quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Multas de Bolsonaro passam de R$ 1,6 milhão

Charge: Zé Dassilva
Por Altamiro Borges


Após a nova condenação de inelegibilidade julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (31), o fascista Jair Bolsonaro (PL) foi às redes digitais reclamar da multa imposta de R$ 425,6 mil. De acordo com o jornal Estadão, “somando essa multa a outras já impostas ao ex-presidente, chega-se a um passivo de R$ 1.638.608,40 com a Justiça. Essas dívidas estão divididas entre a Justiça Eleitoral e a Justiça de São Paulo”.

O governador-forasteiro Tarcísio de Freitas (Republicanos) até tentou ajudar o seu dono. Ele enviou projeto de lei à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para anistiar o genocida que sabotou as medidas de prevenção durante a pandemia da Covid-19. O PL foi aprovado em 17 de outubro e beneficiou o “capetão” Jair Bolsonaro, que deixará de pagar mais de R$1,1 milhão aos cofres públicos.

Palestina e o dilema do presidente Lula

Por Ana Prestes, no site Vermelho:


Desde antes da posse para seu terceiro mandato, o presidente Lula deixou evidente sua preocupação com o sistema de governança global e a necessidade de uma reforma urgente. Tomei trechos de apenas quatro momentos em que ele abordou o tema em seus pronunciamentos internacionais:

“Voltamos para propor uma nova governança global. O mundo de hoje não é o mesmo de 1945. É preciso incluir mais países no Conselho de Segurança da ONU e acabar com o privilégio do veto, hoje restrito a alguns poucos, para a efetiva promoção do equilíbrio e da paz” (COP 27 no Egito, novembro de 2022).

“O hiato entre esses desafios e a governança global que temos continua crescendo. A falta de reforma do Conselho de Segurança é o componente incontornável do problema” (G7 no Japão, maio de 2023).

Ucrânia e Gaza, a paz no vácuo

Ilustração: Grant Jurius
Por Marcelo Zero, no site Viomundo

O ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder confirmou, em entrevista recente ao jornal Die Zeitung, que um acordo para acabar com a guerra na Ucrânia esteve bem perto de ser alcançado, quando os negociadores se reuniram em Istambul, na primavera passada.

Este acordo previa o fim da “longa marcha” da Otan para o Leste, a neutralidade ucraniana, garantias de segurança internacional para ambas as partes do conflito e arranjos internos para reintegrar os territórios separatistas no Donbass.

No entanto, o acordo foi abandonado na última hora, por pressão direta dos EUA e Reino Unido sobre o governo ucraniano.

À época, o jornal ucraniano Ukrainskaya Pravda – insuspeito de qualquer apoio à Rússia – chegou a informar que um acordo de paz havia sido obtido, mas que fora abandonado, no último minuto, após a intervenção do então primeiro-ministro britânico Boris Johnson.

Após Braga Netto, falta o elo empresarial

Reprodução da internet
Por Moisés Mendes, em seu blog:

Se for compartimentada, a estrutura do bolsonarismo estará bem representada pelos personagens alcançados até agora pelo sistema de Justiça. Mas está faltando, além do núcleo dos grandes chefes, um elo decisivo para o desmonte das bases do fascismo pós-2018.

Os instrumentadores, os operadores, os ajudadores, os prestativos, os financiadores dos níveis intermediários, os manés e os terroristas. Todos têm representantes enquadrados.

Já foram presos, muitos foram indiciados e já há condenados a até 17 anos de cadeia, quase todos por envolvimento com o golpe tabajara de 8 de janeiro.

Braga Netto, condenado pelo TSE e tornado inelegível, não foi alcançado por participação no golpismo, mas pelo uso ilegal da estrutura de Estado para propaganda de campanha no 7 de setembro.

O acórdão do STF e suas consequências

Charge: Mário/Contee
Por João Guilherme Vargas Netto


Agora que foi publicado o acórdão do STF que confirma a constitucionalidade da cobrança de uma taxa negocial a todos os trabalhadores (sindicalizados ou não) beneficiados pela convenção coletiva ou pelo acordo reunidos em assembleia, os dirigentes sindicais devem estudar com atenção o texto para melhor agirem, sem estardalhaço ou precipitação.

Uma contribuição relevante para tal comedimento é o Termo de Autorregulação das Centrais Sindicais – TACS – sobre a Contribuição Negocial, de 28/09/2023.

Ambos os documentos – o acórdão e o TACS – embora sejam, para nós, vantajosos, não eliminam a necessidade de uma estratégia coerente, ampla e efetiva, capaz de garantir na realidade das relações de trabalho e no Legislativo o objetivo almejado.

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10 mil vítimas: quem paga o preço?