro de um presidente e bombardeio no país vizinho é uma ameaça central ao Brasil. É por petróleo e recursos minerais, aquíferos e por terras raras.

A dificuldade de dialogar sobre o tema da Venezuela com os trabalhadores, na contramão da mídia empresarial, justifica abandonar uma questão estratégica, em nome de calculismo imediato?

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Ato condena ação de Trump na Venezuela

Foto: Elineudo Meira, Guilherme Gandolfi e Lucas Martins/Mídia Ninja
Por Felipe Bianchi, no site do Centro de Estudos Barão de Itararé:


Mais de mil pessoas se reuniram na tarde desta segunda-feira (5), em frente ao Consulado dos Estados Unidos, na zona sul de São Paulo, em um ato de solidariedade ao povo venezuelano e de repúdio à escalada militar do governo Donald Trump contra a Venezuela e a América Latina.

Convocado por um amplo conjunto de organizações populares, partidos e movimentos sociais, o ato em São Paulo foi marcado pelo caráter unitário entre diversas forças políticas e sociais, reunindo lideranças partidárias, movimentos da juventude, militantes de organizações populares, comunicadores e venezuelanos residentes em São Paulo.

Para o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, a ação dos Estados Unidos é um grave ataque à Venezuela, à América Latina e também ao Direito internacional. “O sequestro do presidente legítimo Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, representa um assalto à soberania do povo venezuelano e de todos os povos do continente. O que está em jogo é o nosso futuro, o futuro dos nossos recursos naturais”, afirmou. Segundo ele, a ofensiva não se limita à Venezuela: “O recado vale também para o Brasil, para a Colômbia, para o México e para os demais países da região”.

Ato em SP condena ataque terrorista dos EUA

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Por que os atos de domingo foram tão fortes?

Foto: Letícia Oliveira/PT Bahia
Por Pedro Carrano

Há anos a esquerda e as forças populares não levavam tanta gente pras ruas, em todas as capitais e, ao total, 35 cidades do Brasil.

Contra a Anistia, pela punição aos golpistas, pela Soberania e contra a PEC da Blindagem/ Bandidagem do Congresso; em Curitiba a Boca Maldita ficou lotada, como há anos não se via.

Salvador, Natal, Recife, Rio, Aracaju e Belo Horizonte, entre outras, mostraram muita força. Na maior cidade do país, SP, o ato em julho havia tido 15 mil pessoas e agora alcançou 42,4 mil de acordo com USP e Cebrap. Análises e fotos apontam que deve ter sido maior.

A presença massiva se deve ao caráter antipopular escancarado da Câmara ao aprovar a PEC da Blindagem e da Anistia. Além disso, o neofascismo neste ano se desgasta e perde capacidade de mobilização ao erguer bandeiras dos EUA e ficar ao lado da taxação e das ameaças ao país, permitindo à esquerda retomar a bandeira da Soberania.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Escala 6x1 e taxação de ricaços vão a plebiscito

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Por Altamiro Borges


Começará em 1º de julho a coleta de votos para o plebiscito popular sobre o fim da escala 6x1 com redução da jornada de trabalho e sobre a isenção do Imposto de Renda para os que ganham até R$ 5 mil com a taxação dos super-ricos. A iniciativa das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem o grosso dos movimentos sociais do país, visa conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira para esses dois temas decisivos.

Cidades protestam contra o PL da Devastação