domingo, 23 de agosto de 2026

STF abre ação penal contra Silas Malafaia

Desenho do Chatgpt
Por Altamiro Borges


Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou a abertura de uma ação penal contra o “pastor” Silas Malafaia, dono da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pelo crime de injúria contra o Alto Comando do Exército. Diante da decisão, o mercenário da fé bolsonarista ainda tentou esbanjar valentia, afirmando que é alvo de perseguição política do ministro Alexandre de Moraes e que irá resistir: “É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem”. Pura bravata!

A denúncia contra Silas Malafaia foi apresentada ao STF pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e teve origem em uma representação do general Tomás Paiva, comandante do Exército, feita após um discurso do bolsonarista num ato na Avenida Paulista, no ano passado. Em 6 de abril de 2025, o líder evangélico rosnou do alto do carro de som: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem”.

A provocação gerou a representação do comandante do Exército. Como lembra Mônica Bergamo no site UOL, “a Primeira Turma do STF tornou Silas Malafaia réu em abril deste ano. Na ocasião, ela rejeitou a parte da denúncia que o acusava de calúnia. Venceu o entendimento de Cristiano Zanin, acompanhado de Cármen Lúcia, para processar o evangélico apenas por injúria (por ofender a dignidade ou o decoro de alguém). Ficaram vencidos Alexandre de Moraes e Flávio Dino”.

A falsa valentia do pastor bolsonarista

Apesar de arrotar valentia, o “pastor” bolsonarista parece que anda mais contido nas últimas semanas. Ele não compareceu ao lançamento flopado da campanha de Flávio Bolsonaro em Copacabana (RJ), na semana passada. E agora, informa a Folha, ele anunciou que não vai coordenar os eventos golpistas do 7 de Setembro pela primeira vez desde 2021.

“Segundo o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ele organizava as mobilizações, que aconteciam na avenida Paulista, em São Paulo, ou na praia de Copacabana, no Rio, a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ‘que era meu amigo’. ‘Eu organizei porque o Bolsonaro me pedia, certo? Eu fazia a pedido de Bolsonaro, eu não sou político. Fazia porque eu sabia organizar e botava o pé na porta’, diz o pastor, que nas ocasiões não poupava críticas ao ministro Alexandre de Moraes... A falta de envolvimento neste ano eleitoral de 2026, porém, não significa uma ruptura de Malafaia com o grupo político do presidenciável Flávio Bolsonaro”.

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