O pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a favor da redução da jornada de trabalho na 2ª Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo entre os dias 3 e 5 de março, tem grande importância. Demonstra o empenho do governo pela aprovação de uma das mais significativas bandeiras históricas dos trabalhadores, que sempre esteve na agenda das lutas sindicais, desde as primeiras ações organizadas contra a exploração capitalista.
Do lado dos trabalhadores, a expectativa é de que o Congresso Nacional se empenhe na aprovação da proposta. Em nota, as centrais sindicais disseram que “a redução da jornada de trabalho é uma bandeira histórica do movimento sindical, responsável por expressivas conquistas ao longo do tempo”. Do lado do patronato, há resistências de grandes corporações empresariais, mas, de acordo com um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), dois terços dos micros e pequenos empreendedores consideram que a redução da jornada pode ser positiva para seus negócios. Uma delas é o aumento da renda da população, com mais trabalhadores empregados, e, consequentemente, do consumo.