sexta-feira, 19 de abril de 2019

Lula ficou um pouco livre

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A autorização para Lula dar entrevistas a Monica Bergamo e Florestan Fernandes Junior, bloqueada por uma decisão do Supremo desde outubro de 2018, tem uma importância que não pode ser desprezada.

Reafirma a liberdade de expressão como um direito absoluto dos brasileiros, assegurado pelo inciso IX do artigo 5o. da Constituição: "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".

No prazo de 72 horas, o país assistiu a uma mudança importante nesse terreno.

O massacre de Eldorado do Carajás

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia:

Preso por policiais militares que, tal jagunços, escondiam a própria identidade, Oziel Alves Pereira foi espancado, arrastado pelos cabelos, algemado com as mãos para trás e então assassinado com quatro tiros, três na cabeça e um no peito. Aos 17 anos, o garoto foi o mais jovem dos 19 mortos em ataque na Curva do S, no Pará, naquilo que a história registra como o Massacre de Eldorado de Carajás.

Ocorrido em 17 de abril de 1996, o crime foi transformado em motivo de resistência e luta para o movimento popular - em especial o movimento camponês - no mundo inteiro, que hoje celebra o Dia de Luta pela Reforma Agrária.

O avanço autoritário no Brasil

Bandido bom é bandido crucificado

Por José Barbosa Junior, no site Jornalistas Livres:

Relembrar esta data traz consigo significados para além da espiritualidade, transpondo a barreira religiosa do fato. Jesus foi morto por desafiar um sistema perverso, que aliou um Império cruel e genocida a uma religião vendida e ameaçada pela mensagem de libertação do profeta galileu.

Reforçando a ideia defendida por Marx, de que a história acontece “primeiro como tragédia, depois como farsa”, não tenho dúvidas em denunciar que vivemos uma farsa terrível, fantasiada de moralismo e que insiste em fazer alusão à fé cristã.

Nada mais mentiroso! Nada mais falso! Nada mais perverso.

Suicídio no Peru e o mecanismo da Lava-Jato

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

De que era acusado Alan Garcia, o ex-presidente do Peru, que se matou com um tiro na cabeça ao ser preso pela Lava Jato local?

“O único benefício pessoal, ainda investigado pela procuradoria, seria o pagamento de US$ 100 mil por uma palestra que ele efetivamente deu na brasileira Fiesp. A ação foi delatada por um advogado terceirizado da Odebrecht”, informa a coluna de Mônica Bergamo na Folha.

Ao ler esta notícia me lembrei que o ex-presidente Lula foi condenado e preso sem provas, há mais de um ano, acusado de receber de propina um “triplex” no Guarujá que não é dele.

Lula assombra instituições em guerra

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Quer dizer, então, que o capitão nazista é a favor da liberdade de expressão? Desde quando?

E o general Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, hein? Subitamente fez um voo sem escala de paranoico anticomunista a democrata, inimigo número 1 da censura.

A doutora Raquel Dodge saiu-se melhor ainda. Descobriu a pólvora. Segundo a chefe do Ministério Público, os ministros Toffoli e Moraes afrontam o estado de direito quando desempenham ao mesmo tempo os papeis de acusadores e juízes. Como assim, vossa excelência? Por acaso Moro e a tal força-tarefa da Lava Jato não fazem há anos justamente isso colocando num balaio só juízes, procuradores e delegados? Essa aberração constitucional só é válida quando a finalidade for caçar Lula e o PT?

Bolsonaro aciona milicos contra indígenas

Por Altamiro Borges

Nas próximas semanas, Brasília lembrará com mais força a ditadura militar que amordaçou, castrou e ensanguentou o país de 1964 a 1984. Por determinação do “capetão” Jair Bolsonaro, soldados da Força Nacional ocuparão a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes por 33 dias. O motivo são os protestos marcados na capital, em especial o dos povos indígenas.

A portaria que autorizou a ocupação militar foi publicada no Diário Oficial da União, sendo assinada por Sergio Moro, o ex-juiz que virou ministro da Justiça no covil de milicianos fascistas. A medida foi solicitada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com base em protocolo de segurança que permite o emprego das forças policiais para proteger o patrimônio público.

Pai de Neymar negocia calote com Bolsonaro

Foto: Reprodução
Por Altamiro Borges

O “capetão” Jair Bolsonaro parece que não liga muito com quem aparece nas fotografias. Talvez ele imagine que a onda conservadora e anticivilizacional será eterna e que ele e seus “amigos” de selfies ficarão impunes pelo restante da vida.

