domingo, 14 de junho de 2026

Filha de Silvio Santos será vice de Caiado?

Imagem gerada por Gemini do Google
Por Altamiro Borges


A campanha do agrotroglodita Ronaldo Caiado (PSD) está fazendo água. Nem o chefão do seu partido, Gilberto Kassab, acredita mais na viabilidade da candidatura. Na pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (10), o ex-governador de Goiás surge com apenas 3% das intenções de voto – a mesma merreca do fascistinha Renan dos Santos, da recém-criada Missão. Diante do fiasco da sua segunda empreitada presidencial, o comando da campanha já especula sobre o vice para ganhar visibilidade na mídia.

Na semana passada, Daniela Lima informou no site UOL que o PSD já trabalha com a hipótese de chapa pura e passou a sonhar como o nome da apresentadora Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos. “Ela se filiou ao PSD para concorrer a uma vaga de deputada federal por São Paulo, mas passou a ser mencionada como ‘um nome que seria muito bem-vindo’ para ocupar a posição de vice-presidente desde que os caciques do partido disseminaram a tese de que o ideal era investir numa composição sem outros partidos”.

Ainda segundo a jornalista, a filha do falecido “topa-tudo-por-dinheiro” tem várias vantagens. “Além de ser mulher, Silvia Abravanel é bastante conhecida nas classes C, D e E, público-alvo da emissora fundada pelo pai, o SBT. Sua eventual indicação poderia não só suavizar a imagem de Caiado, muito aferrada à ideia de um político de mão pesada na segurança pública e com forte identificação com o agronegócio”. A proposta oportunista, porém, esbarra em resistências no PSD e deve ser abandonada.

A crise na definição da estratégia eleitoral decorre da fragilidade da pré-candidatura de Ronald Caiado, que foi projetada para virar a tal “terceira via”, tão desejada por setores da cloaca burguesa e da sua mídia. Ocorre que o agrotroglodita de Goiás pouco difere do neofascista Flávio Bolsonaro, o que o inviabiliza como alternativa da extrema-direita. Ele não decola e corre o risco de fazer novo vexame na eleição presidencial. No pleito de 1989, Ronaldo Caiado, então uma ascendente liderança da violenta União Democrática Ruralista (UDR), obteve apenas 488.872 votos, o equivalente a 0,68%, ficou em décimo lugar na disputa. E agora? Em fim de carreira, ele vai passar vergonha novamente?

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