segunda-feira, 22 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
2º tempo da Lava Jato 2: caso Jaques Wagner
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| Foto: Paula Fróes |
É alto o preço da ingenuidade política das chamadas forças progressistas ou democráticas. Até hoje não entenderam que a escandalização é uma arma usada historicamente pela direita e pelo Departamento de Estado norte-americano.
Os mais velhos hão de lembrar da Cruzada contra a Corrupção de um tal padre Peyton, que percorria o Brasil financiado pela Grace - empresa de dois irmãos irlandeses, católicos, radicados nos Estados Unidos e representantes da Caterpillar no país. Ou, mais recentemente, da Lava Jato.
Independentemente do que é fato, do que é narrativa, não se pode perder de vista o objetivo político final das campanhas moralistas. Sem identificar esses interesses, seremos apenas patos na Lagoa, à mercê dos tiros e vazamentos.
A Jaques Wagner o que é de Jaques Wagner
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| Foto: Facebook de Jaques Wagner |
A investigação de Jaques Wagner no marco da Operação Compliance Zero tem como alvo o próprio senador, individualmente, e não envolve, de nenhuma maneira, o governo Lula, a bancada do PT no Senado e tampouco o Partido dos Trabalhadores.
Há, no entanto, o risco de governo, bancada petista e PT serem tragados para a crise que não lhes pertence caso Jaques Wagner continue na liderança do governo no Senado. Ele precisará se desincompatibilizar do cargo para se dedicar integralmente, e no seu próprio nome, ao pleno exercício do direito de defesa no processo.
As informações sobre supostos mimos e vantagens econômicas indevidas recebidas por Jaques Wagner e familiares não foram vazadas pela imprensa, mas constam de relatório da Polícia Federal sobre conteúdos encontrados nos dispositivos de Daniel Vorcaro.
Uma pesquisa para acalmar os nervos
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| Imagem gerada por Gemini do Google |
Se a Folha e o Datafolha tivessem encomendado à Inteligência Artificial a melhor pesquisa para o momento, teriam conseguido algo parecido com essa que o jornal publica nesse sábado. É a mesma fotografia de 22 de maio, com Lula com 47% e Flávio com 43% no segundo turno.
Uma pesquisa boa para o instituto e a Folha, que não se incomodam com mudança na diferença dentro da margem de erro, boa para Flávio, que não vê Lula disparar, e boa para Lula, que mantém uma vantagem segura de distância, mas sem exageros e sem incitar euforias.
No mais, o que a pesquisa tem é tudo do mesmo. Caiado e Zema não são candidatos, mesmo que apareçam, como engano, como ‘competitivos’ num segundo turno, o que não significa nada. Contra Caiado, Lula faria 47% a 41%, e contra Zema, 48% a 39%.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
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