Antes de virar presidente, o fascistoide posou para várias fotos com milicianos assassinos, pastores salafrários, empresários sonegadores, ruralistas truculentos e com candidatos oportunistas, laranjas e corruptos – entre outros bandidos.

Já como ocupante temporário do Palácio do Planalto, o fascistoide segue tirando fotinhos com figuras sinistras – o que deveria gerar constrangimento até nos bolsominions menos tapados, se isso é possível.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Pastor Feliciano fuzila general Mourão

Por Altamiro Borges

O “capetão” Jair Bolsonaro gerou três falsas expectativas na sociedade. Ele prometeu combater a corrupção, resolver o drama da segurança pública e retomar o crescimento econômico – “taokey”! Mas era tudo fake news. Seu governo é um laranjal de corruptos; sob intervenção, os milicos agravaram a violência no Rio de Janeiro; e a economia afunda celeremente. Diante desses fiascos, as pesquisas apontam a abrupta queda de popularidade do presidente e o caos se estabelece no bordel. Até a lua de mel dos 100 dias foi para o vinagre. O clima é de desconfiança e de facadas. Nesta zorra, um dos vice-líderes do governo no Congresso, o deputado Marco Feliciano, pede o impeachment do vice-presidente Hamilton Mourão. É pastor esbravejando pelo fuzilamento do general!

Crise ajuda Guedes a privatizar a Petrobras

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Paulo Guedes prepara-se para aplicar o ditado chinês de transformar “crise em oportunidade”. Num sentido inverso do que os chineses o aplicam, claro: a crise é para o país, a oportunidade é para o dinheiro.

Disse ontem, na Globonews, que Jair Bolsonaro, diante dos discursos em favor da privatização da Petrobras, “levantou a sobrancelha”:

“O presidente levantou a sobrancelha… Ué, se o preço de petróleo sobe no mundo todo inteiro e não tem nenhum caminhoneiro parando no Trump, na Merkel ou na porta do Macron, será que tem um problema aqui?”, disse.


Crime contra o salário mínimo

Por José Pascoal Vaz, no site Carta Maior:

Atentado à justiça social a proposta de Bolsonaro de se retirar da fórmula de reajuste do salário mínimo (SM) o aumento do PIB. Sabe-se de sobejo a influência das boas políticas de SM sobre o combate à desigualdade, como provam os primeiros 15 anos deste século.

A desigualdade é um grave problema ético, ao gerar pobreza injustificada. Segundo o IBGE, a metade (45 milhões) da população ocupada (90 milhões) no Brasil tem renda média de R$ 848,00/mês, 15% menor do que o SM que, em si, equivale apenas a 25% do SM necessário para cumprir o mínimo exigido pelo art. 7º.-IV da Constituição (R$ 4.053,20 – Dieese, fev/19), enquanto há executivos de empresas ganhando mil e quinhentas vezes mais.

Século do Judiciário e a volta da barbárie

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

De um bravo Ministro do Supremo Tribunal Federal, anos atrás ganhei um livro do jurista italiano Luigi Ferrajoli e a crença de que o século 21 seria o século do Judiciário, trazendo luzes, direitos, sede de Justiça, o poder contra-hegemônico levando a justiça às minorias e aos órfãos da política.

O Século 20 havia sido o do Legislativo, no início impondo o poder da maioria sobre os direitos das minorias, insuflado por massas ululantes e levando ao poder ditadores terríveis. Depois da Segunda Guerra, as maiorias legislativas acabaram sendo contidas por constituições, que definiam princípios civilizatórios e limites que não poderiam ser ultrapassados pela legislação comum, impedindo golpes de Estado de maiorias eventuais.

Governo a serviço da desconstrução nacional

Por Roberto Amaral, em seu blog:

Na residência oficial do embaixador brasileiro em Washington, em jantar a representantes da extrema-direita dos EUA, onde tem sua alma, o capitão declarou haver chegado ao poder “não para construir”, mas para “desconstruir muita coisa’. Sua palavra está sendo cumprida com dedicação e competência exemplares. A economia soçobra e a dignidade nacional foi ao chão.

Seja Tigrão, Tchutchuca!

