quarta-feira, 26 de agosto de 2026
terça-feira, 25 de agosto de 2026
TikTok é multado por coletar dados de menores
Por Altamiro Borges
Em decisão publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à big tech chinesa ByteDance, dona do TikTok, após identificar irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. Além da penalidade financeira, a empresa terá de eliminar informações obtidas de maneira irregular e adotar novas medidas de proteção aos usuários. Trata-se da primeira sanção aplicada pela ANPD no exercício da fiscalização relacionada ao ECA Digital.
Em decisão publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou uma multa de R$ 153,7 milhões à big tech chinesa ByteDance, dona do TikTok, após identificar irregularidades no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. Além da penalidade financeira, a empresa terá de eliminar informações obtidas de maneira irregular e adotar novas medidas de proteção aos usuários. Trata-se da primeira sanção aplicada pela ANPD no exercício da fiscalização relacionada ao ECA Digital.
Ana Castela garfa R$ 850 mil em emendas do PL
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| Desenho feito por Chatgpt |
No domingo passado (23), a cantora Ana Castela viralizou nas redes digitais ao posar ao lado do deputado fascistinha Nikolas Ferreira (PL), durante a Festa do Peão de Boiadeiro em Barretos (SP), com cada um fazendo o número dois com as mãos, em clara referência ao número 22, do PL. Pelo jeito, a música sertaneja ama de paixão a sigla de Flávio Bolsonaro, o Flávio Rachadinha. E não é para menos.
Segundo postagem do site Metrópoles, o posicionamento político da artista “vem antes de um show inteiramente bancado por uma emenda de uma deputada do partido, contratado por uma prefeitura administrada pelo PL, em que ela terá cachê de R$ 850 mil pagos com verbas federais. O próximo show de Ana Castela, na quinta-feira (27), será na Expo São Fidélis, no Norte Fluminense”.
Janja rechaça fala misógina de Renan Santos
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| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil |
No sonolento debate da Band desse domingo (23), que resultou no cochilo de Gilberto Kassab, vice de Ronaldo Caiado (PSD), e teve metade da audiência da entrevista de Lula na Record no mesmo horário, Renan Santos, do partido Missão, esbanjou toda sua agressividade e misoginia. Ao criticar a ausência do presidente, o fascistoide rosnou que ele ficou “com aquela Janja”. Depois, ainda acrescentou que “Lula ou tá bêbado ou tá com a Janja” e arrematou: “Melhor ficar bêbado”.
Diante dessa atitude asquerosa, a primeira-dama divulgou de imediato uma nota de repúdio ao candidato da ultradireita, fundador do famigerado Movimento Brasil Livre (MBL). No comunicado enviado à Band, Janja Lula da Silva afirma que a cena configura um ataque misógino dirigido a quem não disputa as eleições nem estava no local para se defender. Ela também aponta que agressões com esse teor de ódio não podem ser normalizadas. Vale conferir a íntegra da nota:
Para que o PIG criou o personagem Lulinha?
Por Jair de Souza
Nos dias atuais, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) continua mais ativo do que nunca. Esta expressão, cunhada pelo então deputado Fernando Ferro e popularizada pelo falecido jornalista Paulo Henrique Amorim, refere-se a uma associação política prática composta pela Rede Globo, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Rede Bandeirantes, Record, Jovem Pan e o conjunto da mídia corporativa de nosso país.
A razão de ser do PIG é desempenhar a função de guardião-mor dos privilégios das oligarquias brasileiras e zelar pelos interesses de seus sócios e mentores dos centros imperialistas. Em consonância com tais objetivos, uma de suas principais tarefas tem sido a de impedir a toda custa que forças políticas ligadas ao campo popular possam vir a pôr em xeque o domínio absoluto que nossas classes dominantes sempre exerceram sobre nossa nação e suas riquezas.
Nos dias atuais, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) continua mais ativo do que nunca. Esta expressão, cunhada pelo então deputado Fernando Ferro e popularizada pelo falecido jornalista Paulo Henrique Amorim, refere-se a uma associação política prática composta pela Rede Globo, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Rede Bandeirantes, Record, Jovem Pan e o conjunto da mídia corporativa de nosso país.
