quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Três categorias decisivas no Brasil

Por João Guilherme Vargas Netto

Quero escrever sobre três categorias de trabalhadores – comerciários, bancários e metalúrgicos do setor automotivo – grandes e presentes em todo o Brasil, com centenas de sindicatos e alta sindicalização com uma rede articulada pelas organizações filiadas a centrais sindicais.

Os comerciários – porta de entrada do primeiro emprego – têm hoje, em geral, uma conjuntura positiva, exceto em algumas grandes redes que, por concorrência e inadimplência, por disputas internas prejudiciais, por desleixo e juros altos atravessa uma situação de crise, com ameaça de demissões. A confederação nacional que representa os comerciários conseguiu na Justiça do Trabalho a suspensão das demissões pretendidas e a exigência de participação dos sindicatos quando se trata de demissão coletiva.

Os bancários – categoria das mais afetadas pelos avanços das inovações tecnológicas – resistem apesar da dramática diminuição numérica e ativamente conseguem garantir negociações com os banqueiros (que tiveram lucros fabulosos), demonstrando uma imensa capacidade de mobilização, comandada, diga-se, por companheiras muito qualificadas.

Os metalúrgicos do setor automotivo (que, em geral, apresenta uma conjuntura favorável), organizados em sindicatos fortes, valorizam as negociações salariais e começam a se preocupar com a pressão da informalidade em suas fileiras – o metalúrgico tem preferido se uberizar a fazer hora extra, enquanto as metalúrgicas preferem a CLT. Pretendem estudar e agir sobre este desafio a partir de pesquisas qualitativas e quantitativas.

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