Por Ayrton Centeno, no jornal Brasil de Fato:

Estas linhas são uma colaboração modesta ao ministro Paulo Guedes, tão ansioso no seu propósito de courear os pobres e alisar o lombo dos afortunados. Embora devoto aplicado da Teologia da Escravidão, seus últimos movimentos não tem obtido a graça divina. Na sua ida ao Congresso, deixado ao relento pelas bancadas da Bíblia, do Boi e da Bala, saiu de mãos abanando e com o apelido de Tchutchuca. Algo que, convenhamos, é pouco para quem planeja estrago tão grande na vida dos outros.

Lalo lança o livro "A mídia descontrolada"

Por Theo Rodrigues, no blog Cafezinho:

No dia 26 de abril de 2019, sexta-feira, às 18:00, o Rio de Janeiro recebe o lançamento do novo livro de Laurindo Leal Filho, o Lalo: “A mídia descontrolada – Episódios da luta contra o pensamento único”, lançado pelo selo do Barão de Itararé.

O livro reúne uma série de artigos sobre políticas de comunicação e de análise de mídia escritos nos últimos oito anos. Trata-se do acompanhamento, através desses textos, do papel da mídia nesse período em sua relação com a política, a economia e a cultura do país.

Ditadura deixa de ser uma hipótese remota

Por Renato Rovai, em seu blog:

Um golpe não é, um golpe vai sendo.

Desde antes do impeachment ilegal e canhestro aplicado pelo lavajatismo, a mídia e políticos oportunistas que escrevo isso quase como um mantra.

Um golpe começa com um alvo e vai ampliando seus objetivos até engolir parte, inclusive, dos que participaram da armação. Até mostrar aos ingênuos e mal intencionados que eles foram usados de diferentes maneiras para que o arbítrio se consolidasse.

"Independência" do BC e governo em conflito

Por Paulo Kliass, no site Outras Palavras:

O governo do capitão insiste em aprofundar seu isolamento político no país, bem como sua vergonhosa reclusão no cenário diplomático e internacional. Alguns analistas chamam a atenção para essa trilha aparentemente suicida, de não levar em conta as necessidades mínimas da própria sobrevivência política em um contexto de vigência de regras supostamente normais da institucionalidade democrática. No entanto, nem tudo que aparenta ser contraditório pode ser debitado na conta da incompetência pura e simples. Talvez esteja aí, inclusive, uma das muitas hipóteses a explicar essa opção — levar a conjuntura ao cenário de paralisia e abrir espaço para as vozes que clamam por uma intervenção militar explícita e ditatorial.

Bolsonaro e 'mercado' atacam a Petrobras

Editorial do site Vermelho:

A celeuma criada com a decisão do presidente da República Jair Bolsonaro de ligar pessoalmente para a direção da Petrobras impondo o cancelamento do aumento do preço do diesel tem enorme simbolismo. Significa que o mercado já dominou setores importantes do Estado para submetê-los ao seu controle despótico. Quem melhor traduziu essa dominação foi o porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, ao repetir o que Bolsonaro teria dito sobre a celeuma.

Greve de caminhoneiros ainda ronda governo

Por Vilma Bokany, no site da Fundação Perseu Abramo:

Depois da intervenção de Jair Bolsonaro para impedir o aumento de 5,7% no preço do diesel, na última 5ª feira (11-04), temendo uma nova greve de caminhoneiros, como a do ano passado, que paralisou o país, a Petrobras decidiu manter estáveis as cotações do diesel e da gasolina em suas refinarias.

O mercado reagiu mal com a possibilidade de intervenção direta de Bolsonaro no preço dos combustíveis, o que fez com que as ações da Petrobras registrassem uma desvalorização de 8,5% e a empresa perdesse em um único dia 32 bilhões de reais em valor de mercado.

Posições firmes diante das várias crises

Por João Guilherme Vargas Netto

À margem do puramente espetaculoso, quatro assuntos graves devem ocupar nossa atenção e orientar nossas ações. Os três primeiros são expressões diretas da luta de classes e o quarto é institucional, mas nem por isso menos grave.

O primeiro é a continuidade da luta contra a deforma da Previdência cujas peripécias na Câmara dos Deputados têm revelado a dificuldade de seus proponentes em fazer avançá-la. Embora haja um clima de barata-voa não devemos ter ilusões e baixar a guarda, porque o deus mercado sabe fazer milagres e mágicas.