segunda-feira, 11 de maio de 2026
domingo, 10 de maio de 2026
Zé Trovão, Hattem e Pollon têm penas brandas
Por Altamiro Borges
Depois de nove meses de muita enrolação, o Conselho de Ética da Câmara Federal finalmente decidiu suspender os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) por apenas um e dois meses – uma punição branda para os três bolsonaristas arruaceiros que ocuparam a Mesa Diretora da Casa em agosto de 2025. A decisão, porém, precisa ser ratificada pela Comissão de Constituição e Justiça (CNJ) e pelo pleno do plenário da Câmara. Os três amotinados ainda podem ficar impunes por seus crimes contra a democracia.
Depois de nove meses de muita enrolação, o Conselho de Ética da Câmara Federal finalmente decidiu suspender os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) por apenas um e dois meses – uma punição branda para os três bolsonaristas arruaceiros que ocuparam a Mesa Diretora da Casa em agosto de 2025. A decisão, porém, precisa ser ratificada pela Comissão de Constituição e Justiça (CNJ) e pelo pleno do plenário da Câmara. Os três amotinados ainda podem ficar impunes por seus crimes contra a democracia.
sábado, 9 de maio de 2026
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Havan é denunciada por crueldade no trabalho
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| Charge: Jota Camelo |
O site Metrópoles informou nesta quarta-feira (6) que o ricaço bolsonarista Luciano Hang, vulgo “Véio da Havan”, poderá sofrer em breve mais uma derrota judicial. “Denúncias de funcionários de uma loja da Havan em Rondonópolis (MT) levaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) a acionar a Justiça. De acordo com os autos, trabalhadores eram orientados a permanecer em pé durante todo o expediente, sob pena de punições em caso de descumprimento da determinação”.
Segundo as apurações do MPT, os funcionários não podiam se sentar nem mesmo durante os momentos de inatividade. Além disso, não eram oferecidos a eles cadeiras para descanso. Diante dessa crueldade, a 1ª Vara do Trabalho de Rondonópolis determinou, em decisão liminar, que a Havan disponibilizasse assentos com encosto aos trabalhadores e adotasse medidas voltadas à melhoria das condições de saúde e ergonomia no ambiente de trabalho. “Em caso de descumprimento da decisão, fixou multa de R$ 50 mil”, relata a matéria.
Estranhos tempos mórbidos
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| Charge: Nando Motta |
“O Brasil tem um enorme passado pela frente.” – Millôr Fernandes
Com Antonio Gramsci aprendemos que “a crise [política] consiste precisamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer; neste interregno, verifica-se uma grande variedade de sintomas mórbidos”. Trazendo a formulação do autor de Cadernos do cárcere para os tempos de hoje, talvez seja permitida a ousadia de afirmar que, em nosso caso, o novo não pode nascer (ou é impedido de nascer) porque o velho permanece vivo, prometendo uma história regressiva. Este velho, hoje, é o neofascismo revisitado — novas palavras, novos meios — mas sempre regressivo, anistórico, autoritário.
São os estranhos tempos mórbidos, estes nossos.
Nos EUA, Lula fez barba, cabelo e bigode
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| Foto: Ricardo Stuckert/PR |
O êxito incontestável do encontro do presidente Lula com Donald Trump superou as expectativas do próprio governo brasileiro e suplantou até a crônica má vontade da mídia corporativa para com ele.
E antes de qualquer avaliação sobre ganhos políticos ou eleitorais, o que mais importa é o reconhecimento de que Lula foi à Casa Branca em defesa dos interesses do Brasil, disposto ao diálogo e à negociação, mas demarcando como limite a observância da soberania e da democracia brasileiras.
Trump, tão áspero, foi mais que amistoso, não há que negar: mandou estender o tapete vermelho, e sorridente recebeu o visitante na porta com caloroso aperto de mão. Aceitou, de pronto, o pedido para que não houvesse sessão com a imprensa no Salão Oval no início do encontro, temendo uma daquelas emboscadas que Trump já armou para outros. Depois da visita, nas redes, chamou Lula de “muito dinâmico” e, mais tarde, de “bom homem” e de “um cara inteligente”. Na sexta-feira passada, teria encerrado o telefonema que fez para Lula com um inusitado “I love you”. Ele, que ouviu isso de Bolsonaro, talvez tenha pensado que seja um costume político brasileiro entre aliados. Lá, não é. Nem aqui, mas foi um indicador da temperatura que haveria na Casa Branca.
E antes de qualquer avaliação sobre ganhos políticos ou eleitorais, o que mais importa é o reconhecimento de que Lula foi à Casa Branca em defesa dos interesses do Brasil, disposto ao diálogo e à negociação, mas demarcando como limite a observância da soberania e da democracia brasileiras.
Trump, tão áspero, foi mais que amistoso, não há que negar: mandou estender o tapete vermelho, e sorridente recebeu o visitante na porta com caloroso aperto de mão. Aceitou, de pronto, o pedido para que não houvesse sessão com a imprensa no Salão Oval no início do encontro, temendo uma daquelas emboscadas que Trump já armou para outros. Depois da visita, nas redes, chamou Lula de “muito dinâmico” e, mais tarde, de “bom homem” e de “um cara inteligente”. Na sexta-feira passada, teria encerrado o telefonema que fez para Lula com um inusitado “I love you”. Ele, que ouviu isso de Bolsonaro, talvez tenha pensado que seja um costume político brasileiro entre aliados. Lá, não é. Nem aqui, mas foi um indicador da temperatura que haveria na Casa Branca.
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