A razão de ser do PIG é desempenhar a função de guardião-mor dos privilégios das oligarquias brasileiras e zelar pelos interesses de seus sócios e mentores dos centros imperialistas. Em consonância com tais objetivos, uma de suas principais tarefas tem sido a de impedir a toda custa que forças políticas ligadas ao campo popular possam vir a pôr em xeque o domínio absoluto que nossas classes dominantes sempre exerceram sobre nossa nação e suas riquezas.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
domingo, 23 de agosto de 2026
STF abre ação penal contra Silas Malafaia
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| Desenho do Chatgpt |
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou a abertura de uma ação penal contra o “pastor” Silas Malafaia, dono da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pelo crime de injúria contra o Alto Comando do Exército. Diante da decisão, o mercenário da fé bolsonarista ainda tentou esbanjar valentia, afirmando que é alvo de perseguição política do ministro Alexandre de Moraes e que irá resistir: “É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem”. Pura bravata!
Mídia abafa queda das mortes entre yanomami
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| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil |
O Ministério da Saúde divulgou na semana passada dados alvissareiros sobre a situação dos povos da Terra Indígena Yanomami, entre Roraima e Amazonas. Segundo o levantamento, as mortes por desnutrição na vasta área caíram 75,7% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2023, quando foi declarado pelo governo Lula o estado de emergência no território.
Ainda segundo os dados da pasta, foram zeradas as mortes por malária, enquanto os óbitos por infecção respiratória caíram 40,8%. Considerando todas as causas de morte, houve queda de 29,5%, passando de 224 em 2022 para 158 neste ano. Outro avanço importante se deu na vacinação dos indígenas. O número de doses passou de 11.273, em 2023, para 20.267 em 2026, um crescimento de 79,8%.
Danilo Gentili é derrotado pelo Padre Júlio
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| Reprodução |
O site g1, do Grupo Globo, informa que “a Justiça de São Paulo condenou o apresentador de TV Danilo Gentili a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais ao Padre Júlio Lancelloti por publicações consideradas ilícitas”. A sentença foi proferida pela 29ª Vara Cível do Foro Central Cível, do Tribunal de Justiça de São Paulo, e foi definida em 6 de agosto de 2026. Ainda cabe recurso.
A Justiça determinou ainda a remoção da baixaria “#Perdeu, Padre – Padre da Linguiça leva uma invertida”, postada em 25 de abril de 2025, das imagens manipuladas que a acompanhavam e de outras publicações apontadas no processo que continham os conteúdos criminosos. O processo contra o “humorista” do SBT, conhecido por suas posições fascistoides, foi movido pelo líder religioso, que alegou ter sido alvo de ataques reiterados em redes sociais.
Os EUA e as eleições brasileiras
Por Roberto Amaral
“Os EUA anunciam que são potência imperial com domínio incontestável sobre a região, cobiçada pela China. Com isso, tratam a América Latina não como parceira, mas como vassala.” (O Estado de SP, 17/08/2026)
O jornalão da oligarquia paulista, diário oficial do segmento mais atrasado da classe dominante brasileira, levou nada menos de 151 anos para descobrir que o imperialismo é uma realidade objetiva e ousou nomeá-lo como presente na América Latina. O escorregão ideológico ajuda a explicar - se ainda é necessário -, a natureza desse império que vem, de longa data, marcadamente a partir da proclamação da Doutrina Monroe (1823), que reduzia nosso continente a mera extensão de sua soberania. Na sequência sobreveio (1904) o Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe (“fale suavemente e carregue um grande porrete” ) e agora nos chega o Corolário Trump, uma atualização imperial do big stick :“Os Estados Unidos reafirmarão e imporão a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental".
“Os EUA anunciam que são potência imperial com domínio incontestável sobre a região, cobiçada pela China. Com isso, tratam a América Latina não como parceira, mas como vassala.” (O Estado de SP, 17/08/2026)
O jornalão da oligarquia paulista, diário oficial do segmento mais atrasado da classe dominante brasileira, levou nada menos de 151 anos para descobrir que o imperialismo é uma realidade objetiva e ousou nomeá-lo como presente na América Latina. O escorregão ideológico ajuda a explicar - se ainda é necessário -, a natureza desse império que vem, de longa data, marcadamente a partir da proclamação da Doutrina Monroe (1823), que reduzia nosso continente a mera extensão de sua soberania. Na sequência sobreveio (1904) o Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe (“fale suavemente e carregue um grande porrete” ) e agora nos chega o Corolário Trump, uma atualização imperial do big stick :“Os Estados Unidos reafirmarão e imporão a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental".
