Por João Guilherme Vargas Netto
Rogério Marinho, como deputado federal, foi um grande algoz do movimento sindical na deforma trabalhista de 2017.
Agora, como senador e principal coordenador da campanha eleitoral do candidato do PL à presidência da República, procura sabotar no Senado a aprovação da PEC já aprovada pela Câmara em duas votações, por esmagadora maioria, que determina o fim da escala 6 x 1 e garante jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial, com uma PEC de sua autoria, a PEC 12, que sujeita o trabalhador a salário por hora trabalhada com acordo individual e sem redução de jornada. Já é chamada de PEC 7 x 0.
Continua cumprindo seu papel de algoz do movimento sindical e dos trabalhadores e ele mesmo confessa em entrevista de página inteira no Globo de domingo (14/06) que sua PEC é uma “provocação”.
Provocação ou não ela foi apoiada por grandes confederações patronais (CNA, CNC, CNI, CNT) e pela Fiesp com uma escandalosa matéria paga “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”, publicada nos grandes jornais impressos com quatro páginas inteiras, três das quais com um borrão escuro das ilegíveis assinaturas de entidades empresariais do Brasil afora, uma carta de quem foi dormir tarde.
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