sexta-feira, 6 de março de 2026

PF finalmente demitirá Dudu Bananinha?

Charge: Bruno Struzani/Desenho Ladino
Por Altamiro Borges


Nesta terça-feira (3), a Polícia Federal notificou, por edital, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), vulgo Dudu Bananinha, sobre a abertura do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por suspeita de improbidade administrativa. Essa medida representa mais um passo para a demissão do filhote 03 do presidiário Jair Bolsonaro. Escrivão de carreira da PF, ele está foragido nos EUA desde março de 2025. Mesmo sem trabalhar, o fujão seguia nos quadros da instituição. Ele estava afastado das suas funções devido a faltas não justificadas.

O procedimento administrativo foi instaurado em setembro do ano passado pela Corregedoria-Geral da corporação policial. Segundo o site Metrópoles, ele “apura indícios de condutas que, segundo avaliação preliminar, podem estar relacionadas a crimes contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito. Em análise inicial, a PF avalia que os fatos podem enquadrar o filho do ex-presidente em ato de improbidade – infração disciplinar grave que pode resultar em demissão. A corporação estima que o caso possa ser concluído em prazo de 120 dias”.

Pelo edital publicado no Diário Oficial da União (DOU), Eduardo Bolsonaro está em “lugar incerto e não sabido”. A partir da publicação, ele tem prazo de 15 dias para apresentar defesa, sob pena de revelia – quando o processo segue independentemente da manifestação do acusado. “Este é o PAD mais avançado entre os instaurados pela corporação e pode culminar na sua demissão, conforme o apurado pela coluna. Atualmente, o filho do ex-presidente está afastado das funções por faltas injustificadas, após não assumir posto na delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ)”.

A situação do traidor da pátria Dudu Bananinha se complica a cada dia que passa. Em fevereiro último, o Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou ação penal contra ele por obstrução de Justiça e coação, tornando-o réu. Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF aceitou denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusou de ter atuado de forma reiterada e ostensiva para submeter interesses da República a objetivos pessoais e familiares. “Com a abertura da ação penal, o ex-deputado deverá apresentar defesa e indicar testemunhas. Ao fim do processo, os ministros do STF decidirão pela absolvição ou condenação”.

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