A Era do Obscurantismo
Por Paulo Nogueira Batista Jr.
Estamos atravessando a mais perigosa situação geopolítica desde a Segunda Guerra Mundial. O brasileiro, que adora se iludir, precisa abrir os olhos urgentemente.
Quais são as características marcantes desta fase, cujo início remonta à primeira ou segunda década do século XXI? Creio que podemos destacar quatro pontos:
1) A ascensão e consolidação de um mundo multipolar, marcado pelo rápido progresso da China e de outras nações do Leste da Ásia.
2) O declínio relativo do Ocidente, acelerado por escolhas estratégicas altamente problemáticas dos Estados Unidos (a abertura de uma guerra de três frentes contra a Rússia, a China e o Irã e, desde 2025, uma fragmentação inédita do Ocidente).
3) A relutância, mais do que isso – a recusa terminante do Ocidente de aceitar seu declínio relativo – a ponto de estar disposto a violar todos os princípios, contratos e regras, além de praticar abertamente toda sorte de violência e pirataria. Estados Unidos e aliados mostram-se prontos, como estamos vendo, a realizar operações militares e até mesmo ir à guerra na tentativa de preservar e talvez reverter seu domínio decadente.
4) Apesar do declínio, o Ocidente, em especial a superpotência Estados Unidos, não devem ser subestimados, pois podem fazer – e fazem – grandes estragos urbi et orbi.
Estamos atravessando a mais perigosa situação geopolítica desde a Segunda Guerra Mundial. O brasileiro, que adora se iludir, precisa abrir os olhos urgentemente.
Quais são as características marcantes desta fase, cujo início remonta à primeira ou segunda década do século XXI? Creio que podemos destacar quatro pontos:
1) A ascensão e consolidação de um mundo multipolar, marcado pelo rápido progresso da China e de outras nações do Leste da Ásia.
2) O declínio relativo do Ocidente, acelerado por escolhas estratégicas altamente problemáticas dos Estados Unidos (a abertura de uma guerra de três frentes contra a Rússia, a China e o Irã e, desde 2025, uma fragmentação inédita do Ocidente).
3) A relutância, mais do que isso – a recusa terminante do Ocidente de aceitar seu declínio relativo – a ponto de estar disposto a violar todos os princípios, contratos e regras, além de praticar abertamente toda sorte de violência e pirataria. Estados Unidos e aliados mostram-se prontos, como estamos vendo, a realizar operações militares e até mesmo ir à guerra na tentativa de preservar e talvez reverter seu domínio decadente.
4) Apesar do declínio, o Ocidente, em especial a superpotência Estados Unidos, não devem ser subestimados, pois podem fazer – e fazem – grandes estragos urbi et orbi.
Os sindicatos brasileiros respiram
Por Clemente Ganz Lúcio, no site Outras Palavras:
O crescimento da taxa de sindicalização observado pelo IBGE em 2024 [1] marca um ponto de inflexão importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois de mais de uma década de retração, interrompe-se uma trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada pelos ataques às instituições sindicais, pela reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do financiamento compulsório e por uma conjuntura política marcada pela deslegitimação da ação coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100 milhões de pessoas, formais e informais), elevando o contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3 milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas, um crescimento de cerca de 812 mil filiados. Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado estatístico, trata-se de um sinal de mudança na dinâmica do mundo do trabalho brasileiro.
O crescimento da taxa de sindicalização observado pelo IBGE em 2024 [1] marca um ponto de inflexão importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois de mais de uma década de retração, interrompe-se uma trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada pelos ataques às instituições sindicais, pela reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do financiamento compulsório e por uma conjuntura política marcada pela deslegitimação da ação coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100 milhões de pessoas, formais e informais), elevando o contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3 milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas, um crescimento de cerca de 812 mil filiados. Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado estatístico, trata-se de um sinal de mudança na dinâmica do mundo do trabalho brasileiro.
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